domingo, 31 de janeiro de 2021

Novidade - "Seis Pedras Sagradas" de Matthew Reilly

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



O fim do mundo aproxima-se. Uma equipa de heróis enfrenta um desafio impossível. A contagem decrescente começa.
Nas profundezas da Ilha de Páscoa, uma misteriosa cerimónia desencadeou um processo catastrófico que culminará no fim da vida na Terra, pois uma gigantesca força energética, denominada Sol Negro, está prestes a incidir sobre o nosso planeta.

Mas ainda existe uma esperança.

Para salvar o mundo, o Capitão Jack West e a sua leal equipa têm de encontrar e reconstruir um dispositivo antigo conhecido como a «Máquina», o único mecanismo capaz de evitar a destruição da Terra. As pistas para localizar esta Máquina estão nas lendárias Seis Pedras Sagradas, que se encontram espalhadas pelo mundo, mas ninguém conhece o seu paradeiro. Jack e a sua equipa iniciam assim uma caça vertiginosa às Pedras Sagradas, que os levará de Stonehenge, na Inglaterra, à espetacular região das Três Gargantas, na China. Mas em pouco tempo descobrem que não são os únicos que procuram as Pedras. Há outros interessados envolvidos. Alguns querem dominar o mundo, mas outros pretendem vê-lo destruído, e tudo farão para impedir a reconstrução da Máquina.




Críticas de imprensa

 


«Uma aventura vertiginosa e emocionante.»
Publishers Weekly

«Uma narrative repleta de tensão que entrelaça habilmente ação e mitologia.»
Library Journal


"Todas as Palavras" - "Cânone" e “Quichotte”

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Hoje convido-vos a assistir ao programa “Todas as Palavras” da RTP3 com duas entrevistas bastante interessantes, uma a António Feijó relativamente ao “Cânone” e outra a Salman Rushdie sobre o livro “Quichotte” (uma das leituras que tenho planeadas para este ano).


São 25 minutos de programa muito bem passados! 


Pode assistir aqui (ou clicando na imagem acima).

sábado, 30 de janeiro de 2021

Novidade - "Viagem ao Centro da Terra" de Júlio Verne

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Os três viajantes que partem em busca do centro da Terra não imaginam o que se esconde debaixo do solo. Para lá dos túneis e caminhos formados pela lava, habitam seres vivos que até então só percorriam a sua imaginação. Plantas gigantes, monstros enormes, mares nunca dantes navegados... Mas descobrir um paraíso perdido pode ser um atalho para o inferno. Conseguirão regressar das profundezas da Terra sãos e salvos? Ivan, o Tolo, ainda está a tentar perceber o que aconteceu. A coleção #Clássicos reúne as mais fantásticas obras da literatura juvenil e apresenta um momento em que os heróis e as heroínas falam dos livros uns dos outros! Numa linguagem deliciosa e com ilustrações surpreendentes, estas histórias são absolutamente irresistíveis!

Novidade - "A Melhor Forma" de Naomi Jones e James Jones

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Esta é a história absolutamente irresistível de um triângulo que está à procura do seu lugar no mundo.
Pois é. O triângulo sente-se sozinho. Não conhece mais nenhum igual a ele... Além disso, acha que ninguém quer brincar com ele, porque não se encaixa nas outras formas. Porém, os círculos, os quadrados, os hexágonos e as estrelas demonstram-lhe o contrário. Juntos, descobrem novos jogos e possibilidades de brincar. O triângulo é a única forma que consegue encaixar-se em todas as formas. Ele é… a forma perfeita.


Este é um livro com um estilo gráfico elegante, afetuoso e com uma mensagem muito importante sobre diversidade, interação e integração de pessoas de culturas e aspetos diferentes.
As crianças vão adorar os diferentes padrões e desenhos, enquanto aprendem que a singularidade não é um problema e que quanto maior a variedade, melhor.

Notícias Livrescas

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- Há mais um livro dedicado a Trump e ao seu lado negro. Chama-se “American Kompromat: How the KGB Cultivated Donald Trump, and Related Tales of Sex, Greed, Power, and Treachery” e o autor é um jornalista, Craig Unger. O autor alega que Trump “um activo” da Rússia há 44 anos, com base em afirmações de um antigo espião ao KGB. Mais sobre o tema nesta notícia do “Público”.


- A escritora Monique Roffey venceu o Prémio Costa para livro do ano com a obra “The Mermaid of Black Conch”.


- Está online desde o início de janeiro mais uma plataforma para compra e venda de livros usados. Chama-se Ramalhete e apresenta uma forma de transacionar inovador. Espreitem aqui.


- Na sequência da notícia que deixei aqui na semana passada, sobre algumas bibliotecas que estão a disponibilizar livros em regime de “take-away” ou com entregas ao domicílio, deixo hoje uma atualização com mais algumas que, entretanto, fui tendo conhecimento:


- Biblioteca Municipal de Almeida


- Biblioteca Municipal Comendador Montenegro (Lousã)


- Biblioteca Municipal da Maia


- Biblioteca de Matosinhos


- Biblioteca Municipal Póvoa de Varzim


- Biblioteca Municipal de Entroncamento


- Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves (Mangualde)


- Biblioteca Municipal de Anadia


- Biblioteca Municipal de Castro Daire


- Bibliotecas Municipais de Palmela


- Biblioteca Municipal de Oliveira do Hospital


Tenho a certeza de que haverá mais, mas para já estas são as que tenho conhecimento.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Novidade - "Femicídio" de Pascal Engman

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Não há mulheres inocentes. Com o feminismo e o movimento #metoo a ganharem força, está a crescer igualmente uma rede digital de homens que odeiam as mulheres. Eles autodenominam-se «Incels», refugiam-se nos recantos mais obscuros da Internet e estão unidos no seu desejo de vingança contra as mulheres que nunca olharam para eles. A norte de stocolmo, uma mulher é encontrada morta no seu apartamento, num ataque brutal que aponta para um único suspeito.


No entanto, quando a detetive Vanessa Frank assume a investigação fica com a sensação de que está em falta um elemento fundamental. Quando a investigação começa a apontar para o possível envolvimento da sinistra rede de Incels nos crimes, Vanessa questiona-se se o ódio destes misóginos os poderá levar a um ataque em massa, imprevisível e num lugar supostamente seguro para as mulheres…

Dava um bom retiro livresco 71

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Se este retiro tivesse uma fórmula matemática seria mais ou mesmos assim:


Bom Retiro Livresco = Livros ² + Casa de Campo + (Cadeira Confortável x 2) + Boa Companhia (é uma fórmula simples porque eu não sou grande coisa a matemática).


Bom fim de semana!


 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Novidade - "Estrela Negra a Pairar" de Gary Lachman

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Descubra em que mãos esteve o destino do mundo nos últimos quatro anos.
Trump é mau demais para ser explicado apenas por boçalidade, ignorância, falta de carácter, indecência ou loucura comum.
Sabe mesmo quem é Trump, o que fez, como viveu, o que escreveu? Sim, porque embora seja difícil acreditar ele escreveu livros, estão publicados.
Tudo o que é registado nesta obra, que se lê avidamente, é competente e eruditamente documentado. E como o leitor comprovará, o autor explica mesmo o que parecia inexplicável: o comportamento errático de Trump, as mentiras que depois de factualmente desmentidas continuou a sustentar, as previsões e afirmações recorrentes e insistentes do impossível, os disparos inesperados em todas as direcções, a indiferença com que foi sacrificando a uma aparente loucura milhares de vidas.
E a ameaça não desaparecerá com a saída da presidência dos EUA. Por isso deve ler este livro, cujo interesse está para além da explicação sobre Trump.
A Estrela Negra continua, de facto, a pairar sobre o mundo.




Críticas

 


«Lachman escreve sobre ideias filosóficas, místicas e esotéricas com conhecimento, clareza e elegância excepcionais.»
Philip Pullman


A minha wishlist atualizada para 2021

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Esta é a minha primeira wishlist de 2021, já depois de atualizada com todas as compras de final de 2020 e alguns reajustes, de forma a não ficar exageradamente grande (embora mantenha mais alguns numa segunda lista...).


Entre as novas entradas destaco “The Midnight Library” de Matt Haig que foi eleito o melhor livro da categoria de Ficção pelo Goodreads Choice Awards de 2020, “Exhalation” de Ted Chiang, que irá ser traduzido este ano pela Relógio D´Água, “A Era do Capitalismo da Vigilância” de Shoshana Zuboff, um livro do qual tenho lido as melhores críticas e “Uma História da Leitura” de Alberto Manguel, de quem fiquei fã depois de ter lido “A Biblioteca à Noite”.


Duas notas ainda para o livro “O Quinto Risco” de Michael Lewis sobre os bastidores da Casa Branca, e ainda o novo livro de George Saunders, “A Swim In A Pond In The Rain”, desta vez no campo da não ficção.


Muita novidade, muita heterogeneidade, embora continue a prevalecer a não ficção, e muita qualidade (ou assim espero).

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Novidade - "Um Tambor Diferente" de William Melvin Kelley

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Um autor «esquecido» comparável a Faulkner. Uma história de coragem, de independência - e um emblema da luta pela dignidade humana.

Um dia, Tucker Caliban, descendente de um lendário escravo rebelde, abandona simplesmente as suas terras - não sem antes salgar os campos, abater o cavalo e a vaca e incendiar a própria casa. Parte para o Norte, com a mulher grávida e o filho pequeno, dando, com este gesto, origem a um inesperado êxodo de toda a população negra do estado. Este episódio de desobediência não violenta - que decorre num estado segregado (ficcional) do Sul dos Estados Unidos no fim dos anos 50 - é contado pelas testemunhas brancas, totalmente estupefactas e impotentes.

A trama constrói-se em torno da história dos Willsons, um clã de proprietários de escravos no passado, cujo último herdeiro, David Willson, vendeu uma parcela da antiga plantação ao criado, Tucker Caliban: ou seja, as terras em que os pais e avós deste viveram em escravidão.

Publicado pela primeira vez em 1962 e redescoberto em 2018, o icónico romance que William Melvin Kelley escreveu com apenas vinte e quatro anos catapultou o seu autor para a galeria dos grandes clássicos americanos. A revista The New Yorker referiu-se-lhe como «o gigante perdido da literatura americana».




Críticas de imprensa

 


«O gigante perdido da literatura americana.»
The New Yorker

«O senhor Kelley combinou fantasia e factos para construir um mundo alternativo, cujo alcance e complexidade suscitou comparações a James Joyce e William Faulkner».
The New York Times

«Brilhante.»
The New Yorker

«Soberbamente escrito. Um trabalho belíssimo.»
Kirkus Reviews

«Uma obra-prima.»
Public Books

«Sessenta anos depois, a história de Kelley continua oportuna e urgente. Redescobri-la é uma dádiva para a literatura.»
The Guardian

«Um grande escritor, subtil e empático, a quem nada do que é humano – branco ou negro – é estranho. E um intelectual de espírito agudo que mostra o hiato entre os movimentos de libertação levados a cabo pelos negros instruídos e as ações espontâneas vindas do povo.»
Le Nouveau Magazine Littéraire

«A obra-prima esquecida da literatura afro-americana.»
Transfuge

«Uma fábula política. Seriam precisos mais de cinquenta anos para que o “gigante perdido da literatura americana” fosse reeditado. Uma pepita.»
Rolling Stone

«O tema é assustadoramente atual.»
MDR Kultur

«Quando foi publicado em 1962, o livro de estreia do afro-americano William Melvin Kelley caiu como um raio na cena literária de então. O jovem de 24 anos foi comparado a Faulkner, Isaac Bashevis Singer e James Baldwin, e o The New York Times considerou-o um dos autores negros mais talentosos da sua geração.»
Sächsische Zeitung


Leitura - "Apanhados pelo Vírus" de David Marçal e Carlos Fiolhais

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Se este livro fosse apenas o seu primeiro capítulo, dedicado ao esclarecimento completo e detalhado sobre a Covid-19, já teria sobejamente valido a pena a sua leitura, mas o livro é muito mais do que isso.


Efetivamente a clarificação simples e direta sobre tudo o que realmente sabemos sobre a doença é apenas uma das partes deste livro. Num segundo capítulo os autores entram no campo da “Infodemia” um termo ainda pouco conhecido, mas com o qual todos nós convivemos cada vez mais no nosso dia-a-dia. “Infodemia” é, na definição do Dicionário Priberam (também utilizada pelos autores do livro) o “excesso de informação sobre determinado tema, por vezes incorreta e produzida por fontes não verificadas ou pouco fiáveis, que se propaga velozmente (ex.: infodemia de notícias falsas nas redes sociais).” É uma definição familiar, e não apenas no que respeita à Covid-19, certo?


Os autores aludem a este tema para nos explicar o que circula por aí e que é tudo menos informação e ciência, tudo menos qualquer coisa próxima da verdade possível, ou verificável.


Esta parte do livro e tanto ou mais importante do que a primeira, já que dá ao leitor uma visão sobre tudo o que a Covid-19 não é, algo que é tão ao mais importante do que o primeiro capítulo. Mitos, crenças, falsas informações e soluções são aqui abordadas de forma clara e aberta.


Na última parte do livro “Ciência em Direto” os autores falam sobre as dificuldades da ciência, nomeadamente em chegar às pessoas de forma eficaz e correta, e aqui não falamos apenas de Covid, falamos da ciência e geral. Uma abordagem muito bem conseguida.


Por fim os autores facultam ao leitor dois tipos de fontes, as credíveis válidas e recomendáveis, mas falam também sobre obras que consideram que devem ser evitadas, no que diz respeito à atual pandemia.


Sou consumidor assíduo de livros de ciência, e gosto genuinamente de tudo o que lhe diz respeito. Este livro junta o que de melhor um livro de ciência tem, informação, conhecimento, esclarecimento, factos, com uma abordagem extremamente pedagógica de literacia científica. Explica o que a ciência é, que pode ser e o que não deve ser. É outro livro dentro do livro.


Por isso, caro leitor, não só recomendo como considero imprescindível a leitura deste livro. Não apenas por causa do vírus em concreto, mas por causa de todos os vírus que tentam infetar a ciência e a desinformação. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Novidade - "O Tempo da Revolta" de Donatella Di Cesare

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Mais sobre o livro aqui


Abordagem interessante !


Sinopse:


Marginalizada pela reflexão, apresentada como um acontecimento caótico e sombrio pela narrativa mediática, a revolta é um tema incandescente no cenário global.

Neste livro, Donatella Di Cesare aborda pela primeira vez o assunto do ponto de vista político e filosófico, oferecendo um quadro sugestivo e oportuno dos acontecimentos atuais.

Tal como a migração, a revolta permite-nos vislumbrar o que está a acontecer do lado de fora, para lá da ordem estatocêntrica, nos limites da arquitetura política e em torno das fronteiras vigiadas do espaço público.

Notícias Livrescas

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- As livrarias estão (infelizmente) fechadas, mas isso não significa que não possa continuar a ser “visitadas”. Espreitem este artigo da “Visão” e fiquem a conhecer 18 livrarias que aceitam encomendas e enviam pelo correio.


- O novo contexto de confinamento voltou a ter consequências no planeamento editorial com várias editoras a alterar o seu plano para o primeiro trimestre, nomeadamente a Porto Editora, grupo Leya, Bertrand, Penguin Random House, Guerra e Paz, Editora 20 20. A Almedida e a Gradiva decidiram, para já manter o plano editorial para janeiro.


- Várias Bibliotecas espalhadas pelo país decidiram criar um serviço de “take-away literário”, de forma a conseguirem levar livros até casa dos munícipes que os pretendam requisitar. Aqui ficam algumas das que consegui identificar (muito provavelmente existirão outras):



  • Biblioteca de Gouveia

  • Biblioteca Municipal da Mealhada

  • Biblioteca Municipal de Almeirim

  • Biblioteca Municipal de Faro

  • Biblioteca de Torres Vedras


Iniciativa de louvar!


- Segundo um estudo da GfK em 2020 venderam-se em Portugal quase menos 2 milhões de livros do que em 2019. Num país que quase não lê, é obra!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Novidade - "Em Todas as Ruas te Encontro" de Paulo Faria

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


A pandemia abateu-se sobre nós enquanto ainda lambíamos as feridas do abalo de 2008. Sem darmos por isso, fomos perdendo muita coisa. Abdicámos da memória individual e colectiva, da proximidade com os outros, da privacidade. Desaprendemos de ver. Resta saber se a pandemia veio pôr a nu que também desaprendemos de amar.


Dois casais de meia-idade veem o mundo correr os taipais à sua volta e tentam cerzir um agasalho para se protegerem até que tome forma o mundo que há-de vir. Sónia, filha de Irene e Carlos, que regressa a Portugal, quando o vírus se espalha aos quatro ventos, ensaia gestos de resistência ao pânico infeccioso. Enceta a busca de um amor para os novos tempos.


Se o encontra ou não é coisa que tu, leitor, serás o último a saber.

Essa coisa de proibirem a venda de livros

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No sábado fui fazer as minhas compras da semana logo de manhã. No espaço que costumo frequentar há uma pequena secção de livros e cá fora existe uma papelaria / livraria que tem uma razoável seleção de títulos.


Tendo-me esquecido que os livros foram “proibidos” nos grandes espaços comerciais, dirigi-me, como sempre faço, por alguns minutos ao local onde costumam estar, e só ao dar de caras com uma fila inteira de cadeiras de bebé no seu lugar é que me lembrei que esta semana a rotina não seria possível.


Do lado de fora, na papelaria / livraria, o cenário era ligeiramente diferente. Aqui tínhamos livros, mas de acesso interdito com fitas a delimitar o espaço (foto abaixo), como se estivéssemos perante produtos tóxicos, ou algo do género.


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Já aqui manifestei na semana passada a minha posição: acho que, com todas as exceções aprovadas no contexto do confinamento, nem as livrarias nem qualquer espaço de venda de livros deveria estar proibido de o fazer.


Para um leitor a ideia de não poder comprar livros é complicada, mais ainda quando ela é apresentada visualmente desta forma. É contranatura, é quase uma imagem obscena a imagem de prateleiras de livros com sinaléticas de proibição. É colocar os livros num lugar que eles não merecem.


 

domingo, 24 de janeiro de 2021

Novidade - "Génio e Ansiedade - Como os judeus mudaram o mundo, 1847-1947" de Norman Lebrecht

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Num período de 100 anos, um punhado de homens e mulheres transformaram o mundo e o nosso olhar sobre ele. Muitos são sobejamente conhecidos - Marx, Freud, Proust, Einstein, Kafka. Outros desapareceram da memória coletiva, apesar do seu impacto indelével no nosso quotidiano.


Sem Karl Landsteiner, não haveria transfusões sanguíneas. Sem Paul Ehrlich não teríamos quimioterapia. Sem Siegfried Marcus não existiria o automóvel a gasolina. Sem Rosalind Franklin a genética seria bem diferente. Sem Fritz Haber não haveria culturas suficientes para alimentar a população atual.


O que é que estes visionários têm em comum?
As suas origens judaicas. O dom de pensar fora da caixa. O raciocínio rápido.
Em 1847, menos de 0,25% da população era de origem judaica, contudo eles moldaram o século XX e viram o que os outros não conseguiram. Como?

Bibliotecas do Mundo 44

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Biblioteca Municipal de Montemor-o-Novo, Montemor-o-Novo, Portugal


Normalmente não comento quando aqui deixo fotos das mais belas bibliotecas que existem por esse mundo fora, mas hoje tenho de o fazer.


Poderá o leitor considerar que, em comparação com as outras quarenta e tal bibliotecas que aqui apresentei, esta é de longe a menos bela e extraordinária, no entanto, essa análise será baseada apenas na imagem e beleza que a fotografia transparece.


Para o autor desde blog esta biblioteca tem uma beleza diferente, é a biblioteca onde eu cresci como leitor a partir do meu 7º ano de escolaridade. Onde eu passei horas infindáveis a ler “Astérix” e “Lucky Luke” nos primeiros tempos, e mais tarde muitos outros livros que me abriram as portas do mundo. É essa grande beleza desta biblioteca.

sábado, 23 de janeiro de 2021

Novidade - "A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e outros contos" de Washington Irving

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Sinopse:


Há lendas que conduzem a lugares sombrios, a vales atormentados e a bosques amaldiçoados. O Diabo, o tesouro escondido, a juventude perdida, um cavaleiro que assombra uma pacata vila... Os heróis que encaram o sobrenatural tentam sobreviver, mas a ameaça real que enfrentam troca-lhes as voltas mesmo quando tudo parece correr bem. Junta-te ao padre Brown e acompanha esta história de perder a cabeça!

A coleção #Clássicos reúne as mais fantásticas obras da literatura juvenil e apresenta um momento em que os heróis e as heroínas falam dos livros uns dos outros! Numa linguagem deliciosa e com ilustrações surpreendentes, estas histórias são absolutamente irresistíveis!

Novidade - "Frida Kahlo" de de Gee Fan Eng e Maria Isabel Sánchez Vegara

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Um trágico acidente mudou tudo para a pequena Frida Kahlo. Presa a uma cama, deu asas à imaginação e libertou-se através da arte: o sonho de se tornar uma grande pintora transformou a sua vida numa lição de irreverência e independência para todos nós.


Nesta coleção, meninos e meninas vão descobrir como pequenos sonhos se transformam em grandes histórias de vida que mudaram o mundo em que vivemos.

Livros que chegam até ao Ministério - Edições FA

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Este é mais um post dedicado aos livros que vão chegando ao Ministério dos Livros.


Desta vez venho dar a conhecer um registo diferente, o trabalho das Edições FA, na edição de banda desenhada, livros ilustrados e novelas gráficas.


Para mais informação podem consultar www.fabd.pt.


Abaixo o plano editorial para 2021. Espreitem!


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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Novidade - "À Descoberta do Universo" de Stephen Hawking e Lucy Hawking


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Sinopse:


«Chegou o momento de olhar para o Universo em vez de olharmos para dentro de nós…»

Como teria sido caminhar na Terra cheia de lava há 4,5 mil milhões de anos?
Como te sentirias ao lado de um vulcão em erupção? Ou se desses o primeiro passo na superfície da Lua?
E o que farias se os robôs viessem a dominar o mundo?

A série das aventuras de George criada por Lucy e Stephen Hawking foi um êxito a nível mundial. Pela primeira vez, os factos da vida real e as fascinantes teorias científicas apresentados nesses livros foram compilados num único volume, juntamente com novos conteúdos da autoria de destacados cientistas de todo o mundo.

Repleto de ilustrações, factos e números, este é o guia perfeito para tudo o que alguma vez quiseste saber sobre o Universo.




Nota do autor

 


«Chegámos agora a uma fase em que podemos ir com ousadia onde ninguém antes foi. E quem sabe o que iremos descobrir ou quem iremos encontrar?»
Stephen Hawking


Audiolivro - "Quem Mexeu no Meu Queijo?" de Spencer Jonhson

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Conhecia este livro há anos, comprei-o nem lembro bem quando, mas nunca lhe tinha tocado.


Recentemente li um comentário num blog sobre o livro, que mais uma vez dizia maravilhas, e decidi que seria um dos próximos audiolivros a ouvir nas minhas corridas.


Em termos práticos aquilo que posso dizer é que é impressionante a forma com uma história quase para crianças consegue ter uma mensagem tão simples, abrangente e bem conseguida sobre a mudança e os seus desafios, seja qual for o contexto.


Esta parábola com ratinhos e homens pequeninos é um precioso ensinamento sobre o contexto da mudança, e uma poderosa ferramenta de diagnóstico para percebermos (e eventualmente termos uma surpresa) sobre a nossa posição em relação ao tema.


É um livro incrivelmente simples, pedagógico e que apela à reflexão e/ou aplicação de alterações da nossa vida pessoa e profissional. Um pequeno livro de grande utilidade prática.


O livro é de 1998, portando deixa de fora duas décadas mudanças aceleradas que o tornam hoje ainda mais pertinente.


Leiam ou ouçam e tirem as vossas ilações. Vale a pena.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Novidade - "O Amigo" de Sigrid Nunez

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



A protagonista desta obra é uma escritora que perde o grande amigo e mentor e se vê forçada a cuidar do seu cão: um enorme grand danois. Este livro narra a comovente história de amizade que se cria entre uma mulher solitária e um cão traumatizado pela inesperada perda do dono.

Para enfrentar a dor, ela começa a escrever. Ao fazê-lo, reflete sobre a literatura e a arte de escrever, além de relembrar o passado. Enquanto os mais próximos temem que esteja mergulhada numa depressão profunda, a mulher, cada vez mais isolada e obcecada com o bem-estar do cão, recusa-se a separar-se do novo amigo, pois encara esse vínculo como a única hipótese de redenção para ambos.




Críticas de imprensa

 


«Uma meditação sobre a leitura e a escrita, o amor e a perda. (…) A escrita de Nunez é iluminada por uma perspicácia, afeto e sabedoria sem par - um verdadeiro prazer.»
Financial Times

«Um livro magnífico.»
Wall Street Journal

«Discretamente brilhante, sóbrio e elegante. Um livro único.»
Kirkus

«Um livro íntimo e belo, repleto de sabedoria.»
The Economist


Últimas entradas na bilblioteca do Ministério

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Eis as principais entradas na biblioteca do Ministério desde meados de dezembro até ao passado fim de semana.


Fiz um esforço para conseguir centralizar as minhas compras essencialmente em livros que constavam da minha wishlist. Acho que fui bem-sucedido.


Principais destaques:


- “The Ride of a Lifetime” de Robert Iger, o antigo CEO da Disney.


- “Versátil” de David Epstein, uma das recomendações de Bill Gates no final de 2020;


- “Olive Kitteridge” de Elizabeth Strout, o livro de janeiro do Clube de Leitura PNL 2027, já concluído.


- “A Era dos Muros” de Tim Marshall, o mesmo autor de “Prisioneiros da Geografia”, livro que achei muito interessante e esclarecedor.


- “O Espião Israelita” de Dan Alfon, livro de espionagem do qual tenho as melhores referências.


Por fim destaco um lote de livros, no âmbito da ciência e divulgação científica, que, se pudesse, lia de enfiada. São eles, “Superinteligência” de Nick Bostrom, “Universo Humano” de Brian Cox, “Uma Breve História de Todas as Pessoas Que Já Viveram” Adam Rutherford, “Olá Futuro: Como Ser Humano na Era dos Algoritmos” de Hannah Fry e “Manipular Darwin” de Jamie Metzl.


Muito escolha para juntar à já abundante lista de leituras previstas para 2021. Demasiados livros interessantes para o tempo disponível. Vai ser preciso fazer escolhas, como sempre.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Novidade - "Joe Biden - Do Homem ao Presidente" de Evan Osnos

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Este retrato revela a longa e agitada carreira de Biden no Senado, os oito anos como vice-presidente de Obama, a sua travessia no deserto político depois de ser preterido por Hillary Clinton, em 2016, a decisão de desafiar Donald Trump e a escolha da senadora Kamala Harris como sua companheira de corrida. «Por um dos mais talentosos repórteres da The New Yorker, Joe Biden é um hábil retrato do homem e do político, apresentando uma imagem do candidato democrata algo inesperada.»
The Washington Post

Biden - livros para o novo Presidente

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Hoje toma posse Joe Biden como Presidente dos Estados Unidos da América, um momento que marca o fim de um dos períodos mais degradantes da história da democracia americana, a que corresponde a presidência de Donald Trump.


No passado fim de semana cruzei-me com um artigo no New York Times onde 22 escritores e personalidades públicas foram convidados a recomendar um livro a ajudar na presidência de Biden. Entre os escolhidos podemos encontrar a antiga Secretária de Estado Madeleine Albright, e também Thomas Piketty ou Elizabeth Kolbert.


A lista é bastante interessante e muito heterogénea. Eis os 22 livros escolhidos:


‘The Art of the Impossible,’ de Václav Havel


‘Stamped From the Beginning,’ de Ibram X. Kendi


‘The Living Presidency,’ de Saikrishna Bangalore Prakash


‘Supreme Inequality,’ de Adam Cohen


‘Gold and Freedom,’ de Nicolas Barreyre


‘To Repair the World,’ de Paul Farmer


‘The Deluge,’ de Adam Tooze


‘The Subjection of Women,’ de John Stuart Mill


‘The Future of Life,’ de Edward O. Wilson


‘Washington,’ de Ron Chernow


‘Coolidge,’ de Amity Shlaes


‘Black Reconstruction in America 1860-1880,’ de W.E.B. Du Bois


‘Present at the Creation,’ de Dean Acheson


‘Evicted,’ de Matthew Desmond


‘Baldwin,’ editado por Toni Morrison


‘Men Without Work,’ de Nicholas Eberstadt


‘The True and Only Heaven,’ de Christopher Lasch


‘The Fifth Risk,’ de Michael Lewis


‘The People vs. Democracy,’ de Yascha Mounk


‘The Purpose of Power,’ de Alicia Garza


‘American Politics,’ de Samuel P. Huntington


‘What It’s Like to Be a Bird,’ de David Allen Sibley


 


Vale a pena explorar a lista com algum detalhe.


Interrogo-me que livros teriam os autores escolhidos para Trump, e consigo imaginar a sua reação com uma pergunta, quando lhe apresentassem a lista: “O que é um livro?”


Que os livros possam ajudar Biden a conseguir o regresso a alguma normalidade.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Novidade - "Os Benefícios de Dar Peidos" de Jonathan Swift

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Sinopse:


Traduzido pela primeira vez em português, Os Benefícios de Dar Peidos é um dos mais extraordinários e desassombrados textos satíricos de Jonathan Swift, o autor de As Viagens de Gulliver. Se dúvidas houvesse, bastaria ler o título completo: Os Benefícios de Dar Peidos Explicados ou A Causa Fundamental dos Episódios de Indisposição do Belo Sexo Investigada: Onde se prova, a posteriori, que a maioria dos mal-imundos que afligem as senhoras são culpa de flatulências não ventiladas oportunamente. A este texto junta-se outro texto de humor negro de Swift, Uma Proposta Modesta, no qual o autor recomenda que se comam as crianças pobres para assim resolver o problema da fome e da miséria da Irlanda do século XVIII. Duas obras-primas da sátira, num só livro.

Book quote

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Tenho indicação que esta frase terá sido proferida no final dos anos 80, mas se ela já seria válida nessa data o que diria Bukowski hoje em dia?


Do meu lado é precisamente o facto de haver cada vez mais gente com muitas certezas que me deixa mais cheio de dúvidas. São as certezas que me preocupam, ou melhor, a origem das certezas, as certezas das opiniões e dos “achismos” e não dos factos.


É verdade que os livros já não são totalmente imunes a esta realidade, mas continuam a ser ainda o mais fiel reduto dos factos. Escrever um livro sobre “achismos” dá muito trabalho, quando há por ai tanta rede social...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Novidade - "George Orwell - Ensaios" de George Orwell

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


O Orwell ensaísta que o público português conhece é essencialmente o Orwell político. Sem descurar essa dimensão incontornável do autor, a presente coletânea pretende dar a conhecer várias das suas outras facetas que frequentemente ficam esquecidas ou são menosprezada.


Assim, a coletânea inclui ensaios sobre o policial, a literatura infantojuvenil e outras manifestações da cultura de massas, bem como outros sobre a natureza, o imperialismo e as questões identitárias.

O livro (não) é um bem de primeira necessidade

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Por estes dias há uma grande discussão em torno do desconfinamento dos livros, da impossibilidade das livrarias estarem abertas e das grandes superfícies generalistas venderem livros.


Antes e entrar na parte filosófica deste texto, e numa perspetiva prática, o autor deste blog é uma pessoa dos livros, que defende os livros e tudo o que lhes diga respeito, pelo que, nestes últimos dias tenho partilhando apelos e mensagens, porque também eu sou pelo desconfinamento dos livros.


Adicionalmente, tendo em conta todas as exceções previstas para estabelecimentos que podem estar em funcionamento, não entendo o porquê de as livrarias não estarem (pelo menos) incluídas nas exceções, assim como não entendo o porquê da proibição das grandes superfícies venderem livros. Como muito bem escreveu Clara Capitão no Público, essa medida é claramente redutora e contraproducente no contexto do mercado livresco.


Dito tudo isto, e registada a parte prática, chegamos à parte filosófica deste texto, cuja essência é a ideia do livro enquanto bem de primeira necessidade. Se à primeira vista parece consensual que o livro é bem de primeira necessidade, na minha opinião, se refletirmos sobre o tema, podemos concluir que, possivelmente, não é.


Passo a explicar: o conceito de bem de primeira necessidade tem por base a ideia de algo que é essencial para a satisfação de uma necessidade humana básica, ora sendo Portugal um país onde a percentagem de população que não lê é extremamente elevada, é difícil generalizar o livro como um bem de primeira necessidade.


Para alguém como eu, e como muitos dos leitores que leem estas palavras, o livro é certamente um bem de primeira necessidade, o problema é que nós somos uma minoria. Para a maioria da população portuguesa o livro é um bem supérfluo.


Dito de outra forma, é a escassa importância que é dada ao livro em Portugal de uma forma geral que o coloca fora dos bens de primeira necessidade.


Um exemplo prático disso mesmo é a decréscimo significativo do mercado livreiro em Portugal durante a pandemia, em sentido contrário, aliás, com o que aconteceu em alguns países com outra tradição de leitura, onde a venda de livros inclusive aumentou.


Provavelmente a decisão do Governo de deixar as livrarias fechadas nada tem que ver com esta abordagem, mas, sendo errada, não deixa de refletir, na sua essência alguma proximidade ao real.


Lamento que seja esta a realidade, até porque neste pequeno espaço tento elevar o livro o alto que consigo, promovendo-o, enaltecendo-o e divulgando-o, sonhando com o dia em que ele efetivamente seja, para a maioria dos portugueses, de facto e não em teoria, um bem de primeira necessidade.


Nota: neste espaço registam-se opiniões, não verdades absolutas, até porque se houve algo que os livros me ensinaram, é que há muito poucas, pelo que, sintam-se à vontade para partilhar a vossa opinião.

domingo, 17 de janeiro de 2021

Novidade - "A Noite Está a Chegar" de Robert Bryndza

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Quando o corpo de um jovem é encontrado a flutuar no reservatório de Shadow Sands, as autoridades classificam-no como um trágico acidente. Mas os detalhes não batem certo. O que fazia a vítima ali, a meio da noite? Se era um excelente nadador, porque se afogou?

Quando a detetive Kate Marshall começa a seguir as pistas do caso, descobre um trilho sangrento que aponta na direção de um assassino em série ativo, escondido da vista de todos. A vítima é, tão-só, a última de várias mortes misteriosas e desaparecimentos ligados a uma mítica figura da região conhecida por se esconder entre a névoa.

Várias pessoas desapareceram sem deixar rasto durante os últimos anos e, quando mais uma jovem desaparece, Kate entra numa corrida contra o tempo para apanhar o responsável e evitar outra morte.
O problema é que o perturbador assassino que ela procura não é o único a estar um passo à frente da polícia. Existe mais alguém interessado em certificar-se de que os segredos de Shadow Sands se mantêm esquecidos e bem enterrados.

Depois do alucinante Mistério em Nine Elms, Robert Bryndza está de regresso com um novo thriller que promete conquistar os leitores de todo o mundo.




Críticas


«O mestre do thriller está de volta.»
Amazon

«De cortar a respiração.»
Goodreads 5 estrelas


Novidades Livrescas de Janeiro

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Durante praticamente um mês, poucas ou quase nenhumas, novidades chegaram ao mercado. No entanto a partir de dia 14 começaram a sair os primeiros títulos mais relevantes deste início de 2021.


Apesar de já ter iniciado a apresentação das principais novidades aqui no blog, deixo abaixo uma pequena seleção dos principais títulos que já chegaram e irão chegar às livrarias (salvo se, em resultado do confinamento existirem algumas alterações).


Assim, e no campo da ficção, destaco:


“O Cardeal” de Nuno Nepomuceno


“Génese” de Robin Cook


“1984” de George Orwell (em janeiro chegam ao mercado várias edições deste clássico)


“Morrem Mais de Mágoa” de Saul Bellow


“Noite Virtuosa e Fiel” de Louise Glück (Prémio Nobel da Literatura)


“O Regresso de Júlia Mann a Paraty” de Teolinda Gersão


“Gambito de Dama” de Walter Tevis


Na Não Ficção, registo estas novidades:


“Como Aprendi a Compreender o Mundo” de Hans Rosling e Fanny Härgestam


“Joe Biden” de Evan Osnos


“Kamala Harris” de Dan Morain


“George Orwell – Ensaios” de George Orwell


“O Tempo da Revolta” de Donatella Di Cesare


Existem mais novidades interessantes que ainda não consegui explorar. Ao longo do mês de janeiro irei dando por aqui mais destaque e pormenor destas e de outras novidades.


 

sábado, 16 de janeiro de 2021

Novidade -. "O Bolo de Maçã" de Dawn Casey; Ilustração: Genevieve Godbout

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Um passeio pelo campo para recolher os ingredientes de um delicioso bolo de maçã pode ser um momento mágico de comunhão com a natureza.
Este livro ensina-nos que há gestos simples com os quais podemos demonstrar a nossa gratidão. A receita do bolo, no final, convida a que a mensagem do livro continue presente durante a sua preparação e partilha.


Uma história reconfortante e carinhosa, ideal para o começo do ano, que nos ensina a ir buscar forças e ânimo às pequenas coisas que somos afortunados por ter.

Fazia desta livraria a minha casa 23

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Munro's Books, Victoria, Canadá

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Novidade - "Como Aprendi a Compreender o Mundo" de Hans Rosling e Fanny Härgestam

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Mais sobre o livro aqui


Do autor de "Factfulness". Muito interessante.


Sinopse:



Eis as memórias, comoventes e divertidas, de Hans Rosling, génio sueco da estatística, extraordinário investigador e coautor do bestseller global Factfulness, com Ola Rosling e Anna Rosling Rönnlund.
Foram os factos que o ajudaram a explicar a maneira como o mundo funciona. Mas foram a curiosidade e o empenho que fizeram de Hans Rosling (1948-2017) um dos mais populares investigadores do nosso tempo.

Como Aprendi a Compreender o Mundo é a história, contada pelo próprio Hans Rosling, de como se tornou um pensador revolucionário. O seu relato transporta-nos do calor sufocante das urgências de um hospital em Moçambique ao Fórum Económico Mundial em Davos.

Em colaboração com a jornalista sueca Fanny Härgestam, Hans Rosling escreveu esta memória com a mesma alegria do comunicador que fazia o mundo inteiro parar para o ouvir.




Nota do autor

 


«Enquanto Factfulness é sobre as razões pelas quais as pessoas consideram o desenvolvimento à escala global tão difícil de entender, este livro é sobre mim e sobre como cheguei a esse conhecimento. Por outras palavras, esta é uma memória. Ao contrário de Factfulness, é muito escassa em números. Em vez disso, conto histórias sobre ter conhecido pessoas que me abriram os olhos e me fizeram recuar e pensar duas vezes.»


Hans Rosling


Confine a Ler

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Dizia-se que não seria possível, mas teve de ser. Nove meses depois cá estamos nós votados novamente ao confinamento.


Obviamente sei das enormes dificuldades que para muitos esta nova realidade representa, ou veio agravar, mas sei também que este é um blog sobre livros e que, por isso, é nessa qualidade que aqui quero deixar uma nota para este período.


Vamos regressar a uma realidade de ter de ficar mais tempo em casa, de ter mais tempo que normalmente podemos usar de outra forma. Sendo o tempo, ou a falta dele, uma das principais razões que muitos alegam para não ler, eis que volta a surgir uma oportunidade.


Se não for pelo tempo que seja pela oportunidade que se cria. O confinamento é um período que, com o (muito) que tem de mau, tendo de ser cumprido, pode ser aproveitado, e um livro pode muito bem ser uma excelente solução.


A mensagem é, por isso, muito simples: confine a ler. Encontre ou escolha um livro, sente-se e disfrute. Seja por lazer ou conhecimento, não importa, leia.


Se não tem livros em casa, compre online (deixo uma sugestão para aproveitar hoje num parceiro do Ministério, a Bertrand que tem descontos até 50%), de não quiser esperar pela entrega, compre um ebook que fica disponível imediatamente, e normalmente a preço mais reduzido. Se não pretender gastar dinheiro tem várias opções de ebooks gratuitos (neste link para o site do PNL2027 pode procurar um leque enorme de recursos).


Em resumo, já que tem de ser, confine a ler. Acho que é uma boa sugestão.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Novidade - "O Cardeal" de Nuno Nepomuceno

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


A pacata cidade de Cambridge estremece, ao ser confrontada com os pormenores monstruosos do crime. Mas tudo piora quando uma criança desaparece a caminho da escola. O menino é encontrado numa mata, nu e estrangulado. Adam Immanuel, um escritor inglês, é visto a fugir do bosque. E todos, exceto uma jornalista e um professor universitário, acreditam que é culpado.


Simultaneamente, um cardeal chega à Cidade do Vaticano num ambiente de grande polémica. O novo Papa foi assassinado, o mundo prepara-se para mais um conclave e um delator continua a publicar informações comprometedoras sobre a Santa Sé. Todavia, será que o religioso recém-chegado veio para ficar? Porque esconde a associação a um assassino profissional? Será ele capaz de resistir à aproximação de uma bela, mas nada inocente, mulher?


Após A Morte do Papa, Nuno Nepomuceno regressa finalmente e apresenta-nos O Cardeal. Passado entre Cambridge e a Cidade do Vaticano, inspirado em crimes reais, este thriller envolve-nos numa espiral psicológica perturbadora, que só Nuno sabe criar. Um livro arrebatador e de leitura compulsiva.

Leitura - “Olive Kitteridge” de Elizabeth Strout

Cream and Brown Illustration Social Science Class


Mais sobre o livro aqui


Tomei conhecimento deste livro quando o apresentei como novidade no blog em julho. Na circunstância, fiquei curioso, mas não o suficiente para o identificar como uma leitura obrigatória.


Apesar disso, acedi de bom grado ao desafio do PNL 2027 quando definiu “Olive Kitteridge” como a leitura do mês de janeiro. E em boa hora o fiz.


Há quem não goste de ver retratado nos livros a forma crua da vida terrena, sem floreados, porque isso lembra demasiado o real do qual se querem afastar quando leem. Eu, pelo contrário, aprecio bastante livros e autores que fazem isso mesmo, que constroem as suas histórias com base nos sentimentos e caraterísticas de pessoas que parecem reais. Olive Kitteridge é o resultado disso mesmo.


O livro resulta de um conjunto de histórias, onde Olive por vezes não aparece enquanto personagem, mas onde existe sempre um elo de ligação a ela, no melhor e no pior dos sentimentos.


Olive é-nos apresentada como uma personagem crua, fria, pouco sociável, e ao longo do livro observamos uma transformação, umas vezes mais clara no do que noutras, imposta pelas vicissitudes da vida, mas muito credível. A Olive do final do livro é uma personagem que fez um percurso difícil, que aprendeu com ele, que se adaptou, de vacilou, que superou, que pensou em desistir. Não é um conto de fadas é uma história de sentimentos que podia ser de uma pessoa comum, e, na minha opinião, é extremamente difícil dar esta dimensão a um personagem num livro.


Por fim, diria que é um livro que nos convida a olhar para o nosso próprio percurso e tentar perceber que, até certo ponto, todos somos, ou podemos ser, Olive.


Última nota para referenciar uma excelente tradução de Tânia Ganho.


Uma excelente leitura, uma agradável surpresa, uma boa recomendação.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Novidade - "Os Últimos Dias dos Nossos Pais" de Joël Dicker

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


"Londres, 1940. Após a pesada e preocupante derrota do exército britânico em Dunquerque, Churchill tem uma ideia que viria a mudar o curso da história: criar um Executivo de Operações Especiais dentro dos Serviços Secretos. Este seria constituído por civis, que levariam a cabo acções de sabotagem nas linhas inimigas.
Paul-Émile, um jovem e patriótico parisiense, chega a Londres uns meses mais tarde para integrar o movimento da Resistência e é imediatamente recrutado pelo Executivo de Operações Especiais. Apesar do patriotismo, ninguém nasce resistente, pelo que aí, junto com outros jovens franceses, irá ser sujeito a uma formação e treinos intensos, de forma a poder voltar a França e assim contribuir para a construção de uma rede de Resistência. Serão estes jovens aprendizes de guerreiros os verdadeiros protagonistas deste romance que nos revela, finalmente, a verdadeira natureza da relação entre o movimento da Resistência e a Inglaterra de Churchill.

Livros difíceis de ler - “Uma Terra Prometida”

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O post de hoje é dedicado aos livros que são difíceis de ler, e desde já informo que “Uma Terra Prometida” de Barack Obama é um livro difícil de ler.


É verdade que eu já aqui fiz vários elogios ao livro, que era um livro sobre os qual tinha uma enorme expetativa, mas é efetivamente um livro difícil de der.


Calma. Provavelmente não é o tipo de difícil que possa estar a pensar.


Todas as (grandes) expetativas em relação ao livro foram confirmadas, o problema é que o livro não é leve... nem pequeno, e por estes dias, com temperaturas siberianos em que apetece ir mais cedo e ficar mais tempo na cama, este calhamaço de mais de 800 páginas e mais 750g de peso é difícil de segurar fora das mantas e deixa as mãos geladas ao fim de alguns minutos. Como é muito grande também torna difícil ler em forma de cabana colocando o livro entre o edredão e o peito.


Esta difícil relação entre os livros grandes e o clima frio tem atrasado um pouco a leitura, já que na hora de deitar a leitura mais leve tem tido preferência.


Os livros não têm estações, mas este bem que podia ter saído na coleção primavera verão.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Novidade - "Ano 1000 - O verdadeiro início da globalização" de Valerie Hansen

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



E se quase tudo o que sabemos sobre as origens da globalização estiver errado?

Neste livro, Valerie Hansen, da Universidade de Yale, argumenta, de forma algo provocadora, que a globalização não teve início apenas quando os Portugueses «deram novos mundos ao mundo». Corajosas explorações e ousadas missões comerciais ligaram as grandes sociedades mundiais cinco séculos antes, levando desde logo à difusão de objetos, pessoas, tecnologias, produtos agrícolas e religiões um pouco por todo o mundo - o que representa o verdadeiro início da globalização.

Ano 1000 é um trabalho inovador que, numa narrativa envolvente, nos fará repensar a história do mundo moderno.




Críticas

 


"...Ao abordar diferentes partes do mundo naquele momento preciso, a Prof. Hansen (...) descreve, efetivamente, o modo como as forças da globalização mudaram a vida das pessoas. O clichê de viajar pelo mundo a partir do conforto das nossas casas nunca pareceu tão apropriado - ou, na verdade, tão atraente. A pandemia de coronavírus fechou, de facto, a sociedade e isolou países, comunidades e indivíduos. Através dessa destilação generosa e acessível da história global, a autora abre as nossas mentes para um mundo onde ainda era possível alguém aventurar-se, sem medo, rumo ao desconhecido."


The Wall Street Journal, Karin Altenberg






Críticas de imprensa


"Há pepitas de factos que revelam a dimensão da competência de Hansen, dados que irão adicionar conhecimentos mesmo aos profissionais mais qualificados ... A narrativa de Hansen ilumina a Idade das Trevas, nesta obra-prima sobre a globalização."


The New York Journal of Books, Roger I. Abrams





"...fascinante (...) Hansen usa os seus quase 30 anos de investigação para justificar a sua tese. Examinou registos contemporâneos, relatos de viagens, arte, artefactos e muito mais, e consultou arqueólogos, estudiosos árabes e outros especialistas em todo o mundo para pintar um quadro transcultural o mais completo possível.... Trabalho altamente impressionante, profundamente pesquisado, vivo e imaginativo."


The New York Times





["Hansen] exibe uma notável leveza de toque ao encher o livro de detalhes fascinantes, e alterna facilmente entre o panorama geral e os assuntos locais. Este relato surpreendentemente completo coloca a História Mundial sob uma luz nova e brilhante."


Publishers Weekly




Leituras - objetivos para 2021

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O ano de 2020 correu muito bem em termos de leituras, por isso este ano decidi aumentar a fasquia. Não me vou “atirar para fora de pé” porque é provável que algumas variáveis de 2020 não se repitam em 2021, e que, por isso, não consiga chegar ao mesmo número de leituras (49), como tal decidi colocar a fasquia nas 40.


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Não é uma questão de dar excessiva importância ao número, é uma questão de ter um simples referencial. Se conseguisse ler 60 livros este ano, tanto melhor, mas tenho de ser consciente. Quero, e vou fazer por ler mais, mas sei que muitas vezes há fatores externo que acabam por influenciar, umas vezes positiva, outras vezes negativamente.


Assim, e mais do que o número total, existem vários objetivos que gostaria de conseguir em 2021:


- ler 5 novos autores portugueses;


- ler 2 livros de poesia;


- ler 5 autores estrangeiros novos;


- ler 2 biografias;


- ler 2 clássicos;


- ouvir 10 audiolivros;


São objetivos simples, abertos e que dão muito margem de manobra, algo que aprecio muito, mais ainda quando tenho muito por onde escolher, mas gosto de ter a segurança de fazer boas escolhas. O tempo é curto por isso é preciso aproveitá-lo com bons livros, e nisso 2020 será um ótimo ano de referência.


Espero que do vosso lado, com ou sem número definido, com ou sem objetivos delineados, 2021 seja também um bom ano de leituras!