quarta-feira, 31 de outubro de 2018

O novo livro de Cavaco

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Cavaco Silva lançou na semana passada um novo livro sobre os seus últimos tempos como presidente.


Durante muito tempo achei que não foi reconhecido a Cavaco o devido mérito pelos anos em que esteve à frende do Governo do país. Muita gente lhe apontava críticas, pela forma como governou, pelo dinheiro desperdiçado dos fundos comunitários, etc.


Sempre achei que, tendo cometido erros, Cavaco era um tipo sério, diferente da maior parte dos políticos.


Quando se candidatou a presidente votei nele exatamente porque acreditava que podia desempenhar um papel importante.


Depois disso vieram dois mandatos onde fui perdendo o encanto. O homem tem direito à sua personalidade e à sua forma particular de desempenhar o cargo, mas a verdade é que houve demasiados episódios a contribuir para um desacreditar progressivo do político que, tendo sido o que mais tempo esteve em democracia em cargos de governação, continua a dizer que não é político. E aqui destaco a questão nunca esclarecido da sua relação com o tema BPN.


O novo livro vem apenas reforçar esta ideia de desacreditação. Não sei se é falta de sentido de Estado, de bom senso ou outra coisa qualquer, o que sei é que não me parece normal escreve um livro de memórias onde se incluem considerações sobre políticos ainda em desempenho de funções, nomeadamente o Primeiro Ministro.


Um presidente escrever um livro de memórias é normal, o que não me parece normal é o timing. Às vezes quase que parece uma criança birrenta e ciumenta, no caso em relação ao presidente atual e que por isso busca atenção. Enfim, infeliz, diria eu.

Novidade - "O Livro do Império" de João Morgado

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Sinopse:


Século XVI. Os tempos gloriosos do império português chegam ao fim. O desejado rei D. Sebastião vive para os sonhos de glória. Cego à corrupção da nobreza que prospera aquém e além-mar, permite que a Inquisição imponha o obscurantismo, acusando e julgando as mentes mais iluminadas. Contra tudo e contra todos, um poeta-soldado caído em desgraça decide contar a história épica de um povo para o relembrar da grandeza de outrora e salientar o desvirtuamento do poder que se vive no reino. Mesmo sabendo que corre perigo de vida.

Como era a vida dos portugueses de então e como interagiam com os outros habitantes nos territórios além-mar do império? Com tantos inimigos no poder, como pôde ser publicada uma obra que era provocadora aos olhos da Corte e da Inquisição?

Quem melhor do que João Morgado para nos fazer recuar no tempo? Uma viagem única e envolvente aos dias escaldantes da Inquisição.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Dava um bom retiro livresco 28

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 (imagem retirada daqui)


 


Um dos retiros aqui colocados de que gostei mais até agora. Muito ao meu estilo.

Novidade - "Não Há Sonhos Impossiveis" de Shimon Peres

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Sinopse:


O último livro de uma das grandes personalidades da política internacional do século XX. Um livro fundamental para perceber um conflito que atinge hoje novos contornos e continua no centro das atenções da comunidades internacional.

«Shimon Peres foi um gigante da geração que fundou Israel, um incansável defensor da paz e um eterno otimista. Todos temos muito a aprender com a sua história, que agora pertence ao mundo.»
Barack Obama

«Neste livro, Peres reflete sobre 70 anos na política e sobre os momentos decisivos na história de Israel que lançam as bases para um futuro de paz e esperança. Este livro capta a profunda crença deste meu querido amigo na nossa capacidade de vermos além das nossas feridas, de modo a tirarmos o máximo partido do presente e criarmos uma promessa de futuro.»
Bill Clinton

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

A Matilde é amiga cá de casa

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Já aqui escrevi há uns tempos sobre a ajuda que deu cá em casa o livro "Matilde: Vasco, Este é o Bacio!" quando o pequeno andava para largar as fraldas. Foi este livro que permitiu concluir o processo com maior rapidez e eficácia.


Com a entrada para a escolinha voltámos a tentar a ajuda da Matilde, desta vez com o livro "Matilde: Vai para o Jardim de Infância" e mais uma vez foi uma ajuda muito importante.


São livros muito didáticos, cativantes para os pequenos e com uma componente de ajuda aos pais no final de cada livro.


Cá em casa recomenda-se vivamente!


Da minha parte fico também muito contente que, ainda com tenra idade, o pequeno já perceba que se aprende com os livros!

Novidade - "Caros Fanáticos" de Amos Oz

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Sinopse:


Mais de dez anos depois do lançamento do livro "Contra o Fanatismo", Amos Oz sente a necessidade de voltar ao tema com três novas reflexões que retomam o assunto, reformulando-o, ampliando-o e actualizando-o.
O traço comum é, de novo, a análise do fanatismo combinada com uma apologia à moderação. Independentemente do tipo de fé e do contexto em que o fanatismo - religioso, político ou cultural - se expressa, ele é, para Amos Oz, o verdadeiro inimigo do presente. Juntamente com este tema, Oz também regressa à atual situação no Médio Oriente e ao conflito israelo-árabe.

domingo, 28 de outubro de 2018

Novidades de Novembro lá por fora

Aqui ficam algumas das novidade que vão sair, ou sairam recentemente, lá por fora. Há para todos os gostos.


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Novidade - "Ao Serviço de Portugal" de Jorge Silva Carvalho

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Diz-se que pode ser um dos livros mais quentes do ano...


Sinopse:


Em 2016, Jorge Silva Carvalho, ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), o serviço português de inteligência externa, foi condenado em tribunal por violação de segredo de Estado, acesso a dados pessoais e devassa da vida privada. Na altura, como até hoje, contestou essa sentença – e, dois anos depois, quebra o silêncio com um livro que não se limita a abordar «o seu caso», mas que é, também, uma viagem à história e à vida recente dos serviços secretos portugueses. Nele, responde a questões que interessam a todos nós: como se organizam os serviços de informação? Quais são os limites e o alcance do trabalho dos «espiões portugueses»? É possível manter um serviço de inteligência sem atravessar as fronteiras da legalidade? 


Numa linguagem viva e direta, resultado de longas conversas, Jorge Silva Carvalho começa por recordar as acusações durante a última sessão do seu julgamento, recua aos tempos da formação no SIS, à especialização em contraespionagem, à formação da «Casa da Rússia», a atividade dos serviços em alguns casos de vigilância e contrainformação, e mostra — pela primeira vez — como decorrem essas operações em Portugal e no estrangeiro. 


Um livro que não vai deixar ninguém indiferente e que quebra o silêncio sobre os serviços de informações nacionais.


 

sábado, 27 de outubro de 2018

Compra - “Dicionário de Erros Frequentes da Língua”

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Algures em fevereiro deste ano li uma crónica do Miguel Esteves Cardoso sobre um livro, um dicionário com o título “Dicionário de Erros Frequentes da Língua” e do auto Manuel Monteiro.


MAC escreveu maravilha sobre o livro, terminando mesmo a sua crónica com a frase “Precisamos todos dele”.


O livro não é barato (22,50 €) e como tal fui esperando pela sua aparição no OLX desde então. Na semana passada encontrei um a bom preço e comprei.


Não é preciso folhear muito para se perceber que MAC tem razão e que é um dicionário que se lê como um livro normal, e não serve apenas para consulta.


Grande compra e certamente uma excelente leitura, que do ponto de vista lúdico, quer como efetiva ferramenta de trabalho para o futuro.

Novidade - "As flores perdidas de Alice Hart" de Holly Ringland

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Sinopse:


Um romance sobre as histórias que deixamos por contar e sobre as que contamos a nós próprios para sobrevivermos.

Alice tem nove anos e vive num local isolado, idílico, entre o mar e os canaviais, onde as flores encantadas da mãe e as suas mensagens secretas a protegem dos monstros que vivem dentro do pai.

Quando uma enorme tragédia muda a sua vida irrevogavelmente, Alice vai viver com a avó numa quinta de cultivo de flores que é também um refúgio para mulheres sozinhas ou destroçadas pela vida. Ali, Alice passa a usar a linguagem das flores para dizer o que é demasiado difícil transmitir por palavras.

À medida que o tempo passa, os terríveis segredos da família, uma traição avassaladora e um homem que afinal não é quem parecia ser, fazem Alice perceber que algumas histórias são demasiado complexas para serem contadas através das flores. E para conquistar a liberdade que tanto deseja, Alice terá de encontrar coragem para ser a verdadeira e única dona da história mais poderosa de todas: a sua

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Autores que nunca li - Joël Dicker

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Alguém, há já algum tempo atrás, falou-me neste autor a propósito do livro "Verdade Sobre o Caso Harry Quebert". Não conhecia. Procurei na internet e encontrei boa crítica, mas entretanto, entre tantas opções acabou por ficar esquecido.


Mais recentemente, a quando do lançamento em português do novo livro do autor, "O Desaparecimento de Stephanie Mailer", trouxe da FNAC um panfleto promocional que continha as primeiras páginas do novo livro. ainda na fila para pagar li uma boa parte da brochura e em casa li o resto porque efetivamente é cativante.


A partir desse momento passei a procurar no OLX o livro para comprar já que novo custa mais de 20 €. Tive sorte e por 16 € comprei os dois livros.


Ainda não sei exatamente quando vou encaixar, nas tenho a certeza que pelo menos um deles será uma das minhas leturas dos tempos mais próximos. Posso até desiludir-me, mas parece-me que tem muita qualidade.

Novidade - "Vidas Escritas" de Javier Marías 

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Sinopse:


Javier Marías apresenta-nos vinte e seis breves retratos de grandes escritores, que são um convite à leitura das suas obras.

Entre os escolhidos estão William Faulkner, Joseph Conrad, Isak Dinesen, James Joyce, Robert Louis Stevenson, Arthur Conan Doyle, Oscar Wilde, Ivan Turgueniev, Thomas Mann, Giuseppe Tomasi di Lampedusa, Rainer Maria Rilke, Vladimir Nabokov, Madame du Deffand, Rimbaud, Henry James e Laurence Sterne.

Todos eles são tratados por Marías com admiração, afeto, ironia e distanciamento.

O volume é completado com retratos de seis mulheres fugitivas.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Top de vendas nos States

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Esta semana é esta a realidade das vendas nos EUA. Uma curiosidade: no top estão apenas novos lançamentos, o que, pelo que conheço, não é muito comum. James Patterson parece que é um residente permanente neste top, está lá sempre.


Confesso que tenho alguma curiosidade no livro "The Next Person You Meet in Heaven".


 

Novidade - "Pais Sem Pressa" de Pedro Strecht 

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Sinopse:


Em média, uma mãe ou um pai passam 37 minutos por dia com o seu filho. Uma criança até aos 10 anos passa diariamente 8 horas na escola. Um recluso passa mais tempo ao ar livre do que uma criança em idade escolar. Uma criança ou adolescente passa mais de 2 horas e meia por dia diante de um ecrã. Num tempo em que as relações são substituídas pelas conexões, em que tudo se tornou público e potencialmente "viral", desde a barriga da mãe durante a gravidez ao primeiro choro do bebé quando nasce, não espanta que certos jovens sonhem ser youtubers profissionais, para serem conhecidos em todo o mundo e ficarem ricos sem fazer quase nada.

Estar on tornou-se, sem dúvida alguma, estar in e contar likes a solução omnipotente para evitar o contratempo de um dislike. A exposição do próprio perante o outro é um pilar do modelo prioritário de comunicação e relação e a epidemia da criança superprotegida que se torna "rei" ou "rainha" e tiraniza a vida dos pais é uma realidade que tem tanto de confrangedor como de assustador - a sociedade atual parece incapaz de lidar com o seu próprio limite. Hoje, é comum os pais estarem em contacto permanente, obrigados a responder ao minuto, ou até ao segundo, tanto no trabalho, do qual sentem dificuldade em desligar-se, como na vida pessoal e familiar. O ritmo de vida é diabolicamente rápido. Quanto mais se faz ou responde, mais necessidades se criam.

A espiral não para e induz a presença da mesma queixa comum entre pais e filhos: não há tempo! Neste livro, o prestigiado pedopsiquiatra Pedro Strecht defende que é urgente evitar que o tempo tecnológico nos controle a nós e aos nossos filhos e se nos imponha de modo ditatorial.

A falta de distância expulsa a proximidade. Impõe-se, por isso, a necessidade de repensarmos a vida familiar, repleta de tarefas e de horários exigentes, e de a alinharmos pela noção temporal que a natureza oferece. Porém, embora o tempo natural esteja intimamente ligado ao tempo biológico, isto é, àquele que preside ao desenvolvimento físico e emocional das pessoas, o contacto das crianças portuguesas com a natureza tem-se tornado deficitário. Há, então, que modelar ritmos e desenvolver novos padrões de vida e isso implica uma noção consciente e integrada do tempo. Porque o ócio nos parece um luxo, é fundamental saber parar, organizar, construir novas rotinas, que alternem velocidade, resposta e eficácia com desaceleração, pausa, tranquilidade e harmonia.

Pais Sem Pressa é um convite ao que parece ser a necessidade de um novo paradigma de vida psicossocial: a presença da pausa.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O último livro de Stephen Hawking - "Breves Respostas às Grandes Perguntas"

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Falecido já durante o ano de 2018, Stephen Hawking deixou um último livro escrito, "Breves Respostas às Grandes Perguntas", que, como o nome indica, será um compêndio de respostas breves às maiores questões da humanidade.


Este ano, e ao contrário do que vinha acontecendo em anos anteriores, não li ainda nenhum livro na área da ciência, pelo que, esta será uma grande oportunidade para colmatar essa lacuna já que seja às livrarias dia 20 de novembro em tradução portuguesa. É quase certo que esta ainda vai ser uma das minhas leituras até final do ano.

Novidade - "A Última Porta Antes da Noite" de António Lobo Antunes

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Sinopse:


Indisponível.


«Um autor com uma facilidade prodigiosa para enlaçar obras-primas, que dentro de cinco mil anos, em argila ou em pó de estrelas, continuarão a ser lidas com paixão.»
El País

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Bibliotecas do Mundo 7

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(Biblioteca Nacional de França - Paris)

Novidade - "Homo Creator" de Edward O. Wilson

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Sinopse:


Edward O. Wilson, um dos mais importantes cientistas vivos, fala nesta obra sobre a essência da natureza humana. O premiado biólogo explica por que razão a nossa espécie é altamente avançada e extremamente perigosa.

O Homo Sapiens surgiu há cerca de 100 mil anos. Mas como foi a evolução para os seres humanos? Porque é que a criatividade é a característica determinante da nossa espécie? Como surgiu? Como se manifesta? Como nos distingue das outras espécies? E qual o seu potencial destrutivo? Ao narrar as origens e a evolução da criatividade, o autor revela-nos uma outra dimensão da humanidade.

A criatividade torna-nos especialmente avançados enquanto espécie, mas também nos dá o potencial para sermos extremamente perigosos, sobretudo no que respeita ao nosso planeta. Neste livro profundo e revelador, Edward O. Wilson procura saber como surgiu esta expressão humana única e fundamental e como se manifestou ao longo da história da nossa espécie.

Revelando grande sensibilidade e misturando meditações filosóficas com factos científicos, o autor demonstra que a criatividade teve início há mais de cem mil anos e narra a sua evolução desde os antepassados primatas até aos seres humanos. Os primeiros Homo sapiens tinham um cérebro e uma memória maiores, levando à elaboração de narrativas internas e, pela primeira vez na vida, a uma verdadeira linguagem. A partir daí, surgiu a nossa criatividade e cultura sem precedentes.
Wilson aborda ainda a importância da relação entre as humanidades e as ciências: o que se oferecem mutuamente, como podem unir-se e quais são as suas lacunas.
O passado e o presente da criatividade e da humanidade, e também uma proposta de mudança, para que, no futuro, possamos aprender mais sobre a natureza humana e aperfeiçoar a nossa relação com a natureza.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

"Entre o Sono e o Sonho" - Antologia de Poesia

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 Teve lugar ontem em Coimbra o lançamento do Volume X da Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea, "Entre o Sono e o Sonho" da Chiado Grupo Editorial.


O Leitor não esteve presente, mas contribuiu com um dos mais de mil poemas que fazem parte da obra. A poesia, mais escrita do que lida, é desde que me recordo, um dos meus prazeres e escapes.


É a minha terceira participação consecutiva nesta Antologia, e embora reconheça que não comprei as versões anteriores, tive oportunidade de folhear e encontrar poesia com bastante qualidade.


Fica a nota para, quem sabe, um presente da Natal.  


Booktrailer disponível aqui.

Novidade - "A Coisa - Livro I" de Stephen King

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Sinopse:


O clássico de King sobre sete adultos que regressam ao lugar onde cresceram para enfrentar um pesadelo que todos eles lá viveram… algo maléfico e sem nome: a Coisa.
Bem-vindos a Derry, no Maine. Uma cidade vulgar: familiar, ordeira e, na maior parte das vezes, um bom sítio para viver.
Mas há um grupo de crianças que sabe que há algo de tremendamente errado com Derry. É nos esgotos da cidade que a Coisa se esconde, à espreita, à espera… e às vezes sobe ao solo, tomando a forma de todos os pesadelos, do maior medo que se encerra dentro de cada um de nós.

O tempo passa, as crianças crescem e esquecem. Mas a promessa que fizeram há vinte e oito anos exige-lhes que voltem à cidade da infância para enfrentarem o mal que se agita bem no fundo da memória de todos e emerge agora, uma vez mais, trazendo novamente o pesadelo e o terror ao presente.

domingo, 21 de outubro de 2018

Dava um bom retiro livresco 27

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(foto retirada daqui)


Este é um post típico de domingo... para quem possa e goste da ideia de um domingo passado na companhia de livros e de alguém que também goste. Bom domingo!


 


 

Novidade - "A odisseia de Penélope" de Margaret Atwood

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Sinopse:


«Agora é a minha vez de contar umas histórias. Devo-o a mim mesma. Outrora, as pessoas ter-se-iam rido, mas, agora, quem se rala com a opinião pública? Com a opinião das gentes aqui em baixo, a opinião das sombras dos ecos? Assim sendo, vou fiar o meu fio.»


Penélope, imortalizada pela lenda e pelo mito, exemplo de temperança, sinónimo de esposa paciente e fiel, tece durante o dia e destece durante a noite os fios do seu tear para afastar os pretendentes, enquanto aguarda pelo regresso incerto do seu marido, o famoso herói, Ulisses.


Mas a "Odisseia" não é a única versão possível desta história. Agora que Penélope, há muito morta e esquecida pelo mundo, vagueia pelos infernos, pode finalmente contar a sua própria versão dos acontecimentos: um relato contundente e divertido sobre luxúria, ganância e violência, onde os mitos se desfazem e ninguém é poupado.

sábado, 20 de outubro de 2018

Book quote

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Esta é uma frase para quem gosta e compra livros usados, em particular velharias. Tenho a certeza de que qualquer pessoa que se insira nessa categoria vai fazer suas estas palavras. Eu faço.

Novidade - "O Primeiro Inimigo de Hitler" de Stefan Aust

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Sinopse:


Konrad Heiden foi o primeiro cronista do Terceiro Reich. Observou de perto e escreveu diariamente sobre a ascensão de Hitler na década de 1920 em Munique. O que torna a sua visão tão especial é que descreve a história enquanto ela está a acontecer e não a partir da retrospetiva dos que sabem como tudo terminou. Ele viu o que outros não queriam ver. Mais tarde, Heiden utilizou os seus conhecimentos sobre Hitler e o seu domínio para escrever livros, que são até hoje uma fonte incontornável para os historiadores.

Stefan Aust descreve o difícil percurso de vida do jornalista e autor de livros, Konrad Heiden, e mostra quão certeiras foram muitas vezes as suas observações e os seus juízos – uma testemunha da época que tem, com razão, gravadas na sua pedra tumular as palavras: «Writer, Foe of Nazis», «Escritor, Inimigo dos Nazis».

Foi um dos seus críticos mais ferozes, e ainda assim Hitler ter-se-ia por vezes recusado começar a discursar em comícios caso ele ainda não tivesse chegado: trata-se de Konrad Heiden. Enquanto colaborador do prestigiado Frankfurter Zeitung, pertencia aos primeiros jornalistas que acompanharam a ascensão dos nazis de forma crítica. A sua biografia de dois volumes sobre Hitler, que foi publicada em 1936/37 na Suíça, serviu como base para quase todas as biografias posteriores sobre o ditador. No entanto, hoje, Heiden caiu praticamente no esquecimento.

Stefan Aust faz o retrato deste homem fascinante, dando vida à ascensão e ao domínio de Hitler a partir da sua perspetiva. Heiden, social-democrata de origem judaica, já no início da década de 1920, enquanto estudante universitário em Munique, tinha-se empenhado como ativista contra o nacional-socialismo. «Marcha sem meta, delírio sem embriaguez, fé sem Deus e mesmo na sua sede sanguinária sem prazer» – eis como caracteriza o movimento nazi num livro que foi publicado pela editora Rowohlt em finais de 1932. Obrigado a fugir em março de 1933, Heiden continuou a sua luta contra o regime, arriscando a própria vida. Nos EUA era considerado o maior especialista em questões do regime nazi, sendo o seu «inimigo de Estado n.º 1». Faleceu em 1966, em Nova Iorque.
É tempo de lembrar este homem que foi inimigo de Hitler desde a primeira hora."

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Nova revista Estante

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Já está disponível, e de forma gratuita, o novo número da revista da FNAC, Estante.


Gosto bastante desta revista, pelo conteúdo, naturalmente, mas também pelo grafismo. É extremamente apelativa.


Neste número, e como o próprio título indica, destaque para os livros da rentrée literária.


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Novidade - "O Fim da Racionalidade Americana" de Allen Frances

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Sinopse:


A política americana tem um impacto real em todo o mundo, como o atual presidente, Donald Trump, tem vindo a demonstrar com gritante clareza desde a sua eleição em novembro de 2016. É fácil fazer pouco de Trump, considerá-lo «adolescente», «imaturo» ou «louco», mas alegar insanidade no caso de Trump e dos seus apoiantes é negar o contexto cultural, político e social dos EUA e a sua evolução nos últimos anos.


Allen Frances, nome de referência mundial no diagnóstico e na compreensão da psicopatologia (foi ele que escreveu os critérios de diagnóstico da perturbação narcísica da personalidade) e um dos autores do incontornável DSM, a «bíblia» da psiquiatria, convida os Estados Unidos da América a deitarem-se no seu divã e analisa a nação na sua relação com a evolução política da última década e com a ascensão de Trump, tomando o atual presidente como um sintoma, não uma causa, de um mal-estar social mais profundo, que precisa de ser entendido para ser superado.


 

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Man Booker Prize de 2018 - Anna Burns "Milkman"

 


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Foi conhecida na terça feira a vendedora do Man Booker Prize de 2018, a irlandesa Anna Burns com o livro “Milkman”, ainda sem tradução em português.


A versão em inglês está disponível através do Wook mas vou aguardar pela tradução. Pelo que consegui perceber será um livro que vale a pena ler.

Novidade - "Tudo Aquilo Que Não Lembro" de Jonas Hassen Khemiri

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Sinopse:


Quem decide o que é importante e o que é supérfluo?
O que se esconde por trás daquilo de que não nos lembramos?

Samuel morre num terrível desastre de viação. Tratou-se de um acidente ou de suicídio?
Um escritor desconhecido decide percorrer o último dia de vida de Samuel, entrevistando as pessoas que o conheceram de perto: o melhor amigo, Vandad, agora na prisão; Panther, uma artista underground a residir em Berlim; o seu grande amor, Laide, ativista em prol das mulheres imigrantes; a avó, em vias de perder a memória.

Com o decorrer das conversas, contudo, os registos contradizem-se, complicam-se, tornam-se ambíguos, até que as linhas entre lealdade e traição, proteção e perigo se esbatem irrevogavelmente.


Vencedor do August Prize

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Últimas compras livrecas

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Nas últimas semanas comprei alguns livros que ainda não tinha referido aqui, a saber:


“Casa de Espiões” de Daniel Silva: dos títulos traduzidos em português era apenas o que me faltava. Neste momento já tenho todas os livros de Gabriel Allon.


“Start Hith Why” de Simon Sinek: livro aconselhado no âmbito de uma formação que tive e pelo qual ganhei bastante interesse. O objetivo é ir lendo e aproveitar para praticar a leitura em inglês.


“Manipulação da verdade” de Eric Frattini: é um tema sem no topo dos meus interesses. O que parece e aquilo que de facto acontece. Muito interessante.


“Futuro com Memoria” de Adriano Moreira: trata-se de um autor que respeito bastante. Aproveitei um pechincha. Sem objetivo de leitura imediata é mais para reforço de biblioteca.

Novidade - "Se Esta Rua Falasse" de James Baldwin

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Sinopse:


De um dos grandes nomes da literatura americana do século XX, a história de um amor posto à prova pela injustiça.

Se esta rua falasse, esta seria a história que contaria: Tish, 19 anos, apaixona-se por Fonny, que conhece desde criança. Fazem juras de amor e conjuram sonhos para a vida a dois. Mas Fonnyé atirado para a prisão, falsamente acusado de um crime horrível. Quando Tishdescobre que está grávida de Fonny, as duas famílias lutam por encontrar provas que ilibem o rapaz do crime que não cometeu.


Separados por uma fria parede de vidro, Tishe Fonnyesperam e desesperam, transportados dia após dia após dia por um amor que procura transcender a desesperança, a injustiça, o racismo, o ódio. Entre o pulsante bairro de Harlem, onde Fonnysonha tornar-se escultor, e a ilha de Porto Rico, onde talvez se encontre a prova da sua inocência, desenrola-se uma corrida contra o tempo, pautada pelo crescimento da barriga de Tish. Sensual, violento e profundamente comovente, este romance é uma bela canção de blues, de toada doce-amarga, com notas de raiva e ainda assim cheia de esperança.

Publicado pela primeira vez em 1974, "Se Esta Rua Falasse" é o quinto romance de James Baldwin, um dos nomes maiores da literatura americana do século XX e uma das vozes mais influentes do activismopelos direitos civis. Um romance-manifesto contra a injustiça da justiça e uma história de amor intemporal, é hoje tão pertinente e tão comovente quanto no dia da sua publicação.


 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Leituras - "Uma Educação" de Tara Westover

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De entre as muitas opções de escolha, decidi-me pela minha compra mais recente (na sexta feira): “Uma Educação” de Tara Westover. Nem sei explicar bem porquê mas tenho mesmo muito curiosidade em relação a este livro.

Novidade - "Os Empresários de Marcello Caetano" de Filipe S. Fernandes

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Sinopse:


Há cinquenta anos, em setembro de 1968, quando Marcello Caetano substituiu António Oliveira Salazar, o programa de governo escorava-se em políticas de desenvolvimento económico, na liberalização económica regulada e num forte programa de investimento público e privado permitido pelas exportações, investimento e remessas dos emigrantes.

Foram lançados vários projetos industriais como a criação de um polo em Sines, três novas fábricas de cerveja, quatro novas empresas de celulose, duas novas fábricas de cimento; bem como a construção da barragem do Alqueva, do novo aeroporto de Lisboa e de uma rede de quase 400 quilómetros de auto-estradas.

O sopro de liberalização e o pacote de investimentos atiçou o conflito entre grupos económicos, tensões entre estes e o Estado numa guerra de baixa intensidade permanente como revelam as trocas de correspondência entre Marcello Caetano e empresários, gestores e advogados. Lutas e guerras pelo controlo de bancos, com a Bolsa em alta, a criação de novos impérios químicos e da energia, a compra desenfreada de jornais, as multinacionais a cimentarem a sua presença, depois de décadas a serem hostilizadas.

Os plutocratas, como lhe chamava Marcello Caetano, ou grandes monopolistas, como os denominava o PCP, digladiavam-se. Miguel Quina desafia Marcello Caetano contra Jorge de Brito e o Grupo Mello, António Champalimaud, foragido entre 1968 e 1973, provoca e guerreia Marcello Caetano quando tentava comprar bancos à sua revelia, manifestava-se contra a concorrência nos cimentos em favor de Manuel Queirós Pereira, familiar de Marcello Caetano.

Por sua vez, Artur Cupertino de Miranda estava no centro de conflitos de negócio com António Champalimaud, João Rocha e Lúcio Tomé Feteira.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Leituras - "Estar Vivo Aleija" de Ricardo Araújo Pereira

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“Estar vivo aleija”. Mais uma leitura concluída, e mais uma vez com gosto.


Já aqui escrevi sobre a admiração que tenho por Ricardo Araújo Pereira (RAP), que ao contrario daquilo que ele próprio muitas vezes diz, é tudo menos um parvo. É aliás o contrário de parvo.


Não sei que tipo de sentimento a leitura dos textos de RAP desperta na generalidade das pessoas, em mim, uma simples crónica consegue, não raramente, deixar-me a pensar: porra este gajo é mesmo bom, não apenas porque me faz rir, mas pela imaginação, aliado ao conhecimento que consegue compilar num texto.


RAP é muito mais do que aquilo que diz ser, e este livro – conjunto de crónicas – prova isso mesmo. Na apresentação a sua editora disse que este é o seu melhor livro. Não sei se será, mas é certamente aquele em que percebe que RAP é não apenas um humorista, mas um pensador brilhante, independentemente forma como expressa as suas ideias.


Podemos olhar para o livro como um conjunto de crónicas para a “Folha de São Paulo” ou como pedaços de pensamos e ideias, algumas que ficam a tilintar na nossa cabeça. Um exemplo: “A gente joga a primeira parte da vida com medo de apanhar do pai e a segunda com medo de deixar o filho órfão”.


Há muitas ideias de RAP com as quais não me idêntico, mas isso não lhe reconheça valor, desde logo porque ele faz algo cada vez mais raro nos nossos dias: fundamenta as suas opiniões, procura informação, pensa nas coisas de forma a sustentar as suas ideias.


Um dia deste em conversa com uns colegas disse que há muito pouca gente que eu inveje, e RAP é uma dessas pessoas, precisamente porque é alguém brilhante e que tem o dia-a-dia que gostaria de ter: passa o dia a ler.


Comprem e leiam o livro que vale muito a pena!

Novidade - "Uma Coisa Absolutamente Incrível" de Hank Green

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Sinopse:


Um misterioso robot aparece em Nova Iorque...
... e em São Paulo...
... e em Buenos Aires...
O que se está a passar?

São 3 horas da manhã e April May tropeça numa escultura GIGANTE; uma espécie de robot com três metros de altura e aspeto de samurai. Perante a descoberta, April faz a primeira coisa de que se lembra: filma a bizarra estátua. O vídeo é publicado no YouTube e, da noite para o dia, April torna-se famosa por ter sido a primeira no mundo a registar a existência da estátua — aquela que viria a ser parte de um conjunto de mais de 60, espalhadas por várias cidades do mundo. Pouco habituada ao estrelato e às consequências da fama viral, April torna-se internacionalmente famosa e fica associada aos robots.

Um movimento emergente desperta. As pessoas querem saber: O que são estes robots e porque existem? Quem os terá criado? E mais importante ainda: serão perigosos? April começa a sua investigação e, reunindo um grupo improvável de pessoas, tenta perceber a origem destes robots e o seu sentido neste mundo. Hank Green explora de modo magistral a forma como lidamos com o medo e o desconhecido, e como as redes sociais transformaram aquilo que entendemos por fama.

No seu fantástico romance de estreia, Hank Green revela-nos a história de uma jovem que se torna acidentalmente famosa — para logo se encontrar no epicentro de um mistério muito maior do que poderia imaginar.

domingo, 14 de outubro de 2018

Bibliotecas do Mundo 6

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George Peabody Library, Johns Hopkins University, Baltimore

Novidade - "O Ofício" de Serguei Dovlatov

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Sinopse:


O Ofício (1985) - o árduo ofício de escrever, pelo qual Dovlatov lutou com unhas, dentes e uma Underwood - não é um livro, mas dois: «O Livro Invisível» e «O Jornal Invisível». O primeiro é a crónica das aventuras e desventuras de um escritor soviético - um certo Dovlatov - que tudo faz, sem êxito, para ser publicado no seu país. Das cedências que o autor recusa fazer às humilhações por ele vividas, dos tolos agentes do sistema aos editores teimosos que com ele se cruzam, é uma hilariante reflexão sobre a burocracia, a censura e a condição dos escritores em reinos da estupidez.

O segundo narra a nova vida de Dovlatov nos Estados Unidos, onde, mal chegou, «como convém a um literato russo», preguiçou seis meses no sofá, e a tentativa não menos difícil de fundar um jornal para imigrantes como ele em Nova Iorque, o centro da liberdade e o umbigo do capitalismo.

sábado, 13 de outubro de 2018

National Book Award - finalistas

Já são conhecidos os finalistas do National Book Award deste ano. Abaixo a lista dos selecionados nas áreas de Fição e Não Fição. Os vencedores serão conhecidos no dia 14 de novembro.


 


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A Lucky Man by Jamel Brinkley


Florida by Lauren Groff


Where the Dead Sit Talking by Brandon Hobson


The Great Believers by Rebecca Makkai


The Friend by Sigrid Nunez


 


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The Indian World of George Washington: The First President, the First Americans, and the Birth of the Nation by Colin G. Calloway


 American Eden: David Hosack, Botany, and Medicine in the Garden of the Early Republic by Victoria Johnson


 Heartland: A Memoir of Working Hard and Being Broke in the Richest Country on Earth by Sarah Smarsh


 The New Negro: The Life of Alain Locke by Jeffrey C. Stewart


 We the Corporations: How American Businesses Won Their Civil Rights by Adam Winkler

Novidade - "Por amor à Língua" de Manuel Monteiro

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Sinopse:


Se chove muito, chove torrencialmente. Se aconselhamos ou recomendamos com ênfase, aconselhamos e recomendamos vivamente. Se rejeitamos ou recusamos, rejeitamos e recusamos liminarmente. Mas, se afirmamos, afirmamos categoricamente ou peremptoriamente.

Quando acreditamos, acreditamos piamente; mas, quando confiamos, já confiamos cegamente. Se nos enganamos, enganamo-nos redondamente; mas, se falhamos, já falhamos rotundamente. E, quando alguém mente, não raro, recorremos à rima para o insultar: mente descaradamente.

E tudo isto nos deveria IRRITAR SOLENEMENTE (quando alguém se irrita, fá-lo sempre com solenidade).

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Dava um bom retiro livresco 26

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Hoje era isto... das 9 às 18... e depois podia ir para casa!

Novidade - "Continente Dividido - A Europa 1950-2017" de Ian Kershaw 

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Sinopse:


 


Do autor de Hitler, Até ao Fim e de À Beira do Abismo, esta é a história da Europa desde o pós-Segunda Guerra Mundial até à actualidade.
Continente Dividido traça um grande panorama do mundo em que vivemos e do seu passado.
Obriga-nos a repensar o que significa ser europeu.
Uma obra de referência e de grande actualidade.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Nobel para Saramago...

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 (imagem retirada daqui)


 


Foi há 20 anos que veio para Portugal o único Nobel da Literatura atribuído a Jose Saramago.


Há 20 anos eu nunca tinha lido, na totalidade, nada de José Saramago e em bom rigor não tinha grande apreço por ele devido à imposição de leitura do Memorial do Convento, que, até hoje nunca li na totalidade.


Quando na escola secundária foi confrontado com a necessidade de ler Saramago confesso que não estava propriamente preparado para isso e não só não li na totalidade como fiquei a detestar.


Vários anos mais tarde já a trabalhar, uma colega de trabalho indicou-me e insistiu comigo que deveria ler o “Ensaio sobre a cegueira”. Recusei a ideia disse que não apreciava o tipo de escrita, mas depois de muita insistência lá acedi a ler o livro.


Lembro-me que estava de férias e que li o livro em menos de dois dias, porque não consegui parar de ler. Lembrei-me agora que até já aqui escrevi sobre isso... mas, resumindo, o “Ensaio sobre a Cegueira” é ainda hoje um dos meus livros favoritos.


Saramago acabou por se tornar um dos meus escritores mais lidos. Para além do “Ensaio sobre a cegueira” li o “Ensaio sobre a lucidez”, “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, “Intermitências da Morte” e “Caim”. Um dia destes ainda voltarei ao “Memorial do Convento”.


Não sou ninguém para avaliar a atribuição de um Nobel mas a verdade é que lhe fui atribuído o prémio. Se Saramago fosse um escritor de um só livro, e se esse livro fosse o “Ensaio sobre a Cegueira” eu também lhe atribuía o Nobel. Mas essa é só a minha opinião.

Novidade - "Último Caderno de Lanzarote" de José Saramago

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Sinopse:


A 8 de outubro de 1998 soubemos que José Saramago era o vencedor do Prémio Nobel de Literatura. A 8 de outubro de 2018 celebramos essa data com a publicação de um inesperado inédito do escritor, o sexto e derradeiro volume dos seus diários, Último Caderno de Lanzarote.

«Duas razões me levaram, mais ou menos conscientemente, a escrever um diário: em primeiro lugar, a circunstância de ter saído do meu país para viver nesta ilha distante; em segundo lugar, a necessidade, que nunca experimentara antes, de “reter” o tempo, de o obrigar, por assim dizer, a deixar o maior número possível de sinais da sua passagem. Cadernos de Lanzarote é como uma longa carta enviada àqueles que ficaram no outro lado, mas é também um modo (vão, inútil, quem sabe mesmo se desesperado...) de fingir prolongar a vida por uma obstinada “escrituração” dos dias. Os Cadernos não são um laboratório, embora não faltem neles reflexões sobre o “fazer” literário; não são um registo dos casos do mundo, embora abundem os comentários sobre a atualidade; não são uma coleção de dados para uma futura biografia, embora vão dizendo o que faço e o que penso. Como todo o diário (como toda a escrita), os Cadernos de Lanzarote são um exercício narcisista, mas, contra o que geralmente se crê, Narciso nem sempre gosta do que vê no espelho em que se contempla...»

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Leituras - "Estar Vivo Aleija" de Ricardo Araújo Pereira

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Aproveitando o facto de já ter lido duas ou três crónicas avulsas do novo livro do Ricardo Araújo Pereira fui-me deixando levar e já li mais de metade, por isso “Estar vivo aleija”, já está a ser a minha nova leitura e com e não vai durar muito...

Novidade - "A Guerra Suja de Churchill" de Giles Milton

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Sinopse:


Seis homens, um objetivo: derrotar Hitler.

Na primavera de 1939, nasceu em Londres uma organização secreta com o objetivo de planear a destruição da máquina de guerra de Hitler através de espetaculares atos de sabotagem. A campanha de guerra de guerrilha que se seguiu revelou-se tão extraordinária quanto os homens que a dirigiam.

Um deles era Cecil Clarke, um engenheiro que inventou várias bombas sujas, entre elas a que matou Reinhard Heydrich, o Carniceiro de Praga. Outro dos homens era William Fairbairn, um reformado corpulento especialista na arte de matar silenciosamente.

Liderados pelo escocês Colin Gubbins, estes homens — juntamente com outros três — foram escolhidos por Churchill, pela sua criatividade e desprezo pelas regras de cavalheirismo, para formarem o seu Ministério da Guerra Suja.

Relatada com o entusiasmo e atenção aos pormenores de Giles Milton, esta talvez seja a última grande história por contar da Segunda Guerra Mundial.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Leituras - "Pequenos Fogos em Todo o Lado" de Celeste Ng

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Está concluído. Durou uma semana, o que, com o pouco tempo que tive para ler na semana de regresso ao trabalho, quer dizer alguma coisa.


Tinha grandes expectativas em relação ao livro já que foi considerado o melhor livro de ficção de 2017 na votação realizada através da Goodreads. Foram integralmente cumpridas essas expetativas.


É um excelente livro, sem língua muito elaborada, sem subterfúgios. Muito a saber a viva real, a algo que podemos perfeitamente estar a ver desenrolar-se à nossa frente, ou à nossa volta. Com personagens reais que poderão ter existido mesmo, e com destinos perfeitamente plausíveis.


A autora consegue por o leitor a sentir a história de perto. Como se estivesse sempre sentado a assistir à cena.


O livro anda à volta de dois eixos centrais como são, o privilégio, as diferenças socais, a aceitação do outro quando diferente e a raça.


Não vou adiantar nada da história para além do está na sinopse abaixo. Percebo o interesse e a escolha do livro pelo seu efetivo valor. Quase parece simples escrever assim porque o leitor fica com a história na cabeça.


Excelente livro, leitura obrigatória. Se está em duvido sobre o que ler a seguir compre e leia este livro. 5 estrelas.


Fica o suspense e a curiosidade de ver como vai ser adaptada para televisão (já em pré-produção pelo que sei).

Novidade - "A Economia das Coisas" de Paulo Pinto 

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Este livro chamou a minha atenção desde logo pela primeira linha da sinopse: o autor chumbou à disciplina de Economia. Não pela situação em si, mas pela assunção do autor de uma falha / situação menos boa, coisa tão rara nos dias que correm em que as pessoas nunca fazem nada mal e muito menos cometem erros!


Sinopse:


O autor deste livro reprovou à disciplina de Economia no primeiro ano de faculdade, no curso de Ciências da Comunicação. Hoje, porém, é jornalista especializado em Economia e tem um mestrado em Economia. O que terá motivado tamanha reviravolta nos interesses de Paulo Pinto? Em A Economia das Coisas, Paulo Pinto apresenta ideias e conceitos económicos presentes no dia-a-dia e explica-os de forma simples e interessante através de pequenas histórias.
Prefácio de Francisco Louçã.
Posfácio de Helena Garrido.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Book quote

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São duas ideias que estão sempre ligadas: inteligência e livros. Eu tenho uma tendência, por vezes até exagerada, de fazer avaliação das pessoas pela forma como se relacionam com os livros e, regra geral, chego sempre à conclusão que onde há desprezo por livros há muito pouca inteligência.

Novidade - "Passagem para o Ocidente" de Mohsin Hamid 

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Este é um livro que aguardo há bastante tempo. Já aqui falei dele por diversas ocasiões. Trata-se de um dos finalistas do Man Booker Prize do ano passado ("Exit West" no original) que só agora chega traduzido. Será uma compra e uma leitura ainda deste ano garantidamente.


 


Sinopse:


Num cenário de guerra, é possível o amor e a esperança. A história do amor furtivo de Nadia e Saeed tem lugar numa cidade não nomeada cheia de postos de controlo e de bombas, um labirinto humano à beira da rutura.
Quando a guerra civil rebenta, surgem estranhos rumores sobre a existência de portas clandestinas que levam a outros países. À medida que a violência aumenta, os dois jovens sabem que têm de deixar para trás a vida que sempre conheceram, embarcando numa viagem sem regresso, vertiginosa e cheia de surpresas.

Numa mistura singular de realismo e magia, Passagem para o Ocidente é um belíssimo romance sobre refugiados, que nos leva a questionar em que mundo queremos viver.