quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Novidade - "Adolfo Kaminsky: O Falsificador" de Sarah Kaminsky

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Adolfo Kaminsky, judeu russo de nacionalidade argentina, tinha 17 anos quando foi despejado de casa, com a família, e enviado para o campo de concentração de Drancy. Os seus passaportes argentinos garantiriam à família Kaminsky a libertação deste campo, salvando-os, por uma questão de horas, da deportação para Auschwitz.
Já com a fuga de França marcada, Kaminsky é recrutado pela 6ª, o braço secreto do UGIF, onde se tornaria o mais jovem falsificador ao serviço da Resistência francesa e onde o seu trabalho garantiria salvo-conduto a milhares de judeus nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial.

Após a tomada de Paris, Kaminsky é recrutado pelos serviços secretos franceses, que abandona aquando da Guerra da Indochina. Regressado à clandestinidade, nas décadas seguintes viria a colaborar com a resistência antifranquista, com resistente gregos contra a ditadura dos coronéis, com antissalazaristas em Portugal, com a Frente Nacional de Libertação da Argélia, com objetores de consciência norte-americanos durante a Guerra do Vietname, com vários movimentos de esquerda na América do Sul e com diversos movimentos independentistas africanos (Guiné, Guiné-Bissau, Angola e África do Sul). Kaminsky nunca aceitou dinheiro pelo seu trabalho de falsificador, recusando tornar-se um mercenário e comprometer os ideais maiores de liberdade e dignidade humana que o guiavam. Esta é a história de um verdadeiro herói.

Inclui glossário de Luísa Gabão e José Hipólito dos Santos.
Posfácio de Irene Hipólito dos Santos.




Críticas de imprensa

 


«Kaminsky viveu, nas sombras, as horas mais luminosas da Resistência.»
Le Monde

«Se não sabe se terá feito o suficiente com a sua vida, não se compare com o Sr. Kaminsky.»
The New York Times

«Uma narrativa pormenorizada e tocante que atravessa um século, plena de transações clandestinas, nas quais o talento de Adolfo Kaminsky era a diferença entre a vida… ou a morte.»
Libération

«Proeza técnica, criatividade e abnegação são os elementos do enredo que é a vida de Adolfo Kaminsky, uma vida bafejada pela sorte e narrada neste emocionante documento histórico.» Elle, França

«Um dos livros mais cativantes desta temporada.»
Paris Today

«Uma biografia certeira e sóbria de um dos melhores falsificadores do mundo.»
Der Spiegel

«Se adaptada para o cinema, a vida de Adolfo Kaminsky teria ingredientes de thriller de suspense, filme de guerra, tragédia histórica, drama intimista, comédia romântica e cenas de terror.»
O Globo, Brasil

«Sarah Kaminsky dotou-nos de uma biografia brilhante de um indivíduo incrivelmente complexo, criativo e heroico: o pai. Um dos pontos fortes deste livro é o retrato vívido destas condições e das emoções avassaladoras [que elas suscitam]: a corrida constante contra o tempo, o forte sentido do dever de cumprir promessas impossíveis às vidas que Adolfo Kaminsky tinha nas suas mãos. Quase todos os episódios desta biografia têm um elemento de thriller que suplanta até a melhor ficção de espionagem.»
Jewish Studies


Notícias do mundo livresco

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Hoje partilho algumas notícias do mundo livresco que chamaram a minha atenção nos últimos dias.


A Fundação Calouste Gulbenkian disponibilizou online 50 livros da Coleção de Textos Clássicos. Ver aqui.


O livro "Eliete - A vida normal" de Dulce Maria Cardoso chegou às livranrias em França. O livro está nomeado no mesmo país para o Prémio Femina.


Enquanto não é possível viajar como antigamente, fica uma notícia sobre quais os livros mais populares cuja ação é passada num determinado país. Por exemplo o livro mais popular cuja ação se passa em Portugal é "Uma Noite em Lisboa" de Erich Maria Remarque. Mais sobre esta notícia aqui.


Adiciono aqui, não uma notícia, mas um artigo neste caso de Afonso Cruz na revista Visão. O artigo denomina-se “O vício dos livros”. Muito bom. Muito bom mesmo. Podem encontra-lo aqui.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Novidade - "Como Tudo Começou - Uma celebração do engenho humano" de Stewart Ross

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Sabia que…
A primeira escova de dentes (feita com cerdas de porco) foi inventada na China em 1498?
O primeiro abre-latas foi inventado em 1855 - mais de cinquenta anos após a introdução dos alimentos enlatados?
O primeiro telemóvel tinha uns impressionantes 1,1 kg de peso e demorava dez horas para carregar?

Este animado livro é uma compilação das nossas mais famosas - e infames - criações, todas primeiras do seu género. Para aqueles que se perguntam onde tudo começou.

«Que livro fascinante e divertido! Horas de informações animadas para animar o Trivial Pursuit, resolver uma disputa familiar… e até fala da minha bisavó!»

Uma narrativa animada acerca das origens, invenções e descobertas de quase tudo no planeta, com uma abrangência verdadeiramente global que vai do Big Bang aos carros sem condutor.

Como Tudo Começou é composto por sete partes: no Início (do Big Bang ao Homo sapiens), em Casa (das primeiras janelas de vidro às dentaduras e aos biquínis); Saúde e Medicina (das ervas aos transplantes de coração); Deslocações (dos burros aos autocarros de dois andares); Ciência e Engenharia (da roda do oleiro à webcam); Paz e Guerra (do primeiro rei aos bombardeiros); e Cultura e Desporto (da pintura rupestre ao rap).

Este livro fascinante aborda todo o desenvolvimento e engenho humano ao longo de doze milénios. África, por exemplo, deu-nos o primeiro monarca e a álgebra; as grandes religiões surgiram no Médio Oriente, a democracia nasceu na Europa e na América inventaram-se as primeiras máquinas voadoras.




Nota do autor

 


«Assim que as pessoas passaram a ter casas com portas e janelas e começaram a guardar bens preciosos no seu interior, precisaram de fechaduras para garantir a segurança de tudo o que tinham. Mais uma vez, o Medio Oriente foi a frente, com fechaduras feitas de madeira. As primeiras fechaduras com componentes metálicos surgiram na Roma antiga e na China.»

«O primeiro dos primeiros, mais ou menos por definição, foi o Big Bang, ocorrido há cerca de 13,8 mil milhões de anos, que criou o tempo, o universo...e tudo. Tudo? Mesmo o que quer que tenha feito bang? É melhor não irmos por ai...»
Stewart Ross, «Como tudo começou»


Book quote

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Esta será das verdades mais fortes relacionadas com os livros e a leitura.


Um livro basicamente não existe numa versão única, mas sim nas múltiplas versões pessoais, primeiro de quem o escreve e depois de quem o leu, de todos os que o leram.


Mil pessoas podem ler um mesmo livro e, ainda que possam ser criados padrões de semelhança, muito provavelmente todos os leitores terão qualquer coisa sua, pessoal, na avaliação, ou opinião, sobre o livro.


No limite, até a mesma pessoa pode ter mais do que uma opinião sobre um livro, dependendo no momento da sai vida em que o lê. Um exemplo? O autor desde blog em relação ao livro “O Principezinho”. Foi lido três vezes por três pessoas diferentes.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Novidade - "A Faca" de Jo Nesbø

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Harry Hole está em maus lençóis. Rakel, a única mulher que algum dia amou, deixou-o de vez. A Polícia de Oslo ofereceu-lhe uma nova oportunidade, mas para resolver casos menores, quando na realidade o que ele pretendia era investigar Svein Finne, o violador e assassino em série que, em tempos, pusera atrás das grades. E agora, Finne está livre depois de mais de uma década na prisão, e Harry determinado a investigar todas as suspeitas que continuam a recair sobre ele.

Mas nada lhe corre como gostaria e a cada dia que passa só vê piorar a sua situação. Quando, depois de uma noite de embriaguez total, Harry acorda de manhã completamente desmemoriado e com sangue nas mãos, percebe que algo de estranho se passou. Porém, o que nessa altura Harry ainda não sabe, é que acordou apenas para viver o pior pesadelo de toda a sua vida.

Em A Faca, Jo Nesbø faz-nos entrar numa montanha-russa de emoções em que o medo, o suspense, a morte, a vingança, mas também a força redentora do amor, se entrelaçam para nos deixar arrepiados da primeira à última página.




Críticas de imprensa

 


«Um dos 10 melhores policiais da década.»
The Times, UK


Reflexões Livescas - Isto de falar de livros com quem não lê, mas não assume.

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Falar de livros com quem não lê, mas não assume. Felizmente não é algo que me aconteça com muita recorrência, mas, a espaços, ocorrem alguns episódios, normalmente de dois tipos diferentes: com pessoas que ocupam cargos hierárquicos superiores nos locais em que trabalham e que ficam imbuídas de uma espécie de conhecimento por inerência à função, ou com pessoas que fazem tudo para que não se perceba que não leem.


Na minha modesta opinião, nos últimos tempos, embora (infelizmente) não aumente muito o número de leitores, aumentou o número de pessoas que não gostam de passar a ideia que não leem porque de alguma forma pode passar uma imagem errada. Não é muito politicamente correto assumir que a leitura não faz parte do dia a dia, pelo menos para algumas pessoas e em determinados contextos, por isso há que tentar fazer passar a ideia contrária.


Mais recentemente tive dois episódios que enquadram os dois tipos de pessoas que indico acima.


No primeiro caso, num contexto de debate de ideias com alguém que ocupa um lugar com alguma importância numa empresa, depois de ouvir uma citação sobre liderança, daquelas que toda a gente decora, e que teria sido proferida por um “guru da gestão” num livro importante, pedi à pessoa que me traduzisse o que pretendia a mesma dizer e se teria lido o contexto em que a mesma fora proferida. A frase não era do meu conhecimento, mas o autor sim, até porque já li alguma coisa do mesmo. A pessoa em causa enrolou o tema, sem dar uma resposta, referindo que não me queria maçar com o tema (dando a entender que seria chato para alguém como eu...). Ficou claro que a frase tinha sido ouvida de alguém, ou lida avulsa algures, mas a pessoa não conhecia verdadeiramente quem a tinha proferido, onde e porquê. Fiz questão de dar a entender que tinha percebido a situação e não pude deixar de referir sarcasticamente que teria todo o gosto em dar-lhe o nome do livro onde talvez a frase até estivesse escrita...


No outro caso foi numa conversa de circunstância em que alguém quis fazer-se passar por alguém esperto do que os outros ao apresentar uma ideia que alegadamente tinha lido num livro inspirador. O livro, percebi, seria “Comece pelo porquê” de Simon Sinek, embora a pessoa não o tenha referido, e a ideia estava a ser apresentada de forma errada, mas muito convictamente. Ouvi, e, no final, alertei que a ideia que estava a ser apresentada não era o que o autor defendia. A pessoa não reagiu muito bem dizendo que estava certo do que dizia. Perguntei quando tinha lido o livro, e disse o nome do livro e do autor. Referi que tinha lido recente e que sabia que não estava correto. Insisti sobre quando tinha lido o livro e às tantas ficou claro que não tinha lido nada. Fez força para mudar de assunto, mas ficou claro que ouviu a ideia algures, percebeu-a mal, não leu o livro, mas andava a tentar passar a mesma fazendo-se passar por muito entendido.


A moral comum a estas duas histórias é duplamente negativa: por um lado as pessoas assumem para si conhecimento que na prática não existe porque não baseiam na leitura real, e pior ainda, por outro lado, assumem à partida que todas as pessoas são como elas e não concebem a possibilidade de se depararem com alguém com conhecimento real dos livros. É triste.

domingo, 27 de setembro de 2020

Novidade - "As Desventuras do Rei Midas" de Luc Ferry e Clotilde Bruneau; Ilustração: Stefano Garau

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Sinopse:


Reino da Frígia. Perdido na floresta, um ser horrendo é capturado por criados do rei Midas. Rapidamente é libertado porque Midas reconhece tratar-se de Sileno, um ser formidável que não é outro senão o pai espiritual de Dioniso.


Em jeito de agradecimento, o deus das festas, do vinho e da natureza selvagem oferece ao soberano a possibilidade de realizar um desejo. Midas, encorajado pela sua lendária estupidez e ganância, pode que lhe seja concedido o toque de ouro, sem pensar nas consequências perversas de tal poder.


Como viver, beber e comer se tudo aquilo em que toca se transforma instantaneamente em metal precioso?

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L'eau et Les Rêves, Paris, França

sábado, 26 de setembro de 2020

Novidade - "Panda - Vamos à escola?"

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Diverte-te e aprende com o teu amigo Panda!
Com ilustrações coloridas e muito fácil de manusear e de transportar, este conjunto de nove minilivros é ótimo para pais e filhos se divertirem juntos.
Com nove temas do dia a dia das crianças em idade pré-escolar, permitirão enriquecer o seu vocabulário de uma forma simples e divertida.
Parte à descoberta com o Panda e os seus amigos!

Livros que chegam até ao Ministério – “Turbilhão de Emoções"

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Aqui fica mais um livro que chegou até ao Ministério com um pedido de divulgação: "Turbilhão de Emoções" de Vitor Hugo Santos.


Trata-se de um livro de poesia que chegou às livraria recentemente (julho de 2020).


Mais informação sobre o livro aqui


Sinopse:


Quando se escreve um livro não se escreve realmente um livro, mas sim um convite ao leitor para que este viaje com o escritor pela sua mente.


Convido-vos a acompanhar-me nesta viagem, a sentir o turbilhão de emoções que me polvilha a alma, onde por vezes se sente amor, noutras desespero, noutras impotência e noutras gratidão. As emoções vão e vêm rapidamente e alternam-se num piscar de olhos. Este livro fará com que viajem nas diferentes emoções à mesma velocidade com que vão virar as páginas.


"Um belo sorriso,
Sai dos teus lábios,
É a poção da felicidade,
Desconhecida dos sábios.
(…)
Pergunto-me por vezes,
Como é possível isto acontecer,
Tantas vezes se tem esta poção à frente,
E são raros os que a conseguem ver!"

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Novidade - "As Árvores na Cidade | The Trees in the City" de António Manuel de Paula Saraiva

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


As árvores, além das melhorias que trazem ao clima da cidade, têm um efeito harmonizador na paisagem urbana: logo que estas chegam a uma rua a paisagem torna-se mais suave, mais estimulante. Por vezes as árvores lembram-nos memórias passadas, jardins desaparecidos, construções derrubadas. As árvores crescem para todos, sem discriminarem a ninguém. Dão muito e pedem pouco, oferecem-nos saúde e beleza em troca apenas de um pouco de atenção e tornam a cidade mais habitável sem pedir mais que uns metros de passeio. As árvores das cidades têm o direito de serem mais reconhecidas e mais amadas. Mas como amar o que não conhecemos? Ora, o homem ou a mulher comum reconhece as palmeiras, as oliveiras, os pinheiros... e pouco mais. E, ainda quanto a esses poucos exemplares, vê-os não poucas vezes como seres inanimados, não muito diferentes dos pedaços de madeira que esperam a fogueira ou o carro do lixo. Isto enquanto sabe desfiar os nomes dos jogadores de futebol ou dos astros do cinema. Ora — e por muito respeito que todas essas pessoas nos mereçam — os homens poderiam viver sem futebol, sem cinema, sem artes, mesmo sem ciência, mas não sem árvores. São elas que nos dão «só» o ar que respiramos, para não falar nos numerosos alimentos que nos fornecem. Este livro é uma contribuição no sentido de dar a conhecer as árvores nas nossas cidades, tanto no Continente como nas Ilhas. Tentámos apresentar as árvores como seres vivos que são, reagindo ao sol ou à chuva, com as suas preferências e antipatias, os seus amigos e os que não lhes querem tão bem; e mostrar a forma como as podemos distinguir, multiplicar, plantar e proteger. Se com isto tivermos salvo uma árvore, damo-nos por satisfeitos.

Últimas entradas na biblioteca do Ministério - setembro

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O mês de setembro foi generoso no que diz respeito ao incremento da biblioteca do Ministério. Entre ofertas e compras contam-se 14 livros (e não tenho a certeza se não me esqueci de algum).


Da Bertrand recebi 5 excelentes livros, todos integrantes da minha wishlist (alguns nem tiverem tempo de ser lá registados), a saber: “Os rapazes de Nickel” de Colson Whitehead, que já está em leitura avançada, “O Crepúsculo da Democracia” de Anne Applebaum, que conto começar a ler no fim de semana, “Contágio” de David Quammen, um dos livros mais procurados e relevantes para o entendimento do período que vivemos, “Como tudo Começou” de Stewart Ross, um verdadeiro compêndio de informação e curiosidades, e um thriller no qual tenho muita curiosidade, "Rainha Vermelha" de Juan Gómez-Jurado. 


Do lado da Gradiva, recebi “Salazar e Caetano - O Tempo em que Ambos Acreditavam Chefiar o Governo”, de José António Saraiva, um livro muito interessante para compreender melhor este período a nossa história (é o segundo livro sequencial a "Salazar - A Queda de uma Cadeira que Não Existia”).


O meu obrigado à Bertrand e à Gradiva pelas ofertas!


No campo das compras, destaco “A Dança da Água” que, entretanto, já li e já comentei por aqui, “Rapariga, Mulher, Outra” de Bernardine Evaristo, vencedora do Booker Prize do ano passado, e uma leitura a curto prazo, o novo livro de Elena Ferrante “A Vida Mentirosa dos Adultos” e ainda um livro em que tenho muito curiosidade, “Ser Mortal” de Atul Gawande.


Adquiri ainda dois dos livros que estavam há mais tempo na minha wishlist, “Deus – uma biografia” de Reza Aslan e “A Ordem do Tempo” de Carlos Rovelli.


Finalmente adquiri, na sequência de ter lido “Escrever”, o livro “The Shining” de Stephen King, e ainda um livro em que andava de olho há muito tempo, “O Capital no Século XXI” de Thomas Piketty.


Em resumo, setembro foi um muito bom mês!

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Novidade - "Balada para Sophie" de Filipe Melo e Juan Cavia

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Sinopse:



Cressy-la-Valoise, 1933

Dois jovens pianistas, nascidos numa pequena vila francesa, cruzam-se num concurso local. Julien Dubois, o herdeiro privilegiado de uma família rica, e François Samson, o invisível filho do responsável pela limpeza do teatro. Nessa noite, um deles venceu.
Cressy-la-Valoise, 1997

Uma enorme mansão é abalada pela inesperada visita de uma jornalista. Numa nuvem de cigarros e memórias, algures entre a realidade e a fantasia, Julien vai compondo, como numa partitura, uma história sobre o preço do sucesso, rivalidade, redenção e pianos voadores. Afinal, algum deles alguma vez terá vencido? E haverá ainda alguma música por tocar?




Críticas de imprensa

 


«Filipe Melo e Juan Cavia formam aquela que é provavelmente a mais talentosa e produtiva dupla da Banda Desenhada portuguesa recente.»
José Mário Silva — Expresso


Leitura - "Harry Potter e a Pedra Filosofal” de J.K. Rowling

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Mais sobre o livro aqui


Está cumprido um momento que provavelmente já deveria ter ocorrido há muitos anos atrás: a leitura do primeiro livro das aventuras de Harry Potter, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”.


Dois fatores contribuíram para que este momento acontecesse agora: o principal foi o interesse do pequeno cá de casa (que anda a ouvir a história aos poucos) e que me levou a sentir a necessidade de conhecer a história, e, adicionalmente a indicação muito positiva de Stephen King sobre o mundo de Potter, no seu livro “Escrever”, que li recentemente.


Sobre o livro aquilo que posso dizer é que, embora não tenha saído a correr para comprar uma varinha mágica, fiquei fã de Harry Potter e do mundo de Hogwarts.


Acima de tudo, depois de ler o livro, consigo perceber todo o universo mágico que foi criado à volta de Harry Potter. A história é efetivamente brilhante do ponto de vista da sua construção imaginária, mas também pela forma com é escrita/contada. É um livro para miúdos e graúdos, escrito numa linha que permite que seja para todos.


Já aqui escrevi várias vezes que os livros com temas associados ao fantástico não são o meu forte, mas neste caso apenas posso dizer que fiquei impressionado e que, a seu tempo, terei de ler os restantes livros, e como não vi os filmes, para mim serão uma novidade absoluta.


Se ainda não conhece o mundo de Harry Potter experimente. Acho que não se vai desiludir.


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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Novidade - "A Chama de Adrião Blávio" de Joana M. Lopes

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Adrião Blávio, um solitário vigilante nocturno de um museu de arte, fica misteriosamente paralisado, passando a viver isolado num quarto de hospital. É neste espaço de confinamento que descobre a existência de uma mulher chamada Lázara, vítima da mesma estranha enfermidade. A partir dessa descoberta começa a sonhar e a ouvir a voz dessa mulher, com quem passa a conversar e por quem se apaixona. A expectativa da salvação das garras da doença, os sonhos e planos para um futuro partilhado com Lázara, são as janelas de liberdade que Adrião usa para suportar os seus dias de imobilidade e solidão. Através de memórias fragmentadas e pensamentos dispersos, que aparecem como peças aleatórias de um puzzle, desvenda-se gradualmente quem era este homem, antes da doença.


Por fim, quando a desejada salvação chega, todas as peças dispersas se agrupam, revelando a verdadeira face de Adrião Blávio e até onde pode chegar a chama do seu amor ou o incêndio da sua loucura.

"Desperdício Alimentar" revisitado

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Em março deste ano li o tive oportunidade de registar aqui dois comentários (aqui e aqui) sobre o livro "Desperdício Alimentar" de Iva Pires.


O motivo pelo qual volto agora ao tema do livro prende-se com o meu período de férias grandes e mais concretamente com a permanência de alguns dias num hotel.


Para mim os hotéis sempre foram um dos piores exemplos de desperdício alimentar, nomeadamente os que tem sistema de buffet: rios de comida que os clientes sem qualquer consciência levam para as mesas para depois não consumirem e que, naturalmente, acabam no lixo. Ainda no ano passado, embora em menor escala do que em anos anteriores, assisti a esta situação.


Sucede que este ano as coisas foram diferentes. Porquê? Infelizmente não devido a uma alteração de mentalidades, mas sim por uma imposição da pandemia. Com a pandemia os hotéis com sistema de buffet tiveram de se adaptar para cumprir as regras sanitárias da nova realidade. Acabou-se a lógica de cada cliente mexer e tirar a comida que queria e servir-se à vontade, para uma lógica de buffet assistido, com funcionários a servirem individualmente os clientes, e de mini doses pré-preparadas de tudo um pouco, desde o queijo e fiambre do pequeno almoço até as sobremesas do almoço e jantar.


Em resultado desta nova realidade, as pessoas, acredito que por vergonha, porque é um terceiro a servir o prato e não elas a enchê-lo, acabam por levar doses mais próximo das suas necessidades e não em exagero. Seja da Carne de Porco à Pescador do jantar, seja dos croissants do pequeno almoço e, na prática, o que pude observar foi um muito menor desperdício.


Acredito que a pandemia ajudou os hotéis a gerir melhor os seus recursos na alimentação dos seus clientes e ao mesmo tempo permitiu reduzir bastante o desperdício alimentar. O motivo pode não ser bom, provavelmente não leram o livro, mas o resultado é positivo.


Para quem está desse lado, volto a recomendar a leitura do livro. Mais informação aqui.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Novidade - "Contas-Poupança - Vença a Crise com Inteligência e Aprenda Tudo sobre os seus Direitos" de Pedro Andersson

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Mais sobre o livro aqui


Livro muito útil!


Sinopse:


Se foi afetado financeiramente pela pandemia da Covid-19 (ou no futuro por outra crise qualquer) e quer evitar afogar-se ainda mais em créditos e dívidas para conseguir pagar as suas contas, este livro é para si.
Por outro lado, se mantém os seus rendimentos, mas quer recuperar a saúde das suas finanças, viver com menos preocupações e gerir melhor o seu futuro, vai encontrar neste livro dezenas de dicas práticas que vão fazer a diferença na sua vida.
E se tem algum problema de saúde e não sabe quais os apoios e benefícios que pode ter do Estado, não deixe de o ler. Há muitos direitos que desconhece e que lhe podem valer milhares de euros.


DICAS PARA:
- criar um fundo de emergência para fazer face a uma situação de crise
- financiar-se a si próprio sem precisar de recorrer a créditos
- renegociar os contratos de serviços para pagar menos
- amortizar o seu crédito à habitação e reduzir a prestação mensal
- pagar menos em comissões bancárias
- arrendar a sua casa sem penalização no crédito à habitação
- usar o PPR para ganhar (ainda) mais dinheiro
- usufruir dos apoios estatais em caso de doença ou incapacidade
- usar o seguro de assistência em viagem do carro no estrangeiro

O pequeno & os livros - 5 livros de cada vez

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No final da nossa visita à Feira do Livro de Lisboa, em o pequeno cá de casa foi quem mais livros “comprou”, 5 no total, teve lugar esta conversa:


- Isso é que foi Sr. Pequeno! Trouxemos mais livros para ti do que para o pai e a mãe juntos! – disse eu.


- Pois foi! Temos histórias novas que nunca mais acaba! – completou a mãe.


- Acho que devíamos ter comprado mais! – afirmou o pequeno.


- Mais? – perguntei eu.


- Sim, já viram que vocês têm muito mais livros do que eu!? – disse o mais pequeno.


- Os pais têm mais livros porque foram comprando aos poucos durante muito tempo – disse a mãe.


- Já percebi!! Então nos próximos dias vimos cá e levamos 5 livros todos os dias!! – concretizou a pequena criatura.


Simples! :)

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Novidade - "Oração a que faltam joelhos" de Jacinto Lucas Pires

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Órfã de mãe, desde cedo Kate Souza aprendeu a conviver com os silêncios do pai António e o espaço que estes ocupavam na ampla casa familiar, de madeira, com cerca e relvado à frente, igual a tantas outras, nessa terra das oportunidades para onde há muito os pais haviam emigrado. No entanto, quando António morre afogado no rio Lima, durantes as primeiras férias de Kate em Portugal, ela sente-se perdida, culpada e com uma história nas mãos. Uma história que é a sua vida. Talvez seja isso que – num mundo duro e doente, com cada vez menos capacidade de imaginação – faz dela escritora.
Identidade e culpa, amizade e amor, jornalismo e literatura, totalitarismo e loucura, terrorismo e religião cruzam-se na história desta mulher, num tempo e num mundo onde, à falta de outro milagre, as velhas linguagens parecem querer renascer.

Observação livresca em férias

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Este post começou a ser escrito ainda em julho mas foi sendo adiado, na expetativa de alguma evolução positiva até ao final do período de férias. O tema? As leituras que fui observando nos meses de férias.


Antes de mais um esclarecimento: eu não ando a coscuvilhar o que as pessoas tem nas toalhas, nos sacos e afins. O resultado que exponho abaixo resulta apenas da observação direta no raio de ação da minha visão quando sentado na praia ou piscina, ou em trânsito de um local para outro (por exemplo da piscina para o quarto de hotel ou da praia para o parque de estacionamento).


Este ano, no geral, existe uma grande diferença face a anos anteriores, em particular nos períodos de férias: muito menos estrangeiros. Este facto é importante porque nos últimos anos muitos dos livros que fui observando em leitura pertenciam a estrangeiros. Ainda assim, não posso dizer que tenha observado muito menos livros e muito menos leituras. Penso que continuam a ser poucos mas não foram muito menos.


Há ainda outra caraterística comum: a esmagadora maioria dos leitores e leitoras são pessoas com idade acima dos 45 / 50 anos. Continuam ser a exceção as pessoas jovens (ou mais jovens) com um livro nas mãos. E não tem a ver com tecnologia, no sentido em que podiam estar a ler em ebooks. Não é o caso. O movimento do dedo nos dispositivos digitais indica apenas redes sociais e não leitura.


Assim e no que os livros diz respeito, de entre os que fui observando, diria que o vencedor foi Rodrigo Guedes de Carvalho. Mas recentemente com “Margarida Espantada”, mas também com “O Pianista de Hotel”. O segundo lugar vai para Afonso Noite-Luar, também com dois títulos diferentes (num dos casos com a capa meio escondida). Depois de forma pontual vi Isabel Stilwell, Augusto Cury, vi a biografia de Amália Rodrigues, “Amália – Ditadura e Revolução”, vi Danielle Steel e por duas vezes Mark Manson com “A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da”. Vi ainda Elena Ferrante e Pedro Chagas Freitas. E acho que foi tudo.


Esta observação não constitui qualquer amostragem representativa, é apenas isso mesmo, uma observação. Vale o que vale, é um exercício que faço em que tenho sempre a esperança de me surpreender pela positiva. Não posso dizer que isso tenha acontecido. No global são muito poucos livros para um período de observação alargado junho a setembro, entre praia de fim-de-semana e períodos de férias. E, sim, tenho muita pena de não ter sido surpreendido pela positiva. Tenho sempre essa esperança.

domingo, 20 de setembro de 2020

Novidade - "Uma História de Espanha" de Arturo Pérez-Reverte

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Sinopse:


Neste relato pessoal, irónico e sempre sagaz, Arturo Pérez-Reverte conta a acidentada história do nosso país vizinho. Uma obra concebida, segundo o autor, como "um pretexto para olhar para trás desde os tempos remotos até ao presente, refletir um pouco sobre ele e contá-lo por escrito de uma forma pouco ortodoxa".


Das origens de Espanha até ao final da transição para o regime democrático, os principais acontecimentos da história do nosso vizinho ibérico são narrados com um olhar único, construído com as doses certas de leituras, experiência e senso comum.


"O olhar com que escrevo romances e artigos, não fui eu que o escolhi - diz o autor -, é, sim, o resultado de todas essas coisas: a visão, mais ácida do que doce, de quem, como diz um dos meus personagens, sabe que ser lúcido em Espanha acarreta sempre muita amargura, muita solidão e pouca esperança."

Leitura - "Patagónia Express" de Luis Sepúlveda

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aqui escrevi que a criação desde blog esteve em parte ligada a uma situação que meteu pelo meio Luís Sepúlveda, mais concretamente o facto de eu não conhecer a nacionalidade do autor e de ter para mim que seria um autor lusófono. Apesar disso, e de terem passado mais de três anos desde essa situação, só agora li a minha primeira obra do autor.


A escolha para primeira leitura recaiu sobre “Patagónia Express”, em parte por curiosidade minha, mas também por recomendação. Foi uma escolha acertada.


O livro é um misto de relatos pessoais com relatos de viagem e descoberta do autor, contados com grande mestria, com sentimento e também algum humor. Há relatos fortes do autor enquanto prisioneiro, enquanto viajante e na procura das suas raízes. Aquilo que mais fica, na minha opinião, é que Sepúlveda é efetivamente um grande contador de histórias.


Foi uma muito agradável leitura e uma muito agradável surpresa, que recomendo vivamente. Da minha parte esta leitura só peca por ser tardia. Autor a repetir, definitivamente.


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sábado, 19 de setembro de 2020

Novidade - "O Mundo à Minha Procura" de Ruben A.

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Sinopse:


Passando pela infância, o primeiro amor, os estudos em Coimbra, amizades, livros e viagens, esta obra representa, como afirmou Ruben A. numa entrevista ao Diário Popular em Julho de 1965, «uma necessidade urgente de arrumar a minha vida sentimental, de ver a novela que dentro do meu ser transporto. A forma autobiográfica é a mais pura do romance, a criação permanente de um estado de espírito que traz presentes os fantasmas que se acolheram no sótão da sensibilidade».

Novidade - "Mimi e Rogério - A Volta ao Mundo" de Valerie Thomas

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Sinopse:


A Mimi e o Rogério decidem partir numa viagem pelo mundo para conhecer os animais que até aí apenas tinham visto nos livros da biblioteca.


Haverá alguma coisa mais excitante do que viajar pelo mundo com a ajuda da magia?


Mas o problema é que os animais podem estar esfomeados!

Os finalistas do Booker Prize 2020

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Esta semana ficámos a conhecer a shortlist de um dos mais importantes prémios literários: o Booker Prize.


Sempre desprimor para os nomeados, a principal nota será provavelmente para o livro e a autora que ficaram de fora: “O Espelho e a Luz” e Hilary Mantel, que era já apontada por muitos como a principal candidata a vencer o seu terceiro Booker.


Sobre a shotlist propriamente dita importa dizer que é dominada por autores norte-americanos, ou com cidadania americana, são quatro mulheres e dois homens. Quatro dos autores concorrem com a sua primeira obra e são publicados por editoras independentes.


Assim temos então os 6 finalistas:


“The New Wilderness” de Diane Cook


“This Mournable Body” - o 3ºtítulo de uma trilogia de Tsitsi Dangarembga


“Burnt Sugar” de Avni Doshi


“The Shadow King” de Maaza Mengiste


“Real Life” de Brandon Taylor


“Shuggie Bain” de Douglas Stuart


Abaixo o vídeo com a apresentação de todos os nomeados.


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Novidade - "Unorthodox - A verdadeira história das minhas raízes" de Deborah Feldman

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Mais sobre o livro aqui


Tive oportunidade de ser a excelente série baseada neste livro na Netflix, pelo que, não tenho grandes dúvidas e considerar que se trata de um bom livro.


Sinopse:



A seita Satmar, do judaísmo hassídico, é tão misteriosa quanto fascinante para quem a observa de fora. Nestas extraordinárias memórias, Deborah Feldman revela como é a vida presa a uma tradição religiosa que valoriza o silêncio e o sofrimento em detrimento da liberdade individual.

Deborah cresceu sob um código de costumes implacavelmente impostos que tudo controlava: desde o que podia vestir a com quem podia falar ou ao que estava autorizada a ler. Foram os momentos insubmissos que passou com as densas personagens literárias de Jane Austen e Louisa May Alcott que a ajudaram a imaginar um estilo de vida alternativo.

Ainda adolescente, viu-se aprisionada num casamento disfuncional, sexual e emocionalmente, com um homem que mal conhecia. A jovem satmar, bem-comportada, viu-se sufocada pela tensão entre os seus desejos e as suas responsabilidades; esta foi-se tornando cada vez mais explosiva e, aos dezanove anos, quando deu à luz, compreendeu que, fossem quais fossem os obstáculos, teria de forjar um caminho - para si e para o filho - que a levasse à felicidade e à liberdade.




Críticas de imprensa

 


«É difícil de acreditar que esta seja uma história real. É um daqueles livros que é impossível parar de ler.»
The New York Post

«Fascinante... extraordinário.»
Marie Claire

«Uma narrativa notável.»
Kirkus Reviews

«Um olhar inédito sobre a comunidade hassídica, à qual muito poucos têm acesso.»
Minneapolis Star-Tribune


O (meu) último retiro livresco deste verão

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Termina hoje um período muito bonito: as minhas férias grandes deste ano. Terminam já muito próximo do fim do verão, algo que me dá algum consolo e que me deixa menos nostálgico porque aproveitei (acho) os últimos laivos sol e de calor.


Uma das coisas boas deste período foi precisamente a possibilidade de disfrutar, num local muito agradável, de um magnífico descanso absoluto-relativo, que é um conceito que quem tem filhos com idades próximas dos 5 anos certamente entende.


Não houve tantos livros como gostaria, mas houve sempre leitura. Bastante leitura. Houve muitos momentos de aproveitamento do descanso e do sossego para mais uma página. No total foram ao todo 3 livros.


Esta foto foi tirada nos últimos momentos de leitura do livro “Patagónia Express” sobre o qual irei escrever aqui no próximo domingo, aproveitando uma manhã de sol, sem vento, com muita tranquilidade à volta. Vou sentir falta disto (e de boa comida) mas as leituras continuam noutras paragens. Para o ano teremos mais retiros livrescos de verão!

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Novidade - "Quichotte" de Salman Rushdie

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Mais uma leitura muito aguardada e um dos livros na minha wishlist.


Sinopse:


Inspirado pelo clássico de Cervantes, Sam DuChamp, um medíocre autor de livros de espionagem, cria Quichotte, um cortês e apatetado vendedor ambulante obcecado pela televisão que é vítima de uma paixão impossível por uma estrela de TV. Acompanhado pelo seu filho (imaginário) Sancho, Quichotte empreende uma picaresca busca pela América a fim de se mostrar digno da sua mão, arrostando valorosamente com os tragicómicos perigos de uma era em que Tudo-Pode-Acontecer. Entretanto, o seu criador, que vive uma crise de meia-idade, enfrenta igualmente os seus imperiosos desafios.

Tal como Cervantes escreveu Dom Quixote para satirizar a cultura do seu tempo, Rushdie transporta o leitor numa desvairada corrida através de um país à beira do colapso moral e espiritual. E, com aquela magia narrativa que é a imagem de marca da obra de Rushdie, as vidas amplamente realizadas de DuChamp e Quichotte interpenetram-se numa busca profundamente humana do amor e num retrato perversamente divertido de uma época em que os factos são tantas vezes indistinguíveis da ficção.

Balanço das Feiras

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Pelo que tenho lido, tudo indica que o balanço das Feiras do Livro de Lisboa e Porto é bastante positivo.


Num contexto de pandemia, em que muitos editores se viram numa situação próxima do limite, havia a expetativa de que as Feiras do Livro pudessem trazer algum balão de oxigénio e, de acordo com a informação disponível, isso parece ter acontecido, em volume de vendas apesar dos números de visitantes terem ficado abaixo de anos anteriores.


Para muitos, apesar de todas as restrições, limitações e medidas preventivas de proteção contra o Covid-19, as vendas parecem ter mesmo superado as expetativas. Os leitores aderiram em força e aproveitaram a feira para abrir os cordões à bolsa. Pode não salvar tudo mas ajudou a contrabalançar a forte quebra do primeiro semestre de 2020.


São notícias que me deixam muito satisfeito e expectante para que muitos atores do mercado livreiro que poderiam estar numa situação complicada, possam conseguir sobreviver. Num mercado e mundo livresco tão pequeno como o nosso, este momento pode fazer toda a diferença.


Cá por casa este ano por coincidência com o período de férias grandes, e por isso de ausência da zona de Lisboa na maior parte do tempo da Feira, houve apenas uma visita que se traduziu na compra de 9 livros entre livros graúdos e livros miúdos.


Para o ano espero que possamos voltar às datas de maio e junho, com menos restrições, mais gente, mais vendas e mais animação na Feira do Livro, que, mesmo neste contexto complexo, consegue ser, de longe, um dos mais belos eventos no ano em Lisboa, e, acredito, também no Porto.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Novidade - "O Voluntário" de Jack Fairweather

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Sinopse:




Verão de 1940: Witold Pilecki, um polaco combatente da Resistência, aceitou a missão audaciosa de descobrir o destino de milhares de detidos num novo campo de concentração, de denunciar os crimes nazis e de criar uma rede de resistência para levar a cabo uma revolta. O nome do campo era Auschwitz.

Nos dois anos e meio seguintes, Witold formou um exército clandestino que sabotou instalações, eliminou informadores e oficiais nazis e reuniu provas das terríveis atrocidades e assassínios em massa.

Sacrificaria a sua vida para salvar a de milhares de outras pessoas?

Ao constatar a horrível realidade de que o campo se estava a tornar o epicentro dos planos nazis de exterminar os judeus da Europa, percebeu que teria de arriscar os seus homens, a sua vida e a sua família para alertar o Ocidente.

Mas fazer isso significava tentar o impossível: fugir de Auschwitz.

Com imagens dramáticas de Auschwitz





CRÍTICAS

 


«Absolutamente emocionante.»
Simon Sebag Montefiore


 






CRÍTICAS DE IMPRENSA


«Uma história trágica contada de uma maneira emocionante, trazendo um novo ângulo à literatura do Holocausto.»
Publishers Weekly

«Uma história extraordinária.»
The Times


Leitura - "A Dança da Água" de Ta-Nehisi Coates

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Esta era uma das leituras previstas para este ano. Depois de saber que em julho haveria tradução em português aguardei pela sua chegada em vez de ler em inglês.


Independentemente da relevância que o livro mereceu por via do Clube de Leitura de Oprah Winfrey, seria sempre um livro que teria interesse em ler, desde logo porque há uma forte proximidade temática com outro livro que li (e muito apreciei) há algum tempo: “A Estrada Subterrânea” de Colson Whitehead.


O livro gira à volta das atrocidades da escravatura perpetradas contra homens, mulheres e crianças, com separações, mortes, abusos e todo o tipo de desumanidades. Com um toque de magia o autor procura dar uma janela de oportunidade aos escravos, em particular pela mão de Hiram, para reconstruir famílias e voltar a juntar os que são próximos por laços de sangue, amor e amizade.


“A Dança da Água” é um livro muito bem escrito mas acima de tudo com uma mensagem muito forte associada à escravatura e ao racismo moderno nuns EUA novamente a ferro e fogo sobre o tema.


Deste lado do mundo podemos apreciar o livro, a história, a escrita e fazer um exercício de perceber a real dimensão que o livro tem no contexto norte-americano. Não me atrevo a considerar que posso ler o livro e tirar dele o mesmo que um negro que o leia nos EUA. Posso apenas tentar perceber o seu real significado e tirar o maior ensinamento possível.


É um bom livro, uma boa história assente numa numa realidade nada ficcionada. Para ler, entender melhor o mundo e pensar bem no que ainda hoje andamos por cá a fazer.


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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Novidade - "Wolf Hall - Trilogia Thomas Cromwell - Livro 1" de Hilary Mantel (reedição)

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Sinopse:




Inglaterra, década de 1520. Henry VIII ocupa o trono, mas não tem herdeiros. O cardeal Wolsey, o seu conselheiro principal, é encarregue de garantir a consumação do divórcio que o papa recusa conceder. É neste ambiente de desconfiança e de adversidade que surge Thomas Cromwell, primeiro como funcionário de Wolsey e, mais tarde, como seu sucessor.

Thomas Cromwell é um homem verdadeiramente original. Filho de um ferreiro cruel, é um político genial, intimidante e sedutor, com uma capacidade subtil e mortal para manipular os outros e as circunstâncias. Impiedoso na perseguição dos seus próprios interesses, é tão ambicioso na política quanto na vida privada. A sua agenda reformadora é executada perante um parlamento que atua em benefício próprio e um rei que flutua entre paixões românticas e acessos de raiva homicida.

Escrito por uma das grandes escritoras do nosso tempo, Wolf Hall é um romance absolutamente singular.





CRÍTICAS DE IMPRENSA

 


«Wolf Hall é um feito impressionante, um romance histórico brilhante.»
The New York Review of Books

«Este livro de Hilary Mantel capta o carácter de uma nação e do seu povo. Wolf Hall é um romance histórico da melhor qualidade.»
Bloomberg News

«Um livro belo e profundamente humano, um espelho negro voltado para o nosso mundo¿ Hilary Mantel é uma das escritoras mais corajosas e brilhantes que temos.»
The Observer

«Uma investigação muito convincente sobre o preço da ambição.»
The Guardian



 

Curiosidades Livrescas - Hilary Mantel "investigada"

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Um dos livros do momento é “O Eseplho e a Luz”” de Hilary Mantel, uma das poucas autoras que ganhou o Booker Prize duas vezes, precisamente com os dois livros anteriores da trilogia agora completa: “Wolf Hall” e “O Livro Negro”.


Existem muitos fatores curiosos sobre Hilary Mantel mas um dos mais caricatos será provavelmente o que envolve uma outra obra sua, menos conhecida, “O Assassinato de Margaret Thatcher”.


Hilary Mantel nunca vez questão de esconder algum (muito desprezo) pela monarquia e pela classe politica em geral e confidenciou que nos anos 80 chegou a fantasiar com um possível assassinato de Margaret Thatcher. Essa fantasia acaba ou dar origem ao livro que foi publicado em 2014.


A parte mais caricata está relacionada com um pedido de investigação policial à obra de Mantel por parte de um ilustre conservador britânico, Lord Timothy Bel, com base no pretexto de que se alguém assume que pretende assassinar alguém a polícia deve investigar… pois… já estou a ver uma brigada especial a ser criada para investigar todos escritores de ficção pelo mundo inteiro…

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Novidade - "Primeiros Contos e Outros Contos" de Agustina Bessa-Luís

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Sinopse:


Este livro reúne dezassete contos, quinze dos quais inéditos.

«Agustina sempre gostou do conto, das histórias contadas à lareira, ou na sombra da ramada. Todos sabiam contar histórias, e a atenção dos ouvintes era captada com uma sabedoria magistral. Agustina foi ouvinte, e aprendeu. Mesmo nos seus romances, por vezes deparamo-nos com umas páginas que poderiam ser isoladas num conto. E o que sinto é que, embora uns desses contos estejam loca- lizados numa cidade, como na Coimbra dos anos 40, por exemplo; numa época, que pode ser a medieval, ou o século XIX, ou a de hoje; num contexto que já é memória, como a infância; é certo que, se despirmos os contos desses sinais, se despirmos as personagens da sua roupagem, se lhes retirarmos as máscaras, e ficar apenas a fala, o conto permanece intacto e eternamente actual.»

[Do Prefácio de Mónica Baldaque]


 

Reflexões Livrescas - Um livro e um sofá, ou spa com massagem para o cérebro

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Quando é que eu consigo ler? Esta é uma pergunta que por vezes me fazem, mas que eu também faço muitas vezes. Não aos outros, mas a mim mesmo.


Passo a explicar. Ao longo dos últimos anos tenho procurado otimizar o teu tempo para conseguir ler mais, procurando ocupar tempo que anteriormente era dedicado a outro tipo de atividades, tempo subaproveitado, maximizado alguns períodos do dia como por exemplo o pequeno-almoço, etc. A mente ganha o hábito de ler sempre a determinadas horas, por um determinado número de minutos. Há exceções mas a regra em períodos normais em que é preciso conciliar o trabalho com a vida familiar e a casa é esta. Mesmo no fim-de-semana, quando não há trabalho, mas há um sem número de tarefas para cumprir na mesma. O tempo nunca chega.


De repente, há um dia em que estamos de férias, o pequeno está com os avós, não há trabalho nem obrigações de horários e é possível levantar da mesa do pequeno-almoço e sentar no sofá e continuar a ler por mais uma ou duas horas… quase que parece estranho.


Quando estamos de férias, fora de casa e o ambiente é todo ele de descanso, é normal que ocorra a sensação acima descrita, mas em casa parece que há sempre qualquer coisa para fazer a seguir e é mais difícil experienciar a possibilidade de estar uma ou duas horas seguidas sentado no sofá a ler. Nos últimos meses com a lógica do teletrabalho, mais ainda.


Na semana que passou tive a oportunidade de disfrutar desta realidade em casa de uma forma que já nem me lembrava possível. Pode parecer uma coisa sem importância para alguns, acredito, mas para mim foi uma verdadeira sensação de descanso poder ficar sentado a ler durante várias horas ao longo do dia na minha própria casa. É um pouco como perceber que, por vezes, mesmo sem ser em férias, seria importante criar este tipo de momentos. Um género de spa com massagem para o cérebro. Um livro e uma sofá ao longo de umas horas. Simples e com efeitos de longo prazo tão necessários nesta fase. Receita a repetir sempre que possível.

domingo, 13 de setembro de 2020

Novidade - "Hipnose" de Paulo Moura

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


No início dos anos 90, o jornalista mexicano Chespirito Diaz chegou a Washington disposto a vencer na vida e a salvar o mundo, mas longe de imaginar que seria a causa de uma guerra.
Eram os dias do fim da História, a capital fervilhava de otimismo e contradições, sonhos de grandeza e personagens ardilosas.
Quando Rachel Woodberg, uma filha da elite americana, com uma obsessão pela aventura, lhe propôs uma reportagem pouco ortodoxa sobre uma cimeira de gangs, Chespirito percebeu que pisava terreno perigoso.

Num percurso que o levará dos clubes sadomasoquistas de Nova Iorque às sociedades secretas da Revolução Francesa, dos antros de motards da Florida, aos bairros da mafia curda de Esmirna e às aldeias bombardeadas do deserto do Iraque, Chespirito cruza-se com personagens tão desconcertantes como MC Disaster, o rapper que prometia abrir-lhe as portas do submundo; Gloria Frankovitch, a genial investigadora de Relações Internacionais com um projecto de diplomacia pessoal, ou Rand Mortimer, autointitulado gestor de percepções, um homem solitário e clandestino, mas com o poder de derrubar governos e provocar guerras. Hipnose é o romance dessa década decisiva, entre a tomada de posse de Bill Clinton, em 1993, e a guerra do Iraque, em 2003, e pode ser lido como uma reflexão sobre a natureza e as origens da persuasão colectiva no mundo contemporâneo. Uma história apenas no início.

Bibliotecas do Mundo 39

sachs-spaces-places-fisher-fine-arts-library-shuttFisher Fine Arts Library - Filadélfia - EUA


 

sábado, 12 de setembro de 2020

Novidade - "A Sinfonia dos Animais" de Dan Brown

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Mais sobre o livro aqui


O muito esperado livro infantil de Dan Brown.


Sinopse:


O Maestro Rato está a preparar uma grandiosa surpresa sinfónica!


Consegues descobrir o que anda ele a planear?
Procura as pistas que ele vai deixando em todas as páginas!


Estás pronto para uma grande aventura?
Vem viajar pelos bosques e pelos mares com o Maestro Rato e os seus amigos músicos! Entre outros, vais conhecer uma grande baleia-azul, chitas velozes, escaravelhos minúsculos e cisnes graciosos - cada animal com o seu segredo para te contar e a sua música para escutar. Se ouvires com atenção as melodias da Sinfonia dos Animais, encontrarás cada um deles algures na música.


Nesta história, cada animal tem uma característica que o distingue e transporta um instrumento musical. Individualmente, podem não parecer muito importantes, mas em grupo tornam-se surpreendentes. Quando - conduzidos pelo Maestro Rato - se juntam numa orquestra, o resultado é uma sinfonia afinada e maravilhosa, em que todos os músicos e instrumentos se revelam imprescindíveis e se completam.


As ilustrações de Susan Batori conferem um sentido de humor adequado às crianças, com pistas adicionais escondidas nas páginas e nos cenários, para aguçar a curiosidade dos leitores mais atentos.

Livros que chegam até ao Ministério – "Sleeping Cycles" e “A Dor do Esquecimento”

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Aproveito o post de hoje para proceder à divulgação de mais dois livros que chegaram até ao Ministério.


O primeiro, "Sleeping Cycles"/“Ciclos do Sono” é uma novela gráfica da autoria de Lucas Moreira um autor, ilustrador e realizador de curtas metragens de animação. O livro encontra disponível em português e em inglês.


Sinopse:


Uma menina presa em um constante estado de consciência e sono procura ajuda de um médico que a levará a uma jornada entre a antiga cidade, as artes das trevas, e o verdadeiro despertar. Ciclos de Sono é um livro sobre sonhos, os que temos à noite e os que desejamos alcançar.


Mais informação sobre o livro na página do autor aqui e aqui.


O segundo livro, “A Dor do Esquecimento”, é de José Vieira (pseudónimo de Teresa Vieira Lobo) de quem já este ano li e divulguei aqui o livro “Alecrim”.


Sinopse:


“Somos o que vivemos. Somos fruto de tudo o que vamos acumulando ao longo do tempo dentro de nós. Passam os dias, os meses e os anos. As estações vão e vêm e nós vamos colecionando datas, acontecimentos e pessoas. Guardamos tudo em local seguro para mais tarde recordar. Memórias. Lembranças. Recordações. De que matéria são feitas? Quais as suas essências? Porquê têm sentimentos tão díspares dentro de si? Afinal porquê são tão importantes? Elas são sinal de que estamos vivos. Que continuamos esta longa caminhada que é a vida. No fundo são a nossa história. E nada somos sem história.”


Mais informação sobre o livro na página da Chiado aqui

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Novidade - "O Espelho e a Luz" de Hilary Mantel

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Mais sobre o livro aqui


Ainda um dia me vou lançar a esta trilogia...


Sinopse:


«Se não se pode dizer a verdade no momento da decapitação, quando poderá ela ser dita?»

Inglaterra, maio de 1536. Ana Bolena está morta, decapitada no espaço de um batimento cardíaco por um executor francês contratado. Enquanto os seus restos mortais são recolhidos e votados ao esquecimento, Thomas Cromwell toma o pequeno-almoço com os vitoriosos. O filho do ferreiro de Putney emerge do banho de sangue daquela primavera para prosseguir a sua ascensão ao poder e à riqueza, enquanto o seu magnífico amo, Henrique VIII, se prepara para viver uma breve felicidade com a sua terceira rainha, Jane Seymour.

Cromwell é um homem que conta apenas com a sua inteligência; não tem uma família importante que o apoie nem o seu próprio exército. Apesar da rebelião em solo nacional, dos traidores que conspiram no estrangeiro e da ameaça de invasão que coloca o regime de Henrique VIII à prova até ao ponto de rutura, a imaginação resoluta de Cromwell vislumbra um país novo no espelho do futuro. Mas poderá uma nação ou uma pessoa desfazer-se do passado como se de uma pele se tratasse? Continuarão os mortos a assombrá-lo? O que fareis - pergunta o embaixador de Espanha a Cromwell - quando, um dia, o rei se virar contra vós, como mais tarde ou mais cedo ele se vira contra todos os que lhe são próximos?

Com O Espelho e a Luz, Hilary Mantel encerra de modo triunfante a trilogia que iniciou com Wolf Hall e O Livro Negro. Traça os derradeiros anos de Thomas Cromwell, o rapaz vindo do nada que ascende aos píncaros do poder, delineando um retrato preciso de predador e presa, de uma disputa feroz entre presente e passado, entre a vontade régia e a visão de um homem comum de uma nação moderna que se constrói a partir do conflito, da paixão e da coragem.

Deu um bom retiro livresco esta semana

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Este foi o meu retiro livresco durante alguns dias esta semana. A incrível influência da tranquilidade e do livro sobre a mente humana. O descanso que se consegue com local tranquilo e um livro é uma coisa extraordinária. E muito necessária, neste caso.
Bom fim-de-semana e boas férias se ainda for caso disso!

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Novidade - "Tempos Duros" de Mario Vargas Llosa

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Guatemala, 1954. O golpe militar encabeçado por Carlos Castillo Armas, e apoiado pelos Estados Unidos através da CIA, provoca a queda do governo reformista de Jacobo Árbenz. Por detrás desta ação violenta está uma mentira que passou por verdade e que mudou a história da América Latina: a acusação — por parte do governo de Eisenhower — de que Árbenz, um líder moderado, encorajava a entrada do comunismo soviético no país e no continente.

Neste romance apaixonante, evocativo das suas melhores reconstituições de episódios da vida da América Latina e das suas singularidades, Mario Vargas Llosa funde a realidade com duas ficções: a do narrador que livremente recria personagens e situações; e a que foi desenhada por aqueles que quiseram controlar a política e a economia de um continente, manipulando a sua história, pondo e dispondo da vida de países que tentaram caminhos independentes.




Críticas de imprensa

 


«Sessenta e cinco anos depois da queda de Árbenz, há uma geração derrotada que constata que as coisas podiam ter sido bem diferentes e que Tempos Duros explica o que aparece nos jornais todos os dias.»
El País

«Há muito poucos acontecimentos na trama de Tempos Duros que não sejam verdade histórica. Mas o que a torna mais ficcional é o que a torna também mais real.»
Times Literary Supplement

«Tempos Duros é também uma narrativa sobre a verdade histórica e as dificuldades que os indivíduos têm de superar em circunstâncias extenuantes, que resultam do poder político, da corrupção e do engano. E é mais um exemplo do grande talento de Vargas Llosa enquanto contador de Histórias.»
World Literature Today


Notícias do mundo livresco

Notícias.pngHoje deixo aqui um resumo de algumas notícias literárias destes últimos dias.


- Afonso Cruz venceu a V Bolsa de Residência Literária atribuída pelo Camões Berlim (Centro Cultural Português sob tutela do Instituto Camões). O escritor irá escrever sobre o muro de Berlim, tendo por base, em parte as vivências do próprio pai. Será o tema de base do seu próximo livro.


- O escritor e bibliófilo Alberto Manguel irá doar 40 000 livros (!) à Câmara Municipal de Lisboa para a criação de um Centro de Estudos da História da Leitura em Lisboa. De acordo com o que se sabe será o próprio irá dirigir o Centro. Não invejo muita coisa, mas invejo certamente uma biblioteca de 40 000 livros!


- Uma notícia da semana passada dava conta de que desde que Trump chegou ao poder terão sido lançados nos EUA mais de 1000 livros relacionados com o tema Trump Presidente. Para muitas editoras tem sido uma mina, com vários livros a vender acima de 1 milhão de exemplares, e até às eleições há ainda vários para sair, nomeadamente o livro de Bob Woodward “Rage” que chega às livrarias na próxima semana e que, muito atendendo ao autor, vou querer ler.


- Os responsáveis da Editora Cotovia anunciaram que esta irá encerrar no final do ano. Uma notícia triste para o mundo do livro.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Novidade - "Circe" de Madeline Miller

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Sinopse:



Deslocada entre deuses e os seus pares, Circe procura companhia no mundo dos homens, onde descobre que possui o poder da feitiçaria, capaz de transformar os rivais em monstros e de aterrorizar os deuses.

Sentindo-se ameaçado, Zeus decide desterrá-la para uma ilha deserta, onde Circe aprimora as suas habilidades de feiticeira, domando perigosas feras e cruzando-se com as mais famosas figuras de toda a mitologia grega: o engenhoso Dédalo e Ícaro, seu filho, a sanguinária Medeia, o terrível Minotauro e, claro, Ulisses.

Mas os perigos são muitos e Circe terá de decidir, de uma vez por todas, se pertence ao reino dos deuses, onde nasceu, ou ao dos mortais, que ela aprendeu a amar.




Críticas de imprensa

 


«Extraordinariamente actual.»
The Observer


Leitura - "Ficções" de Jorge Luis Borges

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Mais sobre o livro aqui


Para muitos “Ficções” de Jorge Luis Borges, está no top dos melhores livros alguma vez escritos e, não nego, que esse foi desde há muito o principal motivo que me levou a querer lê-lo.


Sem nunca ter lido o livro, li ao longo dos anos muita coisa sobre o livro, sobre os contos que o compõem, e sobre o autor. Ou seja, quando comecei a ler não ia ao desconhecido. Ainda assim, não consegui encontrar todo o encanto que, muito provavelmente o livro tem.


Bem sei que dizer que um livro como este que é idolatrado por muitos como uma obra prima não me encheu completamente as medidas é ficar disponível para que venham dizer que não tive capacidade para o entender. E eu aceito isso de bom grado. O que não posso é escrever aqui que o li como uma obra prima.


Por partes. Gostei bastantes de todos os contos, li e reli alguma partes, conhecia antecipadamente o sentido e o alcance do que iria ler. A escrita é brilhante, não há dúvidas. Mas não é uma leitura fácil e o meu problema é que se calhar esperava algo diferente.


É ainda possível que o momento escolhido para ler o livro não tenha sido o melhor: período de cansaço físico e psicológico pré-férias.


Por tudo isto aquilo que posso afirmar é que gostei do livro sem que ele tivesse satisfeito as elevadas expetativas que tinhas. Sendo que posso ter sido eu enquanto leito que posso não ter estado à altura da sua leitura, irei lê-lo uma segunda vez, escolhendo um período mais fácil. De qualquer forma recomendo genuinamente a sua leitura e, para quem desse lado já tenha lido, gostaria de ler um comentário honesto sobre a obra.


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