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Um livro pode constituir uma boa leitura por vários motivos: pela história em si, pelo conhecimento que passa, pela forma de escrita ou ainda pelo sentimento que consegue passar ao leitor.
Este pequeno livro é uma receita que tem um pouco de todos os ingredientes acima, e por isso mesmo, tornou-se uma leitura muito agradável.
Trata-se (ou pelo menos eu li-o dessa forma) de um livro pessoal, aberto, escrito com uma linguagem muito própria, muitas vezes próxima de um diário, com encantos, desencantos, alegrias e tristeza, momentos difíceis e coisas da vida de uma médica, escritas de uma forma muito cativante, ao longo da sua jornada de preparação para a Prova Nacional de Acesso à Formação Especializada.
O título do livro, “1 minutos e 36 segundos” (muito bem conseguido, diga-se) é o tempo de resposta para conseguirem responder aos 150 casos clínicos apresentados na prova indicada, ao longo de 4 horas.
Nas palavras da autora, que se percebem perfeitamente ao longo do livro, esta é a história da sua corrida e do que ela aprendeu pelo caminho. Na minha opinião vale muito a pena ler e, caso a autora venha a escrever algo mais, serei certamente leitor.
Uma nota adicional apenas para referir que aceitei com todo o gosto o convite da autora para ficar a conhecer este livro, expectante em relação ao mesmo (expetativa que se confirmou), mas também pelo tremendo respeito que tenho pela classe médica, respeito que não tem nada a ver com o período que vivemos. É simplesmente uma constatação de facto: haverá profissão mais importante do que aquela que todos os dias permite melhorar ou salvas a vida de outros seres humanos?


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