quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Novidade - "Terrinhas" de Catarina Gomes

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Houve um tempo em que a terra era tudo. Ou quase. Hoje, diz-se, valem pouco, quase nada. Muitos são os portugueses com ligações à terrinha, que de lá saíram mudando o rumo das vidas. E vão regressando, em passagens breves que alimentam memórias, mas pouco adubam raízes. As novas gerações, que não viveram na terrinha dos seus ascendentes, terão dela lembranças de superfície.

Este romance, centrado numa mulher tipicamente citadina dessas novas gerações, coloca em confronto o mundo rural e o mundo urbano. E a propósito de batatas, das nossas, que os pais todos os anos trazem da aldeia de infância, desfia a distância entre o seu mundo e esse outro.

Julgando ter Arrô arrumado no passado, uma inesperada herança leva-a finalmente a perceber pai e mãe, que lhe pareciam de lá em pequena parcela; a avó, uma quase estranha; o avô, que nunca viu, morreu cedo. E tanto se altera, por causa de tão poucos metros quadrados!

«A alegria e a comovente ternura na avaliação da vida e da morte, associadas a uma escrita fluida e elegante, dão a este romance, um indiscutível alcance literário, que importa valorizar e divulgar», realçou o júri do Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís.

Escritos do Baú do Ministério # 12

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Aquilo que eu leio é melhor do que aquilo que tu lês – post de 29 de janeiro de 2019


Um dia destes assisti a uma discussão entre duas pessoas sobre preferências de leitura. A primeira criticava ferozmente a nova literatura erótica, nomeadamente os livros e E. L. James (50 Sombras de Grey) que a segunda dizia ter devorado. Dizia a primeira que esse tipo de livros não são literatura nem são nada, enquanto a segunda dizia que são histórias como quaisquer outras. O tom da primeira era claramente jocoso e de inferiorização da segunda e o massacre durou até a segunda pessoa desistir e ir à vida dela.


No contexto da discussão a primeira pessoa nunca mencionou o seu tipo de leituras, mas mais tarde no dia pude verificar que tinha consigo o livro “Engenhos Mortíferos” de Philip Reeve, um livro que se insere no campo do fantástico.


Hoje em dia há literatura que chegue para preencher os gostos de toda a gente, e muito honestamente, não percebo atitudes como a referida acima. Quem é esta pessoa para julgar alguém por ler as “50 sombras”, quando lê um género literário que também não é da linha dita tradicional?


Há livros que eu sei que nunca vou ler, porque não me interessam minimamente, mas embora não perceba a 100% a atração que outras pessoas possam ter por esses livros, entendo que são gostos e obviamente respeito. Não entro no campo do “aquilo que eu leio é melhor do que aquilo que tu lês”.


Todos temos a nossa opinião sobre o facto de haver por aí literatura boa e literatura má, mas também é verdade que esta avaliação depende sempre do ponto de vista do utilizador, é subjetivo. E a verdade é que mais vale ler, seja lá o que for, do que não ler. Se a pessoa sente gozo no que está a ler o primeiro objetivo da leitura está cumprido. É sempre preferível a não ler nada.

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Novidade - "A Rússia de Putin" de Anna Politkovskaya

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Sinopse:




Prefácio de José Manuel Fernandes

Elza Kungaeva, Natalia Gorbanevskaya, Pavel Fedulev ou Yaroslav Fadeev são alguns dos rostos de Moscovo, de São Petersburgo ou da Chechénia que protagonizam estas histórias da vida pública e privada da Rússia moderna e levantam o véu sobre o estado de coisas no longo inverno político de Vladimir Putin: a degeneração do Exército, o desaparecimento da intelligentsia, a estalinização do país, o crime organizado ou a corrupção endémica nas estruturas de poder.

Anna Politkovskaya deu-lhes voz, reportando a verdade sobre Putin e o clima de medo instaurado na Nova Rússia, num espírito inquebrável de luta pela liberdade e na esperança de acordar uma sociedade que só quer ser embalada até adormecer.

Obra de leitura essencial para compreender o regime de Putin, a Guerra na Ucrânia e a Rússia de hoje, A Rússia de Putin é o último livro publicado em vida por esta autora, uma das figuras mais célebres e premiadas do jornalismo internacional, ativista dos direitos humanos, cujo assassinato à porta de casa, em 2006, chocou o mundo.





CRÍTICAS


«Continuaremos a lê-la e a aprender com ela durante muitos anos.»
Salman Rushdie

«Anna Politkovskaya recusou-se a mentir; o seu assassinato foi um ataque perpetrado contra a literatura mundial.»
Nadine Gordimer


 






CRÍTICAS DE IMPRENSA


«Uma jornalista heroica.»
The Guardian



 

Notícias Livrescas

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- Uma notícia que muito me agradou: está já em rodagem a série inspirada no livro “Rainha Vermelha” de Juan Gómez-Jurado. Um grande livro policial que espero tenha a devida correspondência televisiva.


- Outra notícia também muito interessante, Ewan McGregor irá representar a personagem principal do livro "Um Gentleman em Moscovo", o conde Rostov, na série inspirada no livro. As filmagens começam em breve.


- Registo para mais um livro infantojuvenil a ser premiado lá fora. Trata-se do livro “Sofia Gama e a Profecia do Templário”, de Isabel Ricardo que recebeu a Medalha de Prata dos Literary Titan Book Award.


- Foi revelado recentemente um livro inédito, na posse de um colecionador chinês, que revela pormenores até agora desconhecidos sobre a rendição japonesa e a invasão da China.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Novidade - "O Rinoceronte e o Poeta" de Miguel Barrero

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Sinopse:




A 20 de Maio de 1515, desembarcou em Lisboa um rinoceronte vindo do outro lado do mundo. Quinhentos anos depois, vagueia também por Lisboa o professor espanhol Eduardo Espinosa, tentando encontrar paralelismos entre a história mítica daquele animal e o poeta a quem dedicou toda a sua carreira — Fernando Pessoa.
Atraído por uma misteriosa carta à cidade que tanto ama, e na qual nunca teve coragem de viver apesar das visitas anuais ao longo de 30 anos, encontramos Espinosa numa deambulação de dois dias por Lisboa.

Perdido entre enigmas, quimeras e fantasmas, ele percorre não só ruas e monumentos, mas também a história — e tantos mitos — de Portugal, esse país que «é um sonho que se sonha a si mesmo para conseguir sobreviver». A olhá-lo, a cada passo, sentado em cafés ou escondido em versos, está o maior enigma de todos: afinal, quem foi realmente aquele poeta fingidor?





CRÍTICAS


«Com inteligência fina e perspicácia criativa, Miguel Barrero conseguiu dar vida neste romance ao mais conhecido dos poetas secretos e à menos conhecida das bestas famosas. Este é um retrato factualmente real e miticamente exacto de Lisboa, cidade mágica.»
Alberto Manguel


Escritos do Baú do Ministério # 11

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Porra, alguém que me entente! (ainda a entrevista do RAP ao "Observador") - 22 de novembro de 2018


Sobre o prazer de comprar livros e de ter uma biblioteca. Finalmente alguém que me entende e que se expressa sobre este tema exatamente como eu me sinto. Ora vejam a resposta do RAP à questão sobre qual a percentagem de livros da sua biblioteca que já leu.


“Pergunta: Dessa biblioteca, qual a percentagem de livros que já leu?


Resposta: Não sei… aliás, quando o carpinteiro vai lá acrescentar mais prateleiras, uma das perguntas clássicas é “eh pá, oiça lá, você já leu isto tudo?”. Não só não li como não vou ler. É óbvio que nunca vou ler os livros todos que ali tenho. Mas várias vezes os livros não são para ler, são para consultar, primeira coisa. Outras vezes, sei logo no ato de o comprar que é provável que nunca vá ler aquele livro. Mas tranquiliza-me ter ali o livro. Se for preciso, ele está lá. Tenho muitos livros no iPad porque dá jeito, vamos de avião e tenho ali 200 livros… é a tal coisa, tenho ali à disposição. E se o avião cair numa montanha e ficarmos lá dois meses até que alguém nos venha buscar… entre vista ao “Observador” Ricardo Araújo Pereira disse o seguinte:” (Nota o bold e sublinhado são meus).


Será assim tão difícil de entender?

domingo, 28 de agosto de 2022

Novidade - "Reckless - Volume 1" de Ed Brubaker; Ilustração: Sean Phillips

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Sinopse:


Conheçam Ethan Reckless: os vossos problemas são o trabalho dele, por um preço. Um ex-radical dos anos 60, com as cicatrizes que o provam, Ethan tem tanto de cobrador de dívidas, como de detective privado e bola de demolição. Mas, quando uma fugitiva dos seus tempos da Weather Underground lhe pede ajuda, Ethan terá de enfrentar a única coisa que ainda teme… o seu próprio passado.

É sexo, drogas e homicídio numa Los Angeles dos inícios dos anos 80, quando Ed Brubaker e Sean Phillips, os criadores dos best-sellers CriminalFataleKill or be Killed e Pulp lançam a sua primeira série de romances gráficos com uma arrebatadora nova perspectiva do herói clássico dessa época.

Bibliotecas do Mundo 61

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Jacob & Wilhelm Grimm Library – Berlim - Alemanha


 

sábado, 27 de agosto de 2022

Novidade - "A Grande Esmeralda" de Peter Holeinone e Tony Wolf; Ilustração: Tony Wolf

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Sinopse:


Tantas histórias de aventura, mistério e magia para mergulhar no maravilhoso mundo de Tony Wolf! O que contará ele desta vez?

O Tom e a Penny são grandes amigos e vivem ao lado um do outro no coração da grande floresta, entreajudando-se de muitas maneiras. Mas, um dia, o terrível Attila, o rato com uma perna de pau, aparece na aldeia e rapta a Penny.

Conseguirá o Tom libertar a sua amiga das garras do Attila e do seu bando? E quem é o corajoso e misterioso leão que vai ajudar o Tom a chegar ao castelo negro que se ergue no fim do deserto?

O fantástico mundo do prestigiado ilustrador Tony Wolf numa belíssima coleção de livros cheios de aventuras, reviravoltas e muitos amigos novos para conhecer e amar.

Escritos do Baú do Ministério # 10

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Nobel para Saramago... – post de 11 de outubro de 2018


Foi há 20 anos que veio para Portugal o único Nobel da Literatura atribuído a Jose Saramago.


Há 20 anos eu nunca tinha lido, na totalidade, nada de José Saramago e em bom rigor não tinha grande apreço por ele devido à imposição de leitura do Memorial do Convento, que, até hoje nunca li na totalidade.


Quando na escola secundária foi confrontado com a necessidade de ler Saramago confesso que não estava propriamente preparado para isso e não só não li na totalidade como fiquei a detestar.


Vários anos mais tarde já a trabalhar, uma colega de trabalho indicou-me e insistiu comigo que deveria ler o “Ensaio sobre a cegueira”. Recusei a ideia disse que não apreciava o tipo de escrita, mas depois de muita insistência lá acedi a ler o livro.


Lembro-me que estava de férias e que li o livro em menos de dois dias, porque não consegui parar de ler. Lembrei-me agora que até já aqui escrevi sobre isso... mas, resumindo, o “Ensaio sobre a Cegueira” é ainda hoje um dos meus livros favoritos.


Saramago acabou por se tornar um dos meus escritores mais lidos. Para além do “Ensaio sobre a cegueira” li o “Ensaio sobre a lucidez”, “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, “Intermitências da Morte” e “Caim”. Um dia destes ainda voltarei ao “Memorial do Convento”.


Não sou ninguém para avaliar a atribuição de um Nobel mas a verdade é que lhe fui atribuído o prémio. Se Saramago fosse um escritor de um só livro, e se esse livro fosse o “Ensaio sobre a Cegueira” eu também lhe atribuía o Nobel. Mas essa é só a minha opinião.

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Novidade - "A História do Universo - A Nossa Visão Atual e Como Chegámos a Ela" de Carlos Martins

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Sinopse:


Partindo das primeiras ideias da humanidade sobre o cosmos, este livro oferece ao leitor uma visão geral da nossa compreensão do Universo, incluindo as teorias do Big Bang e da formação de estrelas e galáxias, além de abordar questões ainda em aberto.

O autor mostra como esta visão se desenvolveu gradualmente a partir das observações e do engenho dos nossos antepassados, e revela como os resultados da investigação em curso podem ainda vir a alterá-la.

Dava um bom retiro livresco 99 - especial verão

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Hoje não há Maldivas, Polinésia Francesa ou Tailândia. O retiro de hoje é mais próximo, mas clássico, mas igualmente deslumbrante. Lago Como, Itália. Para mim, nada abaixo dos retiros de águas transparentes e areias brancas.


Un bel posto per leggere un buon libro! 

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Novidade - "A Arte de Construir Cidadania" de Alix Didier Sarrouy, José Alberto Simões e Ricardo Campos

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Sinopse:


Esta obra colectiva nasce de um projecto que estuda formas de participação cívica e política dos jovens, que ocorrem à margem da política institucional. O conceito «artes da cidadania» abarca esse horizonte fluido e dilatado de participação.

Dança, música, artes plásticas, vídeo, fotografia, performance, activismo digital, entre tantas outras, são formas de expressão usadas de forma criativa pelos jovens para a sua intervenção em prol de múltiplas causas e lutas sociais. De forma a dar conta desta diversidade, o livro trata, em particular, quatro áreas de intervenção - o corpo, o som, a imagem e a tecnologia - e recolhe contributos de cientistas sociais e artistas de vários países de expressão lusófona, explorando novos diálogos e sinergias entre áreas disciplinares.

Feira do Livro de Lisboa - é passar por lá!

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Começa hoje a Feira do Livro de Lisboa. A primeira sem restrições após 2 anos de pandemia que resultou inclusive na mudança de data para o final do verão.


Este ano, por circunstância familiares, ainda não sei se e quando conseguir passar pela Feira. Farei o possível por garantir pelo menos uma passagem rápida para uma compra, e uma fartura para manter a tradição.


A convite é simples: se já é hábito irem, façam o favor de repetir, se passarem por Lisboa, não deixem de visitar, se nunca foram aproveitem para inaugurar! Vale mesmo muito a pena, até dia 11 de setembro.


Para mais informações visite o site da Feira aqui.

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Novidade - "O Homem que Caiu na Terra" de Walter Tevis

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Sinopse:




Um verdadeiro clássico da ficção científica que nos faz confrontar com a imagem que temos de nós, humanos, quando pensamos no nosso lugar na terra.

Thomas Jerome Newton vem de Anthea para a Terra numa missão desesperada: salvar os poucos habitantes que ficaram no seu longínquo e desconhecido planeta. O primeiro passo é construir, aqui, uma nave que traga os 300 seres da sua espécie de um planeta sem água - e onde os outros recursos são cada vez mais escassos - para a Terra.

Com uma inteligência bastante superior à dos humanos, Newton torna-se rapidamente um empresário muito bem-sucedido, na área das patentes tecnológicas, mas descobre também a solidão, a ausência de esperança e o álcool.

Esta imagem do ser extraterrestre confrontado com o lado mais humano da vida na Terra oferece-nos uma finíssima parábola da década de 1950, do início da Guerra Fria e das mudanças que o mundo enfrentava nesses anos de extraordinária viragem.

A força da escrita e a tensão poética desta delicada história permitiram fazer de O Homem que Caiu na Terra - adaptado ao cinema em 1963, por Nicolas Roeg, com David Bowie a estrear-se no grande ecrã como protagonista - uma das ficções científicas mais realistas de sempre, uma metáfora perfeita da angústia e da solidão existenciais da espécie humana.





CRÍTICAS DE IMPRENSA


«A ficção científica no seu melhor. Esta história - a de um extraterrestre que visita o nosso planeta - foi feita para nos fazer pensar no que é a vida na Terra.»
The New York Times

«A escrita de Walter Tevis é poderosa, feita de poesia e tensão.»
Washington Post


Leitura - "Mar da Tranquilidade" de Emily St. John Mandel

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Comecei esta leitura com um misto de curiosidade e desconfiança. Não sabia bem o que ia encontrar, mas a verdade é que após algumas páginas a história já nos agarrou e leva-nos com ela.


Como de costume não vou entrar aqui em detalhes que antecipem o desenrolar da história, mas posso adiantar que a autora fez um grande trabalho de ligação entre as diversas realidades e dimensões / tempos em que decorre a ação, a maior parte num futuro algo distante (não muito). Há viagens no tempo, uma pandemia e colónias lunares. Mas há também um fio condutor bem delineado, sendo que uma boa parte só percebida no final.


Há um momento já perto do final em que parece que estamos um pouco perdidos sobre o destino da história, no entanto, a autora vai puxando as pontas e, confesso, gostei bastante do final. Diferente do que esperava, mas bastante original.


Esta leitura acabou por ser algo antecipada à conta da escolha recente de Barack Obama como um dos livros da sua lista de verão. Em bom momento o escolhi porque foi uma leitura muito interessante e um género contrastante com as minhas leituras mais recentes. E fiquei com curiosidade em ler os outros títulos da autora (o anterior, “O Hotel de Vidro”, tenho em casa).


Um bom livro, uma história muito bem imaginada. Gostei bastante e recomendo.


 

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Novidade - "José Saramago: A Literatura e o Mal" de Carlos Nogueira

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Sinopse:


José Saramago não aceitava o princípio segundo o qual somos impotentes perante um sistema mundial inumano que estimula a desigualdade e a desumanidade. Para o escritor, cada um de nós pode e deve ser um factor de construção de uma nova Humanidade, convocando e aplicando dia-a-dia valores morais voltados para o bem comum.

Este ensaio pretende contribuir para a compreensão da problemática do mal quer em José Saramago, quer, a partir da sua escrita e do seu pensamento, na acção individual e na prática social e política (na vida ética): o mal substantivado na História em instituições como a Inquisição, a monarquia e outras formas de governo, e em poderes económicos como o do latifúndio alentejano anterior à Revolução de Abril e o dos mercados neoliberais; e o mal como princípio não acidental do humano, tão inscrito na nossa natureza como o bem e sempre em vias de se manifestar em múltiplas e (im)previsíveis formas.

Escritos do Baú do Ministério # 9

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Livros espalhados não contam como desarrumação – post de 7 de setembro de 2018


Não sou uma pessoa com a mania das arrumações, mas também não gosto de ver tudo desarrumado. Faz-me confusão porque regra geral sinto que quando tenho a casa muito desarrumada isso é reflexo também daquilo que de passa no meu cérebro.


Existe num entanto um item que um dia deste dei conta estar espalhado por praticamente todas as divisões da casa e que eu não considero desarrumação: livros.


Fossem dos crescidos ou do pequeno havia livros em todo o lado e todos os eles podiam ser justificados: o pequeno tinha livros no quarto dele em cima da cama porque tinha ido “consultar” a sua pequena biblioteca, no quarto dos pais porque tinha lido uma história (como acontece todos dos dias) na noite anterior e na sala porque tinha pedido para ler outra enquanto estava no bacio. A mãe tinha um livro na cozinha que tinha estado a ler ao pequeno almoço, duas leituras terminadas recentemente na mesinha de cabeceira, e o livro que terminara no dia anterior na sala de estar. Eu tinha um livro que terminara dois dias antes em cima da cómoda, e que ainda não tinha arrumado, o novo livro iniciado na cozinha e um livro pequeno antigo no wc que eu levara para aproveitamento do tempo. Havia ainda dois livros no hall, comprados durante a semana e que também estavam por arrumar. O Escritório não conta porque aí há sempre livros desarrumados...


Em resumo, livros espalhados não são desarrumação. São sinónimo de interesse pelo conhecimento, informação e cultura. Espero que a minha casa esteja sempre desarruada com livros até ao fim dos meus dias!

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Novidade - "A Conspiração para Matar Lourenço de Médicis" de Eric Frattini

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Sinopse:


Desde 1435, os Médicis, uma família florentina odiada, atacada e vilipendiada por muitos e vangloriada e louvada por outros, dirigiram a política dos estados italianos por meio de intrigas, diplomacia, finanças, conspirações, sequestros, torturas e assassínios. No dia 26 de abril de 1478, um grupo de conspiradores tentou pôr fim à vida de Lourenço de Médicis e do seu irmão Juliano na catedral de Florença. Teriam de ser mortos ao mesmo tempo para evitar qualquer tipo de represália, mas o plano dos assassinos falhou e abateu-se sobre eles uma atroz onda de vingança.

Os protagonistas desta história são Lourenço de Médicis, o duque de Urbino e o papa Sisto IV; os papéis secundários são desempenhados por Leonardo da Vinci, Sandro Botticelli, Piero della Francesca e Angelo Poliziano. Os autores da conspiração nunca foram identificados com toda a certeza. Mas, passados 526 anos, um professor de História descobriu quem foi o verdadeiro cérebro por trás da conspiração, ao decifrar o «Código Simonetta».

Livros com descontos - Bertrand

Em www.bertrand.pt


Hoje há livros com descontos na Bertrand. Se ainda anda à procura de leituras para férias, ou simplesmente pretende aproveitar a oportunidade para comprar "aquele livro" com um bom desconto, dê uma espreitadela. Link de afiliado Bertrando na imagem acima.


Boas leituras! 

O pequeno e os livros - a Biblioteca do Jardim

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A biblioteca do jardim tem sido uma boa amiga este verão. de manhã ou de tarde, tem sido o local de eleição do pequeno para leituras e jogos.


Trouxe logo no primeiro dia todo orgulhoso o seu cartão se leitor e todos os dias por lá passa (na maioria dos dias com o avô que tem o tempo que os pais não têm). Brinca, joga e lê. Todos os dias.


Fico genuinamente feliz por vê-lo todo empolgado com a biblioteca e por já a reconhecer como um espaço de interesse. Que assim se mantenha!  


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domingo, 21 de agosto de 2022

Novidade - "Blue Exorcist, Vol. 22" de Kazue Kato

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Sinopse:


Os selos que mantinham o portão artificial de Gehenna foram quebrados e o mundo mergulhou num caos demoníaco!

Enquanto as nações em torno do mundo lutam para conter os surtos, Rin enfrenta Mefisto, exigindo esclarecimentos sobre o passado.

Mefisto avisa-o que a história só pode acabar em tragédia…

Escritos do Baú do Ministério # 8

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Tsundoku ou simplesmente uma biblioteca? – post de 15 de agosto de 2018


Dei com uma notícia que fala sobre uma palavra que os japoneses criaram para identificar o ato de comprar livros e não os ler (pelo menos não no imediato). Os japoneses pelos vistos chamam-lhe tsundoku que será uma junção dos termos tsumu (“empilhar”) e doku (“ler”).


Ora bem, este tema faz-me alguma confusão porque eu compro muitos livros que não leio, melhor que não leio no imediato, e que, assumo, posso não conseguir vir a ler. A este ato eu chamo criar uma biblioteca.


Se eu leio, com sorte, 20 livros por ano e compro mais de 50 sobram pelo menos 30. Não compro por comprar, compro porque me interessa, porque gosto de ter opções de leitura e porque tenho a secreta esperança de que um dia vou ter tempo para os ler todos.


Nota importante, para mim livro é tudo menos um objeto de decoração. Para isso existem quadros e jarras. Um livro é um elemento muito importante para ser confundido com decoração.

sábado, 20 de agosto de 2022

Novidade - "Invisível" de Eloy Moreno

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Sinopse:




Quem nunca sonhou ser invisível? E quem nunca desejou deixar de o ser, para que os outros nos vejam tal como somos?

Emotiva, surpr­eendente e diferente, esta história podia ser a de qualquer um de nós.

Um rapaz acorda no hospital após um acidente grave. Quando os pais lhe pedem para falar com uma psicóloga, ele explica-lhe que tudo aconteceu porque se tornou invisível e desenvolveu uma série de superpoderes. É então que começa a contar como tudo se passou…

Ele pega na sua mochila, desce as escadas e caminha para a escola. Poderia ter sido uma sexta-feira como qualquer outra, não fosse o teste de Matemática na última hora. E se, daquela vez, o rapaz tivesse dado outra resposta, talvez as coisas tivessem sido diferentes. Mas aquela resposta muda a sua vida.

De um dia para o outro, o seu mundo fica cheio de monstros: que vão e voltam, que magoam e humilham. e outros monstros que assistem a tudo e viram a cara. O rapaz sente a raiva crescer dentro dele, mas não sabe o que fazer com ela. Gostaria de se tornar um super-herói, de ter um superpoder capaz de impedir que se magoe novamente.

E, de repente, ele encontra esse poder, o poder da invisibilidade.





CRÍTICAS


«Duro, real e necessário. Leiam este livro já.»
Manuel

«Invisível faz-nos olhar para o mundo, a escola e os nossos amigos de forma diferente. E faz -nos querer ser melhores pessoas.»
Margarida

«Adorei esta história. Tocou-me o coração. É super real.»
João

«Chorei, ri, senti tantas coisas... Quero lê-lo mais vezes, e já o aconselhei a muitos amigos e amigas.»
Inês

«Juro que comecei a ler às três da tarde, depois de acabar as aulas, e terminei logo no dia seguinte, de manhã. Nunca deixes de escrever, Eloy Moreno, e obrigada por este livro.»
Carlota


Leitura Pré-Blog - “Palestina - Paz Sim. Apartheid Não” de Jimmy Carter

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Comentário escrito em 7 de janeiro de 2014


Terminei no final da semana passada (e ainda a contar para as leituras de 2013) o livro “Palestina - Paz Sim. Apartheid Não” de Jimmy Carter.


É um excelente documento, ainda que escrito há já alguns anos, para entendermos o conflito israelo-árabe, as suas origens, evolução, responsabilidades e pontos de rutura.


Ainda que escrito por um americano, no geral, apresenta uma visão clara e até modesta sobre o papel que o próprio teve no conflito, enquanto presidente e, mais ainda, depois de sair da presidência, e tem uma visão, na minha opinião, relativamente objetiva dos factos, sem deixar de imputar responsabilidades aos dois lados.


É um bom livro para os interessados no tema.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Novidade - "As Sibilas - Diálogos em Sfumato" de Mónica Baldaque

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Sinopse:


Em As Sibilas, Mónica Baldaque partilha algumas das memórias doces que cultiva da mãe, Agustina Bessa-Luís. Na senda de Sapatos de Corda, Baldaque partilha, através de esboços biográficos e diarísticos intercalados com ilustrações suas, um testemunho íntimo do universo e dos processos de Agustina enquanto pensadora e escritora.

Entre os laços de família revisitados, surge a tia Amélia, figura por detrás da célebre Sibila e cuja morte Agustina vaticinou com incrível precisão no seu mais conhecido romance. 

As Sibilas é uma das obras que assinala a celebração do centenário de Agustina Bessa-Luís.

Dava um bom retiro livresco 98 - especial verão

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Para todos os que “reclamaram” comigo que os retiros livrescos que tenho colocado são mais sonho do que realidade, hoje deixo um que pode ser mais realidade do que sonho, mais perto e que pode ser aproveitado em família (mas há muito espaço para fazer uma escapadinha livresca).


Para quem quiser saber é o Adriana Beach Clube no algarve (recomendação por experiência).

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Novidade - "Uma Melodia Inesperada" de Jodi Picoult

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Sinopse:




Zoe Baxter passou dez anos a tentar engravidar e, após vários abortos espontâneos e problemas de infertilidade, o seu sonho parece prestes a realizar-se: está grávida de sete meses. Contudo, uma terrível alteração de circunstâncias transforma o sonho em pesadelo, um pesadelo que leva consigo o bebé que ela já tinha aprendido a amar e põe termo ao seu casamento com Max.

Depois disto, Zoe mergulha numa carreira como terapeuta musical, ajudando vários pacientes a lidar com a dor através da música. Ao trabalhar com Vanessa, o relacionamento profissional entre as duas transforma-se numa amizade e, mais tarde, para surpresa de Zoe, em amor. Quando se permite de novo começar a pensar em criar uma família, recorda-se de que ainda há embriões seus e de Max congelados que nunca foram usados.

Porém, Max só encontra paz de espírito no fundo de uma garrafa, pelo menos até remir os seus infortúnios junto de uma igreja evangélica, cujo carismático pastor - Clive Lincoln - jurou a si próprio e ao seu Deus lutar contra «a agenda» homossexual que ameaça os valores das famílias tradicionais americanas. E tudo se torna ainda mais pessoal para Max quando Zoe e a sua parceira do mesmo sexo lhe pedem permissão para criar a sua criança por nascer.





CRÍTICAS


«Picoult é dotada de uma escrita brilhante e despretensiosa.»
Stephen King


Escritos do Baú do Ministério # 7

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Livros e Invejas... – post de 23 de maio de 2018


Não sou pessoa de invejas. Tenho muitos outros defeitos chatos, mas desse acho que não padeço, no entanto, os livros representam uma das poucas exceções.


Se me querem apanhar invejoso é quando acabo de ler um bom livro e penso: porra, que inveja tenho deste tipo/tipa por ser uma imaginação de tal forma grande que lhe permitiu escrever isto. Porra, como eu gostava de ter essa capacidade!


Tenho inveja de quem consegue criar nos outros a ideia de que aquilo que produz é verdadeiramente mágico. É uma inveja boa até porque quando leio um livro é sempre algo porque anseio, ter inveja da pessoa que o escreveu. Se tiver é porque o livro é mesmo bom!

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Novidade - "Bartleby, O Escrivão" de Herman Melville

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Sinopse:




Bartleby, O Escrivão - Uma história de Wall Street valeu a Melville 85 dólares, mas valeria ao mundo uma Indústria Bartleby que ainda hoje não se esgota e que explora os limites da ficção e da biografia, dando origem a todo o tipo de teorias interpretativas que alimentam os estudos melvilianos desde 1924, altura da sua redescoberta.

Em Bartleby, a personagem que lhe dá título é um jovem pálido com um ar de respeitável tristeza que inicialmente realizava uma quantidade extraordinária de trabalho no escritório de um advogado, mas que, de repente, recusa um pedido do patrão dizendo, num tom de voz singularmente suave, mas firme, «Preferia não o fazer.»

Esta frase e esta insólita atitude do trabalhador de persistente relutância dão corpo a uma narrativa em que ironia, surpresa e a sombra da tragédia se cruzam. Depois de lermos este livro, Bartleby entra, para sempre, nas nossas vidas e no nosso imaginário.





CRÍTICAS


«Melville é único entre os seus grandes contemporâneos do século XIX – Scott, Balzac, Dickens, Dostoevski, Hardy.»
Dan McCall

«Melville é o mais shakespeariano dos nossos autores.»
Harold Bloom


Leitura - "Na Cabeça de Putin" de Michel Eltchaninoff

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“Na Cabeça de Putin” cumpre o que promete no título e leva-nos numa viagem pelas ideias que habitam a cabeça do ser que conseguiu colocar o mundo em polvorosa este ano.


Este é um livro sobre o alicerçar das ideias de Putin, mas também sobre como eles mudaram e se reajustaram ao longo do tempo. o autor leva-nos também a conhecer os principais filósofos, teóricos e escritores que influenciaram o presidente russo.


Um aspeto igualmente interessante do livro é podermos revisitar as palavras de Putin ao longo dos anos, nomeadamente os avisos que foi deixando.


No final do livro, apesar de todos os potenciais objetivos que podem estar na origem das ações de Putin, fica em cima da mesa uma que é muito mais preocupante: que Putin, o homem que despreza a internet, que humilha mesmo os seus mais fieis colaboradores de há décadas, pode ter simplesmente enlouquecido.


“Na Cabeça de Putin” é um exercício muito interessante para tentar perceber a mente do ser mais detestado à face da Terra por estes dias. Cumpre muito bem essa tarefa, mesmo quando conclui que não existe necessariamente racionalidade no que faz. Excelente livro. Uma leitura plena de informação que nos ajuda a preencher espaços vazios sobre a personalidade de Putin. Recomenda-se vivamente a sua leitura.


Uma nota final apenas para saudar a entrada no mercado da editora Zigurate através deste livro e do livro “Quanto Menos Soubermos, Melhor Dormimos”.

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Novidade - "Os Fundadores - O projecto dos responsáveis pelo nascimento do Brasil" de Lucas Berlanza Corrêa

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Sinopse:


Na véspera dos 200 anos da Independência do Brasil, o pensador liberal Lucas Berlanza passa em revista, de forma original e didática, os sentimentos, ideias e ações das personagens que encabeçaram o ato responsável pelo nascimento do que hoje entendemos por Brasil.

Berlanza segue o exemplo norte-americano de explicar a Independência pelos dilemas, ideias e dramas de uns quantos homens e mulheres cujas vidas significam tanto para a existência do país que só de contá-las tudo se ilumina.

Escritos do Baú do Ministério # 6

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Um livro é só um conjunto de folhas? – post de 29 de abril de 2018


É cada vez mais comum ouvir-se a expressão “não há cão nem gato que hoje em dia não escreva um livro”. Eu concordo apenas em parte com a expressão porque acho que a forma correta de o dizer é “não há cão nem gato que hoje em dia não possa publicar alguma coisa”.


O termo livro é definido pelo dicionário Priberam como “conjunto de folhas de papel, em branco, escritas ou impressas, soltas ou cosidas, em brochura ou encadernadas”, e, portanto, se tivermos por base nesta definição, tudo cabe aqui dentro.


O problema coloca-se, na minha opinião, quando a definição que consideramos é menos abrangente e nela não cabem determinado tipo de publicações, que tem folhas, mas não são propriamente livros. Sei que esta ideia não é muito politicamente correta, e, para muito gente, no limite, a ideia é que se existem é porque há público para eles.


Sou da opinião de que ler alguma coisa, mesmo que de qualidade mais questionável é, regra geral, melhor do que não ler nada, e aquilo que para mim é um bom livro pode não ser para muitas outras pessoas, mas há por ai muita publicação que aquilo que faz é aproveitar modas, ou escrever sobre o senso comum como de fosse uma panaceia.


Fazem alguma confusão a multiplicação de livros sobre a forma de chegar à felicidade, de alegada autoajuda, que, ma maior parte dos casos não dizem nada, são insípidos e triviais


Cada um lá sabe da sua vida e da sua carteira. Se calhar estes livros são um reflexo dos tempos modernos, e se calhar sou eu que sou cinzento e quadrado, mas não contem comigo para a leitura e divulgação desse tipo de material. Prefiro ficar quadrado e cinzento lendo livros definidos num conceito diferente de “um conjunto de folhas”.

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Novidade - "Os Quatro Livros" de Yan Lianke

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Sinopse:


O cenário desta obra é a China dos anos 50 do século passado, um período em que as autoridades procederam ao confinamento de centenas de milhares de pessoas em campos de reeducação e à mobilização dos camponeses para a produção de ferro e aço. Este Grande Salto em Frente decidido pelo Partido Comunista Chinês levou a uma das maiores fomes da humanidade.

Yan Lianke recorre a uma linguagem que alterna a prosa incisiva e as palavras de ordem maoistas com uma narrativa do tipo bíblico, da tradição confuciana e da mitologia grega. O primeiro dos quatro livros é a história de um adolescente ingénuo, encarregado de guardar um campo de reeducação de intelectuais, que acabará por se crucificar num tapete de flores vermelhas.

As vidas abruptamente sacrificadas de milhões de mulheres e homens configuram um drama inspirado em factos reais. Foi por isso que nenhuma editora na China continental se atreveu a imprimir esta obra (saiu em Hong Kong e em Taiwan), apesar de Yan Lianke ter obtido prestigiados prémios na China, o Franz Kafka Prize em 2014, e ter sido finalista do Man Booker International Prize 2013 com Sonho da Aldeia Ding, já publicado nesta editora.

(Mais) Livros nas Férias!

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Recentemente foram conhecidos os números de vendas de livros do segundo trimestre do ano. Em relação a igual período de 2021 o aumento foi de 17,6%. Uma boa notícia.


Relacionado ou não, apesar de na praia não notar grande diferença (continua a ser difícil avistar um livro e na maioria dos avistamentos é entre pessoas mais velhas), este ano nos dias que estive de férias em hotel notei uma diferente muito positiva ao nível das leituras.


Contrariamente a anos anteriores este ano vi muito mais gente a ler, e a maioria dos hóspedes era portuguesa, portanto eram portugueses a ler. Vi gente de todas as idades com livros, de pessoas mais velhas (o mais comum) a jovens de tenra idade, alguns mesmo muito jovens.


Não serve como amostra, mas da mesma forma que quando, em anos anteriores, vi pouca gente a ler escrevi aqui, este ano não posso deixar de referir a nota positiva. Não serve de amostragem, mas é um sinal positivo que deve ser enaltecido. Gostava que fosse de facto sinónimo de alguma mudança.


Os campeões dos avistamentos foram “Uma Aventura” entre os mais novos e vários títulos de Stephen King entre os mais velhos. Confesso que fiquei muito satisfeito que ver mais livros nas espreguiçadeiras!       

domingo, 14 de agosto de 2022

Novidade - "Canina" de Andreia C. Faria

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Sinopse:


Colecção de Poesia, dirigida por Pedro Mexia:
NOVO LIVRO DE ANDREIA C. FARIA, POETA VENCEDORA DO PRÉMIO AUTORES SPA DE 2018 E DO PRÉMIO LITERÁRIO FUNDAÇÃO INÊS DE CASTRO 2019

CANINA
Outra criatura se recorta nos meus gestos.
Outra que a devassa
a natureza, a melancólica prática da carne
acesa em lanhos vivos,
beiços, o mínimo arroubo de dentes
no escuro. Outra criatura pousa.
Come e dorme com regalo,
pela tarde beberica
esparsas brisas no caramanchão.
Odeia uns quantos, ladra muito.
Também ama, se entre o medo
um soldado lhe desarticula a alma
e sente-lhes o cheiro quando à terra
chegam ossos de indigesto esplendor.

Fazia desta livraria a minha casa 43

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Maria´s Bookshop - Durango - EUA

sábado, 13 de agosto de 2022

Novidade - "O Mundo da Inês - Inglaterra, aqui vou eu!" de Sara de Almeida Leite

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Sinopse:


Aventuras e desventuras de uma adolescente como tu!
A vida de Inês muda completamente quando ela passa a frequentar um colégio interno para raparigas, a partir do 7.º ano. A adaptação não é fácil, pois algumas colegas parecem empenhadas em dificultar-lhe a vida – incluindo as próprias primas. No entanto, Inês consegue integrar-se num grupo divertido, faz boas amizades e torna-se bastante popular...
Conseguirá ela lidar com todos os desafios que se lhe deparam e ainda desfrutar em pleno da sua adolescência?
O novo Clube Internacional do colégio promove um concurso aliciante, cujos vencedores têm a oportunidade de passar uma semana com uma família estrangeira, num país à sua escolha. Inês concorre e anseia por ser selecionada. Entretanto, a vida dentro e fora do colégio ainda lhe reserva alguns imprevistos…

Escritos do Baú do Ministério # 5

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Histórias com Livros - “Mandela – The Authorized Biography”- post de 31 de março de 2018


“Mandela – The Authorized Biography” de Anthony Sampson. A história desde livro é tanto sobre o livro em si como sobre o local onde foi comprado.


Em 2011 fui com a minha cara metade a Londres. Ficámos hospedados na zona de Bayswater / Nothing Hill e deixámos para o final uma visita mais cuidada a esta zona.


No nosso passeio por Nothing Hill – depois de passarmos pela livraria que aparece no filme com o mesmo nome e de passarmos pela loja das especiarias – demos com uma livraria de livros usados (foto abaixo) com uma oferta brutal a preços igualmente brutais.


Entrámos e dissemos um para o outro “é mais para ver porque não temos espaço na mala”, mas acabou por ser mais forte do que nós. Comprámos já não sei quantos livros e acabámos por ter de comprar outra mala só para trazer os livros. Gastámos no total umas 20 £ e foi porque não dava para mais em termos de espaço.


Este livro em particular foi um achado porque custou 2£ e era um livro que em Portugal não conseguia encontrar. Mandela sempre fui uma personalidade que me interessou, tanto numa perspetiva política como numa perspetiva de ser humana. Lembro-me que nessa viagem o livro que levei, e que andava a ler, era precisamente “Uma lição de Vida” de Jack Lang, precisamente sobre a vida de Mandela.


Até hoje não li o livro todo (li alguma partes) mas sempre que passo por ele lembro-me da viagem a Londres e de como parecia um miúdo numa loja de doces naquela livraria.

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Novidade - "Casa" de Marilynne Robinson

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Sinopse:


Casa é a crónica da família Boughton, em particular do pai, o reverendo Boughton, e de Glory e Jack, dois dos seus filhos adultos. Apesar de relacionado com Gilead (o anterior romance de Robinson), é um livro independente em que alguns acontecimentos são vistos sob uma nova perspetiva.

Casa venceu, em 2008, o Los Angeles Times Book Prize e o Orange Prize for Fiction em 2009, e foi finalista do National Book Award for Fiction. Foi também considerado um dos cem livros mais notáveis de 2008 pelo The New York Times e um dos melhores livros desse ano pelo The Washington Post e pelo San Francisco Chronicle.

Para o crítico James Wood, que sobre ele escreveu na The New Yorker, foi um dos dez livros favoritos no ano da sua publicação.

Dava um bom retiro livresco 97 - especial verão

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Mais do que um comentário, deixo uma pergunta: quem não fazia deste lugar um retiro livresco?


Nota: escrevo este post numa quinta feira à noite depois de um dia muito pesado de trabalho. Se me perguntassem o meu desejo mais imediato, era só isto. Por 24 horas que fosse.