terça-feira, 4 de junho de 2019

Eu vou (re)ler a Sibila de Agustina

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Ontem deixou-nos Agustina Bessa Luís, um dos grandes nomes da literatura portuguesa.


No meu tempo de escola estava obrigado a ler a Sibila. Não li. Ou melhor, li meia dúzia de páginas e um resumo. Não gostei do livro, achei que era chato e maçudo. Mas tinha apenas 16 anos.


Muitos anos passaram e na semana passada comprei um lote de livro no OLX (falarei disso oportunamente) precisamente por causa da Sibila que não tinha na minha biblioteca e de alguma tempo a esta parte tinha sentido vontade de voltar a ler. Quando cheguei a casa sentei-me e li as primeiras páginas. Percebi o porquê de não ter gostado do livro aos 16 e também o porquê de muito provavelmente vir a gostar aos quarenta e tal. É uma curiosidade minha: a natural alteração da perceção de um livro mais de 20 após a primeira leitura.


A morte de um autor não deve ser o motivo para o lermos mais, ou para lhe darmos mais reconhecimento. No meu caso foi uma coincidência. A Sibila já estava destinada a ser uma leitura a breve prazo. E assim será.

2 comentários:

  1. Vergonhosamente, ainda não li Agustina. Tenho em casa "Os meninos de ouro " há anos, mas a minha relutância com os nossos contemporâneos (com quem tenho feito as pazes) não me permitiu conhecê-la. Será a minha homenagem, infelizmente póstuma.

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  2. Boas coincidências. Os anos transformam-nos e transformam a forma como lemos um livro. O risco de se obrigar a ler Agustina quando se é ainda uma criança ou uma jovem, pode matar o escritor! Almerinda

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