segunda-feira, 31 de maio de 2021

Novidade - "A Biblioteca da Meia-Noite" de Matt Haig

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Mais sobre o livro aqui


Uma das minhas leituras mais aguardadas.


Sinopse:


Se pudesse escolher a melhor vida para viver, o que farias?


No limiar entre a vida e a morte, depois de uma vida cheia de desgostos e carregada de remorsos, Nora Seed dá por si numa biblioteca onde o relógio marca sempre a meia-noite e as estantes estão repletas de livros que se estendem até perder de vista. Cada um desses livros oferece-lhe a hipótese de experimentar uma outra vida, de fazer novas escolhas, de corrigir erros, de perceber o que teria acontecido se tivesse escolhido um caminho diferente. As possibilidades são infinitas e vários horizontes se abrem à sua frente.


Mas será que algum desses caminhos lhe proporciona uma vida mais perfeita do que aquela que conheceu? Na altura da escolha final, Nora terá de olhar para dentro de si mesma e decidir o que de facto lhe preenche a vida e o que faz com que valha a pena vivê-la.


A Biblioteca da Meia-Noite transformou-se num bestseller a nível internacional, com um milhão de livros vendidos em todo o mundo.


CRÍTICAS


«Uma fábula belíssima, um Do Céu Caiu Uma Estrela dos tempos modernos. Incrivelmente intemporal, numa altura em que estamos todos encurralados num mundo que desejaríamos que fosse diferente.»


Jodi Picoult

Uma pilha de livros a meu lado

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Há mais de um ano maioritariamente em teletrabalho (mais de 90% do tempo), tive a sorte de conseguir ter em casa um local muito agradável para desempenhar as minhas funções profissionais: o meu escritório / biblioteca.


Já aqui falei sobre isso anteriormente, mas posso reafirmar: um dos fatores que me permitiu passar mais facilmente por todo o período de pandemia foi precisamente o


O que ainda não referi aqui é um pequeno pormenor que nem eu, até há muito pouco tempo, tinha percebido. Algo que fui fazendo inconscientemente.


Ao lado da minha secretária tenho um móvel de apoio onde fica o router e a impressora, sobrando ao lado desta, e mesmo encostado a mim, um pequeno espaço livre que... nunca está livre... porque tem sempre uma pilha livros.


Felizmente tal não é (ainda) devido um problema de espaço nas estantes, mas sim o resultado de um tique que fui ganhando e que não é mais do que deixar perto de mim alguns dos livros novos que vou comprando, mas também outros mais antigos de que me vou lembrando e outros com os mais me cruzo quando deambulo pelas prateleiras das estantes.


Vou-os colocando perto de mim, retiro um, coloco outro, leio as primeiras páginas, a contracapa, alguns ficam outra regressam às prateleiras.


Diariamente, e acho quem nem me tinha apercebido bem disso, estes livros são o escape numa pausa de 10 minutos à qual junto um café. Estão aqui mesmo ao meu lado, nem preciso de me esticar para os agarrar e, se pensar bem, consigo perceber que em muitos dias tem uma importância tremenda na redução do stress. Acalmam-me e eu, inconscientemente, alimento a pilha para que ela tenha esse efeito.


Estou a escrever este post precisamente ao lado da pilha. Acabei de os contar e fazem parte dela, neste momento, catorze livros, entre os quais destaco:


- “A Era do Capitalismo de Vigilância” de Shoshan Zuboff que, pelo que já li terá de ser uma leitura a iniciar ainda em junho.


- “Memórias de Adriano” de Marguerite Yourcenar, a leitura de junho do Clube de Leitura PNL2027 que chegou na sexta feira.


- “Ver é Ser Visto” de Eduardo Lourenço, oferta da Gradiva que também chegou no final da passada semana e onde já encontrei um texto que li há muitos anos atrás e que me marcou bastante.


- “Da Meia-noite às Seis” de Patrícia Reis, leitura deste mês de maio que ainda não arrumei.


- “Sapiens” de Yuval Noah Harari, uma leitura adiada há muito que está aqui perto a fazer pressão para ser a próxima.


- “A Rapariga Nova” de Daniel Silva, um livro que já retirei da prateleira porque será uma das leituras de alguns dias de férias em junho. Junho é sempre mês de ler Daniel Silva.


“A Invenção da Ciência” de David Wootton . Um livro tremendamente interessante do qual li ótimas críticas e que estive a folhear ontem de tarde.


A parte interessante é que se voltar a escrever este post dentro de uma semana, a maioria dos livros que estará na pilha será diferente. Mas uma coisa é certa, a pilha continuará a estar aqui a fazer-me companhia. Boa companhia.

domingo, 30 de maio de 2021

Novidade - "O Aleph" de Jorge Luis Borges

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


O nada, o tudo, o princípio e o fim do mundo, segundo Jorge Luis Borges. Algumas das melhores histórias do grande criador argentino.


O Aleph é um livro icónico de Jorge Luis Borges reunindo dezoito narrativas; entre elas, talvez as mais elogiadas e repetidamente citadas, como «O imortal», «Os teólogos», «A escrita de Deus» ou «A espera», histórias que mostram as possibilidades expressivas da «estética da inteligência» do autor argentino, fundindo mentalidade matemática, profundidade metafísica e compreensão poética do mundo. Pelas suas páginas passam quebra-cabeças filosóficos, intrigas fantásticas ou policiais, além de personagens que ficam gravadas na memória como elementos do seu modo de manipular a realidade e as coisas da vida real.


Em quase todas as histórias de Borges, elementos, pessoas e cenários prosaicos são vistos em contextos incomuns e com significados extraordinários, ao mesmo tempo que fenómenos misteriosos e metafísicos se revelam em ambientes quotidianos. Um dos mais vibrantes e obsessivos livros de Jorge Luis Borges.

Novidade - "Apocalipse Nunca" de Michael Shellenberger

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Sinopse:


Michael Shellenberger luta há décadas por um planeta mais verde. Ajudou a salvar as últimas sequoias desprotegidas do mundo. Concebeu, com outros, o antecessor do atual Green New Deal. E liderou o esforço bem-sucedido de cientistas do ambiente e de ativistas para manter centrais nucleares em funcionamento, prevenindo um pico de emissões.


No entanto, em 2019, no momento em que alguns diziam que «milhares de milhões de pessoas vão morrer», contribuindo dessa forma para aumentar a ansiedade, desde logo nos adolescentes, Shellenberger decidiu que, enquanto ambientalista de longa data, reputado especialista em energia e pai de uma filha adolescente, devia tomar uma posição para separar a ciência da ficção.


Apesar de décadas de atenção proporcionada pelas notícias dos media, muitos não sabem factos essenciais. Por exemplo, as emissões de carbono atingiram o máximo no passado e têm vindo a diminuir há mais de uma década nas nações desenvolvidas. E o risco de Aquecimento da Terra para temperaturas muito altas é cada vez mais improvável graças ao abrandamento do aumento da população e à existência de gás natural abundante.

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Libreria Conarte – Monterrey – México

sábado, 29 de maio de 2021

Novidade - "O Verão Secreto do Zé" de Jack Ryder; Ilustração: Alice Mckinley

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Mais sobre o livro aqui


O Zé não anda nada entusiasmado com a chegada das férias de verão - o pai trabalha horas sem-fim, por isso tudo o que ele tem à sua espera é uma casa vazia. Mas, quando os traquinas dos vizinhos do lado, os irmãos Bruno e Raul, decidem arrastá-lo para uma aventura, a vida do Zé dá uma reviravolta.


Juntos, os três novos amigos decidem explorar a estranha casa abandonada no topo da colina e não tardam a descobrir que, por baixo da hera que cobre as suas paredes, se escondem muitos segredos, entre os quais uma rapariga sem memória.


Se ao menos ela se lembrasse de alguma coisa…

Novidade - "Fonchito e a Lua" de Mario Vargas Llosa; Ilustração: Marta Chicote Juiz

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Sinopse:


A história de Fonchito, um menino que está a descobrir como bate o coração com o primeiro amor, vai mostrar-te que não há impossíveis quando gostas muito de alguém. Mesmo que essa pessoa te peça… a Lua.


Fonchito morria de vontade de beijar o rosto de Nereida, a menina mais bonita da turma.


Um dia, durante o recreio, atreveu-se a sentar-se ao lado dela, enquanto os colegas jogavam à bola. Sem que eles ouvissem, perguntou-lhe:


- Gostava tanto de te dar um beijo... Posso?

Livros que chegam até ao Ministério - "Portais" e "Wish You Were Here"

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Hoje deixo-vos não exatamente um livro, mas um autor que chegou até ao Ministério e que tem vários livros já publicado. Falo de Nuno Morais, autor nascido em Portugal, mas vivências em muitos outros países onde já viveu e por onde viajou. Aqui ficam dois dos seus livros assim como links para toda a sua obra.


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Link para a Bertrand


Link para a Amazon


 


 

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Novidade - "Amnistia" de Aravind Adiga

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Danny é um imigrante sem documentos que vive uma vida relativamente tranquila na Austrália.


Após ter-lhe sido negado o estatuto de refugiado, trabalha como empregado de limpeza e vive nos anexos de um supermercado. Uma manhã, descobre que uma das suas clientes foi assassinada.


Danny é confrontado com uma escolha terrível: denunciar o que sabe sobre um crime e correr o risco de ser deportado? Ou não dizer nada e deixar que não se faça justiça? Ao longo de um dia, avaliando o peso do seu passado e dos seus sonhos para o futuro, Danny vai lutar com a sua consciência e tentar decidir se uma pessoa sem direitos tem, apesar disso, responsabilidades.


Estimulante, perspicaz e inteligente, mas também pleno de magia, Amnistia fala-nos de uma luta moral atemporal. Uma história que ganha particular urgência nos dias de hoje.


CRÍTICAS DE IMPRENSA


«O que torna Amnistia um livro urgente e significativo é a generosidade e a humanidade da sua visão. A questão abstrata da imigração ganha vida na história deste homem, nos seus problemas passados e no seu conflito atual. Amnistia é um livro amplo, pertinente e necessário.»


Juan Gabriel Vasquez


The New York Times Book Review


«Gosto de ler os romances do Adiga quase tanto quanto o poeta James Dickey gostava de beber. Ele tem mais a dizer do que a maioria dos romancistas e cerca de 50 maneiras diferentes de o dizer. Adiga é um observador surpreendente... quando o lemos, ficamos com a sensação de ter o dedo no pulso do planeta.»


The New York Times


«Adiga brilha ao documentar as maneiras como os imigrantes são marginalizados por aqueles que dizem importar-se com eles; Amnistia consegue chamar a atenção para a injustiça sistémica.»


Kristen Millares Young


The Washington Post


«Cativante, intenso... A descrição fascinante de Adiga da difícil situação de um imigrante humaniza um dilema global complexo e controverso.»


Publishers Weekly

Curiosidades Livrescas - “A Mulher à Janela”, o livro, o filme e o seu autor

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Comprei o livro “A Mulher à Janela” de A.J. Finn há uns bons meses atrás levado pelo que fui lendo sobre ele, na maioria dos casos boa crítica, e pelo facto de saber que em 2018 foi um sucesso tremendo, com entrada direta para o primeiro lugar do New York Times.


Até agora o livro nunca saiu da prateleira, mas com a disponibilização do filme na Netfilx com origem no livro, pensei em atalhar caminho e torneio-o no programa de sábado à noite.


Sem ter ainda confirmado a qualidade do livro, pude verificar que o filme, protagonizado do Amy Adams, deixa muito a desejar. É fraquinho, para ser simpático.


O que eu desconhecia, e só soube depois de ver o filme, é que o autor do livro é um personagem envolto em polémicas.


Daniel Mallory é o verdadeiro autor do livro, tendo usado o pseudónimo A.J. Finn, e, ao que parece, a sua história, ou pelo menos a que andou a contar, é um triller cheio de mentiras.


Segundo consta, o autor terá mentido sobre tudo um pouco: a sua doença cancerígena (que nunca existiu), as suas habilitações literárias (alegado doutoramento em Oxford), a sua vida familiar (terá inventado a morte da mãe e do irmão), o seu currículo profissional.


Uma boa parte destas alegadas mentiras foi revelada pela revista “The New Yorker” e obrigou o autor a retratar-se publicamente com um pedido de desculpas e a indicação de que sofreria de um transtorno de bipolaridade, algo que, ainda assim, não foi aceite unanimemente.


Pelo que se sabe a história de Daniel Mallory na TV pode ter mais sucesso do que o filme inspirado no seu livro: o autor e o seu será interpretado por Jake Gyllenhaal numa série sobre a sua “personagem”, isto enquanto o seu segundo livro não tem data para sair.


Um caso de autor cuja história pessoal pode ser melhor do que a sua obra.

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Novidade - "Ver é Ser Visto - Fragmentos Essenciais" de Eduardo Lourenço

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Antologia dos principais textos de uns dos mais marcantes pensadores da cultura portuguesa do século XX falecido no final de 2020. Selecção das principais questões e autores sobres os quais Eduardo Lourenço reflectiu feita por Guilherme d’Oliveira Martins, um profundo conhecedor da obra do ensaísta e um dos seus amigos mais próximos.


Textos sobre a saudade, Camões, Antero e Pessoa, entre outros, num livro de homenagem a Eduardo Lourenço e que introduz de forma privilegiada o leitor no seu pensamento. Uma excelente introdução que permite aos que queiram aprofundar as leituras das suas obras o façam com maior segurança e conhecimento.


«Antologiar um autor tão diverso e multifacetado é tarefa complexa, mas apaixonante. Os textos e as ideias encadeiam-se - numa procura permanente de posição e de sentido. O labirinto que o ensaísta percorre traz-nos a saudade não como melancolia ou como lembrança e desejo, mas como interrogação e dúvida, paradoxo e demanda de síntese. A paixão por Camões, Antero e Pessoa significa a procura de compreender a cultura como um diálogo permanente entre o sublime e a vida comum, a unidade e a diversidade...»


Guilherme d’Oliveira Martins


«A Eduardo Lourenço devemos a lição de interrogar não só a vida, mas também a morte com sabedoria, distanciamento e serenidade, lutando para conter a história nos limites do humanamente aceitável, tarefa como sabemos trabalhosa e inacabada, mas também indeclinável se quisermos que a civilização e o humanismo sejam mais do que uma abstração.»


José Tolentino Mendonça

Os (bons) livros da Gradiva

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No fim de semana que passou, enquanto limpava o pó das minhas estantes, fui prestando atenção a alguns livros com os quais já não me cruzava há algum tempo, em particular na área das ciências e da divulgação científica. Foi o caso por exemplo da minha edição antiga de “O Gene Egoísta”, livro que li há muitos anos atrás e que teve agora uma nova edição.


À medida que fui encontrando outros livros, que infelizmente estão ainda desordenadamente espalhados pelas minhas estantes, dei conta de um pormenor curioso: a grande maioria é da mesma editora, a Gradiva.


Desde o referido “O Gene Egoísta” de Richard Dawkins, passando por “Cosmos” de Carl Sagan e da versão mais atual “Cosmos: Mundos Possíveis” de Anne Druyan, vários livros de Stephen Hawking e Roger Penrose, “Astrofísica para Gente com pressa” de Neil de Grasse Tyson, até a “A Ciência e os Seus Inimigos” de Carlos Filhais e David Marçal, entre muitos, muitos outros.


Se analisar bem, muito do que sei hoje sobre ciência, em particular de astronomia e astrofísica, fui aprendendo em livros que fui comprando (e que me foram oferecidos) ao longo dos anos de autores que a Gradiva publica.


A coleção que a Gradiva apresenta, em particular no campo das ciências, é efetivamente muito boa, e isto inclui também alguns livros muitos interessantes para os mais novos. E para alguém que tem gosto particular por essa área, não posso deixar de o referir e de recomendar a quem possa ter o mesmo interesse.


A título de exemplo, posso sugerir um dos últimos livros que li, e sobre o qual já aqui escrevi e recomendei em diversos momentos: “Cosmos: Mundos Possíveis” de Anne Druyan, um livro extremamente interessante e ao mesmo tempo de grande beleza. Espreitem aqui, que vão encontrar muita coisa com interesse!

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Novidade - "Fahrenheit 451- A adaptação autorizada de Tim Hamilton" de Ray Bradbury e Tim Hamilton

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Mais sobre o livr aqui


Sinopse:


Fahrenheit 451 é a adaptação da clássica distopia de Ray Bradbury a romance gráfico, pela mão de Tim Hamilton.


A história é a que conhecemos: Guy Montag é bombeiro, numa sociedade em que os bombeiros estão encarregados de destruir pelo fogo a mais ilegal das comodidades, os livros, bem como as casas que os albergam.


As ilustrações de Hamilton dão uma energia electrizante ao clássico de Bradbury, que autorizou e prefaciou esta adaptação.

Leitura - "O Amor nos Tempos de Cólera" de Gabriel García Márquez

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Li este pela primeira vez “O Amor nos Tempos de Cólera” há muitos anos atrás, e embora tivesse presente o essencial da história já não recordava, ou possivelmente não apreciara da mesma forma da primeira vez, a beleza deste livro.


Este livro é um hino à capacidade narrativa. Uma história de amor que é muito mais do que isso, ou que o autor transforma em algo muito maior. Parece um puzzle gigante de palavras escolhidas a dedo para dar ao leitor tudo o que este precisa para conhecer ao detalhe a história de amor de Florentino e Firmina e de todos os que para ela contribuíram ao longo dos mais de 53 anos que esperaram um pelo outro, e que nos dá uma perspetiva diferente do que pode ser o amor.


É um livro que se percebe ter sido construído de pequenas peças até à criação de um castelo gigante. É uma narrativa fluente, graciosa, intensa, cuidada e bela, que prende o leitor e o leva pela história. Um grande romance.


Trata-se de uma releitura que agradeço ao Clube de Leitura do PNL 2027 ter proporcionado e que me relembrou que nunca li aquele que é considerado o maior romance de Garcia Márquez, “Cem Anos de Solidão”. Considerando a qualidade deste “O Amor nos Tempos de Cólera”, imagino que “Cem Anos de Solidão” possa ser apenas uma obra prima. Para confirmar um dia destes.

terça-feira, 25 de maio de 2021

Novidade - "Coração tão Branco" (Livro de bolso) de Javier Marías

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Sinopse:




Durante um almoço de família, Teresa, acabada de regressar de lua-de-mel, vai à casa de banho, olha-se ao espelho, desabotoa a blusa e mata-se com um tiro no coração. Muitos anos depois, este segredo continua a fascinar Juan, cujo pai foi casado com Teresa antes de casar com a sua mãe. Jovem e recém-casado, e ainda pouco adaptado à mudança de estado civil, Juan procura descobrir o motivo por trás do suicídio de Teresa.

Só uma pessoa sabe porque Teresa o fez, e guardou para si esse segredo obscuro durante muitos anos. À medida que procura saber mais, Juan sentirá um mal-estar crescente, uma sensação de «desastre iminente» em relação ao seu próprio casamento. A chave desse mal-estar, porém, pode estar no passado, uma vez que o pai haveria de se casar três vezes antes de ele poder nascer...

Um romance hipnótico sobre o segredo, o dito e o não-dito, o casamento, a suspeita e a tentação. Uma história de corações brancos, que se vão tingindo e acabam por ser o que nunca quiseram ser.





CRÍTICAS DE IMPRENSA

 


«O melhor e mais ambicioso romance de Marías.»
El País


Notícias Livrescas

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- John le Carré deixou um último romance concluído antes da sua morte. O livro, com o título “Silverview” será publicado em outubro por ocasião daquele que seria o seu 90º aniversário. Em Portugal o romance será publicado pela Dom Quixote.


- Faleceu Carlos Santos Pereira antigo jornalista, editor da Seção Internacional do jornal “Público” e escritor, autor do livro que mais me ensinou sobre o conflito da ex-Jugoslávia “Da Jugoslávia à Jugoslávia”.


- A Câmara de Santa Maria da Feira lançou um novo serviço a que deu o nome de “Leituras em Linhas”, uma biblioteca itinerante que pretende levar livros às unidades industriais do concelho. Uma das primeiras empresas a receber a biblioteca na proximidade das suas instalações foi a fábrica da Ecco. Uma iniciativa de valor!


- Existe um romance de John Steinbeck que nunca foi publicado. Trata-se de uma obra com o título "Murder at Full Moon" que Steinbeck tentou publicar sob pseudónimo, em início de carreira, mas que foi recusado. Tem existido várias tentativas de trazer o livro até ao público, no entanto os agentes literários que guardam o espólio do autor não concordam já que essa não seria a vontade do autor. Para já continua na gaveta.


- Valeria Luiselli vence o Prémio Literário de Dublin 2021 com o livro "Deserto sonoro", livro publicado em Portugal pela editora Barazov.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Novidade - "Sobre o Futuro" de Martin Rees

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Atingimos um ponto crítico. O mundo como o conhecemos está a transformar-se depressa demais. Durante o próximo século enfrentaremos riscos existenciais com várias consequências, positivas e negativas. Contudo, a nossa abordagem ao futuro é caracterizada pelo pensamento a curto prazo, debates polarizados, retórica alarmista e pessimismo. Para Martin Rees, é necessária uma abordagem diferente no planeamento a longo prazo. O futuro da Humanidade está ligado ao futuro da ciência e depende do sucesso com que conseguirmos adaptar os avanços tecnológicos aos desafios. Se queremos utilizar a ciência para resolver os problemas enquanto evitamos os seus riscos distópicos, temos de pensar de forma racional, global e otimista a longo prazo.


Os avanços na biotecnologia, cibertecnologia, robótica e inteligência artificial, se aplicados de forma sensata, podem ajudar a superar as ameaças que a Humanidade enfrenta na Terra, desde as alterações climáticas à guerra nuclear. Simultaneamente, novos avanços na ciência espacial permitirão ao ser humano explorar o sistema solar e ir mais além. Mas não existe "plano B" para a Terra - não há alternativa viável se não estivermos conscientes de que o planeta é a nossa casa.


CRÍTICAS


«Martin Rees oferece uma visão empolgante do nosso futuro – na Terra e no espaço.»


Elon Musk

Uma família, um passeio, uma livraria

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Sábado foi dia de passeio em família, um passeio por alguma da Lisboa histórica, fazendo uso de um elétrico antigo e de uma boa caminhada a pé com partida e chegada junto ao Largo Camões.


O final do passeio aconteceu na Livraria Bertrand do Chiado  local onde já não entrava há alguns meses. Entrámos em família, os três, percorremos demoradamente os corredores e as estantes. O pequeno, quando soube que por lá iríamos passar, indicou logo o livro que pretendia comprar (o livro dedicado a Fernão Magalhães da coleção de Pequenos Livros Sobre Grandes Pessoas). Já com o seu livro na mão quis andar a ver o que de mais havia, fez perguntas e, de alguma forma, criou a sua própria wishlist.


Os crescidos folhearam as novidades, encontraram um ou outro livro que ainda não conheciam bem, aumentaram também as respetivas wishlists, e escolheram dois livros para levar.


Foi um final em cheio de uma bela tarde de passeio. Um momento partilhado em família no meio dos livros, no local que para muitos é a livraria mais antiga do mundo e para mim é a livraria mais antiga dos meus tempos de crescido desde, que há quase 25 anos vim para Lisboa. Por muitas livrarias que visite e goste, continua a ser a livraria onde ajudaram um alentejano recém-chegado, meio perdido, com uma lista de livros para escolher e comprar.


Adoro voltar, sempre que posso, a um lugar que genuinamente adoro, e hoje mais ainda quando levo comigo um projeto de leitor. Espero que também ele um dia lá volte com um projeto seu e se lembre de dias como este que aqui relatei.

domingo, 23 de maio de 2021

Novidade - "Os Invisíveis" de Roy Jacobsen

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Sinopse:


Ingrid Barroy nasceu numa pequena ilha na costa norte da Noruega, numa família com as suas colheitas, esperanças e sonhos. Na primeira metade do século XX, a vida dos pescadores e camponeses do arquipélago não é fácil. Mas à família Barroy não faltam recursos.


O pai de Ingrid sonha com mais filhos, uma ilha maior e um molhe que o ligue ao continente. A mãe pretende uma ilha mais pequena, mais filhos e uma vida diferente. Ingrid cresce entre o oceano e as tempestades, os pássaros e o amplo horizonte.


Mas o ciclo das tarefas e dos dias é interrompido pela súbita irrupção do mundo exterior, a guerra e a integração da Noruega na moderna Europa. Ingrid vai ter de lutar para proteger o espaço em que cresceu.


 

Leitura - "O Silêncio" de Don DeLillo

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Tinha já este livro debaixo de olho e após ter ouvido a recomendação de Carlos Vaz Marques no “Governo Sombra” acabei por comprar e começar a ler quase de seguida.


“O Silêncio” é um livro do muito conceituado autor norte americano Don DeLillo, e essa foi uma das razões que fez despertar a minha curiosidade, que, no entanto, acabou por corresponder às expetativas.


O livro, na minha perspetiva, tem mais de peça de teatro do que de romance profético, e embora as mensagens, mas diretas ou mais subliminares, sejam entendíveis, não consegui sentir grande proximidade e ligação com os personagens e com a história.


A base do livro é um evento catastrófica que deixa o mundo totalmente privado da tecnologia, sendo esta realidade vista pelos olhos de cinco personagens que era suposto juntarem-se para ver o SuperBowl.


Ao longo do livro há, acredito que propositadamente, muita falta de enquadramento, muitos momentos isolados cujo sentido é necessário “descascar”, embora seja evidente a ideia do desnorte humano a todos os níveis, inclusive relacional, perante a ausência da tecnologia. A falta de enquadramento e os momentos isolados dão-lhe o tom de teatralidade que referia acima.


Assim, não posso dizer que seja um livro que vá guardar lote das melhores leituras dos últimos tempos. É um livro, no limite, curioso, mas que não me conseguiu agarrar com esperava.

sábado, 22 de maio de 2021

Novidade - "Quando as Baleias Caminhavam" de Dougal Dixon; Ilustração: Hannah Bailey

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Sinopse:


É o teu planeta, mas não como o conheces…


Recua no tempo para descobrires como as cobras tinham pernas para escavar no subsolo.


Conhece pássaros gigantes e espantosos e pequenos elefantes que vivam em ilhas.


A partir do momento em que a vida se arrastou para fora dos oceanos e para terra, até quando os nossos antepassados primatas desceram das árvores, a história do planeta Terra está cheia de histórias fascinantes.


A evolução é incrível!

Novidade - "1, 2, 3 Um Rei de Cada Vez" de Sara Rebello da Silva; Ilustração: Raquel Russo

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Sinopse:


Não é possível falar da História de Portugal sem falar dos seus reis. E foram muitos!


Neste livro descobrimos um pouco sobre cada um deles: os seus gostos e características, os seus percursos, os grandes feitos. É difícil imaginar que alguns, ainda crianças, casaram, lutaram, subiram ao trono e governaram...


1, 2, 3 Um Rei de Cada Vez é um conjunto de pequenas histórias para ler em 5 minutos, que vai deixar os pequenos leitores apaixonados pela História de Portugal.


Prontos para uma viagem ao passado?

Dia do Autor Português

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Assina-se hoje o Dia do Autor Português em todas as áreas artísticas, no entanto sendo este um blog dedicado aos livros, naturalmente, o foco é para os escritores portugueses.


Se olhar para os meus últimos anos de leituras uma das grandes diferenças que encontro em relação a um passado mais distante é um aumento do progressivo de livros e autores portugueses.


Não se tem tratado de uma escolha por obrigação ou por qualquer outra razão mais imperativa, como por exemplo um preenchimento de quotas para autores portugueses. Tem sido antes uma escolha por genuína curiosidade e interesse que tem sido muito compensada.


Fui começando a descobrir, e a apreciar, autores como José Luis Peixoto, Afonso Cruz, Patrícia Reis, Gonçalo M. Tavares, Adília Lopes, e juntei um leque bem maior dos que quero ler, seja dos contemporâneos seja dos clássicos dos quais (vergonhosamente) nunca li nada.


Paralelamente tenho lido e divulgado aqui no blog outros autores, bem menos conhecidos, mas que também eles procuram fazer o seu caminho.


Tenho um longo caminho pela frente no desbravar de novos autores e na leitura de outros livros dos autores referidos acima, mas tenho um profundo interesse em fazê-lo já que é claro que há muita qualidade para saborear.


Dos autores contemporâneos que tenho na calha destaco Lídia Jorge, Valter Hugo Mãe, Julieta Monginho, Dulce Maria Cardoso, entre outros. Alguns serão certamente para ler ainda este ano.


A título de sugestão deixo abaixo dois livros de três autores portugueses que li recentemente e muito apreciei.


Fica um voto do maior sucesso aos nossos autores Boas Leituras!


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sexta-feira, 21 de maio de 2021

Novidade - "Exalação" de Ted Chiang

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Mais sobre o livo aqui


Mais um livro da minha wishlist.


Sinopse:


Nestes nove contos, Ted Chiang aborda algumas das questões mais antigas da Humanidade, assim como novos dilemas que só ele conseguiria imaginar.


Em O Mercador e o Portal do Alquimista, um portal através do tempo força um vendedor de tecidos na Bagdade antiga a confrontar-se com erros passados e segundas oportunidades.


Em Exalação, um cientista alienígena faz uma descoberta com ramificações universais.


Em A Ansiedade é a Vertigem da Liberdade, a habilidade para olhar para universos alternativos relaciona-se com uma nova e radical análise do conceito de livre-arbítrio.

Dava um bom retiro livresco 76

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Embora seja um grande apreciador dos retiros ligados à natureza, também não sou esquisito em relação aos que tem uma componente citadina. Este por exemplo parece-me um espaço muito agradável e muito simples de equilíbrio entre trabalho e lazer. Não é preciso ser deslumbrante para ser muito agradável! Mudava-me já de seguida.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Novidade - "O Desassossego da Noite" de Marieke Lucas Rijneveld

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Quando Cas rogou aquela praga a Matthies por não a querer levar com ele a patinar, nunca pensou que funcionasse. E agora sente-se profundamente culpada: porque o gelo estava demasiado quebradiço e um acidente levou para sempre o seu irmão mais velho. Contudo, além da culpa insuportável que, como o seu casaco apertado até ao queixo, não mais a deixará, Cas verá a dor abater-se de forma implacável sobre os pais, um casal profundamente conservador e devoto que quer acreditar que Deus chamou Matthies para junto dele, mas que não consegue, mesmo assim, deixar de ficar paralisado pelo desgosto, sem se aperceber de que os outros filhos - Cas, Hanna e Obbe - se vão afastando lentamente da família para encontrar, no abandono a que foram votados, estratégias que lhes permitam lidar com a tragédia e sobreviver ao luto, mesmo que isso implique muitas vezes violência e desassossego.


Tendo como pano de fundo a zona rural dos Países Baixos, de onde a autora é originária, este é um romance de estreia absolutamente invulgar pela sua maturidade. Inspirado num episódio autobiográfico, O Desassossego da Noite, descrito como a «evocação terna e visceral de uma infância presa entre a vergonha e a salvação» pelo presidente do júri do Man Booker International Prize, que lhe foi atribuído, revela «talento e habilidade eletrizantes» e «ganha força» a cada nova leitura, sendo por isso «um vencedor profundamente merecedor».

Livros & Séries - "Gambito de Dama"

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Cá em casa, do lado dos adultos, a televisão não tem uso por aí além, mas quando tem, procura-se que seja por razões que o justifiquem. Procuram-se por isso filmes e séries que sejam de interesse e que cumpram a função de distrair com qualidade.


Foi assim que, depois de por ela já ter passado por diversas vezes sem me reter, apesar de já ter espreitado também o livro, experimentámos a minissérie “Gambito de Dama”, inspirada na obra com o mesmo nome de Walter Tavis. Em boa hora o fizemos.


A história é cativante e o tema de fundo também (pelo menos para mim), o mundo do xadrez, jogo que até hoje nunca aprendi a jogar convenientemente, mas que sempre me despertou interesse.


Escrevo este post ainda antes de ter terminado a série (falta-me precisamente o último episódio), mas não tenho qualquer dúvida em confirmar a sua qualidade e também o desejo de reiterar isso mesmo através do livro, que já se encontra na wishlist.


Sempre tendo por base a ideia de que, na esmagadora maioria dos casos, os livros são melhores do que os filmes e as séries que originam, acredito que este será certamente uma excelente leitura. Creio que irei confirmar isso mesmo a breve prazo. Para já fica a recomendação para a série, e mesmo sem ter lido ainda, para o livro, que estou certo não deverá desiludir.


Mais sobre o livro aqui.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Novidade - "A Anomalia" de Hervé Le Tellier

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Mais sobre o livro aqui


Muita curiosidade em relação a este livro. Já encomendado!


Sinopse:



Em junho de 2021, um acontecimento muito estranho altera a vida de centenas de homens e mulheres, todos passageiros de um voo Paris-Nova Iorque. Entre eles: Blake, pai de família e assassino a soldo; Slimboy, popstar cansado de viver na mentira; Joanna, advogada de topo apanhada nos seus erros; ou Victor Miesel, ghostwriter transformado em autor de culto.

Todos acreditam ter uma vida secreta. Nenhum deles imagina a que ponto isso pode ser verdade. Algo de muito estranho está prestes a acontecer.

A Anomalia é, em simultâneo, page-turner, thriller e um romance literário que explora aquela parte de nós que… nos escapa.




Críticas de imprensa

 


«Hervé Le Tellier conseguiu escrever o romance impossível. É um thriller e um romance fantástico. Um page-turner eficaz e, ao mesmo tempo, literário.»
Le Figaro

«Um romance-mundo, uma fantástica máquina literária que nos agarra e faz planar bem alto.»
Elle

«Inteligente e divertido.»
Charlie Hebdo

«Extraordinário e inventivo.»
France 2

«Vertiginoso. Genial!»
Europe 1

«Diabolicamente inteligente.»
L'Humanité

«Tão eficaz quanto um thriller ou uma série de televisão.»
Les Échos Week-end

«Tudo nos seduz neste romance magistral.»
La Croix

«A eficácia narrativa deste livro é tão boa como o seu lado literário. Prendemo-nos a todas as personagens e às suas histórias, do início ao fim.»
Le Monde

«Virtuoso. Uma proeza literária.»
Lire

«Um livro que parece caído do céu: é um regresso ao que chamamos o grande romance.»
L'Obs

«A Anomalia trata da realidade contemporânea. Manipulação, brutalidade, jogos de influências, serviços secretos, histórias de amor e vigilância tecnológica. O romance sobre a verdadeira anomalia do mundo atual - literalmente absurdo e desequilibrado.»
Le Point


Leitura - “As Leis Fundamentais da Estupidez Humana” de Carlo M. Cipolla

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Mais sobre o livro aqui


A estupidez humana é um tema que me preocupa, inquieta e que, por isso mesmo, me interessa bastante. Foi precisamente por esse motivo que adquiri e li “As Leis Fundamentais da Estupidez Humana” de Carlo M. Cipolla.


Trata-se de um pequeno (muito pequeno) livro, mas muito direto e assertivo no que ao tema diz respeito. Um livro que nos ajuda a entender melhor esse fenómeno que é a estupidez.


Melhor do que as minhas utilizo as palavras do autor para melhor explicar o que é possível encontrar no livro:


“As páginas que se seguem são, com efeito, resultado de um esforço construtivo para detetar, conhecer e, assim possivelmente neutralizar umas das forças mais poderosas e sombrias que prejudicam o crescimento da felicidade e do bem-estar humanos”.


O livro em si não tem uma receita para acabar com o flagelo, mas ajuda-nos a colocar o problema em perspetiva e a compreendê-lo melhor. São quatro leis que nos ajudam a olhar de outra forma para a questão.


Este livro não é uma poção mágica, nem uma receita milagrosa para acabar com a estupidez, mas ajuda com alguma coisa. E neste tema toda a ajuda é bem-vinda. Experimentem.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Novidade - "O Homem do Casavo Vermelho" de Julian Barnes

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



No verão de 1885, três cavalheiros franceses chegaram a Londres para alguns dias de «compras decorativas e intelectuais». Um era príncipe, outro era conde e o terceiro era um plebeu com apelido italiano que, alguns anos antes, fora retratado numa das extraordinárias telas de John Singer Sargent. Era ele Samuel Pozzi, médico da melhor sociedade, ginecologista pioneiro e livre-pensador - um homem racional, de espírito científico e com uma vida privada conturbada.

Em fundo, a Belle Époque parisiense, um período de muito glamour e prazer, mas com um lado negro também - de histeria, narcisismo, decadência e violência.

O Homem do Casaco Vermelho é, assim, em simultâneo, um original e vívido retrato da Belle Époque - e dos seus heróis, vilões, escritores, artistas e pensadores - e de um homem à frente do seu tempo. Um livro cheio de espírito e profundamente documentado, que mostra e defende a frutuosa e duradoura troca de ideias através do Canal da Mancha que fez a grandeza da Europa.




Críticas de imprensa

 


«Brilhante e provocadoramente original.»
The Spectator

«Barnes liberta-nos da superficialidade do presente e lembra-nos de que sabemos sempre menos do que pensamos que sabemos.»
The Guardian

«Deliciosamente inteligente. O mestre no seu ofício.»
The Daily Telegraph

«Notável e recheado de mexericos da alta-roda.»
The Times [Lista dos melhores livros de 2019]

«Um tónico revigorante para dias cinzentos.»
The Evening Standard [Lista dos melhores livros de 2019]

«Trabalho biográfico de um detetive aprazivelmente obsessivo.»
The Observer

«Barnes tece uma fina manta de retalhos com a mesma perícia de sutura do exímio Dr. Pozzi.»
The Financial Times


Sentir os livros

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Na semana passada tive oportunidade de regressar a alguma da normalidade pré-covid, situação que trouxe consigo a possibilidade de regressar também às livrarias.


Ao longo do último ano e dois meses diria que em comparação com o mesmo período anterior (ano de 2019, na prática), o número de idas às livrarias físicas terá decrescido qualquer coisa como 90%. Sim, acredito que nesse período não fui mais do que 10% do número de vezes que teria ido sem covid.


Não comprei menos livros, se calhar até comprei mais, mas na esmagadora maioria das vezes fi-lo online. Comprei a grandes livrarias nacionais, nas plataformas internacionais, às livrarias independentes e pequenos negócios online, assim como nas plataformas de livros usados. Quase tudo menos nas livrarias físicas, e, verdade seja dita senti muita falta.


É muito diferente a relação com os livros quando lhes podemos tocar, folhear, ler a contracapa, a introdução, o índice, passar as folhas, apreciar. É quase namorar o livro.


Entrar numa livraria, observar, tocar, folhear um livro é um ato que permite encontrar sempre livros que não conhecíamos, não tínhamos reparado e com isto aumentar automaticamente a wishlist ou diminuir a conta bancária, ou pode também acontecer que, depois de inspecionar “aquele livro”, percebemos que não é bem o que estávamos à espera. Acontece para os dois lados, e faz parte da magia de ir a uma livraria.


Sentir os livros foi provavelmente das coisas que mais senti falta ao longo da pandemia. Por ser algo que tinha como um hábito e por ser algo que verdadeiramente aprecio. Muitas vezes, na minha hora de almoço, a ida à livraria é uma espécie de momento zen que me desliga por uns momentos de um dia difícil. Não sei se acontece com toda a gente, mas comigo resulta em pleno. O efeito terapêutico dos livros (cá em casa até há quem diga que é a minha igreja).


Espero, muito sinceramente, que daqui para frente possamos voltar, definitivamente, a alguma desta normalidade. Para voltar a sentir os livros.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Novidade - "Apeirogon: Viagens infinitas" de Colum McCann

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Rammi Elhanan e Bassam Aramin moram perto um do outro – contudo, habitam mundos completamente diferentes. Rami é israelita. Bassam é palestiniano. A matrícula de Rami é amarela. A matrícula de Bassam é verde. Rami demora 15 minutos até à Margem Ocidental. Bassam demora uma hora e meia a fazer o mesmo percurso.
Aqui, a geografia é tudo.
Ambos perderam as suas filhas. Smadar, filha de Rami, de 13 anos, foi morta por um bombista suicida. Abir, filha de Bassam, de 10, foi atingida por um membro da polícia fronteiriça, junto à escola. Trazia um doce no bolso que ainda não tinha tido tempo de comer.
Rami e Bassam tornam-se melhores amigos.
Neste romance épico – que se apresenta com o mesmo nome da forma geométrica com um número contavelmente infinito de lados – Colum McCann atravessa séculos e continentes, entrelaçando tempo, arte, história, natureza e política numa tapeçaria de amizade, amor, perda e pertença. Musical, forte, delicado e ambicioso, este é um livro para os nossos tempos, por um escritor no auge dos seus poderes.




Críticas

 


“Este é um livro fabuloso... O efeito é absolutamente avassalador e deixa-nos de rastos."


Elizabeth Strout





“Um romance francamente extraordinário.”


Kamila Shamsie





“O próprio conceito de romance, do que pode ser e do que é capaz de comportar, expandiu-se de forma definitiva.”


Michael Cunningham






Críticas de imprensa

 


“Um romance que nos resgata o coração. Uma obra-prima, um romance que mudará o mundo – e aqui está algo que não vemos todos os dias.”


The Guardian





“Uma história audaciosa e humana de reconciliação.”


Financial Times




A minha wishlist (muito) atualizada por estes dias

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Depois de todas as compras e ofertas do mês de abril e de na semana passada ter tido oportunidade de visitar livrarias físicas com alguma frequência, a minha wishlist sofreu algumas alterações e reajustes.


Eis aqui a versão atualizada, com alguns dos destaques das novas entradas e com a certeza de que maio afinal não vai ter assim tão poucas compras...


- A publicação em português do livro de Matt Haig, vencedor do Goodreads Choice Awards no campo da ficção: “A Biblioteca da Meia-Noite”. Chega no final do mês.


- “Hamnet” de Maggie O´Farrell. Livro vencedor do Wome´s Prize for Ficcion de 2020 no qual tenho bastante curiosidade.


- "A Anomalia" de Hervé Le Tellier. Tenho livro muito sobre este livro. Desde estranho a obra-prima, já li de tudo. Foi um livro premiado em França. Será leitura, certamente.


- Dois livros novos no campo da astronomia, “Até ao Fim dos Tempos” de Brian Green e "Sobre o Futuro" de Martin Rees.


- "A Psicologia da Estupidez" de Jean-François Marmion. Mais um livro muito interessante sobre um tema que me atormenta.


- Dois novos livros muito interessantes, para já apenas em inglês, de autores conceituados: "Noise" de Daniel Kahneman e "The Bomber Mafia" de Malcolm Gladwell.  


"Uma Teoria da Democracia Complexa" de Daniel Innerarity. Um livro que, pelo que tive oportunidade de ler, dá que pensar.


- "Outra História, Outras Estórias" de Adérito Tavares. Curiosidades da história é sempre um tema muito interessante.


- "Gambito de Dama" de Wlater Tavis. Estou a terminar a série e sei que vou queres ler o livro.


- "Maremoto" o novo livro de Djaimilia Pereira de Almeida.  Muita curiosidade também.


 


Para além destes destaquem há ainda mais algumas entradas. Muita coisa para comprar e ler nos próximos tempos, ou, para ser mais honesto comigo mesmo, até ao fim dos tempos.


Se está à procura da próxima leitura, espero que encontre alguma coisa interessante!

domingo, 16 de maio de 2021

Novidade - "Notas sobre o Luto" de Chimamanda Ngozi Adichie

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Sinopse:


No dia 10 de junho de 2020, na Nigéria, o académico James Nwoye Adichie morreu subitamente.
Chimamanda Ngozi Adichie, sua filha, partilha connosco os efeitos devastadores que esta morte teve em si. Tece na sua própria experiência os fios da história da vida do pai até aos seus últimos dias, já em confinamento, em que conversava com os filhos e os netos por videochamada.


  Notas sobre o Luto é um tributo a uma vida vivida em pleno. É a história do amor imenso de uma filha por um pai. Ao falar-nos sobre uma das experiências humanas mais universais, é um livro sobre aquilo que nos une a todos.

Sugestões domingueiras sobre livros

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Para hoje, domingo, deixo dois convites para dois programas sobre livros, mais concretamente para o programa Á Volta dos Livros da Antena 1 e para o programa “Todas as Palavras” da RTP3.


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No primeiro, (que está dividido em cinco momentos entre os dias 19 e 23 de abril) podemos ouvir a autora Patrícia Reis em conversa sobre o seu livro “Da meia-noite às seis”. Uma conversa muito agradável (link na imagem).


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No segundo temos o programa “Todas as Palavras” desta semana, onde destaco uma entrevista com a autora colombiana Pilar Quintana sobre o livro “A Cadela”. Muito interessante (link na imagem).


Ficam as sugestões. Bom domingo!

sábado, 15 de maio de 2021

Novidade - "Puto Detetive: As aventuras de Rory Branagan - A terrível senhora da cantina" de Andrew Clover; Ilustração: Ralph Lazar

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Sinopse:


Olá, olá!
Chamo-me Rory Branagan. E sou um detetive a sério.
A minha escola vai ter um concurso de talentos – com números ridículos e a dança fantástica da minha amiga Cassidy – mas, o problema é que, mesmo a meio, dá-se o crime mais mortal da história da nossa escola.
Tenho de descobrir quem o cometeu, antes que volte a acontecer!
A 4.ª aventura do detetive mais destemido do momento.

Novidade - "A Raposa" de Isabel Thomas e Daniel Egnéus

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Sinopse:


Esta é uma história sobre fins e inícios…
Na floresta ainda coberta de neve no início da primavera, a raposa tem como missão encontrar alimento para as suas crias. À medida que elas crescem, a raposa ensina-as a sobreviver na Natureza.
Até que, um dia, a raposa morre…
Então e agora? É possível que uma vida nasça daquela que terminou?


Com versos apelativos e ilustrações magníficas, este extraordinário livro é a prova de que uma abordagem científica à morte pode ser tão bela e inspiradora quanto as histórias tradicionais.

Audiolivro - “No Início, Eram Dez…” de Agatha Christie

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Depois de ter lido “Um Crime do Expresso do Oriente” recebi duas sugestões de leitores indicado que se tinha gostado desse livro deveria ler “No Início, Eram Dez…”. Alegadamente será um dos melhores livros da autora, argumento que, entretanto, já confirmei ser partilhado por muitos leitores. É inclusive o favorito dos fãs e, segundo consta, o livro policial mais vendido de todos os tempos.


Pois bem, não posso atestar se é o melhor da autora, porque não tenho (ainda) uma base de comparação muito completa, mas posso dizer que é efetivamente um livro brilhante. Disso não há dúvidas.


Do ponto de vista da criatividade, construção da história e dos personagens é, sem sombra de dúvida, extremamente bem conseguido.


Qual é a base da história? A sinopse descreve-a perfeitamente:


“Dez pessoas visitam uma ilha a convite de um desconhecido. Durante o jantar na elegante mansão, todos eles são acusados de esconder um segredo. O anfitrião mantém-se invisível e misterioso, dele apenas se ouve a voz. A partir dessa noite, os convidados vão sendo assassinados, um a um.”


Tendo sido escrito nos anos trinta, onde não havia subterfúgios tecnológicos nem gadgets que facilitassem alguns processos na história, ou ajudassem as personagens, tudo se centra na capacidade de contar uma história, de levar o leitor ao engano, de esconder a verdade, e, para tudo isso é preciso muita arte. Este é um livro escrito com arte.


Num curto espaço de tempo ouvi dois livros de Agatha Christie e tenho impressão de que não vou ficar por aqui. Numa fase de maior desgaste psicológico ouvir um livro com este é um verdadeiro bálsamo.


Se o leitor procura um bom livro de entretenimento, para umas horas descontraídas, este é um livro para si. Um clássico de qualidade superior. E boa sorte a tentar desvendar o mistério. Eu só por uma vez passei pela resposta certa, mas desconsiderei, no final estava a leste da verdade.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Novidade - "Heather, Absolutamente" de Matthew Weiner

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Sinopse:



A família Breakstone vive num idílio de riqueza e status à volta da filha Heather, e tudo parece correr bem: bonita, compassiva e fascinante, ela é a maior bênção da vida de luxo que têm em Manhattan. Mas à medida que Heather cresce - e que o seu brilho atrai cada vez mais um interesse sombrio - a existência perfeita da família começa a fragmentar-se.

Quando os novos vizinhos do andar de cima começam as obras de remodelação da penthouse, um estranho instável, criado na pobreza e na violência, invade a segurança das suas vidas confortáveis, ameaçando destruir tudo o que criaram.

Heather, Absolutamente é um romance deslumbrante e tenso que revela na perfeição o olho clínico de Matthew Weiner para as qualidades humanas que unem e separam a sociedade moderna.




Críticas

 


«Soberbo.»
Philip Pullman


 


Críticas de imprensa







«Emocionante.»
Observer

«Cativante e notável.»
Sunday Times


Os Livros e o Amor

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“E os livros? Sim, os livros. Eles sempre estiveram presentes. O primeiro presente que te ofereci, ainda apenas um aspirante a namorada foi... um livro. O último presente que te ofereci, em conjunto com o elemento que nasceu de nós os dois foi... um livro. E foste tu quem fez força para que criasse este espaço, e és tu com quem quase todos os dias falo sobre livros, porque os livros são mais um dos elementos que nos unes. Tu és uma pessoa dos livros e eu tinha de escolher uma pessoa dos livros.”


Há exatamente um ano atrás, nesta mesma data especial, terminava o texto que escrevi aqui no blog com a frase acima. Hoje agarro nela para continuar a escrever.


Todos os interesses que unem duas pessoas constituem uma espécie de fertilizante que alimenta a sua relação, em particular, digo eu, se estivermos a falar de uma relação amorosa.


Cá em casa os livros são um fertilizante, porque mais do que um interesse são uma paixão comum. São motivo de conversa, concordância, discordância, partilha, recomendação, discussão, sugestão e afins. Todos os dias. Não há dia em que os livros não sejam um tema.


Os livros tem sido um elemento essencial enquanto vamos escrevendo outro livro, o livro da nossa vida, a nossa história juntos ao longo destes catorze, (sim, já são catorze) nos. Linha a linha, página a página, capítulo a capítulo. E assim continuaremos a escrever.


Se tentar imaginar a nossa vida daqui a uns bons anos os livros estão lá. Numa casinha no Alentejo, numa casa de madeira perto da praia, duas doas cadeiras de leitura (o miúdo já foi e levou os livros dele), uma secretária para escrever. Os dois. A fazer duas coisas de que tanto gostamos. Felizes. Amor e livros.


E é isto. O amor e os livros. O nosso amor, os nossos livros, a nossa história de amor, que já gerou outro amigo dos livros. Escrevam-se, pois, mais capítulos desta história, deste livro, sempre com amor, muito amor, e livros, muits livros,  entre nós e à nossa volta.


Obrigado meu amor por escreveres comigo este livro.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Novidade - "Factos Escondidos da História de Portugal" de José Gomes Ferreira

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Os portugueses chegaram à América décadas antes de Colombo, descobriram a Austrália, participaram nos planos da viagem de Fernão de Magalhães… e outros dados históricos comprovados que permanecem na sombra.


O Brasil foi descoberto mais de cinquenta anos antes da data oficial, como prova o mapa de Andrea Bianco de 1448;
O Canadá foi assim batizado por se tratar do nome da propriedade do descobridor algarvio João Vaz Corte Real: a Canada, em Tavira;
Os portugueses descobriram a Austrália. Mapas de 1447 mostram-na desenhada ao estilo da nossa cartografia e com nomes lusitanos.


Estes e outros factos continuam arredados da História oficial dos países envolvidos, porque os interesses políticos, diplomáticos e económicos pesam mais do que a verdade.


Com a ajuda das tecnologias de informação e o acesso a provas como mapas e outros documentos de época, cada vez mais cidadãos estão a tomar consciência de que a verdadeira História dos seus países tem muitas páginas escondidas - a de Portugal não é exceção, como nos revela esta investigação apaixonante do jornalista José Gomes Ferreira.

O pequeno & os livros - explicar o mundo através dos livros

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Explicar o mundo aos mais pequenos é uma tarefas muto importante de qualquer pai, mas não é uma tarefas nada fácil em muitos momentos. Acredito que muitos leitores e leitoras desse lado sabem disso tão bem ou melhor do quanto eu.


Cá em casa, e em particular nos últimos tempos, esta tarefa tem ganho uma dimensão cada vez melhor, e por forma a conseguimos levar a cabo um trabalho pelo menos razoável, temo-nos apoiado muito nos livros.


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A coleção Pequenos Livros sobre Grandes Pessoas da editora Fábula são muitos bons para ajudar com a tarefa. É uma coleção de 8 livros dedicada a outras tantas pessoalidade que deixaram a sua marca no mundo: Fernão de Magalhães, Leonardo da Vinci, Anne Frank, Charles Darwin, Frida Kahlo, Nelson Mandela, Marie Curie e Stephen Hawking.


Há dois livros que tocam num tema complexo – a discriminação com base na raça e nas crenças; o de Nelson Mandela e o Anne Frank e são também os mais difíceis de enquadrar, porque, no fundo, trata-se de explicar uma criança ainda inocente o porquê de os seres humanos poderem ser abomináveis uns para os outros. É explicar o que de pior alguém pode ser, para semear numa mente em construção os princípios que evitem que ideias de natureza semelhante possam algum dia surgir.


Não apenas os dois livros que referi, mas todos, são de uma qualidade extraordinária, na abordagem à vida das personalidades retratadas, mas também na ênfase dado aos princípios e valores que os nortearam e que fizeram deles referência.


Cá em casa estes livros são muitas vezes escolhidos para leitura do final de dia em detrimento de alguma historinha. Nós acedemos de bom grado porque isso acontece por vontade do pequeno e porque acreditamos que ler-lhe sobre Nelson Mandela por exemplo ajuda-o a perceber melhor o certo e o errado, e, no final, a poder vir a tornar-se um bom ser humano.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Novidade - "Até ao Fim dos Tempos" de Brian Greene

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Até ao Fim dos Tempos é a nova e arrebatadora exploração que Brian Greene faz do cosmos e da nossa busca para o tentar compreender. Somos levados numa viagem pelo tempo, do que pensamos ser o princípio do universo até ao mais próximo que a ciência se consegue aproximar do que será o fim. Exploramos como a vida emergiu do caos inicial e como as nossas mentes, ao ganharem consciência da sua própria temporalidade, procuraram formas de dar sentido à experiência através da história, do mito, da religião, da expressão criativa ou da ciência.


Através de uma série de histórias encadeadas que explicam camadas distintas mas interligadas da realidade, Greene apresenta-nos uma noção mais clara de como chegámos até aqui, uma imagem precisa de onde estamos atualmente e uma compreensão sólida de para onde nos dirigimos. Das partículas aos planetas, da consciência à criatividade, da matéria ao significado, Brian Greene permite- -nos compreender e apreciar o nosso fugaz mas absolutamente fascinante momento no cosmos. Esta é uma perspetiva completamente nova do nosso lugar no Universo e do que significa ser humano.