

Publicado em 09/10/2024
Uma das piores características da nossa sociedade atual está referida nesta frase de Conceição Lino, e infelizmente não é algo que aconteça porque existem (como sempre existiram) dois ou três idiotas que acham que sabem tem conhecimento enciclopédico com base em machetes do Correio da Manhã.
Quantas vezes não somos hoje confrontados com esta realidade, pessoas que colocam em causa o conhecimento de especialistas porque lerem três frases no jornal, ou pior ainda nas redes sociais. Há “especialistas” com opiniões, ou melhor, com verdades absolutas sobre temas que mal sabem pronunciar que põem em causa todo o conhecimento científico comprovado.
São tristes e muito preocupantes sinais dos tempos.
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Sinopse:
Nessas descobertas, os contos de fadas são um instrumento importante porque prendem a atenção dos mais jovens enquanto os divertem e lhes transmitem ensinamentos. São narrativas que usam uma linguagem simbólica, própria da infância, na sua abordagem dos medos, desejos e dilemas universais. O mesmo acontece com as figuras arquetípicas, que, respeitando e dialogando com a visão mágica infantil, propõem soluções exemplares que ajudam a lidar com as ansiedades, a enfrentar inseguranças e a assumir responsabilidades.
Esta obra, que integra literatura, mitologia, psicologia infantil e psicanálise, destaca o valor atemporal dos contos de fadas e incentiva os adultos, especialmente os pais e os educadores, a reconhecerem o seu papel essencial no desenvolvimento emocional e moral das crianças.
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Sinopse:
Bunny Munro é vendedor de produtos de beleza e de esperança a donas de casa solitárias da costa sul de Inglaterra. Desorientado com a morte repentina da sua mulher e a lutar para manter o contacto com a realidade, decide fazer a única coisa que lhe parece possível: levar o seu filho nas suas viagens.
Enquanto Bunny exerce o seu ofício e o seu carisma sexual de porta em porta, Bunny Júnior, de nove anos, senta-se pacientemente no carro a explorar o mundo através das páginas da sua enciclopédia.
À medida que a sua viagem bizarra e cada vez mais frenética se aproxima do fim, Bunny Munro descobre que os fantasmas do seu mundo — pais decrépitos, espíritos vingativos, maridos ciumentos e assassinos psicopatas com chifres — emergiram das sombras e procuram cobrar o seu preço.
Um retrato terno da relação entre pai e filho, A Morte de Bunny Munro é uma leitura elegante, furiosa e extremamente envolvente, repleta de humor e de mistério.
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Sinopse:
A ascensão da China, o regresso da Rússia a uma lógica de confronto direto com o Ocidente e a perceção global de declínio norte-americano abrem caminho a uma nova ordem mundial — tripolar, incerta e desafiante.
Neste livro, Sónia Sénica, professora de Relações Internacionais e comentadora de política internacional na CNN Portugal, analisa com rigor e clareza o reposicionamento das três grandes potências do nosso tempo face aos desafios do presente: os Estados Unidos da América, a Federação Russa e a República Popular da China. A partir de uma leitura crítica, sem filtros eurocêntricos ou ocidentais, o livro propõe compreender os motivos, estratégias e visões de cada um dos principais atores da política internacional.
Da invasão da Ucrânia ao reforço do eixo sino-russo, passando pela fragilidade das instituições multilaterais e o impacto das novas formas de guerra híbrida, este livro atual e fundamental, desenha um retrato inquietante do mundo em transformação. Simultaneamente, um alerta e um convite à reflexão, Ordem Tripolar é uma obra indispensável para entender o que está em jogo nesta transição geopolítica, em que a democracia liberal é posta à prova e na qual a Europa procura, ainda, o seu lugar.

Publicado em 25/01/2024
Esta frase de Ricardo araújo Pereira bate num ponto que já aqui referi inúmeras vezes e na qual acredito muito: quem lê tem muito mais propensão para algumas coisas do que quem não lê, nomeadamente capacidade de entender o outro, colocar-se nos sapatos dos outros, ser mais tolerante, isto para além de todo a informação e conhecimento que pode adquirir. Ler e interpretar texto faz efetivamente qualquer coisa às pessoas.
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Uma visão marcante da nossa sociedade radicalmente transformada por uma revolução teocrática. Publicado originalmente há 40 anos, A História de uma Serva, protagonizado pela personagem de Defred, tornou-se um dos livros mais influentes e mais lidos do nosso tempo. O livro de cabeceira de uma nova geração.

Publicado em 15/09/2023
Infelizmente para mim as duas atividades não estão no mesmo patamar, porque o meu “escreve” e muito mais fraco do que o meu “ler”, mas hoje, muito modestamente consigo rever-se a cem por cento nesta frase de Urbano Tavares Rodrigues. A leitura tem de estar lá sempre, todos os dias, nem que seja uma página para alimentar ou tranquilizar a mente, e de há vários anos a esta parte também o escreve ganhou essa importância, nem que seja na meia dúzia de linha que aqui deixo todos os dias.

Publicado em 14/02/2023
Arranjem-me por favor, se conseguirem, uma frase mais poderosa do que esta sobre o real poder da leitura.
Olhem à vossa volta e reflitam se esta não é uma verdade absoluta. Pensem nas pessoas que conhecem e nas vezes que já se colocaram a pergunta. E se toda a gente lesse, será que haveria tanta manifestação de falta de civismo? Será que haveria tanta gente com dificuldades de viver em sociedade e com enorme falta de respeito pelo outro? Acredito genuinamente que não.
Ler civiliza. Ponto final.
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Sinopse:
LeBron James é muito mais do que um dos maiores jogadores de basquetebol de todos os tempos. É um fenómeno global, o primeiro atleta da NBA em atividade a tornar-se bilionário, uma força cultural e social com impacto muito para lá dos campos de jogo.
Mas o seu percurso esteve longe de ser fácil. Criado por uma mãe solteira, cresceu em condições precárias na cidade de Akron, no Ohio, entre a instabilidade, a ausência do pai e a luta pela sobrevivência. Ainda em criança, encontrou no basquetebol uma âncora — e nunca mais a largou.
A partir de centenas de entrevistas e de milhares de documentos, Jeff Benedict — autor aclamado de algumas das melhores biografias desportivas da atualidade — traça um retrato fascinante, íntimo e definitivo de uma das figuras mais influentes do século XXI.

Publicado em 26/04/2022
Esta frase pode ser lida de várias formas, e há até quem a considere exagerada. Não creio. Acho que é uma frase de apelo ao pluralismo de pensamento e à procura do conhecimento diversificado. Não podemos colocar ideias nos dois pratos da balança se apenas temos ideias para colocar de um dos lados.
O seguidismo exacerbado que muitas vezes assistimos tem as suas raízes nesta frase (embora muitas vezes e infelizmente, com um derivativo de livros para redes sociais). É preciso diversificar conhecimento, informação, ter atenção às fontes, fundamentar, estruturar, por em perspetiva, procurar os vários lados. Tentar tirar conclusões. Não achar que é verde só porque alguém disse verde. É preciso ir à procurar se não pode ser outra cor.
Não há mal em pensar o que a maioria está a pensar, desde nós e a maioria tenhamos feito o exercício indicado.

Publicado a 28/07/2020
Cruzei-me com esta frase há muitos anos atrás, mas em bom rigor, acho só mais recentemente consegui captar todo o seu alcance. Talvez porque hoje em dia é mais notório.
Hoje em dia, fico cada vez mais com a ideia que há (felizmente) muito mais gente a saber ler uma folha, mas há (infelizmente) cada vezes menos pessoas a conseguir ler o que não existe entre uma página e outra da mesma folha.
Ler é uma coisa, interpretar e compreender é outra. Alfabetização é uma coisa, Literacia é outra, bem diferente e muitas vezes a anos luz da primeira.
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Sinopse:
Baruch Espinosa, o filósofo holandês de origem portuguesa, morreu aos 44 anos, em 1677, deixando uma obra filosófica revolucionária - mas também alguns enigmas, alguns inimigos e muitas perguntas. E se a sua morte não tivesse sido causada pela frágil saúde - mas tivesse sido assassinado? Quem é a pessoa que o visitou no dia em que morreu? Que cartas e manuscritos não publicados desapareceram de sua secretária? Quem beneficia com um crime desta natureza? Católicos, protestantes, judeus, adversários filosóficos, franceses, holandeses, todos são suspeitos.
Muitos desconfiam de Espinosa, demasiado livre, inclassificável, corajoso demais. A sua filosofia perturba tanto quanto fascina, numa época em que as guerras religiosas destroem a Europa. Do topo do Estado ao pequeno presbitério, incluindo a Sinagoga e círculos de pensamento menos combativos, todos conspiram, em segredo, para silenciar este génio que abala a filosofia do seu tempo.
Neste thriller filosófico e histórico, Jean-François Bensahel reconstitui a obra e a vida de Espinosa - e deixa aberta a porta para resolver esse grande mistério: quem matou Espinosa?

Publicada a 16/08/2019
Não há muito a acrescentar porque a frase diz tudo. Os livros dever servir para nos ajudar a refletir, sejam eles de que tipologia forem. Um livro de ficção cientifica pode ser um motivo de reflecção tão grande, ou maior do que um ensaio. Sim, “digerir” um livro é tão importante como digerir uma refeição.

Publicado a 22/03/2019
Tenho muito dias em que sinto que este pensamento é cada vez mais raro...
Todos os dias, em contexto de trabalho ou noutro qualquer não damos por nós pensar, ou mesmo a dizer que, que as pessoas cada vez mais dizem as coisas sem pensar e que por isso fartam-se de dizer porcaria?
Pois bem, este pensamento vai um pouco mais longe no encontrar da causa provável para essa realidade: as pessoas pensam pouco andes de falar e infelizmente muitas leem ainda menos antes de pensar.
Então podemos fazer a matemática ao contrário: se as pessoas lesem mais, pensavam mais e, logo, poderiam evitar dizer tanta porcaria... seria essa a solução.
Isto não é uma teoria cientifica, mas conheço muitas pessoas que se enquadram na teoria problema e alguma que se enquadram na teoria solução.

Publicada a 20/04/2018
Esta é mais uma daquelas citações em que eu tenho, por obrigação, e pelo menos em parte, de me encaixar. A minha ignorância em relação aos grandes clássicos é muitos grande. Pelas minhas contas, no lote dos clássicos que costumam constar dos “100 mais de todos os tempos”, em média, eu li 4 ou 5 ao longo da minha vida toda. e na minha biblioteca não tenho mais de 20. Inconscientemente, sem nunca os ter lido, reconheço-os como clássicos, como grandes livros e sou até capaz de os apontar como tal, mas, mais uma vez com base na opinião de terceiros e não porque os tenha lido.
Já aqui escrevi que tenho o projeto completar a minha biblioteca com todos os 100 maiores livros de sempre (segundo a listagem do site “The Greatest Books”) mas falta-me ainda a parte de começar a agendar a leitura de pelo menos um ou dois por ano para poder referir-me a estes livros como clássicos com elogios por conhecimento e não apenas por sim. Este ano tenho de ler pelo menos 1. Se o fizer é mais 1 do que em quase todos os últimos 20 anos.
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Sinopse:
O agente da CIA Sam Joseph é enviado para Singapura para se encontrar com Golikov, um agente duplo russo que lhe quer vender informações. A conversa chega a acontecer, mas com consequências letais: Golikov é assassinado e Sam é raptado pelos serviços de contrainformação do inimigo.
No outro lado do mundo, na sede dos serviços secretos americanos, Artemis Procter, a organizadora da operação, torna-se o bode expiatório do fracasso. É sumariamente despedida.
Meses mais tarde, Sam consegue regressar aos Estados Unidos.
Selvaticamente torturado pelos russos, resistiu heroicamente aos interrogatórios e nunca lhes revelou a suspeita de Golikov: há uma toupeira na CIA. Não revelou aos russos, nem a mais ninguém. Agora que sabe que há um infiltrado na CIA, todo o cuidado é pouco.
Resta-lhe procurar Artemis, a sua antiga mentora, a única pessoa em quem pode confiar. Juntos decidem montar uma operação clandestina para descobrir o traidor. Na caça à toupeira, vão ter de enfrentar não apenas os russos, mas sobretudo as chefias da agência, que querem a todo o custo esconder a verdade.
De Langley a Moscovo, de Paris a Singapura, movem-se as peças de O Sétimo Andar, um sanguinolento xadrez internacional, desenhado com mestria por David McCloskey - a grande estrela dos romances de espionagem contemporâneos e autor de dois aclamados bestsellers, Estação Damasco e Moscovo X.

Em 16/12/2017 esta foi a primeira Book Quote aqui no blog. Provavelmente uma das melhores frases sobre livros que alguém já disse.
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Sinopse:
No seguimento do sucesso do anterior Escritos sobre Educação.
«Sérgio Niza marca e inspira, como ninguém, a arena educacional portuguesa. A partir do movimento da escola moderna, desde os alvores da década de 1960 até ao presente, a sua palavra e a sua acção têm estado na origem das mais desafiantes propostas de trabalho que alimentam o debate e o combate em favor de uma escola verdadeiramente democrática.
Não tanto de uma escola para todos, mas, antes, de uma escola de todos, isto é, de uma instituição onde cada um dos seus membros possa descobrir — no trabalho de construção cooperada da aprendizagem e do conhecimento —, a sua própria potência de existir.
Sérgio Niza é um mestre que tem tocado gerações sucessivas de professores e educadores com uma novidade radical, alguém que não cessa de inventar novas maneiras de pensar e trabalhar que correspondem à nossa modernidade, às dificuldades e aos entusiasmos, mesmo que difusos, daqueles que se batem por uma escola pública firmada nos valores da justiça, do respeito mútuo, da entreajuda solidária e da reciprocidade.
Nestes Novos Escritos sobre Educação regressa, com renovada densidade analítica, a vários dos seus temas de eleição. A cidadania participada nas escolas, o sentido ético-político de uma orientação inclusiva, capaz de acolher a diferença dos alunos, os processos de diferenciação pedagógica e as estruturas de cooperação, designadamente as comunidades de prática, sem esquecer a defesa de uma dimensão pedagógica vivenciada na formação de professores.»
Jorge Ramos do Ó

À semelhança do que aconteceu em anos anteriores, em agosto o Ministério (quase) vai de férias! Por isso, ao longo do mês de agosto vou aproveitar para revisitar algumas Book Quotes que foi publicando ao longo dos anos e, ou não fosse verão, deixar algumas imagens de locais que fui guardando ao longo do ano relativos a “Sítios onde queria estar agora a ler um livro!”. Tudo locais horríveis, como podem imaginar!
Haverá também algumas novidades, mas não todos os dias, porque agosto é um mês mais parco em livros novos.
Desse lado espero que tenham umas boas férias, que aproveitem para ler, e se acharem conveniente, ou necessário espreitem as sugestões de leitura para as férias que deixei por aqui na última semana!
Boas Férias e Boas Leituras!