
Talvez seja preciso gostar muito de livros e de batatas fritas (simultaneamente) para compreender a fundo esta frase.
Conseguem comer só uma batata frita? pois... é mesmo isso...

Talvez seja preciso gostar muito de livros e de batatas fritas (simultaneamente) para compreender a fundo esta frase.
Conseguem comer só uma batata frita? pois... é mesmo isso...

Sinopse:
Os meninos da Camorra conquistaram o poder, mas sozinhos não conseguem comandar.
Para minar as velhas famílias da Camorra e dominar o centro histórico, para não passarem de predadores a presas, os meninos devem permanecer unidos - o que é tudo menos fácil, pois cada um persegue a sua missão. Estará para estalar uma nova guerra?
Na sequela de Os Meninos da camorra, Roberto Saviano recupera os jovens destes dias ferozes, nascidos numa terra de assassinos e assassinados, desiludidos por promessas de um mundo que nada dá e tudo tira.

Uma semana depois de “O Presidente Desapareceu”, terminei a segunda leitura do mês “Medo – Trump na Casa Branca” de Bob Woodward.
Tenho de admitir que foi uma leitura arrastada, pelo menos na parte final.
Na minha apreciação ao livro tenho de fazer uma distinção: uma coisa é a qualidade do livro, inquestionável, outra coisa é a minha satisfação com a sua leitura, essa de menor calibre.
Este é o terceiro ou quarto livro que leio de Bob Woodward, e como sempre aconteceu nas obras anteriores, o livro é um trabalho jornalístico de investigação notável. Completo, claro e revelador. O problema é o tema: Trump. Estou cansado de Trump.
No ano passado li o livro “Fogo e Fúria” e embora os conteúdos sejam diferentes em termos de matéria, na sua essência são idênticos: Trump é um idiota e um mentiroso, que por acaso se torou no Presidente do ainda mais poderoso país do mundo.
Muito do que Woodward refere sobre Trump não é desconhecido nem é uma novidade absoluta, mas é mais contextualizado, e, em bom rigor, não parece que estamos perante o Presidente dos EUA, mas antes de um adolescente, impertinente e arrogante. Vai ser muito difícil explicar ao meu filho este período da história e como foi possível ser um tipo como este na liderança dos EUA.
Como disse no início arrastei a leitura do livro, a custo, porque estava cansado do tema. Em muitos momentos o tema, Trump, é mau de mais para ser verdade e cada página é mais do mesmo.
Enquanto documento de investigação é um livro excelente, mas no que diz respeito ao tema já cansa. Devia ter lido o livro logo que o comprei. Talvez tivesse apreciado de outra forma.
De qualquer forma recomendo a leitura, mas com paciência porque já temos demasiado Trump todos os dias. E ainda na semana passada foi divulgado o resultado de uma parte importante do livro, o relatório Muller sobre a investigação feita à alegada interferência russa nas eleições presidenciais americanas.

Sinopse:
Louis Creed, jovem médico de Chicago, acredita que encontrou o seu lugar naquela pequena cidade do Maine. Uma boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos. Num dos primeiros passeios para explorar a região, descobre um cemitério de animais de estimação no bosque próximo da sua casa, ao qual se vê obrigado a recorrer depois de o seu gato ter sido morto por um camião num trágico acidente. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram os seus animais de estimação.
Para além dos pequenos túmulos, onde uma caligrafia infantil regista o primeiro contato com a morte, há um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai as pessoas com promessas sedutoras. Um universo dominado por forças estranhas, capazes de tornar realidade o que sempre pareceu impossível.
A princípio, Louis diverte-se com as histórias fantasmagóricas de Crandall, o vizinho de 80 anos. No entanto, aos poucos, começa a perceber que o poder da sua ciência tem limites.

Alegadamente, segundo a maioria dos registos, o primeiro livro escrito com recurso à utilização da máquina de escrever foi "As aventuras de Tom Sawyer" de Mark Twain, no entanto há quem diga que foi publicidade enganosa do próprio Twain.

Sinopse:
Quando se trata das provações e triunfos da jornada até à idade adulta, a jornalista e ex-colunista do Sunday Times, Dolly Alderton, já viu e experimentou de tudo. Ela descreve-nos vividamente o processo por que passamos quando nos apaixonamos, a luta contra a autossabotagem, a procura de um emprego, o que é dar uma festa desastrosa cuja temática é o Rod Stewart, apanhar uma bebedeira, levar com os pés, perceber que o Ivan da loja da esquina é o único homem com o qual sempre pudemos contar, e descobrir que as nossas amigas estão sempre lá, no fim de cada noite de desgraça. Este é um livro sobre encontros para esquecer, boas amigas e - acima de tudo - sobre sabermos reconhecer que somos suficientes.
Dolly Alderton sobreviveu (à tangente) aos seus Vintes e, em Tudo o Que Sei Sobre o Amor, apresenta-nos uma descrição impávida dos encontros catastróficos e dos apartamentos miseráveis, dos desgostos de amor e das humilhações e, o mais importante, das inquebráveis amizades femininas que a ajudaram a aguentar-se. Cheio de humor, coração e perspicácia, este é um livro para dar a todas as mulheres que já passaram por lá ou que estão prestes a dar o primeiro passo rumo ao resto da sua vida.

Foram conhecidos esta semana os vencedores da 3ª edição do Prémio Livro do Ano Bertrand.
O prémio resulta da votação de 22 mil leitores e livreiros.
A saber, os vencedores:
- Melhor Livro de Ficção de Autores Estrangeiros: O Tatuador de Auschwitz, de Heather Morris;
- Melhor Livro de Ficção Lusófona: A Amante do Governador, de José Rodrigues dos Santos;
- Melhor Livro de Poesia: Nómada, de João Luís Barreto Guimarães
- Melhor Reedição de Obras Essenciais: A Leste do Paraíso, de John Steinbeck
Devo confessar que não li nenhuma das obras, embora tenha em casa O Tatuador de Auschwitz. Pelo menos este quero ver se o incluo na lista para o segundo semestre de 2019.

Sinopse:
O emir da Al-Qaeda andava a monte há meses. Quando finalmente o localizaram, os SEALs atacaram de surpresa. Em pleno assalto, Leif Babin viu um dos terroristas a escapar-se. Começou a persegui lo e de repente viu-se sozinho, longe do pelotão, cercado por guerrilheiros. "As palavras do comandante da unidade, Jocko Willink, ecoaram na minha cabeça: Relaxa. Olha em volta. Toma uma decisão." Leif Babin tomou a decisão certa e conseguiu escapar ileso.
Já nos EUA, ele e Jocko Willink fundaram a Echelon Front - uma consultora que transpôs, com enorme sucesso, os princípios de liderança dos Navy SEALs para o contexto empresarial. Os dois oficiais tinham-se destacado ao comando da SEAL Três, a unidade de elite mais condecorada da Guerra do Iraque, que cumprira a missão impossível de vencer a Batalha de Ramadi. E perceberam que as lições aprendidas num dos mais violentos cenários de guerra podiam ser postas em prática em qualquer empresa ou organização.
O trabalho que desenvolveram como consultores civis foi entretanto condensado neste livro. Cada capítulo apresenta um exemplo prático vivido no campo de batalha, a explicação do princípio de liderança usado e como aplicar esse princípio ao universo empresarial.
Se há algo que explica o extraordinário sucesso deste livro é o conceito que lhe dá o título: Responsabilização Total - estar à altura das responsabilidades.

Entre entradas e saídas, devido a compras ou substituição de prioridades, esta é, assim por alto, a minha wishlist à data.
Há de tudo, para todos os gostos, e acima de tudo há muito dinheiro para gastar.
Se por um lado ter um wishlist grande e não a poder comprar toda tem o seu quê de triste, para mim tem também o outro lado, o do objetivo, o de trabalhar para ir adquirindo mais um e outro. É sempre um desafio.
Por estes dias, vou tentando não me dispersar nas compras, e entre OLX e livrarias vou procurando comprar preferencialmente o que tenho pensado, com alguma ordem de preferência, mas sem esquisitices, no sentido em que se aparecerem a bom preço, compro.

Sinopse:
No coração da Rússia, um grupo de jovens vestidos informalmente está a aprender um tipo diferente de lição. Os universitários sentados em torno de um tabuleiro de jogo não estão a descontrair no complexo universitário: são jovens agentes do KGB que frequentam a Escola de Espiões e estão a melhorar o seu inglês.
Quando um jovem turista vai em auxílio de um desconhecido numa estrada escura da Rússia, fica espantado ao encontrar um compatriota americano em fuga. o homem está desaparecido há mais de uma década, arrancado das selvas do Vietname para se tornar um professor involuntário da instituição.
Agora os seus ex-alunos estão prestes a atacar o coração da América.

Tenho em casa bastante literatura sobre o 25 de abril. Livros, documentos, muitos comprados há muitos anos nas livrarias e alfarrabistas de lisboa. São, naturalmente, na sua maioria eminentemente de esquerda, mas também tenho outras versões e livros muitos interessantes sobre este período, de autores portugueses e estrangeiros.
Quando andava na facultade o professor que leciona a cadeira onde este período da História de Portugal era abordado mais a fundo dizia-nos que, se quiséssemos um verão mais imparcial sobre o 25 abril deveríamos optar por escolher autores estrangeiros. A ideia, que me parece bastante válida ainda hoje, passava por considerar que mesmo no final dos anos 90 não estávamos ainda longe o suficiente da data para conseguirmos ter uma visão portuguesa totalmente imparcial, coisa que um estrangeiro conseguiria.
Assim, um dos livros recomendados era este “A Revolução Portuguesa e a sua Influência na Transição Espanhola (1961-1976)” dum autor espanhol, Josep Sanchez Cervello. Li o livro na altura por necessidade, mas ainda hoje o reconheço como um documento generalista muito sólido sobre o nosso 25 de abril, e, por isso, sem qualquer desprimor por toda a exaustiva obra existente sobre o tema de autores portugueses, fica a minha sugestão.

Sinopse:
«Em Portugal na Queda da Europa, publicado em 2014, defendi que a Europa estava em queda, mas ainda não se tinha despedaçado. Volto ao tema neste breve livro, com uma urgência redobrada, para afirmar que a Europa em 2019 - entendida como o projeto de integração europeia de que resultou a atual União Europeia - já se encontra tombada sobre terra, impossibilitada de se reerguer se as políticas e as instituições que a conduziram até ao chão se mantiverem sem mudanças profundas. Insisto, a União Europeia jaz à beira de um declive para onde resvalará se o presente rumo não for alterado, daí resultando uma fragmentação de consequências negativas imprevisíveis, mas com toda a certeza de enorme impacto, não só para o Velho Continente, mas para a ordem global.»
«Depois da Queda foi escrito a pensar nos leitores que se encontram no mesmo barco de espaço e tempo que é o do Portugal, Estado-membro de uma União Europeia mergulhada numa perigosa crise existencial, que se arrasta há demasiado tempo. É um livro pensado para poder ser conversado com todos os europeus, navegantes vinculados a um mesmo destino.»
Viriato Soromenho-Marques

Começaram ao mesmo tempo, mas não acabaram ao mesmo tempo (falarei sobre a experiência de ler os dois livros ao mesmo tempo proximamente). Terminei ontem o livro “O Presidente Desapareceu” de Bill Clinton e James Patterson. "Medo" de Bob Woodward ainda decorre.
Tinha expectativas elevadas em relação ao livro que, no geral, não foram defraudadas. É um bom thriller, com um tema central muito atual, a possibilidade de um ciberataque em grande escala, contra uma grande potência como os EUA.
Um aspeto que acho muito interessantes no livro, e para mim um dos mais atrativos, é o facto de ser relatado na primeira pessoa pelo presidente dos EUA, sendo que é escrito por alguém que viveu a personagem na vida real. Sem sombra de dúvida que, à partida, permite dar um cunho mais realista ao personagem.
A trama é bem conseguida embora, na minha opinião, não seja das mais elaboradas e surpreendentes. Tem vários personagens importantes, vários caminhos possíveis, mas, confesso, que não fiquei propriamente surpreendido com o desfecho. Não é totalmente óbvio, mas não é de ficar pasmado. É bem conseguido sem ser extraordinariamente criativo.
Dentro do género é um bom livro sem ser extraordinário. Se gosta dos meandros da política, se aprecia policiais, é um livro a ler.
Sem ser spoiler, deixo uma nota para a parte final do livro onde há um momento marcadamente político, de crítica política, e em alguns momentos diria até que a revisão do texto foi feita a três mãos: por Patterson e pela família Clinton...

Sinopse:
Marc Dane não está muito preocupado, é quase uma operação de rotina. Vai ficar tranquilo na carrinha, como sempre fica a comandar à distância as comunicações e os drones - e disso percebe ele, é um nerd dos computadores.
Enquanto isso, os colegas do grupo de operações especiais do MI6, armados até aos dentes, vão tomar de assalto um cargueiro suspeito. No fim do dia estarão todos em casa.
Ou talvez não.
Menos de uma hora depois, Marc Dane é aparentemente o único sobrevivente de uma operação desastrosa. E munido apenas de um laptop, tem agora de escapar aos perseguidores e regressar a Inglaterra. Longe de imaginar que já há um bode expiatório para o fiasco: ele próprio.

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Livro. Sem qualquer desprimor para a importância do dia, e no fundo um pouco mal comparado, para este blog o Dia do Livro é mais ou menos como o dia do pai para um pai, no sentido é que é todos os dias.
Dito isto, existem algumas coisas importantes que posso realçar sobre este dia:
Para quem lê é um bom dia porque se valorizar algo que adoramos, os livros, e também para aproveitar algumas promoções alusivas à data para comprar aquele livro mais barato, ou alguns livros mais antigos com um desconto maior.
Para quem não lê, ou lê menos, serve também o argumento das promoções para ultrapassar a justificação dos livros com preços elevados, e pode ser sempre aquele dia em que se assume que se calhar ler faz alguma coisa por nós, e, seja comprando, seja agarrando em alguma coisa que temos em casa, vamos começar a ler.
Em qualquer dos casos ganham os livros e ganha quem os lê!
Boas leituras!

Sinopse:
Da Grande Guerra aos conflitos da descolonização, Prisioneiros de Guerras revela um conjunto surpreendente de situações em que portugueses (civis e militares, voluntários e conscritos, com algumas memórias de cativeiro mais dolorosas) foram capturados: dos campos berberes na Guerra do Rif aos stalag alemães da Segunda Guerra Mundial, das prisões franquistas na Guerra Civil de Espanha aos cárceres privados de milícias timorenses em 1975, entre outros casos.
Partindo da evocação do Centenário da Primeira Guerra Mundial e da Batalha de La Lys, a qual deu origem à maior captura em massa de soldados portugueses no século XX, este livro percorre vários conflitos e uma grande diversidade de experiências de cativeiro. Com o contributo de especialistas nacionais e internacionais, estas histórias vão revelando como as convenções internacionais que regulam o estatuto dos combatentes capturados estiveram quase sempre um passo atrás das realidades complexas criadas pelas guerras modernas, e como foi evoluindo esta categoria à luz do direito internacional e da historiografia militar.

Ontem ao final da tarde foi assim. Não estava previsto, mas depois de quatro dias de muito trabalho associados a obras, com muitas dores em todos os membros, muito cansaço, acabámos por dar um curto pulo à praia para o pequeno brincar e para brincar com o pequeno (são duas coisas diferentes), e para conseguir fazer uns minutos de leitura.
Não foi suficiente para recuperar as mazelas do corpo, mas fez-me muito bem à cabeça. Receita simples: um livro, areia e o barulho do mar.

Sinopse:
Máquinas Como Eu decorre numa Londres alternativa nos anos 1980.
Charlie, à deriva na vida e esquivando-se de um emprego a tempo inteiro, está apaixonado por Miranda, uma aluna brilhante que vive com um segredo terrível.
Quando Charlie herda uma pequena fortuna, compra Adam, um exemplar do primeiro lote de seres humanos sintéticos.
Com a ajuda de Miranda, constrói a personalidade de Adam. O quase-humano é belo, forte e inteligente… e depressa se forma um triângulo amoroso.
Estes três seres confrontar-se-ão com um dilema moral profundo e os amantes serão postos à prova para além do seu próprio entendimento.
Este romance subversivo e divertido de Ian McEwan coloca questões fundamentais:
O que nos torna humanos?
Os nossos actos, exteriores, ou as nossas vidas interiores? Pode uma máquina entender um coração humano?
Uma história empolgante e provocadora que nos alerta para o perigo de criarmos coisas que escapam ao nosso controlo.

Por estes dias as leituras são escassas. Estou medido numa aventura de obras e o tempo que não é para descanso é para arrumar tralha, mover tralha e afins. Na última semana quase não li. Conto a partir de segunda feira iniciar um forcing final para terminar as minhas duas leituras simultâneas deste mês. A ver se consigo!
A boa notícia é que findas as obras os meus livros vão ter uma casa nova mais arrumada!

Sinopse:
Os EUA elegeram um presidente protecionista, anti-imigração, que prometia pôr a América em primeiro lugar. Na Europa, o Brexit avança e os partidos extremistas estão a cada vez mais perto do poder.
Os paladinos da globalização prometeram-nos riqueza generalizada, mas desfeita esta fantasia, vemos o populismo propagar-se pelo mundo, alimentado pelos fracassos do globalismo. À deriva, um conjunto cada vez maior da população vê o seu futuro negado, deixa de reconhecer as caras e a cultura que a rodeia e escolhe encarar, cada vez mais, o mundo como uma batalha entre «nós» e «eles».
Quando o ser humano se sente ameaçado, tenta identificar os perigos e procurar aliados usando o inimigo identificado, real ou imaginado, para os recrutar.
Este livro trata de como definimos essas ameaças e lutas pela sobrevivência. Trata dos muros, físicos ou digitais, que os governos erguem para proteger os que estão dentro dos que estão fora e para proteger o Estado dos seus próprios cidadãos. E trata do que podemos fazer para endireitar o mundo.

Fiquei esta semana a saber que um dos meus livros favoritos do ano passado, “Um Gentleman em Moscovo” de Amor Towles irá ser adaptado para televisão, pelo que percebi através de uma minissérie, pela mão de Kenneth Branagh.
Confesso que é um daqueles livros que consigo imaginar facilmente a ser adaptado e, com o elenco certo, pode conseguir fazer jus ao livro, ou, pelo menos, não desiludir, já que o livro é de facto muito bom.
Pelo que percebi ainda não há data, mas vou acompanhar com curiosidade. Já agora, se estiverem à procura de um bom livro para ler, este é, sem dúvida, uma excelente escolha.

Muito, muito interessante!
Sinopse:
Os números estão muito mais próximos de nós do que julgamos e dominam o nosso quotidiano, mesmo que não gostemos de matemática. Mas este não é um livro de matemática, ainda que seja protagonizado por números. Confuso? Nem por isso. Este é, literalmente, um livro de cultura geral e os números são as personagens principais de histórias verídicas e cheias de informações e factos que o leitor provavelmente desconhece.
Sabia que, se o ser humano conseguisse utilizar o cérebro na capacidade máxima, armazenaria 4,7 mil milhões de livros?
E que os suínos em Espanha já são tantos que ultrapassam o número de cidadãos espanhóis?
Ou que um estagiário na Apple aufere 5300 euros, isto é, mais do que o nosso Presidente da República?
Ou ainda que a Rússia é tão grande que tem 11 fusos horários, o que faz com que de um lado do país haja habitantes que se sentam à mesa para jantar quando do outro há gente a despertar de uma noite de sono?
Se sonha com dias maiores, tem conhecimento de que, daqui a 6,7 milhões de anos, os dias do Planeta terão mais 1 segundo do que agora?
Fazia ideia de que as peças Lego vendidas num só ano dariam 5 vezes a volta à Terra?
Ou de que a fobia à sexta-feira 13 se chama «parascavedecatriafobia»?
Ou de que existem mais países filiados na FIFA do que na ONU?
E de que Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo?
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«Percebeu tudo à primeira? No princípio parece estranho, mas depois torna-se mais fácil. Números que contam histórias ou histórias que contam números? Que histórias podem contar essas entidades tão frias, impessoais e inquestionavelmente objetivas? Que vidas têm, afinal? Este livro é a demonstração inequívoca de como os números podem dizer muito mais do que a informação impressa pelos seus algarismos.»
Do prefácio de João Duque
«André Rodrigues não tortura os números, embora alguns lhe cheguem um pouco aturdidos. Trata-os com desvelo. Com inteligência e humor conta histórias à roda dos números que captam a atenção do leitor como antes captaram a atenção do radio-ouvinte. O seu livro ajudará a formar o que se chama «literacia matemática,» a capacidade de ler o mundo matematicamente.»
Do posfácio de Carlos Fiolhais

Sempre gostei de entrar nas livrarias. Lá em casa durante muito tempo a Bertrand e a FNAC foram chamadas de “Igreja” porque sempre que passava à porta duma tinha de entrar. "Queres entrar na Igreja para rezar um bocadinho?" ouvi eu inúmeras vezes.
Hoje há menos tempo, mas continua a ser um destino sempre apetecível, até porque me acalma. Entrar numa livraria tem em mim um efeito calmante.
Existe, no entanto, uma alteração na minha ida às livrarias desde que tenho este espaço. Como estou sempre muito mais a par das novidades acontece muitos menos vezes aquele momento de surpresa, ou novidade, por encontrar um livro novo. Muitas vezes é difícil encontrar uma novidade que ainda não tenha conhecimento, e, lá no fundo, sinto falta disso.
Em compensação hoje dedico o tempo a ir mais ao detalhe, fazendo pequenas leituras nos livros que tenho mais interesse de forma a garantir que são mesmo aquilo que acho que são, e por isso compro mais (nas livrarias ou no OLX) mas menos por impulso.
De uma forma ou de outra, no passado ou no presente, uma livraria é para mim um lugar “santo”.

Sinopse:
A esgrima não é um desporto, mas sim uma ciência. O desfecho é invariavelmente o mesmo: triunfo ou tragédia, vida ou morte…
Corre o ano de 1868, a Espanha encontra-se às portas da revolução. Jaime Astarloa, mestre de esgrima da velha guarda, orgulha-se da precisão, dignidade e honra da sua arte.
Enquanto os amigos passam os dias nos cafés a discutir as conspirações da corte, Jaime ocupa-se a aperfeiçoar o arremesso do florete… isto até surgir à sua porta a enigmática Adela de Otero, com os seus singulares olhos violeta.
Ao aceitá-la como aluna, Jaime dá por si envolvido em obscuras intrigas políticas contra as quais os seus valores antigos não servirão de proteção.
Romance de aventuras?
Romance policial?
Romance de amor?
Num mundo de traições e embustes que tem como pano de fundo a cidade de Madrid do século XIX, O Mestre de Esgrima é sobretudo uma inquietante parábola sobre o poder do dinheiro e o desaparecimento dos valores da honra e da fidelidade.

Segundo informação do Google, em 2010 existiam registos de quase 130 milhões de livros publicados. Sim, 130 milhões em 2010 o que equivale a dizer que o número hoje será muito superior.
Este número dá toda uma outra perspetiva à frase “Não encontro nada interessante para ler”...
No campo da fantasia gosto de imaginar o tamanho que seria preciso uma biblioteca ter para albergar estes livros todos.

Sinopse:
Um artigo letal é descoberto. Crianças começam a adoecer. Uma ameaça terrorista está iminente.
Entre as ruínas de um hospital militar soviético no norte da Hungria, dois jovens ciganos procuram artigos que possam vender no mercado negro, até que acabam por encontrar algo muito valioso. Naquele objeto talvez resida a esperança de deixarem a pobreza e até de se livrarem de algum do preconceito de que o seu povo é vítima.
Entretanto, na Dinamarca, o marido da enfermeira Nina Borg pede-lhe que não se volte a envolver em projetos ilegais de assistência durante as suas ausências em trabalho. Nina aceita, a bem da família. E por isso recusa o pedido de ajuda do seu colega Peter, a braços com os problemas de uma comunidade cigana húngara a viver ilegalmente numa oficina de automóveis degradada. Mas quando crianças que vivem nessa oficina, e o próprio Peter, começam a adoecer gravemente, Nina é incapaz de não ajudar.
A situação acaba por se revelar mais perigosa do que Nina poderia ter imaginado, e agora não é apenas o seu casamento que está em risco. É a sua vida, a da sua família, e potencialmente a de um número alarmante de pessoas na cidade de Copenhaga.
Foram conhecidos na passada terça-feira os Prémios Pulitzer, nas mais diversas categorias.
Sobre os que mais interessam ao tema deste blog, os livros, deixo o registo dos vendedores:

Ficção: "The Overstory "de Richard Powers

Poesia: "Be With" de Forrest Gander

Não ficção: "Amity and Prosperity: One Family and the Fracturing of America" de Eliza Griswold

Biografia e Autobiografia: "The New Negro: The Life of Alain Locke" de Jeffrey C. Stewart

História: "Frederick Douglass: Prophet of Freedom "de David W. Bligh
Nenhum dos títulos me é totalmente estranho porque já os tinha "visto passar" em várias publicações, mas confesso que sei muito pouco sobre eles. Vou indagar alguma informação para ficar a conhecer e para poder partilhar.

Sinopse:
Bob Chapman já era um gestor de sucesso quando foi nomeado CEO de uma empresa em dificuldades. No seu primeiro dia de trabalho, sentou-se na cafetaria a observar os funcionários. Riam-se, brincavam, estavam todos bem-dispostos. Até ao momento em que tocou a campainha para o regresso ao trabalho. O riso desapareceu, os rostos fecharam-se. Saíram em silêncio, como condenados. Cinco anos depois já não havia ali relógio de ponto. Os operários e o pessoal administrativo tinham os mesmos direitos. Nunca mais se ouviu uma campainha. Havia liberdade. E a faturação anual disparou.
A transformação radical operada por Bob Chapman é uma das histórias deste livro, e ilustra uma realidade ingrata: 80 por cento das pessoas não estão satisfeitas no emprego (segundo o Shift Index da Deloitte). Ora, não é exequível substituir os descontentes - mas pode-se criar condições que os levem a trabalhar de boa vontade. Com o consequente aumento de produtividade e lucro.
Simon Sinek, autor do bestseller Primeiro Pergunte Porquê, verificou que em diferentes partes do mundo há empresas que conseguiram essa transformação. Os funcionários sentem-se valorizados quando percebem que os líderes confiam neles. Ao sentirem-se em casa, focam-se no inimigo exterior ou seja, a concorrência. E só então se unem e vestem a camisola.

Numa pequena localidade de nome Union, no Connecticut, Estados Unidos da América, existe um restaurante “Traveler Food and Books” que... oferece livros a todos os seus clientes!
O restaurante é um diner tradicional, bem cotado no Tripadvisor, que tem a particularidade adicional de oferecer livros aos seus clientes desde os anos 70 do século passado, tendo já oferecido mais de 2,5 milhões (!) de livros.
Na organização diária do restaurante, para além de todos as compras necessárias para a ementa é preciso acautelar também os livros, que compram por atacado, em vendas de garagem em saldos, etc. Para além dos oferecidos o cliente pode ainda comprar livros a preços de pechincha.
A ideia é louvável, o espaço tem um ar cativante. Provavelmente nunca irá acontecer, mas fica um bichinho enorme para conhecer o local. Para alguns será só um restaurante que oferece livros, mas quem gosta livros acredito que percebe o bichinho.
Vejam o vídeo para ficarem a conhcer melhor o local.

Sinopse:
«As plantas têm um consumo de energia extremamente baixo, uma arquitetura modular, uma inteligência distribuída e não têm centro de comando orgânico: não há nenhum organismo ou sistema neste planeta com o qual possamos aprender mais.»
Descubra A Revolução das Plantas: venha conhecer o mundo vegetal com um outro olhar, para vislumbrar o que será o futuro da raça humana.

É segunda feira, eu sei, é dia de trabalho, mas sei também que adorava ter um espaço como este, um mix entre biblioteca e escritório para poder trabalhar. É que me mudava já!
Bom dia de trabalho se for o caso, senão (bem melhor), boas leituras!

Sinopse:
«Começou como divertimento, passou a narrativa de viagens, transformou-se em livro de memórias. Ou, melhor dizendo, em exercício de memórias. Na fase de revisão de vida em que me encontro, fui separando papéis, arrumando livros, rasgando recortes de jornais, blocos, cadernos. Apliquei-me a destruir inutilidades, numa azáfama de matéria dada, pedaços de papel sem destino de futuro a não ser a reciclagem, para bem do ambiente, louvado seja. Mas prestei atenção e guardei o registo de pequenas histórias que fui descobrindo em todo o tipo de papéis que escrevi à mão, desalinhados, soltos, à toa. Tenho casos de picardia, de louvor, de maledicência, contados de viva voz, em salas de estar ou à roda de mesas de jantar. Tenho frases expressivas, comentários de circunstância que em variadas ocasiões ouvi e anotei, neste meu desejo de não esquecer, nesta minha curiosidade sobre maneiras de ser e entender o mundo.»
«Penso muitas vezes em David Mourão-Ferreira, criador de "escreviver", a palavra inspirada no seu absoluto prazer em escrever, amar, viver. Pois eu assim me sinto, a saborear a invenção e o conceito, a relembrar o meu entusiasmo exclamado em face das laranjeiras de maio em Atenas, que agora vejo transformadas em livro.»

Estou a viver um momento muito curioso nas minhas leituras. Como estou a ler em simultâneo dois livros que tem como fundo a Presidência Americana existem pontos que se tocam naturalmente.
O problema coloca-se quando alguns partes do livro de não ficção de Bob Woodward parecem mais implausíveis e ficcionadas do que o livro de ficção de Patterrson e Clinton.
Dito de outra forma, há passagens do livro de Woodward que se fossem escritas no livro de Patterson e Clinton poderiam ser consideradas mal conseguidas por ser demasiado fora da caixa e por isso difíceis de acreditar...
Meus senhores e minhas senhoras, bem-vindos ao mundo Trump.

Sinopse:
«A aprendizagem do ofício, o cumprimento durante toda a vida dos hábitos de um bom aluno, terão contribuído para fazer de mim um razoável professor ou, melhor dito, um professor feliz.»
«Creio que muitos conhecem o ofício de neurocirurgião, quando mais não seja pelas séries televisivas que tanto o exaltam. [...]. a neurocirurgia e a cirurgia cardíaca disputam palmo a palmo o prestígio e o reconhecimento mediático, e ambas têm uma aura milagreira.
No Neurological Institute de Nova Iorque onde me treinei, ouvi um dia dizer que a diferença entre Deus e o neurocirurgião é que Deus sabe que não é neurocirurgião. Acredita se, com exagerada benevolência, que os praticantes da minha especialidade são possuidores de um carisma especial, algo que parece intrínseco à sua natureza. Carisma significa dádiva dos deuses, e é verdade que este atributo é exigido por quem nos procura, como se possuíssemos uma bênção ou uma benesse adicional — mãos de ouro, mãos benditas, ouvi muitas vezes.»
«Na véspera da minha partida para Nova Iorque despedi-me de Lisboa que inesperadamente se iluminara de um sol radioso. no meu Fiat 600, deambulei pela Baixa pombalina, subi aos vértices do triângulo que domina a cidade: o Castelo, o Largo de São Pedro de Alcântara e o cimo do Parque Eduardo VII. Enchi-me de Lisboa, como ávida esponja, ou como um dromedário que bebe litros de água porque suspeita que a viagem será longa. a verdade é que nunca mais olhei Lisboa com um olhar tão profundo, e a apertei num abraço tão cerrado e amplo como nessa tarde.»

Sexta feira, final do dia, depois de quase 12 horas de trabalho comi qualquer coisa e fui folhear algumas das novidades livrescas.
Do que folheei destaco o livro “Pedra de Afiar Livros”, de Jaime Bulhosa, que já aqui tinha apresentado como novidade.
Como o próprio título indica são “histórias e memórias de um livreiro”, muitas bem divertidas. Histórias sobre livros para quem gosta de livros.
Não há hipótese, vou ter mesmo de ler.

Sinopse:
Ela desapareceu. Ele seguiu a sua vida. Muitos segredos ficaram por revelar.
Finn e Layla são jovens, estão apaixonados e têm a vida toda para serem felizes. Ao regressarem de umas férias em França, já de noite, Finn para numa estação de serviço, deixando Layla sozinha dentro do carro . Minutos depois, ao dirigir-se de volta à viatura, descobre que a namorada desapareceu. E nunca mais a viu . Esta é a história que Finn conta à polícia. É a verdade - mas será toda a verdade?
Passaram-se doze anos. Finn construiu, entretanto, uma nova vida ao lado de Ellen, irmã de Layla. Um dia, alguém que ele conhece do passado telefona-lhe e diz-lhe que viu Layla. Mas será mesmo ela - ou alguém a querer passar-se por ela? Se for Layla, o que querererá? E o que terá ela a dizer sobre a noite em que desapareceu? Um tour de force de suspense psicológico, este novo romance da autora bestseller B. A. Paris, leva o leitor a questionar tudo e todos até ao climax admirável.

É mesmo assim, tenha de não estar (ou não ir) ao Porto por estes dias, isto porque está a decorrer até 5 de maio a iniciativa “Há livros no Mercado”, no mercado do Bom Sucesso, onde os livros não são vendidos por unidade, mas sim ao metro ou ao quilo!
Um metro de livros custa 5€, um quilo 3€!
Para quem gosta de livros e gosta de despender tempo a procurar aquela pechincha esta é uma grande oportunidade. Espero muito honestamente que igual iniciativa venha a ter lugar em Lisboa.
Até 05 de maio, todos os dias entre as 10 e as 20 horas. Se estão no Porto ou na zona aproveitem!

Sinopse:
Quando começámos a caminhar eretos?
Quando aconteceu o milagre da linguagem?
Qual é a origem da música, da religião e da lei?
Como teve início o comércio e o uso da moeda?
Porque nasceram as primeiras cidades?
Quando é que começámos a enterrar os nossos mortos?~
Porque é que a maioria das sociedades valoriza a monogamia?
Neste livro, Jürgen Kaube, um dos especialistas mais reconhecidos na área da divulgação científica, dá resposta a todas estas questões, muitas das quais continuam a estar na origem de disputas culturais, políticas e religiosas. Um relato absolutamente fascinante sobre as origens de tudo o que nos torna únicos e humanos.

Foi conhecida na terça feira a short list de candidatos ao Man Booker Prize International de 2019.
Destaco a nomeação da autora que o ano passado foi a vencedora, Olga Tokarczuk com o livro, “Viagens” (tradução portuguesa), desta vez com o livro "Drive Your Plow Over The Bones Of The Dead".
O livro ("Viagens") já estava na minha wishlist mas agora acaba por ganhar uma nova dimensão. Certamente não é qualquer autor que consegues o feito de vencer num ano e ser novamente nomeado no ano seguinte. Tem de haver qualidade.
Shortlist completa:

Sinopse:
Numa casa segura perto da fronteira com a Síria, uma equipa de operações clandestina americanas prepara-se para lançar uma missão drástica preparada durante largos meses. O alvo é um ativo valioso do ISIS. Muitos analistas, bem como uma congressista, estão no país para monitorizar o ataque, mas antes do avanço da equipa, a casa segura é atacada.
No rescaldo do sangrento incidente, desenvolve-se um grave caso político e de relações internacionais. Enquanto na Internet se publicam imagens terríveis para os americanos, em Washington procuram-se culpados entre os responsáveis pelas informações para a operação clandestina e as suas fugas.
À medida que se procuram respostas, Scot Harvath, espião e agente secreto do contra terrorismo, vê-se rapidamente no meio de uma tempestade. Se, por um lado, foi ele quem identificou o ativo valioso como poderia, por outro, o ISIS saber dos planos e localização americanos? Tem de haver algo mais que é preciso esclarecer, algo que a todos especialmente aos políticos - está a escapar.
Com o peso do ataque a cair sobre os ombros seus e com vários membros poderosos do Congresso a pedir a sua cabeça, Harvath vê-se forçado a lançar a sua própria operação para desvendar o que correu mal.

Um dia deste uma leitora deste modesto espaço perguntava-me como é que eu tenho conseguido aumentar o meu número de leituras.
Pois bem, na prática eu não fiz nada de especial. Basicamente limitei-me a cumprir com algo que escrevi no início do ano: pelo menos 30 minutos de leitura por dia e aproveitar algum tempo despendido com coisas menos interessantes, em particular ao fim de semana, para ler mais umas páginas.
Para alguém que tem uma vida atarefada, vive longe do trabalho e tem um filho pequeno, acho que não é mau, mas comparativamente com alguns maratonistas da leitura eu sou praticamente um corredor de 100m...
Hoje em dia a maior parte do tempo que passo a ler é de manhã, ou ao pequeno almoço ou mesmo antes disso. Regra geral não me custa levantar bem cedo.
Por vezes no final do dia ainda consigo ler mais qualquer coisa, mas não pode ser na cama. Sou inclusive alvo de gozo em casa porque 2 minutos (literalmente) depois de estar sentado na cama a ler já estou a cair para cima do livro.
Esta situação (cair para cima do livro) foi, aliás, uma das razões pelas quais decidi ter dois livros em leitura ao mesmo tempo. Sei que se estiver a ler ficção consigo aguentar mais do que 2 minutos à noite...
E é isto, não tenho grandes truques... tento aproveitar o tempo que tenho da melhor forma. Se alguém tiver alguma diferente (terão certamente) queiram partilhar!

Sinopse:
De que cor é um espelho?
Qual o peso do martelo do Thor?
Porque é que não podemos viajar até ao passado?
Quantos megapixéis tem o olho humano?
A leitura deste livro ocupará 0,0005% da tua vida, entre 7200 e 14 400 segundos. Talvez a mesma duração do filme Blade Runner 2049 (de 2017) ou da trilogia original de A Guerra das Estrelas. Mas, como tantas outras coisas, o tempo é relativo.
Se a tua vida for longa e próspera, que assim seja, viverás mais de dois mil milhões de segundos, embora passes um terço deles a dormir. Como isso já é demasiado tempo com a cabeça colada à almofada, caber-te-á passares os restantes segundos acordado, a vivê-los, a apreciá-los. Porque podem ser apaixonantes.
Se leres este livro daqui a alguns anos é possível que, nessa altura, algumas das coisas que agora são tidas como certas e até imutáveis já não façam sentido. Nada permanece, nada é constante — A única constante é a mudança, vaticinou Heráclito há 2500 anos. É essa a maravilha da ciência, que avança imparável de dia para dia.
Espero que este livro te inspire para construíres os teus próprios sonhos e que seja o início de uma busca desenfreada de explicações para o que te rodeia.

Sinopse:
Jon sai do autocarro a meio da noite, num canto inóspito da Noruega, algures no planalto de Finnmark, tão a norte que o Sol nunca se põe. É ali que espera poder refugiar-se, junto do povo da Lapónia, até traçar uma estratégia para escapar ao Pescador. Até àquele momento, limitara-se a improvisar, pois temia que qualquer plano fosse descortinado pelo seu perseguidor.
Mas não duvida de que, mais cedo ou mais tarde, o encontrarão.
Escondido numa cabana no meio da floresta, tudo o que separa Jon do seu destino é Lea e o filho, Knut. Lea ofereceu-lhe uma arma para se defender, uma cabana onde dormir e, mais importante do que isso, uma razão pela qual lutar contra o seu fatal destino. Mas à medida que o tempo passa, Jon percebe que os homens do Pescador se aproximam e é urgente encontrar uma saída.
Como diz um dos capangas do chefe da máfia: «O Pescador nunca desiste de procurar quem lhe deve dinheiro enquanto não vir o cadáver. Nunca. E o Pescador encontra sempre o que procura. Tu e eu podemos não saber como, mas ele sabe. Sempre. É por isso que lhe chamam Pescador.»
Uma narrativa ímpar, com a mesma genialidade, mas muito diferente daquelas a que Jo Nesbø nos habituou, não só pela história em si como pelo cenário em que se desenrola, o planalto de Finnmark, que como refere o autor: «é um território desconhecido até para os noruegueses.»

Este texto é sobre algo fundamental para quem gosta de ler: o tempo de potencial leitura.
No meu caso em particular, mas pelo que sei também de muitas outras pessoas, o tempo aparece como fator determinante nas leituras realizadas. Acho que não conheço nenhum leitor assíduo que não refira que tem pouco tempo para ler.
No passado os períodos de maior volume de leitura quase sempre estiveram relacionados com a minha utilização de transportes públicos precisamente porque conseguia aproveitar esse tempo para ler, mais até do que em casa.
Nos últimos anos, por financeiramente não me compensar (na realidade o preço de usar transportes públicos é o dobro do da utilização de viatura), deixei de usar transportes públicos para me descolocar para o trabalho, no entanto, com a alteração de preços entrada em vigor esta semana, a utilização volta a estar em cima da mesa. E se é verdade que me agrada fugir ao transito infernal, não é menos verdade que me alicia, e muito, o facto de saber que poderia facilmente conseguir mais 1 hora por dia de leitura (na pior das hipóteses).
Tenho mesmo de voltar a olhar para este tema como deve ser. Os meus livros agradecem.

Sinopse:
Os ensaios coligidos em A Minha Intenção são uma rica amostra da produção ensaística daquele que é um dos maiores poetas e escritores do século XX. Estes textos percorrem uma parte substancial da sua bibliografia, desde os anos cinquenta até praticamente à sua morte, revelando a enorme diversidade de temas e de géneros de que este extraordinário autor se serviu para descrever a sua particular visão do mundo.
Desde a natureza do que é ser europeu até reflexões profundas sobre religião, filosofia e política, Milosz empresta a cada linha destes ensaios uma análise incisiva e pessoal. A evolução do seu estilo, erudito mas aberto, e da sua personalidade, vincada e idiossincrática, transparecem aqui como talvez em mais nenhuma da suas obras.
Nesta seleção única e inédita, o autor sardónico e mordaz da crítica à sedução do comunismo é também o autor deslumbrado e lírico que conta as suas primeiras viagens pela Europa. O loquaz comentador da identidade polaca e dos seus complexos é também o contido crítico literário. O filósofo é também o biógrafo.