
Walker Library of the History of Human Imagination , Stamford, Connecticut
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Sinopse:
100 lugares para conhecer Portugal com as suas crianças é um convite para as famílias descobrirem em conjunto o maravilhoso país onde vivemos. Neste guia compilado pelo jornalista Paulo Nogueira, uma das figuras mais conhecidas da televisão portuguesa e um incansável explorador de Portugal, irá encontrar uma centena de sugestões no campo da cultura e do lazer, entre monumentos, museus ou parques, que vão deslumbrar, divertir e transmitir conhecimentos aos mais novos durante as férias e fins de semana em família. Faça-se à estrada com os seus filhos e mostre-lhes estes tesouros nosso país!

Estou sensivelmente a 1/3 do livro neste momento e está entendido o porquê da relevância que lhe tem sido dada. Muito bom livro.
Muito bem escrito, detalhado e contextualizado, e o mais interessante é que se uma pessoa não souber que se trata de uma história verifica poderia facilmente pensar que se trata de um excelente argumento para um filme onde falta apenas desenvolver um pouco os diálogos. Não é à toa que o livro vai servir de base para o filme que aí vem.
Última nota: ler em inglês está a ser mais fácil do que eu pensava que seria.
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Sinopse:
Ao olhar para as várias fases da minha vida, muito cheia e multifacetada, quase sempre a começar de novo, revejo-me por inteiro nas recentes e belas palavras do Papa Francisco (Exortação apostólica «Cristo Vive», 2019): «Um jovem não pode sentir-se desanimado, é próprio dele sonhar coisas grandes, procurar largos horizontes, atrever-se a mais, querer conquistar o mundo, ser capaz de aceitar propostas desafiantes e desejar contribuir, com o melhor de si mesmo, para construir algo melhor.»
Sempre fui um cidadão ativo, movido por um forte impulso interior no sentido da participação, do reformismo e de maior justiça social. Primeiro, como presidente da Assembleia Geral da Associação de Estudantes da minha Faculdade (1962); depois, como docente empenhado em fazer uma carreira académica completa até ao topo (1964-1984); a seguir, entregue de alma e coração à tarefa de construção de uma autêntica Democracia pluralista de tipo Ocidental - conselheiro de Estado, fundador e primeiro líder do CDS , deputado, ministro, Vice-Primeiro Ministro, Primeiro-Ministro interino, candidato presidencial (em 1986) e de novo, inesperadamente, ministro independente num governo do PS (2005-2006); também como presidente eleito da União Europeia das Democracias Cristãs (1981-1983) e da 50ª Assembleia Geral da ONU (1995-1996); e ainda como escritor (Memórias Políticas I, 1995, e II, 2008, D. Afonso Henriques, 2001, e D. Afonso III, 2005), selecionador de Os Poemas da Minha Vida (2005) e, por último, como autor de uma síntese da nossa magnífica História (Da Lusitânia a Portugal, 2017). Sonhei coisas grandes: e, felizmente, vivi muitas.

Não é um comentário lamechas. É verdade. Sinto efetivamente falta dos meus livros.
Estou há perto de dois meses fora da minha casa devido a obras e tenho todos, ou quase todos, os meus livros empacotados em caixa. Deixei de fora alguns que estavam mais próximos de ser a minha leitura seguinte, mas o resto está guardado.
Acima de tudo sinto falta de um gesto que faço com muita frequência e sem dar conta: passo pelas estantes, tiro um livro qualquer e começo a folhear. Se já li é um momento de recordação se não li é um momento lamentação enquanto leio alguma linhas e penso que este foi mais um que ficou por ler. É um pequeno prazer que me falta, este gesto.
Está para breve o fim da separação e se tudo correr bem com direito a casa nova para todos os meus livros. Até lá vou fazendo o mesmo gesto mas nas livrarias.
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Sinopse:
Outubro de 1493. Florença continua de luto pela morte de Lorenzo, o Magnífico. Os navios de Colombo só recentemente chegaram ao Novo Mundo. Enquanto isso, Milão experimenta um renascimento sob a liderança de Ludovico, o Mouro. Aqueles que vagueiam pelos pátios do Castelo de Milão ou ao longo dos canais Navigli encontram, frequentemente, um estranho homem, vestido com uma longa túnica rosa. Tem uma expressão calma, como alguém que está perdido nos seus próprios pensamentos.
O homem, cujo nome é LEONARDO DA VINCI, vive por cima da sua oficina, com a mãe e um rapaz travesso que adora; não come carne, escreve da direita para a esquerda e luta para que os seus empregadores lhe paguem um salário. A sua fama estende se para além dos Alpes, até à corte francesa de Carlos VIII, cujos enviados receberam uma missão secreta que diz respeito ao próprio Leonardo. Há quem diga que o inventor italiano mantém os seus desenhos mais ousados incluindo talvez o projeto de um cavaleiro mecânico invencível num caderno que traz escondido sob as vestes, perto do coração.
Quando um homem é encontrado morto no pátio do castelo, o Mouro pede ajuda a Da Vinci. Embora o cadáver não mostre sinais de violência, a morte é altamente suspeita: rumores de uma praga ou explicações supersticiosas precisam ser refutados rapidamente.
Leonardo não está em posição de recusar o pedido do seu mestre para investigar.

Esta é uma frase com a qual me identifico bastante. É uma verdade incontornável, para mim, que gosto de encontrar respostas nos livros.
Qualquer tema que eu não conheça e tenha interesse é um excelente livro, porque me permite obter algo que não tenho: conhecimento.
O desconhecido é de facto um ótimo tema para um livro. Eu procuro muitas vezes o desconhecido nos livros.
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Sinopse:
Irene Bobs adora conduzir depressa. E o marido é o melhor vendedor de carros da zona rural do sudeste da Austrália. Acompanhados por Willie, o seu navegador, embarcam na prova Redex Trial, em 1954, uma dura corrida em volta do continente australiano, por estradas a que poucos carros sobrevivem. Longe de Casa é a nova obra-prima de Peter Carey, uma história intensa e de alta-velocidade. Situado nos anos 50 e traçando um quadro dos tempos do Império – de rainhas e reis e dos seus súbditos, negros e brancos –, este brilhante romance revela os caminhos de uma velha cultura que atravessa a História fazendo rimar amor com dor.

Estive a ler a entrevista de Miguel Esteves Cardoso (MEC) ao Público (P2), no passado domingo.
Há quem não goste, há quem adore, mas o certo é que a maioria das pessoas não lhe fica indiferente.
Eu sou um admirador porque o considero alguém profundamente inteligente. É aquele tipo de pessoa que vale sempre a pena ouvir seja lá qual for o tema.
A conversa anda à volta de muitos temas, mas com os livros, a leitura e a escrita em pano de fundo. Vale muito a pena ler. De registar que este senhor escreve todos os dias, há mais de 10 anos no Público.
Registo uma passagem que achei particularmente apelativa.
“As pessoas têm de ler. Não vejo ninguém a ler. As pessoas não gostam de ler. Gostar de ler é como gostar de respirar. Uma pessoa não passa sem ler. Não é ler com um objectivo. É ler, ler só. Há pessoas que dizem: “Não leio ficção.” Então não sabes o que é o outro!”
Disponível aqui.
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Sinopse:
Sem morte, não há vida. Sem perda, não há amor.
Pouco depois da meia-noite, Mateo e Rufus, dois completos estranhos, recebem a notícia de que vão morrer dentro de 24 horas. Neste último dia que lhes resta, ambos anseiam por fazer um amigo.
A boa notícia é que existe uma aplicação para isso. Chama-se Último Amigo e, através dela, estes dois jovens encontram-se para uma derradeira e intensa aventura: viver toda uma vida num só dia.
Para nos lembrarmos de que todos os dias contam.

Entre entradas e saídas (compras) por estes dias esta é, grosso modo, a minha wishlist. Há aqui alguns títulos que já cá estão há vários meses e que ainda não tive oportunidade de comprar e há outros que vão enriquecendo a lista. Lista essa que nunca está completa. Se entrasse agora numa livraria, passados 15 minutos já tinha a tinha duplicado.
Confesso que de todos os que tenho mais curiosidade são talvez: "Viagens" e "Upheaval".
Aos poucos, entre promoções e OLX vou conseguindo adquirir o que pretendo e vou-os substituindo por outros. É assim a vida de leitor, há sempre mais qualquer coisa para comprar.

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Sinopse:
Partindo desta reflexão, Marco Magrini descreve neste livro como funciona o cérebro humano, estruturando a informação como um livro de instruções de uma máquina de lavar roupa ou de um frigorífico. Para o autor, apesar de o cérebro não ser exatamente uma máquina, todos os seus utilizadores devem conhecer melhor as peças, os mecanismos e as engrenagens biológicas que o fazem funcionar. Por exemplo, saber que não é um órgão estático mas dinâmico, que está em constante transformação, que pode aprender coisas novas ou corrigir hábitos indesejados.
Caracterizado por um leve tom humorístico — evidente no confronto entre cérebro Modelo F® (feminino) e Modelo M® (masculino) —, este livro divulgativo é escrito com um rigor científico que explica com precisão o enorme progresso alcançado pela neurociência no estudo da grande máquina que é o cérebro. Inclui um posfácio do aclamado físico Tomaso Poggio.

Estive de férias na semana passada num local onde ¾ dos presentes eram estrangeiros. Sorrateiramente foi tentando observar que tipo de livro estariam a ler. Eis algumas conclusões:
Não se pode dizer que tenha detetado um grande número de leitores;
James Paterson (em várias línguas) foi o grande vencedor em número de livros detetados. Lee Child, Lars Kepler, Nora Roberts apareceram de seguida.
Em percentagem diria que papel venceu o digital (esses não consegui identificar os autores) por larga margem. Diria que havia um livro digital por cada seis ou sete em papel.
É verdade que estavam em minoria, não identifiquei um único português a ler um livro.
Percentualmente diria que seriam os ingleses os que vi a ler mais (mais do que alemães, espanhóis, franceses, etc).
Enfim, observações de quem não se consegue desligar dos livros!

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Sinopse:
Um thriller vertiginoso onde o assassinato é uma obra de arte.
Passaram-se dezoito meses, mas as cicatrizes deixadas pelos assassínios da Boneca de Trapos ainda não sararam.
A inspectora-chefe Emily Baxter é convocada para uma reunião com dois agentes americanos - a agente especial Elliot Curtis, do FBI, e o agente especial Damien Rouche, da CIA - que lhe mostram fotografias do mais recente homicídio: um cadáver contorcido numa posição familiar, pendurado na ponte de Brooklyn, com a palavra ISCO esculpida no peito.
Mediante a pressão dos meios de comunicação social, Baxter recebe ordens para ajudar na investigação e acaba por ter de visitar outro local de crime, descobrindo a mesma palavra (ISCO) esculpida no peito da vítima e, no peito do assassino, também morto, a palavra «FANTOCHE».
À medida que, nos dois lados do Atlântico, a espectacularidade e crueza dos homicídios aumenta, a equipa tenta desesperadamente apanhar os culpados. A única esperança é descobrir a quem se destina o «ISCO» e como são escolhidos os «FANTOCHES», mas acima de tudo, quem está a puxar as cordas.

Foram conhecidos na semana passada os candidatos finalistas do Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB.
“Um Bailarino na Batalha”, de Hélia Correia
“Ecologia”, de Joana Bértholo
“Um Muro no Meio do Caminho”, de Julieta Monginho
“O Invisível”, de Rui Lage
“Luanda, Lisboa, Paraíso”, de Djaimilia Pereira de Almeida
Confesso o meu quase total desconhecimento em relação a dois dos livros. Tenho em casa apenas “Um Muro no Meio do Caminho”, de Julieta Monginho cuja leitura tem sido adiada.
Fico com a nota para futuras leituras no campo da ficção.
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Sinopse:
Versão moderna de uma educação sentimental, Persona estabelece o confronto entre as exigências do corpo, a normatividade social e o policiamento do Estado durante os anos que precederam a descolonização.
«Persona, enquanto texto literário, é insólito, original, de grande qualidade literária, onde o tema das diferenças vai muito além do meramente sexual. Constitui-se de facto como um pequeno romance na medida em que cada um dos contos tem por herói a personagem de Afonso, apanhada em três momentos-chave da sua vida: aos 12, aos 18 e aos 22 anos. A cada idade corresponde a narrativa de uma forma de iniciação. Três etapas de um caminho em direcção à maturidade marcadas pelos encontros, pelos espaços: a escola, uma viagem ao deserto, a vida de guerreiro. Trata-se de um percurso de crescimento e, apesar da brevidade, os episódios revelam-no como a versão moderna de uma educação sentimental. O herói move-se na alta-burguesia, retrata-lhe os tiques e os podres, o discurso tanto mais elegante quanto escabroso, reproduz a snobeira de um distanciamento muito british.»
(Helena Barbas, Expresso)

Conforme escrevi aqui na semana passada, a questão colocada pelo Ministério dos Livros foi umas das escolhidas para ser apresentada pela Bertrand, numa entrevista, ao escritor Jeffrey Archer aquando da sua passagem por Lisboa e pela Feira do Livro.
Como prémio recebi um exemplar so seu último livro "Contador de História" autorgrafado pelo autor. Agora já não tenho qualquer desculpa para que Jeffrey Archer continue a ser um dos autores que nunca li!
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Sinopse:
Greta Thunberg falou claro quando discursou para os líderes mundiais e iniciou a sua luta contra as alterações climáticas, defendendo que «ninguém é demasiado pequeno para fazer a diferença».
A greve à escola pelo clima levada a cabo por uma estudante adolescente em frente do Parlamento sueco tornou-se uma mensagem global que inspirou centenas de milhares de jovens de todo o mundo a seguir o seu exemplo no âmbito dos #fridaysforfuture.
Greta iniciou uma revolução que parece destinada a não parar, uma batalha travada em prol de um futuro sonegado às novas gerações ao ritmo vertiginoso de 100 milhões de barris de petróleo consumidos diariamente.
A Nossa Casa Está a Arder é a história de Greta, dos seus pais e de Beata, sua irmã, que, como ela, sofre de perturbações do espetro autista. É o relato de como uma família sueca decidiu confrontar -se com uma crise iminente que afeta o nosso planeta.
É uma tomada de consciência de que é urgente agir agora, quando nove milhões de pessoas morrem anualmente por causa da poluição. É um grito de socorro de uma rapariga que convenceu a própria família a mudar de vida e que agora procura convencer o mundo inteiro a fazer o mesmo.

Digam lá que não cheia a paz a tranquilidade?
Não há médico que prescreva isto, mas eu tomava de bom grado uma dose cavalar deste medicamento.
Bom fim de semana!

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Da mesma autora do "Cuquedo", livro muito apreciado cá em casa.
Sinopse:
Certa noite, dormia a Lua profundamente, o gato Malhado foi surpreendido por um estrondo vindo do fundo do quintal. O cão Patudo também acordou e pôs-se a ladrar feito um louco desvairado. Alguma coisa tinha caído ali, mesmo no meio do jardim da D. Alzira.
Cão e gato deparavamse agora com um dilema antigo: mostrar um ao outro qual o melhor dos dois, ou juntos, unindo patas, descobrir o invasor que caíra do céu.

Esta era uma leitura adiada há já vários meses, à espera de uma tradução em português que não chegou. “Bad Blood” de John Carreyrou sobre a ascensão e queda a empresa americana Theranos. Foi considerado um dos melhores livros do ano em 2018 e foi também uma das recomendações de Bill Gates.

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Sinopse:
Este livro narra a história da Europa e dos europeus a partir do seu legado genético, da primeira onda de migração que povoou o continente até aos dias de hoje. Seguindo as pistas deixadas pelo seu ADN e viajando por locais de interesse arqueológico por toda a Europa, a autora traça o nosso passado comum da atualidade até à Pré-História.
Bojs visitou vários países para conhecer geneticistas, historiadores e arqueólogos eminentes, acabando por descobrir que os seus (e os nossos) genes contam uma história fascinante, que espelha e acompanha a história da Europa. Esta narrativa científica e de viagem, na primeira pessoa, vai muito além da genealogia pessoal da autora: explora a história escondida nos nossos genes e revela a história partilhada dos povos europeus.

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Foi uma leitura de dois dias, sem pressa e não foi uma leitura planeada.
Quando fui de férias na semana passada sabia que “A Viúva Negra” deveria ser suficiente para me ocupar os dias, mas de qualquer forma decidi levar mais um livro pequeno para o caso de ficar sem nada para ler.
No “caixote” de livros que comprei em maio estava este livro “A morte de Ivan Ilitch” de Tolstoi, um livro pequeno que há vários atrás uma pessoa amiga me recomendou e que eu nunca comprei.
Apesar de não ter sido necessário nas férias, no sábado ia arrumá-lo, mas antes disso pus-me a ler o prefácio de António Lobo Antunes e pensei, bom com este prefácio, vou mesmo ter de ler o livro (entre outras coisas Lobo Antunes refere que se trata de uma das maiores obras-primas do espírito humano).
Pois bem, o livro é sem dúvida de “um grande” da literatura mundial, e, sendo um livro pequeno, é efetivamente uma breve, mas muito bem conseguida história sobre a vida (e a morte), o sentido que lhe dados, e não damos, e sobre o que realmente importa. Intemporal.
É um mini-clássico mas pertence aos clássicos. Excelente leitura.
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Sinopse:
Na viragem do século XIX, Olga vive com a avó numa aldeia a leste do império alemão. Órfã e habituada a uma vida dura, tem no inquieto Herbert o seu único companheiro de brincadeiras. Herbert é oriundo de uma família abastada e tem o seu futuro planeado há muito; nele não se inclui uma mulher sem berço e sem meios. No entanto, os dois apaixonam-se e resistem, alimentando a ligação em encontros secretos e desesperados. Até que Herbert decide tomar as rédeas do seu destino num ato de insubordinação que, mais uma vez, não inclui Olga. Vítima da febre expansionista alemã, o jovem decide partir à aventura - primeiro em África e depois numa expedição ao Pólo Norte, da qual não regressará. O tempo passa, mas Olga nunca para de escrever a Herbert, no Ártico, vertendo sobre o papel o seu amor e a sua fúria pelo sacrifício feito em nome da pátria.
Anos mais tarde, Olga conta a sua história. É a história de uma mulher forte, apaixonada e em colisão com os preconceitos do seu tempo.
Com a nostalgia e a mestria que lhe são características, Bernhard Schlink fala-nos da alma alemã e das vicissitudes de um amor interrompido pela ambição de uma nação. E apresenta-nos a Olga, uma figura literária inesquecível.
Mais uma vez Bill Gates fez uma seleção de livros para o verão. São 5 sugestões, e desta vez até há um que eu já li, “Um Gentleman em Moscovo” de Amor Towles.
Dos outros 4 destaco Upheaval de Jared Diamond. Fiquei muita curiosidade.
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Sinopse:
“Pensar na morte é a melhor maneira de dar valor à vida. O tempo que perdemos a fazer coisas que não são prazeres nem nos ensinam nada é um terrível desperdício. O melhor, para dar valor à vida, é fingir e imaginar que se morre todos os dias. É fácil. Estarmos cá, vivos e conscientes, é uma estranha excepção, que vai a favor de todos os que morreram e nunca mais voltaram.”

Conforme previsto foi concluído, e confesso que me custa dize-lo, em quatro dias o livro de Daniel Silva “A Viúva Negra”. Custa-me porque é mais ou menos com comer alguma coisa que adoramos, quando começa a chegar ao fim já estou a salivar porque vai acabar...
Já aqui escrevi que tenho muitas dificuldades em hierarquizar, em termos de qualidade, os livros de Daniel Silva. Existe um ou outro que estão ligeiramente abaixo das (minhas) expetativas, mas de resto todos são de grande qualidade.
Apesar sido, não tenho dificuldade em afirmar que “A Viúva Negra” estará no Top 3 dos melhores. É um grande livro. Com todos os ingredientes que Daniel Silva nos habituou, um excelente enredo e ao mesmo tempo sem um final de hollywoodesco, em termos de ação (coisa que me agrada muito), mas ao mesmo tempo com uma particularidade: se o autor quisesse terminar a série Allon neste livro poderia tê-lo feito em beleza (e mais não escrevo para não ser spoiler.
Daniel Silva é um autor que eu consigo imaginar a reunir, a compilar, a detalhar informação antes de começar a escrever. As suas obras são um regalo absoluto em termos de lazer e de aprendizagem para quem gosto do tema espionagem, não numa versão James Bond mas numa versão mais terra a terra.
Já não tenho elogios para Daniel Silva. Gostaria muito de o conhecer pessoalmente para lhe dar um aperto de mão e poder transmitir o quando admiro o trabalho que faz.
Haverá um dia em que Gabriel Allon ser vai reformar, mas espero que esse dia ainda venha longe. Para já faltam-me dois livros para estar em dia com as suas história, ou três, se contarmos já com o novo livro que sai no próximo mês.
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Sinopse:
O plástico está a causar danos irreversíveis no ambiente. Chegou o momento de passarmos à ação.
Diga não ao plástico demonstra que reduzir o uso de plástico no dia a dia não implica uma alteração radical do nosso estilo de vida. Pequenos gestos podem fazer toda a diferença.
Aqui vai encontrar 101 ideias simples para diminuir drasticamente o consumo de plástico: alternativas sem custos adicionais, produtos disponíveis em todas as lojas e soluções que pode criar pessoalmente em casa.
Dê um primeiro passo, o planeta agradece.

Estamos a entrar nas férias de verão e vão surgindo sugestões e leituras recomendadas para este período.
A Penguin Random House tem-me enviado várias sugestões, por temas. Um dos que me cativou mais foi o tema “Ciência” onde praticamente todos os livros apresentados tem algo de bastante cativante.
Deixo o link abaixo para quem possa tem interesse em explorar mais o tema. Todos os livros permitem “dar uma espreitadela no conteúdo”.
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Sinopse:
Num país onde não havia bananas, ao terceiro dia do Ramadão, a aldeia deparou-se, ao acordar, com nove caixas de bananas, cada qual contendo a cabeça degolada de um dos seus filhos. Uma delas pertencia a um dos homens mais procurados do Iraque, conhecido pelos seus amigos como Ibrahim, o Predestinado.
Como teria este homem bom e humilde conquistado a inimizade de tantos?
O que fizera ele para merecer tal morte?
A resposta reside na amizade que partilhou a vida inteira com Abdullah Kafka e com Tariq, o Deslumbrado, cada qual com as suas próprias histórias incríveis para contar. Reside também nos campos de batalha devastados pela Guerra do Golfo. Reside no amor inabalável da sua mulher e no escárnio dilacerante da sua filha.
E, acima de tudo, reside nos portões trancados dos Jardins do Presidente, enterrada com as incontáveis vítimas de um reinado impiedoso de terror.

Uma “banca” de livros é sempre uma banca de livros. Numa livraria, num hipermercado, numa feira, seja lá onde for. Um monte de livros ali ao dispor. Entre muitos que já conhecia há sempre um ou outro que ainda não tinha analisado, ou folheado. Uma potencial surpresa que aparece, uma inesperada desilusão que ganha forma, sempre depois de passar os olhos por meia dúzia de páginas.
Essa é uma das vantagens das férias. Há mais tempo para ficar ali a conhecer livros.
Na semana passada esteve em Lisboa o autor Jeffrey Archer no âmbito do lançamento do seu novo livro “Contador de Histórias.”
A propósito da sua vinda a Bertrand lançou um desafio para identificação de algumas questões a colocar ao autor.
O Ministério dos Livros viu a sua questão ser selecionada. A questão foi: Se tivesse de recomendar algum livro para alguém que nunca leu nada da sua obra?
A questão foi verdadeiramente honesta já que este leitor nunca leu nada do autor em causa. É mais um daqueles que já passou muitas vezes pelas intenções, mas nunca foi concretizado.
Fica o registo para, desta vez, não adiar mais a experiência de ler um livro do autor. E acho que nem vou precisar de o comprar (depois explico).
Podem ler mais sobre as questões num post do blog da Bertrand "Somos Livros."
Sinopse:
Já ouviu as rubricas radiofónicas de Ricardo Araújo Pereiras nas manhãs da Rádio Comercial, no trânsito ou no comboio a caminho do trabalho; já as encontrou nas redes sociais e partilhou com mais alguns amigos; e agora já as pode ler e guardar em formato de livro.
Depois de vender mais de 50 mil exemplares com as versões em livro das séries Ribeiro e Miranda, chegou a vez da Série Lobato, uma das mais queridas do público, que contém gatos fofinhos, jedis de Fafe e seres mitológicos metade peixe/metade mulher que são escamados impiedosamente.
«Eu: Bom, esteve-se ali um bocadinho a contemplar nalgas bem contempladas, houve malta que tirou fotografias, e o Rocha todo contente, porque ele é que tinha descoberto as nalgas. Nisto, a senhora acaba de urinar, levanta-se e o Rocha percebe que é a mulher dele. E diz o Rocha: ‘Eh, mas o que é isto? Parece que nunca viram umas nalgas. Mas que é isto? Tudo de roda das nalgas da minha esposa?’ E diz o Zé Carlos: ‘Ó Rocha, a tua esposa é que veio urinar em património mundial. Uma pessoa vem ver património, leva com as nalgas da tua esposa. Eu sou muito sincero: eu vim mais pelo património.’
Pedro: E depois? O que é que se passou?
Eu: Depois, o Zé Carlos perguntou: ‘Olha lá, ó Rocha, como é que tu não viste logo que eram as nalgas da tua esposa? Não conheces as nalgas da tua esposa?’ E o Rocha: ‘Eh pá, eu já não as via há muito tempo. Nos primeiros anos do casamento via-as todos os dias, mas depois o contacto vai-se perdendo, é como tudo. Há mais de 20 anos que não as via.’ E diz o Zé Carlos: ‘Por isso é que eu defendo há muito tempo que devia haver um Facebook de nalgas. Nalgas que a gente não vê há muito tempo, vai à procura delas no Facebook e sempre mantém algum contacto com nalgas antigas. E organiza-se um jantar, e tal. Nada disto acontecia se tu fosses amigo das nalgas da tua mulher no Facebook.’
Vanda: Então mas isto é que é uma história enriquecedora em termos humanos?
Eu: Então, tem turismo, tem ideias para novas tecnologias, tem nalgas. O que é que se quer mais? As pessoas, às vezes, também gostam de chatear por chatear.»
Mais informação sobre o livros aqui.

Maio já lá vai há muito mas foi provavelmente o mês em que comprei mais livros desde sempre. Ainda não contabilizei todos, mas no total foram cerca de 50. Para este número contam alguns pedidos concretos da cara metade, livros do mais pequeno, algumas novidades que identifiquei acima e um lote de livros avulso e um caixote de livros (literalmente). O lote foi comprado, a um excelente preço, porque dele faziam parte dois livros que não tinha na minha biblioteca, nomeadamente “A Sibila” de Agustina Bessa Luis e “Manual dos Inquisidores”. Com estes vieram mais 10 ou 11. E depois foi a compra do “caixote de livros”. Confesso que não fiz muita questão de saber todo o seu conteúdo porque pelo preço que estava os livros que estavam por cima já justificavam o investimento: “Livro do Desassossego” de Fernando pessoa e “Pai Nosso” de Clara Ferreira Alves. Dentro do caixote vinham mais cerca de 30 livros, a maioria com interesse.
No que diz respeito às novidades destaco, “As Origens de Tudo”, “O Despertar da Eurásia”, “Bad Blood” e “Pedra de Afiar Livros”, este, entretanto, já lido. Nota ainda para “O Caminho Imperfeito” de José Luís Peixoto que já andava a perseguir há muito tempo
Enfim, comprar com fartura embora o tempo para ler seja o mesmo... ou até menos...
Sinopse:
Depois do sucesso de Fogo e Fúria, Wolff dedica-se ao segundo ano de Trump no poder, e o relato é igualmente essencial e explosivo, espelhando uma presidência debaixo de fogo cruzado.
Não sendo já refreado por conselheiros experientes, está mais impulsivo e volátil do que nunca. Mas nada pode travar a marcha da justiça: vários procuradores federais estão a esmiuçar os seus negócios, e muita gente do meio político – inclusive alguns membros da sua administração – está a virar-se contra ele.
Entretanto, Trump não duvida da sua invencibilidade, o que só o torna mais suscetível e vulnerável.
Este brilhante relato em primeira mão apresenta um retrato alarmante e inesquecível de um presidente sem igual. Rodeado de inimigos e cego para os perigos que o ameaçam, Trump é um inferno tempestuoso e autodestrutivo – e o líder mais fraturante da história dos Estados Unidos.
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Não há muito a dizer. É tradição de férias. Daniel Silva tem de estar presente.
Por ordem sequencial "A Viúva Negra" é o título que se segue e está em curo desde ontem Não sei se consigo acabar até ao final da semana, mas por falta de interesse não será certamente. Em cursi e a bom ritmo.
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Sinopse:
Em fevereiro do ano 2000, Richard Zimler desloca-se à Austrália para participar no Encontro de Escritores de Perth. Aí, conhece Sana, uma bailarina brasileira que lhe diz que o seu livro O Último Cabalista de Lisboa influenciou profundamente a sua vida. Um dia depois, o inesperado acontece: a mulher suicida-se, atirando-se da janela do hotel em que ambos estão hospedados.
Zimler torna-se então personagem do seu romance e, simultaneamente, investigador e narrador. As suas buscas levá-lo-ão a Paris, onde conhece Helena, amiga de infância de Sana. Porém, à medida que vai desenrolando o fio da vida de ambas – que começa em Haifa, numa época em que a convivência pacífica entre uma palestiniana e uma judia era ainda possível –, vê-se envolvido numa teia de ilusões, crueldade e vingança que culminará no 11 de Setembro de 2001.
Um livro surpreendente e corajoso que é, sem dúvida, um ponto alto na obra de Richard Zimler.

Foi concluído ontem, já em férias, o livro “Less” de Andrew Sean Greer. Demorou mais do que o previsto mas já foi.
A razão da demora é muito simples e clara: o livro não me cativou como estava à espera. A razão? não sei ao certo. Eu conhecia de antemão a história mas estava à espera de algo diferente, em particular mais cómico (porque esse é um dos argumentos de venda do livro).
Toda a história anda à volta de Arthur Less um escritor homosssexual a chegar aos cinquenta e sem rumo definido. O livro conta as suas peripécias numa viagem pelo mundo depois de uma espécie de desgosto amoroso.
A linguagem utilizada pelo autor é por vezes confusa, embora perceba que muitas vezes tal serve para dar dimensão ao personagem.
Acredito que possa não ter sido o momento indicado para ler o livro (muito cansaço), acredito que possa não ter captado toda a essência (forte possibilidade), acredito que talvez fosse diferente ler o livro em inglês, enfim.
Não recomendo nem deixo de recomendar o livro. Na verdade, até gostaria de ouvir outras opiniões, porque se calhar o problema até foi meu e não do livro. Mas o facto é que não posso dizer que gostei muito. Vale o que vale porque para todos os efeitos o livro venceu o Pulitzer.

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Sinopse:
Nesta viagem, Paul Theroux parte do Cairo rumo à Cidade do Cabo. Viajando através do mato e do deserto, descendo rios, atravessando lagos e países (Egito, Sudão, Etiópia, Quénia, Uganda, Tanzânia, Malawi, Moçambique, Zimbabué e África do Sul), visita algumas das mais deslumbrantes paisagens da Terra - e algumas das mais perigosas, também.
É uma viagem de descoberta e redescoberta - do desconhecido, do inesperado, mas também de pessoas e lugares que ele conhecera 40 anos antes, enquanto professor jovem e otimista.

Há uns anos atrás, aquando da mudança de casa dos meus pais, deitei fora a esmagadora maioria da minha tralha de criança e embora não intencional, pensava que no lote tinham ido os meus livros e cadernos da primária. Na altura não me preocupei muito com isso, mas hoje com um pequeno que às vezes já questiona o que o pai fazia na escola e que livros tinha, já me tinha arrependido de não ter tido mais cuidado com o que deitei fora.
Um dia destes a minha mãe informou-me que havia lá em casa uma caixa com coisas minhas e ao vasculhar encontrou muitos dos meus livros dos primeiros quatro anos de escola, onde estava este também: o meu livro favorito da 1ª classe "Meio Físico e Social". Era o meu livro favorito porque achava que era o que tinhas mais coisas para me ensinar. Ainda hoje é um dos critérios para apreciar um livro e agrada-me muito o facto de poder vir a partilhá-lo com o meu filho!
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Sinopse:
Romance lírico, irónico, cruel, cirúrgico e profético, Serotonina é uma radiografia do futuro que nos espera, atravessada pelo olhar sempre provocador de Michel Houellebecq.
Florent-Claude Labrouste tem quarenta e seis anos, é funcionário do Ministério da Agricultura e detesta o seu nome. Divide o apartamento na periferia de Paris com Yuzu, a namorada japonesa, muitos anos mais jovem. Cínico, profundamente desesperançado e intimamente só, tudo lhe parece insuportável: a França está à beira do precipício, a Europa ameaça ruir, a sua vida é um beco sem saída.
A descoberta de uns vídeos comprometedores da namorada, que ele planeava há muito abandonar, leva-o a despedir-se de muito mais: deixa o emprego, a namorada e a casa, e aluga um quarto de hotel. Dedica os dias a divagar e deambular pelos bares, restaurantes e lojas da cidade. E descobre Captorix, um antidepressivo que liberta serotonina e lhe devolve a possibilidade de aguentar o dia-a-dia mas lhe rouba aquilo que poucos homens estariam dispostos a perder.
Aproveita a ruptura radical para rememorar o passado: as aspirações e ideais de jovem agrónomo; as relações amorosas, de fim desastroso; a nostalgia de um amor perdido; e o reencontro com um velho amigo aristocrata, que o ensina a manusear uma espingarda. Entre passado e futuro, é-lhe forçoso contemplar, com uma feroz acidez, um mundo sem bondade, desumanizado, atingido por mutações irreversíveis.
Com Serotonina, romance-profecia de um futuro pouco perfeito, Houellebecq reafirma-se uma vez mais como um cronista impiedoso da decadência da sociedade ocidental, um escritor indómito, incómodo e por isso imprescindível.
Mais sobre o livro aqui
Sinopse:
A promessa é de Joana Marques, humorista, locutora de rádio, guionista, e desiludida com livros de auto-ajuda. Por isso resolveu escrever um livro de anti-ajuda. Sim, leu bem, tem entre mãos o primeiro (e provavelmente o último) livro de anti-ajuda do mundo.
Ao longo destas páginas vai encontrar conselhos muito úteis para pensar positivo em todas as situações (sim, até na Loja do Cidadão quando faltam 167 senhas), ideias peregrinas para cultivar a sabedoria, a auto-estima, o amor-próprio (e tudo o mais que queira cultivar, quem sabe uma horta caseira…). E vai ainda descobrir o seu eu interior, sem precisar de gastar dinheiro numa viagem à Índia. Comece por procurar por entre as almofadas do sofá. É onde tudo se encontra, do comando de televisão ao verdadeiro eu!
Este livro vai dizer-lhe a verdade. E a verdade é como as vacinas: na maioria das vezes dói. Por isso prepare-se para o pior, e não invente agora uma desculpa de última hora, como a malta new age anti-vacinas, que leu num fórum do Yahoo que elas provocam autismo.

No passado fim de semana este Leitor foi à Feira do Livro em família. Um passeio para comprar livros, pedir alguns autógrafos e... balões.
Toda a gente trouxe livros, sendo que foi o mais pequeno o campeão das compras com 4 livros, que já foram todos dissecados nos dias que passaram ao deitar.
Gosto da forma como está hoje a Feira nomeadamente o desenvolvimento da parte de lazer e gastronomia. Tornou-se um espaço extremamente apelativo. E um espaço onde sabe bem ir e ficar. Gosto, gosto mesmo muito. Aliás toda a família gosta.
Sinopse:
Resolver quebra-cabeças é satisfatório, e, no entanto, continuamos a sentir-nos fascinados pelos mistérios: o enigma que pode ter uma solução, o segredo que pode ser revelado, a lenda que tem um fundo de verdade.
Neste livro estão reunidos mistérios clássicos que atravessaram o tempo e o espaço, escolhidos pela sua natureza enigmática e duradoura, desde quebra-cabeças antigos enterrados na areia às estranhas manifestações nos céus dos tempos modernos.
Maravilhosamente ilustrado, o Mistérios por Resolver contém ainda mais de 120 fotografias, quadros, ilustrações e mapas.
Mais sobre o livro aqui.

Pode até parecer um pouco exagerada, mas na sua essência esta frase é muito verdadeira. Se todos lermos o mesmo corremos o risco de perda da diversidade de conhecimento e opinião. Não é ler diferente para se ser diferente. Ás vezes até pode ser ler diferente para garantir que estamos a pensar bem quando estamos a pensar igual aos outros.
Ler diferente pode ser uma forma de percebermos que estávamos errados ou a confirmação de que estávamos certos.

Sinopse:
Sir David Attenborough, lenda viva e apresentador da série da BBC Planeta Terra, conta-nos nas suas próprias palavras a história dos primórdios da sua carreira como naturalista e personalidade televisiva.
Em 1954, David Attenborough, um jovem apresentador de televisão, foi presenteado com uma oportunidade única: viajar pelo mundo em busca de animais raros e desconhecidos para a coleção do Jardim Zoológico de Londres, e filmar a expedição para um novo programa da BBC intitulado Zoo Quest. Esta é a história dessas viagens.
Escrito com a sagacidade e o charme característicos de David Attenborough, este livro não é apenas a história de uma aventura notável. É a história do homem que nos fez apaixonar pelo mundo natural e nos ensinou a importância de o proteger, e que ainda hoje o faz.

Um dos melhores critérios que tenho para avaliar a qualidade de um livro, regra geral, no âmbito da não ficção, mas não exclusivamente, é o número de vezes que consigo dizer “nunca tinha visto este tema nesta perspetiva”, “nunca me teria lembrado disto”, ou ainda “ok, então é por esse motivo que isto acontece”.
Para mim, há poucas coisas mais gratificantes num livro do que a aprendizagem que completa um vazio que tinha de conhecimento, ou que chocalha por completo uma ideia pré-concebida sobre um tema. É mais ou menos como uma criança que abre aquele presente que mais queria na noite de Natal.
Mais sobre o livro aqui
Sinopse:
Numa pequena comunidade do Sul dos Estados Unidos, os habitantes reúnem-se periodicamente na praça central da povoação para a extração da Lotaria. Todos estão obrigados a participar. Um burburinho nervoso levanta-se entre a multidão à medida que os representantes de cada família retiram o pequeno papel dobrado da caixa de madeira preta. Na hora de o abrir, sabem que o seu destino estará selado…
Considerado hoje um dos contos mais famosos da história da literatura norte-americana, A Lotaria motivou uma surpreendente reação do público aquando da sua primeira publicação na New Yorker, em 1949, com muitos leitores a tomarem a história por verdadeira e a cancelarem a sua assinatura da revista ou a escreverem cartas de indignação dirigidas à autora.
Mais tarde inserido no único volume de contos publicado por Shirley Jackson ainda em vida, este constitui um dos maiores exemplos do génio versátil da autora, considerada igualmente uma mestre neste género.

Este post destina-se a quem ainda não se fartou do tema Trump. Eu confesso que já estou cansado, mas não renego a possibilidade voltar a ler sobre o tema.
Para quem ainda mantenha interesse ficam duas sugestões:
- O novo livro de Michel Wolff, “Trump: Debaixo de fogo”, uma continuação de “Fogo e Fúria”, dedicado ao segundo ano de presidência. Mais informação sobre o livro aqui.
- O Relatório Muller sobre a investigação a uma alegada interferência russa nas eleições norte americanas e à eventual tentativa de obstrução da justiça por parte do presidente (ainda continua a soar esquisito) Trump. Está disponível para download aqui e pode ser adquirido em livro. Esta semana os dois primeiros lugares de vendas do New York Times na área de “Paperback Nonfiction” são ocupados por dois livros associados ao relatório (ver aqui).
Sinopse:
Quando Edwin Hubble olhou pelo seu telescópio na década de 1920, ficou chocado ao descobrir que quase todas as galáxias que conseguia ver através dele estavam a afastar-se umas das outras. Se essas galáxias tivessem viajado sempre, raciocinou ele, deviam ter estado, em algum momento, umas em cima das outras.
Essa descoberta transformou o debate sobre uma das questões mais fundamentais da existência humana: como começou o universo?
Cada sociedade tem histórias sobre a origem do cosmos e dos seus habitantes, mas agora, com a possibilidade de perscrutar o universo inicial e usar os conhecimentos adquiridos graças à arqueologia, à geologia, à biologia evolutiva e à cosmologia, estamos mais perto do que nunca de entender de onde veio tudo.
A Origem de (Quase) Tudo oferece uma história única do passado, presente e futuro do nosso universo, desde o início da vida na Terra à conquista do espaço.
Mais sobre o livro aqui.

Ontem deixou-nos Agustina Bessa Luís, um dos grandes nomes da literatura portuguesa.
No meu tempo de escola estava obrigado a ler a Sibila. Não li. Ou melhor, li meia dúzia de páginas e um resumo. Não gostei do livro, achei que era chato e maçudo. Mas tinha apenas 16 anos.
Muitos anos passaram e na semana passada comprei um lote de livro no OLX (falarei disso oportunamente) precisamente por causa da Sibila que não tinha na minha biblioteca e de alguma tempo a esta parte tinha sentido vontade de voltar a ler. Quando cheguei a casa sentei-me e li as primeiras páginas. Percebi o porquê de não ter gostado do livro aos 16 e também o porquê de muito provavelmente vir a gostar aos quarenta e tal. É uma curiosidade minha: a natural alteração da perceção de um livro mais de 20 após a primeira leitura.
A morte de um autor não deve ser o motivo para o lermos mais, ou para lhe darmos mais reconhecimento. No meu caso foi uma coincidência. A Sibila já estava destinada a ser uma leitura a breve prazo. E assim será.