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Há livros que já sabemos que teremos de ler. Este “Da meia-noite às seis” é um desses casos.
Depois de “As Crianças Invisíveis”, livro que me deu a conhecer a autora Patrícia Reis, sabia que, logo que existe nova obra, teria de a ler.
“Da meia-noite às seis” é um livro da pandemia, porque ela é parte muito importante do enredo, e porque tem uma dimensão, em gravidade, superior à que conhecemos. Os personagens são poucos e bons, intensos, fortes, levados até ao leitor com grande detalhe e mestria. Ficamos a conhece-los melhor do que muitos amigos que temos. A ligação entre eles na construção do enredo é muito bem conseguida. “Sabe” a real, no que são, nos sentimentos que revelam, nos medos, nas esperanças.
A escrita da autora tem uma componente de envolvência que eu gosto particularmente. Consegue dar-nos uma história que muito tempo depois ainda conseguiremos lembrar, coisa que muitas vezes não acontece com outros autores. Os profissionais de rádio Susana Ribeiro de Andrade e Rui Vieira vão ficar na memória. Os seus sentimentos, as suas desgraças, a relação que estabelecem fica na memória porque a autora coloca-os lá.
Um muito bom livro, uma excelente leitura. Uma autora que tenho toda a intenção de repetir. Se não conhecem ainda, façam o favor de experimentar. Por aqui recomenda-se. A autora e o livro.

Sem dúvida um excelente livro, sério e que não se esquece. Personagens muito bem trabalhadas.
ResponderEliminarEm acordo absoluto. Será autora a repetir em breve.
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