quinta-feira, 30 de abril de 2020

Novidade - "O Incrível Sistema Imunitário" de Daniel M. Davis

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



A pandemia da COVID-19 veio levantar inúmeras questões: Porque é que o sistema imunitário de um idoso é menos eficaz contra um novo vírus? Em que medida é que estados de doença afetam o sistema imunitário? E o que é que cada um de nós pode fazer para fortalecer a sua imunidade? Em O Incrível Sistema Imunitário, Daniel M. Davis explica o que os cientistas já sabem para responder a estas perguntas.
O conceituado imunologista relata a história extraordinária dos enigmas resolvidos, das vidas que se perderam e também das que foram salvas para chegarmos ao que hoje sabemos sobre o nosso sistema imunitário: como é afetado pelo stress, pelo sono e pela idade, e a importância que tem no combate a doenças como o cancro, a diabetes ou a artrite e na luta contra bactérias e vírus desconhecidos. Dele depende a nossa sobrevivência.




Críticas

 


Um livro surpreendente que oferece um olhar novo e empolgante sobre o corpo humano.


Stephen Fry





Absolutamente cativante… Daniel Davis é um maravilhoso contador de histórias.


Bill Bryson




"Contos da Quarentena" da Livraria Lello

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O post de hoje não é sobre livros já escritos, é sobre livros, ou melhor, contos, a escrever.


A Livraria Lello lançou um concurso, “Contos da Quarentena”, para premiar seis contos originais de seis autores, nacionais e internacionais. Como é possível ler no site da livraria, “os contos apresentados a concurso deverão focar-se nas experiências individuais de cada um durante o período excecional que vivemos devido ao Covid-19.”


Neste caso não deixo aqui apenas a notícia, faço-o porque tive uma ideia que vou aproveitar a oportunidade para fazer algo que muitas vezes adio: praticar a escrita, ou seja, vou enviar um conto. Nesta fase a ideia é apenas um embrião, mas, como não podia deixar de ser, está ligada aos livros. A desenvolver durante o mês de maio (o prazo de envio vai até final do mês).


Fica a indicação para todos os interessados! Boas leituras e boas escritas!


Mais informação aqui.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Novidade - "A Melhor Máquina Viva" de José Gardeazabal

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Sinopse:


Anders Kopf é um jovem aspirante a escritor que decide mergulhar na pobreza por um ano e afastar-se de um passado doloroso. É um exercício temporário cujo objectivo é melhorar a literatura. Com os seus novos companheiros faz um batismo de pobreza, pratica roubos colectivos em matadouros, partilha refeições suspeitas e sofre injustiças pedagógicas. Durante todo esse tempo, reescreve a sua própria história de orfandade e de crime.
Eeva Wiseman é uma bela capitalista que herdou do pai um antigo matadouro, relíquia macabra do século XX. Administra com agilidade maternal o seu império de negócios, na sombra voraz da globalização, ao mesmo tempo que ressuscita da ressaca de um grande acidente e de um desaparecimento absoluto.
O que têm Kopf e Eeva a oferecer um ao outro? Entre o amor e a amizade, qual a melhor máquina? A liberdade e o sexo; a pobreza e a abundância; o triângulo homem, mulher, animal, são estas as várias máquinas modernas que alimentam a literatura.

Leitura - "Terra Americana" de Jeanine Cummins

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Mais sobre o livro aqui


Está concluída a leitura de “Terra Americana”, uma das maiores curiosidades literárias que tinha neste início de 2020. Não vale a penas fazer suspense, a expetativa foi amplamente correspondida.


Foi certamente um dos livros mais mediáticos e polémicos do início do ano nos Estados Unidos. O livro começou por ser aclamado, escolhido por Oprah Winfrey para o seu Book Club, elogiado por nomes sonantes da literatura, para depois receber um coro enorme de críticas, alegadamente devidos ao uso de estereótipos e a exploração do sofrimento dos migrantes mexicanos.


A determinada altura, porque queria mesmo ler o livro, decidi não ler mais sobre as críticas para não ser condicionado por elas.


Dito isto, e no que ao livro (que é o que interessa) diz respeito, registo que se trata de um excelente livro, uma excelente obra de ficção sustentada por uma base de realidade muito forte.


O ponto de partida da história centra-se numa mãe que fica sozinha com um filho depois de um brutal assassinato perpetrado por um cartel contra a sua família. A partir daí é uma fuga para evitar o mesmo destino.


Extremamente bem escrito, estruturado, enquadrado, com uma linguagem simples, mas que permite ao leitor entrar na pele das personagens e viver a história. É um drama humano, uma luta pela salvação, de uma mãe e de um filho, que, ficções à parte, poderia ter muito de realidade.


Sobre as controvérsias, e agora que já li o livro, irei aprofundar um pouco mais, e voltarei ao tema aqui no blog.


Não sei se será o livro do ano. Sei que é um excelente livro, um dos melhores que li nos últimos tempos, uma obra extremamente bem conseguida e altamente recomendável.


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terça-feira, 28 de abril de 2020

Novidade - "Sete Casas Vazias" de Samanta Schweblin

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Sinopse:



«A minha mãe está deitada de barriga para baixo na alcatifa, no meio do quarto de casal. O açucareiro está em cima da cómoda, junto ao seu relógio e às suas pulseiras, que, evidentemente, tirou. Tem as pernas e os braços abertos e afastados, e, por momentos, pergunto-me se haverá outra forma de abraçar coisas tão descomunalmente grandes como uma casa, se é que é isso o que a minha mãe está a tentar fazer.»

A casa é o lugar da intimidade. As suas divisões, onde comemos, dormimos, discutimos, amamos, fazem parte do nosso passado, escondem segredos, desejos, traições. Por isso nos inquietamos sempre que alguém entra nesse espaço, sentimo-nos observados e julgados, como se algo que devia permanecer oculto fosse finalmente revelado ao mundo.

Em Sete Casas Vazias, Samanta Schweblin não se refreia de colocar o dedo nessa ferida, negando ao leitor qualquer espécie de alívio; e a perda, a violência afetiva, a doença, o egoísmo, as nossas falhas mais íntimas tornam-se, elas próprias, todo o espaço em que habitamos.




Críticas de imprensa

 


Impressionante… Não é comparável a nada do que se escreve atualmente.»
Literary Hub


Curiosidades Livrescas

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Na semana passada, dia 23 de abril, comemorou-se o Dia Mundial do Livro. Aqui ficam algumas curiosidades sobre a sua história.


O dia foi escolhido em 1995 numa Conferência da Unesco que teve lugar em Paris, e corresponde a uma data simbólica, na qual, em 1616, dois vultos da literatura, Cervantes e Shakespeare, morreram.


O dia já era assinalado em Espanha desde os anos vinte, precisamente em homenagem a Cervantes, mas começou por ser por ser a data do nascimento do escritor, antes de passar para o dia da sua morte.


No presente, cerca de 100 países assinalam a data e desde 2000 que todos os anos é escolhida uma cidade como a “Capital Mundial do Livro”. Este ano a cidade escolhida foi Kuala Lumpur na Malásia.


O seu objetivo maior, como sabemos, passar por celebrar os livros, os autores e, naturalmente, a leitura!


Devia ser todos os dias...

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Novidade - "A mais preciosa mercadoria" de Jean-Claude Grumberg

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Sinopse:


Era uma vez um casal de lenhadores muito pobres que vivia numa floresta, por onde passava um comboio de mercadorias. Como estavam em guerra e era inverno, não tinham quase nada para comer. Por isso, a lenhadora sonhava que um dia alguém lhe atiraria uma coisa boa e deliciosa do comboio. Os lenhadores não tinham filhos, o que para ele era um alívio mas, para ela, um grande desgosto.

Era uma vez um casal de judeus que viajava num comboio com dois bebés praticamente recém-nascidos. O pai sabia que não iam para um lugar nada bonito e, ao atravessar a floresta, teve uma ideia bastante insensata…

Vendido em mais de dez países, finalista de uma série de prémios literários, escolhido pelo realizador Michel Hazanavicius para ser em breve um filme de animação, A Mais Preciosa Mercadoria é uma fábula sobre Auschwitz que se inspira num episódio real e não cessa de perturbar e comover leitores em todo o mundo, sobretudo por ter essa rara qualidade de poder ser lida por pessoas de todas as idades. Em França, onde foi originalmente publicado, já se imprimiram mais de 90 000 exemplares.

O pequeno & os livros

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Vai-se tornando cada vez mais um hábito o pequeno andar aqui pelo escritório a fazer perguntas sobre os livros que estão na prateleira. Escolhe um ao acaso e pergunta “Este é sobre o quê pai?”.


Na semana que passou encontrou um livro que tenho dedicado à gafes e calinadas do presidente Bush (filho, naturalmente). Quando lhe respondi sobre o que era ele ficou a pensar de depois disse: “É o mesmo que outro dia estavas a dizer que só dizia parvoíces?”. Eu respondi, “Não, filho esse é outro mais antigo. O que o pai disse que só diz parvoíces é o atual presidente”. “Tens algum sobre esse?”. “Sim tenho vários”, respondi.


Depois de uns segundos pensativo o senhor pequeno perguntou, “Mas tu não dizes que os Estados Unidos são um país importante?”. “Sim”, respondi. Então rematou, “Mas se são um país importante como é que tem tantos presidentes a dizer parvoíces?”...


Nada a acrescentar.

domingo, 26 de abril de 2020

Novidade - "O avô tem uma borracha na cabeça" de Rui Zink eIlustração de Paula Delecave

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


O que fazer quando alguém de quem gostamos nos começa a esquecer?


Esta é a história da amizade entre um avô que lentamente vai perdendo as memórias e o neto inventor que se dedica a descobrir uma cura.
Através da sensibilidade de uma criança, chega-nos a lição mais importante: o amor é mais forte do que o esquecimento.


 

Bibliotecas do Mundo 33


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Washoe County Library, Reno, Nevada, EUA


sábado, 25 de abril de 2020

Um livro para dar a conhecer Abril aos mais novos

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No dia que se assinala uma das datas mais importante da história de Portugal, deixo uma sugestão literária para ajudar a explicar aos mais novos o que foi o 25 de abril: "O 25 de Abril Contado às Crianças… e aos Outros" de José Jorge Letria, Ilustração de João Abel Manta.


Sinopse:


Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para apoio a projetos relacionados com a História de Portugal nos 3º, 4º, 5º e 6º anos de escolaridade.

Todos os anos têm um mês de abril e todos os meses de abril têm o dia 25. Porém, o dia 25 de abril de 1974 foi um dia especial para os portugueses. Porquê? Porque o País e os seus habitantes voltaram a viver em liberdade, depois de quase 50 anos de tristeza e de silêncio.

Recomendações de leitura diretamente do Top do New York Times

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Regra geral todas as semanas espreito o top de vendas do New York Times essencialmente para me manter informado sobre o que vai saindo nos States e de vez em quando falo aqui sobre o tema.


Esta semana achei curioso o facto de, no top 5 estarem 4 livros que me dizem alguma coisa: um dos melhores livros que li em 2018, “Pequenos Fogos por Todo o Lado” de Celeste Ng, um dos melhores livros que li este ano “A Paciente Silenciosa” de Alex Michaelides, o livro que estou ler neste momento, e a apreciar bastante, “Terra Americana” de Jeanine Cummins  e “Lá, onde o vento chora” de Delia Owens, livro do qual tenho as melhores referências e que quero mesmo ler este ano.


São quatro livros num dos tops mas importantes do mundo mas são também quatro excelentes sugestões de leitura!


Boas leituras e bom fim de semana!

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Novidade - "Cérebro e Género" de Daphna Joel e Luba Vikhanski

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Sinopse:



Ao longo de gerações, disseram-nos que as mulheres são profundamente diferentes dos homens. As mulheres são mais sensíveis e cooperantes, enquanto os homens são mais agressivos e sexuais - e tudo se deve aos respetivos cérebros. Esta história parece fornecer-nos uma explicação biológica clara para muito do que encontramos na vida quotidiana.

Mas será realmente assim?

Utilizando os resultados inovadores do laboratório que dirige, Daphna Joel, neurocientista de renome internacional, explica que cada cérebro e cada ser humano são um mosaico único de características «masculinas» e «femininas».




Críticas

 


«O livro por que sempre esperei! Esclarecedor, divertido e nunca dogmático, explica porque devemos esquecer o conceito de que existe um cérebro masculino e outro feminino e apresenta-nos os avanços daí decorrentes para os domínios da medicina, educação, carreiras profissionais e relacionamentos pessoais.»
Rebecca Jordan-Young, autora de Brain Storm

«Extremamente acessível, eis uma fascinante jornada científica que transformará a maneira como pensamos sobre sexo, género e cérebro.»
Cordelia Fine, autora de Testosterone Rex



 

Dia Mundial do Livro - o Rescaldo

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O post de hoje não era para ser sobre este tema, mas não consegui evitar.


Ontem, Dia Mundial do Livro, tive a sensação de viver num mundo diferente: fui inundado (no bom sentido, diga-se) por frases, imagens, notas, campanhas, slogans e todo um mundo dedicado aos livros. Soube-me bem, confesso. É um tipo de mundo que aprecio.


Verdade seja dita que a esmagadora maioria de tudo isto chegou-me por via do Instagram do Ministério dos Livros, onde, naturalmente tudo gira muito à volta dos livros. Mas a verdade é que parecia que o mundo se tinha tornado adorador de livros e que, de repente, toda a gente estava a ler.


O que custa depois é regresso à realidade: a venda de livros com a pior queda de sempre num curto espaço de tempo devido à pandemia e o facto de continuarmos a ser um país que não lê. O mundo dos livros é um mundo pequeno e fechado de algumas editoras e livreiros para alguns leitores. Um abanão e o castelo de cartas tem tendência a ruir.


Gostava de acreditar, e tenho feito por isso, que este período de confinamento trouxe uma mentalidade mais aberta ao livro, que gerou muitos leitores, mas palavra de honra que tenho muitas dúvidas. Acho que quem lia, continuou a ler, ou talvez tenha lido mais, mas quem não lia continuou a não ler. Se calhar estou a ser muito negativo e derrotista, mas é o que sinto.


Assim, e para terminar numa nota mais positiva, acredito que o dia de ontem serviu pelo menos para reduzir um pouco as perdas de muitas editoras e distribuidoras, com as campanhas que foram lançadas, penso que pode ter ajudado alguma coisa. Eu acho que fiz a minha parte, comprei alguma coisa, assim como tenho vindo a comprar (porque felizmente posso) desde o início da pandemia.


Tenho vontade de pedir que o Dia Mundial do Livro fosse como o Natal, quando o homem quiser...

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Novidade - "Nada a Temer" de Julian Barnes

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Livro disponível para compra apenas de 20 a 26 de abril, os leitores podem encomendar e recebê-lo nos dias seguintes. A partir de 27 de abril já não estará disponível para compra.

Uma memória de família, um diálogo com o irmão filósofo, uma meditação sobre a mortalidade e o medo da morte, uma celebração da arte e uma discussão sobre Deus.
Ateu aos vinte e agnóstico aos cinquenta e sessenta, Julian Barnes medita sobre a relação que temos com a nossa única certeza: o nosso desaparecimento. E, ao fazê-lo, passa necessariamente pela fé e pela ausência dela, pela memória, que se sedimenta em construções enganadoras, pela sua história familiar, escolar, estética - e por um extraordinário acervo de figuras históricas e da forma como, ao longo dos séculos, se confrontaram com a morte.
Maravilhosamente sério e divertido, surpreendentemente hilariante, Nada a Temer é uma demonstração do dom supremo de Julian Barnes, enquanto deambula pelo seu percurso - sempre pessoal - pela condição humana.




Críticas de imprensa

 


«Belo e divertido. O profundo tremor sísmico de um livro que continua a ressoar e a rumorejar na nossa mente durante semanas.»
The New York Times Book Review

«Escrito com brilho e composto com inteligência e graça. Barnes tem uma mente extremamente viva e uma voz distinta, que dão alegria e vivacidade às meditações mais pesadas.»
The New York Review of Books

«Uma deliciosa combinação de reminiscências pessoais, história familiar, crítica literária e especulação filosófica.»
The Philadelphia Inquirer

«A única história é o amor, a história que cada um de nós tem para contar sobre os nossos amores.»
Pedro Mexia, Expresso


Um Livro, what else? - Dia Mundial do Livro

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Se há data que faz sentido comemorar neste blog é o dia se hoje: Dia Mundial do Livro. Acaba por ser o dia de todos os que gostam e vivem para os livros.


É um dia para ser celebrado por todos aqueles que fazem do livro quase uma "droga". Uma dependência. Eu sou um desses casos...


O livro pode ser muitas coisas, e é difícil colocá-las todas por escrito. Ontem deixei aqui uma frase do Padre António Vieira que resume algumas. Poderia deixar muitas outras e juntar-lhe muitos outros adjetivos, mas por outro lado, dizer que é um Livro, também pode ser suficiente porque a palavra tem tudo lá dentro.


Por isso, caros livrólicos, mas também potenciais novos amantes da leitura, neste dia, façam alguma coisa, ou todas as coisas, relacionadas com os livros: comprem um livro, emprestem um livro, peçam um livro, recebam um livro, mas acima de tudo, fundamental, leiam, ou comecem a ler um livro.


Nota: se tem um livro que querem comprar, aproveitem hoje, porque não há muitos dias do ano em que as novidades com menos de 18 meses tem 20% de desconto em praticamente todo o lado, para além de inúmeros outros descontos. É também uma boa oportunidade para ajudar o mercado do livro que tem levado um tombo gigante nesta fase. Eu deixo a minha sugestão: espreitem no site da Bertrand.


Boas Leituras!

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Book quote

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Uma frase antiga e sábia em antecipação ao Dia Mundial do Livro. Alguém discorda?  

terça-feira, 21 de abril de 2020

Novidade - "Ascensão e Queda" de Paul Strathern

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Do Império Acádio aos EUA, este livro percorre a história do mundo por meio dos seus dez maiores impérios. Através deles examina o desejo de poder da humanidade, sob as suas formas mais infames ou mal compreendidas, e traça a evolução do impulso imperial, desde a agressão militar primária dos impérios antigos até à subtil mas eficaz influência cultural das atuais superpotências.

Acima de tudo, demonstra-nos que em todo o mundo a ambição de grandeza imperial - dos imperadores romanos a Hitler - se baseia em sonhos de utopia e imortalidade, mas também que todos os impérios contêm a semente da autodestruição desde o primeiro instante.




Críticas

 


«Uma panorâmica extremamente cativante, sagaz e profunda da história do mundo pelo prisma de dez impérios.»
Saul David, historiador


Livros para uma Volta ao Mundo

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Num contexto em que viajar parece um género de um sonho longínquo, deixo uma sugestão que encontrei na revista Volta ao Mundo.


São 11 livros, 11 sugestões muito interessantes para conhecer o mundo (ou boa parte dele) sem sair do sofá.


Confesso que os que me despertam mais interesse são: "O Japão é um lugar estranho" e "O Caminho Imperfeito".


Diria que não substitui uma viagem, mas garante outro tipo de viagem.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Novidade - "O Velho Expresso da Patagónia" de Paul Theroux (reedição)

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Sinopse:



Um grande clássico da literatura de viagens, agora na série Terra Incognita:
«O fim do mundo é um lugar.»
Paul Theroux saiu de sua casa em Medford, no Massachusetts, numa manhã de mau tempo e apanhou o comboio suburbano para Boston. Aí chegado, apanhou outro comboio para Chicago, e assim sucessivamente, até ao percurso final no Velho Expresso da Patagónia, que o levou à mítica e remota região do Sul da América, passando por Buenos Aires - onde encontra Jorge Luis Borges -, atravessando o México, a Guatemala, San Salvador, a Colômbia, o Peru. Um relato de encontros, rostos e histórias. Tudo termina com uma frase maravilhosa: «O fim do mundo é um lugar». A grande obra-prima que reinventou a arte da literatura de viagens.




Críticas

 


«De leitura obrigatória.»
Graham Greene


 






Críticas de imprensa


«Com as suas profundíssimas observações, este livro mostra como a arte de viajar afeta tanto o espaço como o tempo.»
TravelMag



 

A minha wishlist atualizada

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Por estes dias este é o lote de primeiras escolhas para a minha wishlist. Alguns já formam encomendados, outros estão em standby, pendentes de escolhas e de equilíbrios entre intenções de leitura mais imediatas e o orçamento disponível.


De todos, os que tenho mais curiosidade e interesse talvez sejam “Chuva Miúda” e o novo livro de Madeleine Albright que sairá no final do mês de abril. Mas se pensar bem, todos têm alguma coisa que me chamou à atenção. Tenho aqui muito material para os próximos meses.

domingo, 19 de abril de 2020

Novidade - "As aves não têm céu" de Ricardo Fonseca Mota

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Sinopse:


Um homem vagueia pelas noites insones, revisitando o passado e a culpa que lhe vai consumindo os dias. A mulher trocou-o por outro e levou consigo a sua única filha, ainda pequena. Na semana de férias em que finalmente pode estar com ela, sofrem um acidente de viação que resulta na morte da filha.
A culpa e o passado cruzam-se neste romance feito de gente que vive no escuro, como o taxista que várias vezes apanha este pai e o transporta pela cidade silenciosa, e os dois companheiros com quem desde a morte da filha partilha o espaço.

Vencedor do Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís 2015, Ricardo Fonseca Mota regressa à ficção com As aves não têm céu, um romance lírico que vem dar voz às sombras que se escondem nos recantos mais obscuros da alma humana.

Leituras pré-blog - "Breve história de quase tudo” de Bill Bryson

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Comentário datado de 30/10/2013


Terminei a leitura do livro “Breve história de quase tudo” de Bill Bryson,


É um daqueles livros cujo título faz efetivamente jus ao conteúdo, é de facto uma breve história de quase tudo, desde as origens do universo, passado pelas origens da vida até ao Homo sapiens,


Trata-se de um verdadeiro banho de cultura geral de informação útil transmitida ao leitor de forma simples e com apontamentos e curiosidades divertidas.


Dá gosto terminar um livro com a sensação clara que ficamos mais ricos, por isso, e para esse fim, este é um livro altamente recomendado.

sábado, 18 de abril de 2020

Este fim de semana tenho de ler...

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Este fim de semana tenho de ler. Não se trata de nenhum desafio, nem do facto de estar com leitura em atraso (embora também esteja). É uma necessidade. Preciso de ler porque ando a ler muito pouco.


Os meus pulmões e o meu coração precisam de oxigénio, o meu estômago precisa de comida, o meu cérebro precisa de livros. Tenho alimentado os outros órgãos, o cérebro nem pro isso. Este fim de semana tenho de alimentar o meu cérebro.


Bom fim de semana!

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Novidade - "Elogio da Rebeldia" de Lamberto Maffei

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


O subproduto da tecnologia e da globalização é a solidão, uma solidão causada por um excesso de estímulos que induzem uma frenética atividade do cérebro, tirando espaço à reflexão e à liberdade de pensamento.

O cérebro superligado é um cérebro solitário, porque corre o risco de perder os estímulos fisiológicos do ambiente, do sol, da realidade pulsante da vida que o rodeia.

Esta é, também, a solidão dos mais jovens, cuja atividade cerebral está a diminuir. É contra esta inatividade incapacitante que o autor de Elogio da Lentidão se insurge nesta obra.

Dava um bom retiro livresco 60

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Bem sei que por estes dias o nosso sofá não é apenas o melhor, mas também o único retiro livresco possível, no entanto não podemos deixar de sonhar...


Acolhedor e com ar confortável. Alguém precisa de mais alguma coisa?

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Novidade - "Almanaque Bertrand 80" da Bertrand Livreiros

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Considerado uma peça de coleção para alguns leitores, o Almanaque Bertrand é um pedaço de história da livraria mais antiga do mundo. Editado anualmente de 1900 a 1971, voltou a ser publicado 40 anos depois, em 2011.

Nele encontramos efemérides, informação sobre as fases da Lua, as estações do ano, o mapa dos fusos horários, poemas, caricaturas, palavras cruzadas, contos, receitas, entre outros.

Conheça as capas de todas as edições do Almanaque Bertrand, desde 1900.

Hospitais, elogios aos médidos, Covid e outras questões de saúde - um post com (muito) pouco sobre livros

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Em mais de dois anos e meio de blog, este é provavelmente o primeiro post que não é, na sua essência, sobre livros. É sobre pessoas.


Por razões familiares onde foi um dia difícil. Foi um dia onde, no contexto que vivemos, tive de ir com alguém muito próximo de urgência para o hospital, ainda que por motivos nada relacionados com Covid.


Não gosto de hospitais, aliás, em total honestidade, detesto hospitais. Metem-me medo, assustam-me muito.


O ambiente que encontrei foi, aquele que se vê na televisão, mas ao vivo. Depois de tantos dias em casa, ver ao vivo o cenário de pandemia, ou de preparação para os efeitos pandemia, é como sair de um filme e entrar na vida real.


Não tenho qualquer tipo de conhecimento efetivo sobre o tema, mas aquilo que observei foi, organização, cuidado, precaução e atenção. Não estava ali por causa do Covid, mas senti uma estranha sensação de segurança, apesar de saber que se há local em que ficamos expostos a tudo e mais alguma coisa é num hospital.


Todos, literalmente todos os profissionais de saúde e auxiliares com quem falei foram de uma simpatia, profissionalismo e humanidade exemplares. Enquanto esperava não pude deixar de materializar uma ideia antiga: aquelas pessoas, mais concretamente os médios, deviam ser as mais bem pagas do mundo, pelo simples facto que garantem a todo o custo que nós não perdemos aquela “coisa” relativamente importante que se chama... vida.


Aquelas pessoas trabalham num ambiente de permanente limbo. Basicamente não podem cometer erros, e nem sequer estou a pensar no cenário de Covid. São pessoas expostas a um nível de risco extremo, que tem famílias, filhos pequenos, e ali estão, todos os dias.


Eu sei que é possível saber tudo isto porque nos entra pelas televisões todos os dias, mas in loco, a coisa ganha outra dimensão. Por isso, embora este post não valha nada, fica o meu profundo agradecimento a todos os profissionais de saúde, aos que hoje ajudaram a que uma situação muito complicada em princípio se tenha tornado mais simples, e a todos os que repetem essa mesta atitude no contexto que vivemos atualmente.


O único momento em que este post teve a ver com livros foi quando a médica que me veio dar informações do meu familiar, ao ver a minha cara de preocupação, tentou descontrair o ambiente, e, apontado para o livro que levava comigo (pensei que iria ficar muito tempo em espera), perguntou se estava a gostar.


O livro era “Terra Americana” e a minha resposta foi: Sim estou, mas não lhe recomendo a leitura. Acredito que a sua vida diária já tenha drama suficiente.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Novidade - "Danúbio" de Cláudio Magris

009867.jpgMais sobre o livro aqui


Sinopse:



Ao longo do rio que cruza os destinos do Oriente e do Ocidente, do cristianismo e do Islão, mas também da literatura.
Clássico da literatura de viagens e do «romance geográfico», Danúbio reinventa e descreve o mundo da poliglota e pluricultural Mitteleuropa - a Europa Central - ao longo do rio que cruza os destinos do Oriente e do Ocidente, do cristianismo e do Islão, mas também da literatura (que evoca permanentemente) e da memória dos monumentos, ruas e fantasmas que habitam as cidades dessa geografia.

Essa viagem pelo Danúbio (atravessando a Alemanha, a Áustria, a Hungria, a antiga Jugoslávia, a Roménia e a Turquia), o grande rio europeu, é a viagem pelo imaginário do nosso continente. Não é uma viagem pela História ou pela política, não obedece à cronologia - apenas observa a geografia e o espírito do lugar, misturando histórias dos livros com histórias humanas e quotidianas, como um guia sentimental do território.




Críticas de imprensa

 


«O génio de Danúbio é lembrar-nos que um livro pode existir para inventar um mundo.»
The Guardian


Notícias dos Livros em tempo de pandemia IV

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1. Infelizmente, confirmou-se o que era esperado: na semana após da declaração do Estado de Emergência (de 23 a 29 de março) a venda de livros diminui no global, 83% face a igual período do ano anterior. O cenário é negro, mais ainda quando não há propriamente uma luz no fundo do túnel, por isso, correndo o risco de ser repetitivo, se puderem comprem um ou outro livro e ajudem, continua a haver muitos promoções, nomeadamente diretamente através das editoras.


2. Deixo uma nota para um artigo da Visão com quatro responsáveis de editoras portuguesas a responder a questões sobre a situação atual e o cenário futuro.


3. Num registo mais positivo destaco a criação do site “Eu leio em casa”, um site dedicado a livros e autores para enfrentar tempos de crise. É um espaço de dinamização do livro que conta com dois nomes importante Afonso Cruz e Frederico Lourenço. Muito interessante.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Novidade - "O Poder dos Números" de Sanne Blauw

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



A vida de Sanne Blauw começou no 10.º mês do ano de 1986. Número auspicioso, pois a acreditar no «efeito do mês de nascimento», isso dar-lhe-ia uma maior probabilidade de ingressar no ensino superior. Aos 11 anos entrou, com uma nota elevada, naquela que pouco antes fora eleita a melhor escola dos Países Baixos, e anos depois chegou ao curso de Econometria com uma média de 15,4. Dizia-se que um em cada três licenciados deste curso se tornava milionário. Blauw estava predestinada a trabalhar num banco, até aos 67 anos, a ganhar um salário 3 vezes acima do rendimento modal. Parecem-lhe boas previsões?

Neste livro, Blauw explora as falácias escondidas nos números que tanto gostamos de citar e analisar - números que foram usados para reduzir a mortalidade nos hospitais durante a Primeira Guerra Mundial, para justificar o racismo, para descrever o nosso comportamento sexual, para esconder os malefícios do tabaco e para fundamentar decisões políticas. Este livro é sobre números, mas é acima de tudo sobre as pessoas por detrás dos números e aquelas que eles vão influenciar: nós.




Críticas

 


«Os números determinam a nossa vida, apesar de não serem tão objetivos como seria de pensar.»
de Volkskrant

«Sanne Blauw descreve a influência, tantas vezes impercetível, dos números sobre a nossa vida e os erros de julgamento e interesses que se podem ocultar por detrás deles. A autora revela como até perigosos absurdos são anunciados com base em números e ensina-nos a olhar de forma crítica para os resultados de estudos.»
Femke Halsema, política e presidente da Câmara Municipal de Amesterdão

«Este livro será uma completa revelação para milhares de pessoas. Sanne Blauw é a professora de Matemática, Economia e História que todos já quisemos ter. Ainda haveremos de ouvir falar muitíssimo desta autora!»
Rutger Bregman, historiador e autor de Utopia para Realistas


 






Críticas de imprensa

 


«Blauw soube fazer o seu livro interessante e útil a toda a gente, mesmo que o leitor não tenha qualquer afinidade com números – porque todos nós podemos beneficiar de saber um pouco mais.»
New Scientist

«Dá que pensar.»
Elsevier


O Grande “Cosmos – Mundos Impossíveis"

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Há livros e LIVROS e este “Cosmos – Mundos Impossíveis”, a sequela do clássico de Carla Sagan, escrita por Ann Druyan, é um LIVRO.


Foi com grande satisfação que, na semana que passou o recebi de oferta da Gradiva, na certeza que não tendo sido oferecido, teria se ser obrigatoriamente adquirido. O móbil para o ter era exclusivamente a obtenção de conhecimento e informação cientifica que, à partida, estaria garantida.


Sucede que ao receber o livro, dei conta que afinal se trata de um livro que vai além de uma obra de conhecimento cientifico, é também uma obra de arte, juntando imagens de grande qualidade e informação, ao melhor estilo da National Geographic que é parte contribuidora do livro, tendo estreado recentemente uma série com o mesmo nome que ainda não tive oportunidade de ver.


Para os amantes das temáticas associadas ao Cosmos, como o autor deste blog, esta é uma obra a não perder. A ler, muito em breve.


Mais sobre o livro aqui.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Novidade - "O Traidor" Nelson DeMille e Alex DeMille

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Um thriller tenso e cheio de suspense de Nelson DeMille, autor bestseller n.º 1 do New York Times - aqui a escrever com o filho, o argumentista Alex DeMille.

Neste livro, dois investigadores procuram na Venezuela um desertor do Exército que talvez saiba demasiado sobre uma operação secreta do Pentágono…

Quando o capitão da Força Delta, Kyle Mercer, desapareceu no Afeganistão, um vídeo divulgado pelos seus captores talibãs fez as manchetes internacionais. Mas as circunstâncias eram dúbias: Mercer desertou antes de ser capturado? Depois, um segundo vídeo enviado aos comandantes de Mercer no Exército não deixa dúvidas: o assassino treinado e detentor de informações secretas do Exército desapareceu voluntariamente.

Quando Mercer é visto dois anos depois em Caracas, na Venezuela, os chefes militares encarregam Scott Brodie e Maggie Taylor, da Divisão de Investigação Criminal, de trazer Mercer de volta aos Estados Unidos, vivo ou morto. Brodie sabe que tem em mãos uma missão árdua, dificultada pela inexperiência da sua nova parceira e pela sua suspeita de que Maggie Taylor esteja a trabalhar para a CIA.

Mais tempo em casa = a menos leitura...

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Estou há precisamente um mês em casa, a trabalhar a partir de casa, em média vinte e três horas e meia em casa (os trinta minutos que sobram são uma pequena volta ao quarteirão com pequeno, passear o cão e fazer compras).


Seria de esperar que este período tivesse sido pródigo em leituras, tanto tempo em casa só podia dar mais minutos de leitura. Não tem sido o caso.


Ao contrário de muita gente, eu (felizmente) trabalho a partir de casa como se estivesse no escritório, com uma diferença: trabalho mais, desde logo porque tem sido mesmo necessário. Mas existe outra razão: a alteração das rotinas.


Eu estou habituado a ter os meus tempos de leitura, de manhã consigo ler muitas vezes 30, 40 minutos, e à noite mais 15 ou 20 minutos (estes serão, diria, valores médios), e no último mês raramente consegui cumprir esta rotina. Tenho lido, mas menos e menos disciplinadamente.


Com muito provavelmente tenho pela frente pelo menos mais um mês desta realidade, terei de conseguir reorganizar as minhas rotinas para ler a minha hora diária. Não é apenas porque “parece bem” é porque necessito mesmo desse combustível para o meu cérebro. A partir de hoje tenho de voltar a andar nos eixos.

domingo, 12 de abril de 2020

Novidade - "Novaceno - O advento da era da hiperinteligência" de James Lovelock

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


James Lovelock, criador da teoria de Gaia e o maior ambientalista do nosso tempo, produziu uma surpreendente nova teoria sobre o futuro da vida na Terra. Após 300 anos, a era do Antropoceno chegou ao fim, abrindo portas ao Novaceno.


Nesta nova era, os sistemas de inteligência artificial já existentes irão criar novos seres com um poder cognitivo 10 000 superior ao nosso. Os seres humanos serão vistos como criaturas lentas e contemplativas. Mas nada disto tomará contornos de ficção científica, nem seremos violentamente dominados por criaturas superiores.


Estas novas entidades serão tão dependentes do planeta como nós, e todos os seres (humanos e não humanos) desempenharão papéis cruciais para garantir a sobrevivência da Terra e da humanidade. Aos 100 anos, Lovelock dá provas da sua inesgotável vitalidade ao produzir a sua obra mais importante.

Páscoa Feliz deste Ministério

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sábado, 11 de abril de 2020

Novidade - "A Minha Mãe" de Roger Hargreaves

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


As personagens da série SENHORAS E SENHORES vão ajudar-te a transmitires à tua mãe como ela é especial para ti.
Ela faz-te sorrir, mesmo quando as coisas correm mal, e sabe sempre quando precisas de um abraço.
A minha mãe é FANTÁSTICA, DIVERTIDA, MÁGICA e ALEGRE!
Este é o livro perfeito para ofereceres e partilhares sempre que queiras dizer:
Eu amo-te, mãe!

Fazia desta livraria a minha casa 12

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Ler Devagar, Lisboa, Portugal

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Novidade - "Prazer em Conhecer-me" de Bill Sullivan

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



De uma voz nova e espirituosa na ciência popular, surge um olhar inteligente e transformador sobre o que faz de nós, nós.

Porque nos sentimos atraídos por um determinado tipo?
Porque é que algumas pessoas são madrugadoras?
Porque votamos em quem votamos?

«Não acredito que acabei de dizer isso.» «O que me fez fazer isto?» «O que há de errado comigo?» Estamos permanentemente à procura de respostas para questões humanas fundamentais como estas, e agora a ciência já as pode dar. Os alimentos que apreciamos, as pessoas que amamos, as emoções que sentimos e as crenças que possuímos podem ser rastreadas até ao nosso ADN.

Este livro é ciência popular no seu melhor e descreve numa linguagem acessível como a genética, a microbiologia e a psicologia trabalham juntas para influenciar a nossa personalidade e as nossas ações. Misturando pesquisas de ponta e humor, Prazer em Conhecer-me está repleto de ideias fascinantes que mostram quem realmente somos e como nos podemos tornar melhores.




Críticas

 


«Uma viagem intensa pela biologia humana.»
Sharon Moalem, autor de O Gene Inteligente

«Impregnado com a voz espirituosa de Bill Sullivan, este livro expõe-nos como as máquinas biológicas que realmente somos.»
Dra. Allana Collen, autora de 10% Humanos


Sinto falta da minha livraria

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Aquilo que vou escrever a seguir pode parecer pequenino, mas é uma verdade.


No contexto que vivemos atualmente, passei as últimas semanas em casa, com pequenas e curtas saídas para comprar alimentos, ou seja, como muitos portugueses vi alterada por completo a minha rotina diária.


Sendo um bicho de rotinas senti falta de várias coisas, mas uma coisa que achei curiosa foi a falta que senti de passar por uma livraria.


Onde trabalho tenho a sorte de ter uma Bertrand praticamente ao lado do local onde bebo café, e, muitas vezes por semana, acaba por ser ponto de passagem obrigatório. É este momento que muitas vezes me permite fazer as escolhas para as novidades que apresento aqui no espaço, porque consigo folhear os livros, ler umas passagens e ficar a conhecer melhor o seu conteúdo (digam o que disserem não é a mesma coisa que ler os capítulos que ficam disponíveis online).


Obviamente que com uma rotina completamente alterada há muita coisa muda e muita coisa de que se sente falta. Cada um sabe dos seus. A mim, apesar de continuar a ter os livros a virem até mim através das compras online, fazem-me falta aqueles 10 minutos de contacto com os livros, porque é um momento efetivamente passeio entre os livros e porque é uma parte importante do meu equilíbrio mental, em particular em dias mais pesados.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Novidade - "O Mistério de Edwin Drood" de Charles Dickens

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


«Trata-se de uma história em que o criminoso não confessa a sua culpa e não é castigado. Os seus motivos, embora os possamos adivinhar, não são esmiuçados. Em bom rigor, não chegamos a ter a certeza absoluta da identidade do criminoso, nem sequer da natureza do crime cometido. O mal, em certa medida, triunfa. Não é feita justiça. Chesterton disse que este foi o primeiro romance policial. Talvez, mas, a ser assim, O Mistério de Edwin Drood é também o supremo romance policial.»
[Do Prefácio de Paulo Faria]

Compras & Ofertas de março

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Estes foram os livros novos que chegaram ao Ministério até ao final do mês de março, 5 sairam diretamente da minha wishlist.


Recebi de oferta “A Nação das Plantas”, que já li, e “Rumo ao Desconhecido”, que estou a ler, por parte da Bertrand.


Comprei “O Coração de Inglaterra” de Jonathan Coe, vencedor do prémio Costas deste ano, “Chernobyl” e “Criatividade”, dois livros relativamente aos quais tenho bastante curiosidade, assim como uma recomendação do final de 2019 de Bill Gates, “Porque Dormimos?”.


Adquiri também “Terra Americana”, um dos livros queria mesmo ler, e que, por isso mesmo, foi logo colocado ao serviço.


Por fim comprei dois ebooks: "Like Me" de que já aqui falei esta semana, e "Retrato de Rapaz" de Mário Cláudio.


Tenho mais alguns livros comprados, mas só chegam no final desta semana. Para também, ajudar de alguma forma.


 

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Novidade - "Portugal, Razão e Mistério" de António Quadros

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


A razão de Portugal, a razão de ser deste país antigo, encontra-se envolta na mais densa bruma. Tornou-se um mistério ou é um mistério? A emergência da nação lusíada, o seu destino inesperadamente fulgurante, o seu projecto áureo, a sua persistente resistência à adversidade, a sua longa e relutante decadência, os seus mitos de regeneração, as suas obras de génio, tudo é hoje interpretado casualmente, a partir de teorias da história opacas, diminutivas, reducionistas, que no fundo espelham o dominante espírito empedecido da nossa época positivista, materialista, utilitarista.


Portugal, Razão e Mistério é por uma parte a razão, razão teleológica, que guiou a inteligência portuguesa na aventura do seu ser e do seu estar no mundo, e por outra parte o mistério, subjacente ao seu destino glorioso e infeliz, universalista e contudo sempre problemático.


Ao abordar temas como a caracterização de um Portugal arquétipo, a Atlântida finalmente identificada com a civilização megalítica galaico-portuguesa ou as raízes templárias, cistercienses e joaninas do nosso país nos seus primeiros séculos, e, seguidamente, o que foi o projecto áureo de um Império do Espírito Santo, e depois os caminhos labirínticos para onde nos levou a saudade da Pátria prometida em termos cíclicos de mito, de decadência e de desejo regenerador, António Quadros procura mostrar-nos simultaneamente um Portugal profundo, um Portugal imaginário e também um Portugal ainda potencial, que depende menos de uma vontade política do que de um saber da sua essência ocultada e empecida.

Curiosidades Livrescas

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O escritor Ernest Hemingway teve uma vida atribulada. Ganhou um Nobel e um Pulitzer, terá um sido um espião ao serviço do KGB, sobreviveu a várias doenças entre elas a malária e o cancro de pele, teve dois acidentes envolvendo aviões numa mesma viajem em África, recebeu pelo correio, enviada pela mãe a pistola com que o pai de suicidou, não tendo percebido bem qual era a sua intenção.


Aquando do suicídio do pai terá referido que provavelmente morreria da mesma forma. E tal acabou acontecer: suicidou-se também com um tiro a 02 de julho de 1961.

terça-feira, 7 de abril de 2020

Novidade - "O Ladrão de Tatuagens" de Alison Belsham

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Um corpo encontrado em Brighton, dentro de um contentor, é uma má notícia. Mas é também uma oportunidade única para um polícia ambicioso, recém-promovido, mostrar aos seus superiores que a confiança que nele depositaram tem toda a razão de ser. Para tal, o inspetor Francis Sullivan tem de resolver o crime a todo custo num desafio levantado por um dos serial killers mais maquiavélicos do país. A peça-chave da investigação tem um nome, Marni Mullins, a tatuadora que encontrou o cadáver e que conhece a estranha alquimia do sangue e da tinta. Mas Marni tem um passado tempestuoso e muitas razões para desconfiar da justiça ...


O investigador Francis Sullivan precisa de ajuda. Há um serial killer à solta, a cortar as tatuagens dos corpos das suas vítimas ainda vivas, e Marni conhece esse mundo como a palma da sua mão.
Marni e Francis formam uma dupla absolutamente imbatível neste thriller cujo conceito e imagens são fortíssimos.

Leitura - "Like Me" de Pessoa que Não Interessa a Ninguém

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aqui tinha falado sobre o livro e agora, depois de concluído, venho deixar o meu comentário.


“Like me” é uma edição de autor, neste caso de autora, do blog "Casa da Gorda", espaço que sigo pelo gozo de dar uma boa gargalhada. Sendo que acompanho o espaço tive curiosidade em ler o livro, que a autora assina como “Pessoa que não interessa a ninguém”.


Fiquei agradavelmente surpreendido porque encontrei o que esperava, ou seja, um livro escrito com muito humor, mas também porque aborda o tema das redes sociais com enorme perspicácia. Camuflado por baixo do humor está uma muito bem conseguida crítica às redes sociais, aos comportamentos das pessoas que as constroem, critica essa na qual eu me revejo totalmente.


A autora vai buscar todas as vertentes e facetas do mundo das redes sociais e dos seus utilizadores e com uma dose de humor descasca por completo o tema.


Dito isto, fica a minha forte recomendação para a leitura deste pequeno livro. Para ler com vontade de rir, mas também de pensar. Gostaria muito de ver alguma editora pegar no livro e dar-lhe outra dimensão. Penso que seria merecido.


O livro custa pouco mais do que um café: 0,99 €, e está disponível no site da Leya e na Amazon. Comprem e leiam que vale a pena.


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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Novidade - "A Criação de um Gestor" de Julie Zhuo

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Parabéns, é um líder!
Depois de abrir o champanhe, aceitar o título de gestor e iniciar um novo capítulo na sua carreira, a verdade bate-lhe à porta: não sabe o que fazer.


Foi assim que Julie Zhuo se sentiu quando iniciou a sua carreira como gestora com 25 anos. Chegou mesmo a elaborar uma lista com todas as dificuldades que enfrentou: desde contratar a despedir, como dirigir reuniões, comunicar, planear e conseguir entusiasmar.


Como conseguiria trazer valor à sua equipa?
Qual o segredo para ser um líder de excelência e enfrentar todas as situações inesperadas?

Notícias dos Livros em tempo de pandemia III - ajudem os livros

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Foi uma das notícias do final da semana passada: “Venda de livros caiu 65,8%” na semana de 16 a 22 de março, ou seja, uma quebra superior a 2/3 face ao mesmo período de 2019, sendo que nas livrarias e espaços similares a redução atingiu os 73% (40% nos hipermercados). Estes valores são da semana anterior à declaração do Estado de Emergência, pelo que, na semana seguinte o cenário será ainda pior.


Os primeiros afetados com este cenário serão naturalmente as livrarias e as pequenas editoras, e se não existirem medidas muitas podem fechar e abrir falência. Mas para além destes existem múltiplas atividades e profissionais que estão ligados à atividade livreira, como as gráficas, os tradutores, etc.


Sendo este um blog dedicado aos livros, não posso deixar de fazer referência a estes números, mais com preocupação do que com surpresa.


Em tempos de vacas mais ou menos gordas, como os que vivíamos até há pouco mais de 3 meses atrás, o mercado do livro já é o que é, pequeno, porque poucos são os que leem, e, logo, poucos os que compram livros.


Apesar das afirmações que colocam o livro como um bem de primeira necessidade, poucos em Portugal veem o livro como tal. O livro é visto como um bem supérfluo, ou de luxo, pelo que, em contexto de crise, é o primeiro a ir, muito à frente de bens com, por exemplo (e não querendo fazer juízos de valor, mas já fazendo) o tabaco, ou do jogo.


Nesta fase penso que mais do que tentar cativar novos leitores, o apelo passa por pedir aos leitores  efetivos que, podendo (porque há quem não possa e é preciso respeitar isso), não deixem de comprar livros, sejam físicos ou ebooks. Não é necessário deslocarem-se a nenhum local físico, comprem online, seja nos espaços maiores seja através das livrarias independentes (em relação a estas podem encontrar mais informação aqui). É uma forma de ajudar este negócio. Todos precisam é verdade, mas este também, e neste espaço o livro tem lugar de destaque.


Da minha parte, e porque neste momento posso, comprei nas últimas duas semanas, vários livros para todos os elementos cá de casa, estando ainda alguns por chegar. Não posso ajudar todos, ajudo quem posso.


Moral da história: Se puderem ajudem. Comprem um livro.