Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
…um dia, ele solta o tigre que há dentro de si.
Um livro inteligente e cativante sobre como lidar com as emoções e aprender a expressar os nossos sentimentos.
Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
…um dia, ele solta o tigre que há dentro de si.
Um livro inteligente e cativante sobre como lidar com as emoções e aprender a expressar os nossos sentimentos.

Este é um pensamento efabulado, eu sei, mas sinto verdadeiramente que há muita falta de livros. Não é o principal problema do mundo, mas é um problema grande.
Quando digo falta de livros é falta de mundo, de conhecimento, de história, de experiência, de vida mesmo que veja ficcional e vivida por alguém que não existe. É ter olhos mais abertos, mais sensíveis e despertos para outras realidades, para a verdade que, pasme-se não é subjetiva (cada um tem a sua).
Mais livros se calhar não dariam 60 deputados. Se calhar não dariam tantos comportamentos idiotas, misóginos, xenófobos, etc. Se calhar, apenas. Gosto de acreditar nisso. Vivo melhor.
Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
Os nossos mapas podem já não ser dominados por dragões e monstros, mas as nossas perceções do mundo continuam a ser moldadas por mitos geográficos. Mitos como o de que a Europa é o centro do mundo, que os muros nas fronteiras são a solução para a imigração, ou que a Rússia está predestinada a ameaçar os seus vizinhos.
Neste livro, Paul Richardson desafia os argumentos mais popularizados sobre o determinismo geográfico, mostrando que a forma como o mundo é representado não significa verdadeiramente, na sua maioria, que o mapa em si seja o território.
Oito capítulos muito bem fundamentados que põem em causa suposições há muito defendidas como:
O mito dos continentes e por que razão não correspondem à realidade
O mito das fronteiras e porque é que muros como os de Trump não funcionam
O mito da nação e as fronteiras difusas
O mito da soberania e a recuperação do controlo
O mito do crescimento económico e porque não vale a pena morrer por ele
O mito do inevitável expansionismo da Rússia
O mito da nova Rota da Seda da China
O mito de uma África condenada

Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
Em A Infantilização da Mente Moderna, Greg Lukianoff e Jonathan Haidt investigam a ascensão da nova cultura de segurança nas universidades e o seu pernicioso impacto nas novas gerações. Um estranho fenómeno tomou conta dos campus universitários: se, por um lado, os estudantes ditos progressistas proíbem o discurso de professores e políticos, outros há que têm relutância em expor a sua opinião e discuti-la abertamente. Ao mesmo tempo, as taxas de ansiedade, depressão e suicídio dispararam.
Greg Lukianoff e Jonathan Haidt demonstram que isso se deve a três conceitos perpetuados no sistema de educação e que os jovens acreditam ser a base para uma visão generosa e inclusiva da educação: 1. O que não nos mata torna-nos mais fracos; 2. Devemos confiar sempre nos nossos sentimentos; 3. A vida é uma batalha entre pessoas boas e pessoas más.
Os autores alertam para o impacto da adopção da cultura de segurança nas democracias liberais prejudicando não só o desenvolvimento social, emocional e intelectual do indivíduo, mas também comprometendo a perspectiva de construção de uma vida plena e satisfatória.
Um dos melhores livros do ano The New York Times, The Financial Times e London Evening Standard.
Mais sobre o livro AQUI
Em tempo de eleições o tema da divisão entre a esquerda e a direita vem sempre ao de cima, pelo que, pareceu-me que poderia ser uma boa leitura um livro que oferece uma viagem às origens do tema.
À falta de melhor forma de descrever a minha opinião aproveito-me da sinopse da primeira edição “Leitura essencial para qualquer um que queira compreender não apenas as bases de nossa ordem política, mas também as controvérsias que alimentam as divisões entre o conservadorismo e o progressismo, oferecendo um exame profundo do que verdadeiramente significa o debate entre eles.” É isto mesmo, e é muito interessante.
Complemento apena registando que é um daqueles livros que nos dá base para podermos falar com mais propriedade sobre um tema que achamos que conhecemos, mas que se calhar não tanto. Muito útil.
Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
Os meios de comunicação estão repletos de previsões de que a IA será um cataclismo ou, pelo contrário, um caminho para o rápido desenvolvimento da humanidade. Desde a edição de The Singularity is Near (2005), Ray Kurzweil viu confirmadas várias das suas previsões, revistas e atualizadas neste seu novo livro, no momento em que os grandes modelos de linguagem validam o seu pensamento.
O autor defende que estamos a atravessar um momento de transformação radical impulsionada pelas tendências tecnológicas exponenciais e convergentes. Os temas abordados vão da extensão da vida além dos limites biológicos atuais a uma posição sobre os carros sem condutor.
A partir de uma avaliação pormenorizada das últimas evoluções tecnológicas, o autor procura mostrar que o progresso na biotecnologia, nanotecnologia e robótica nos aproxima cada vez mais da singularidade, isto é, da criação de um ser modificado pela engenharia genética com um cérebro expandido, fortalecido pela IA e ligado a outros cérebros.
Apesar do seu otimismo, Ray Kurzweil analisa também as consequências possíveis de maus usos num tal cenário, em que as possibilidades tecnológicas esbarram com as fronteiras da nossa natureza e identidade.
Recentemente tive de passar pela casa dos meus pais na hora entrega do correio e encontrei um carteiro que já não via há vários meses. Um senhor incrivelmente simpático e disponível que, ao ver-me, dirigiu-me um grande cumprimento e um “Olha, o Senhor dos Livros!”.
E alguém que durante vários anos, inclusive durante a pandemia, trazia algum alento com as suas entregas, sempre com um sorriso. Entregou, e continua a entregar, naquela morada livros todas a semanas.
Gostei de ouvir ser chamado o Senhor dos Livros e gostei de apertar a mão ao Senhor das Encomendas!
Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
Em 30 de abril de 1980, seis homens fortemente armados irromperam na embaixada iraniana em Londres. Aí fizeram 26 reféns, incluindo funcionários da embaixada, visitantes e três cidadãos britânicos. Seguiu-se um tenso cerco de seis dias, enquanto milhões de pessoas se reuniam em torno dos ecrãs em todo o mundo para assistirem ao noticiário mais longo da história da televisão britânica, no qual negociadores da polícia e psiquiatras procuravam pôr um fim ao impasse sem derramamento de sangue. Enquanto isso, o SAS - até então uma organização envolta em secretismo - planeava uma ousada missão de salvamento: a Operação Nimrod.
Com base em fontes inéditas, entrevistas exclusivas com o SAS e depoimentos de testemunhas - incluindo reféns, negociadores, agentes dos serviços secretos e o psiquiatra que se encontrava no local -, o historiador Ben Macintyre conduz os leitores numa viagem emocionante, desde os anos e semanas de preparação de ambos os lados, até ao relato, minuto a minuto, do cerco e do salvamento.
Recriando as conversas dramáticas entre os negociadores e os reféns, o trabalho vital dos serviços secretos nos bastidores e o frenesim dos meios de comunicação social em torno deste momento de importância internacional, O Cerco é a história notável do que realmente aconteceu naqueles seis dias fatídicos e o primeiro relato completo de um momento que mudou para sempre a forma como a opinião pública encarava as forças especiais.

- A Feira do Livro de Lisboa começa já no próximo dia 4 de junho e irá estar aberta até dia 22. Serão mais de 350 pavilhões e de 3000 eventos ao longo dos 19 dias de feira.
- Em Évora está também a decorrer a habitual Feira do Livro até ao próximo dia 1 de junho.
- Em Moura, decorre até dia 1 de junho a 44ª Feira do Livro, organizado pela Câmara Municipal de Moura.
- A 49.ª edição da Feira do Livro de Aveiro irá decorrer entre o 20 de junho e 6 de julho.
- Também já são conhecidas as datas para a Feira do Livro do Porto. Irá decorrer entre 22 de agosto e 7 de setembro.
- Ainda sobre o tema “Feiras do Livro”, gostaria de registar aqui algumas que aconteceram nas últimas semanas, nomeadamente em Machico, Crato, Vieira do Minho, Penela, Pinhel, Creixomil, Almodôvar, etc. Feiras do Livro são sempre de saudar, especialmente em localidades fora dos grandes centros urbanos.

Mais sobre o livro AQUI
Mia e Inês formam a terceira geração da família Belhaj, que conhecemos nas páginas de o país dos outros. Nasceram em Marrocos, na década de 1980, num país dividido entre o desejo de modernidade e o medo de perder a alma e as tradições. É todo um novo mundo, e as duas irmãs terão de encontrar nele o seu lugar, cada uma à sua maneira, na solidão ou no exílio, no excesso ou na contenção, enfrentando o preconceito e o desprezo enquanto abraçam todas as promessas.
O fôlego que as move é a ânsia de liberdade, que tem as suas raízes nas mulheres cujo sangue lhes corre nas veias: a avó Mathilde, a mãe Aïcha e a tia Selma. É nessa busca pela liberdade que Mia parte para Paris, levando consigo o fogo e a escrita. Caberá a Mia contar a história do seu povo.
Levarei o Fogo Comigo completa um tríptico magistral, retrato dos heróis e heroínas deste e de outros tempos. Uma saga inspirada na família da escritora, eivada de um impressionante vigor poético, que chega ao fim, mas permanecerá com os milhões de leitores que se apaixonaram por estas vidas.
Este ano a escolha para os livros de verão de Bill Gates teve uma motivação diferente. Assim, em vez da lista dos livros que mais gostou até ao momento, Gates apresenta-nos 5 testemunhos nos quais se inspirou para escrever a sua biografia dos primeiros anos.
Aqui fica a seleção escolhida e um pequeno resumo. A boa notícia é que dos cinco livros, três estão traduzidos em português.
"Personal History" de Katharine Graham — a powerful account of how she became publisher of the Washington Post and led it through some of its most defining moments.
"Chasing Hope" de Nicholas Kristof — a story of global reporting, quiet optimism, and a life spent spotlighting overlooked crises.
"Uma Educação" de Tara Westover — a gripping memoir about breaking away from a survivalist upbringing to discover the power of learning.
"Sou um Crime" deTrevor Noah — a funny, moving reflection on growing up biracial under apartheid in South Africa.
"Surrender" de Bono — an unexpectedly vulnerable look at fame, family, and the emotional fuel behind a life in music.
Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
Carlito Azevedo, consagrado poeta brasileiro, publica a sua mais recente coletânea na coleção de poesia de Pedro Mexia. Depois de mais de sete anos de bloqueio, como os proverbiais sete anos de azar, saiu enfim em 2024 uma nova coletânea de Carlito Azevedo, figura destacada da atual poesia brasileira. Aconteceram coisas graves nesses anos, convulsões políticas, uma pandemia e a sua gestão catastrófica. E outras mais privadas, mais comuns, mas não menos trágicas, como a morte de familiares e amigos.
Mergulhado em sonhos, em sombras, em livros, em rememorações, o poeta procura abarcar tudo isso em diversos movimentos, moventes ou estáticos, fica em casa ou passeia «extramuros», em bairros, avenidas, botecos, cemitérios, com os seus próximos, a mulher amada e os irmãos vivos e mortos («toda irmã / mais velha / é um agente duplo / da infância»).
Nem a idade nem as desventuras o vencem, e até nos deparamos com um inesperado júbilo formal. Há poemas curtos, esguios, quase caligramas, estrofes que usam a página toda, odes e meditações, uma vitalidade que parece intempestiva, mas é, ao contrário, bem chegada no momento em que chegou, com os pés no sentimento do tempo e a cabeça numa intemporalidade que pode ser o «efeito V» (o «distanciamento» brechtiano) ou um sentimento vivaz da existência. — Pedro Mexia
Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
Para o Snoopy, a vida é uma verdadeira aventura. Porque é que nunca lhe dão mais comida? Como é que os gatos são tão horríveis? Como é que um escoteiro se pode perder?
A vida é uma grande aventura para o Snoopy. O cão mais esperto da BD vai fazer muitas ondas: vai dar o seu melhor em desportos destinados a humanos, aventurar-se no bosque para provar o seu valor enquanto Escoteiro Beagle, e divertir-se com o Woodstock, espalhando alegria pelo caminho.

Hoje partilho convosco um novo programa da RTP2 dedicado aos livros. Chama-se a “A Pequena Biblioteca” e, recorrendo à descrição que podemos encontrar online, “é um programa que sugere, em alguns minutos, livros que podem ser lidos em algumas horas. Dos mais célebres e celebrados aos menos aplaudidos, mas nem por isso de menor qualidade, dos clássicos às novidades, em cada episódio é proposto um livro breve que vamos querer ler ou reler.”
Muito interessante. Vale a pena espreitar. Às terças ao final da noite na RTP2 e online.

Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
O livro convida-nos a mergulhar na profundidade destas conexões, levando-nos a repensar a música como uma linguagem capaz de traduzir, de forma única, a harmonia omnipresente no Universo.
A Harmonia das Esferas explora as múltiplas inter-relações entre a música e a ciência. Partindo da matemática e da física, que fundamentam os fenómenos do som e a sua organização, a obra revela também as contribuições da biologia - domínio do qual ainda se aguardam mais respostas para o enigma da atracção humana pela música - e as menos conhecidas interacções da música com a química, as ciências da Terra e do ambiente e, por fim, com as ciências da saúde.
Cada capítulo desvenda de que forma os processos e as leis naturais, em geral invisíveis, se manifestam na criação e na percepção musicais, desafiando as fronteiras que tradicionalmente separam a arte da ciência. O livro convida-nos a mergulhar na profundidade destas conexões, levando-nos a repensar a música como uma linguagem capaz de traduzir, de forma única, a harmonia omnipresente no Universo.
Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
Portugal respira de alívio: o 25 de Abril acabou com a ditadura do Estado Novo. Seguem-se meses turbulentos, mas o povo deleita-se com o cheiro a liberdade que se sente no ar. Oxalá que não tenhamos de meter os contrarrevolucionários no Campo Pequeno antes que nos metam lá a nós.
Em 1975, uma nova revolução abala o país. Apoiado pela União Soviética, Otelo Saraiva de Carvalho assassina o general Spínola e estabelece um regime comunista em Portugal. O socialismo soviético nunca devia ter tomado Portugal. Há que corrigir este erro o quanto antes.
Volvida década e meia, George H. W. Bush chega à presidência dos EUA e decide acabar com o comunismo em pleno seio da NATO. Para isso, incumbe Frank Carlucci, agente da CIA, de derrubar Otelo e acabar com a influência soviética em Portugal.
A União Soviética não deve respostas a ninguém. Muito menos aos Estados Unidos da América!
Para fazer frente aos Americanos, a URSS envia um dos seus melhores agentes: Vladimir Putin, um jovem KGB com umas quantas cartas na manga e segredos muito próprios. Em menos de nada, começam as conspirações, as mortes, e as movimentações de espiões com Lisboa como pano de fundo.
Portugal Vermelho é uma realidade alternativa inspirada em histórias verídicas que vai deixar o leitor agarrado da primeira à última página.

(foto retirada daqui)
Foi conhecido na terça-feira o vencedor do prémio Booker Internacional. A vencedora foi a escritora indiana Banu Mushtaq com o livro “Heart Lamp”, um livro de contos traduzido do canarês.
A organização do prémio destacou que o livro “conta a resiliência, resistência, sagacidade e irmandade das mulheres em comunidades patriarcais no sul da Índia”.
Nenhuma das obras a concurso está ainda traduzida para português, mas como normalmente acontece o vencedor deverá acabar por ser traduzido.
Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
Esta escola assim não serve.
Um livro que é um diagnóstico, um alerta e uma proposta de mudança.
O impulso para brincar é uma parte significativa dos meios naturais de auto-educação das crianças, pelo que uma parte deste livro é sobre o poder da brincadeira. Ao longo do último meio século temos assistido a uma erosão contínua da liberdade das crianças para brincar. A consequência disso tem sido um declínio contínuo da saúde mental e física dos jovens.
Se esta tendência se mantiver, corremos o sério risco de produzir gerações futuras de adultos que não conseguem encontrar o seu próprio caminho na vida
Mais sobre o livro AQUI
Antes de qualquer outra coisa, aquilo que me vem à cabeça escrever quando terminei esta leitura é que se trata um livro poderoso.
É um livro que nos pretende dar a conhecer a Rússia tal qual ela é, muito para além de Putin e as suas ações para o exterior e para muitos constituem o que conhece desse país. Poderoso porque é um relato de uma jovem jornalista que sabe estar a colocar a sua vida em risco ao fazê-lo, em linha com vários casos eu já teve oportunidade de testemunhar.
É cru, é factual, é um relato vívido de alguém que olha para uma realidade que muitos não veem, que sabe que pode ser vítima dela, mas que considera necessário partilhar com outros essa mesma realidade.
Leitura obrigatória, pela informação que partilha, pelo testemunho que é preciso conhecer, e divulgar, já agora. Não deixem de ler.
Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
Em O Fim da Educação, António Carlos Cortez dá-nos a sua perspectiva sobre a falência da educação. Falência que é resultado, afirma, do tempo em que vivemos, adverso à cultura e inimigo do livro, da memória e do pensamento.
Um ensaio que se debruça sobre o empobrecimento geral do ensino em todos os seus graus: facilitismo, incúria e ausência de pensamento crítico. A mentalidade gestora, a superficialidade dos programas, o paradigma tecno-científico e a subsequente minimização das Humanidades, tudo isso se traduz, diz o ensaísta, na mais nefanda alienação.
António Carlos Cortez aponta soluções: uma reforma educativa que coloque as Humanidades e a verdadeira exigência e rigor (no acto de ler e de escrever, de pensar e de imaginar) no centro do processo educativo; o regresso ao livro e o combate pela memória.

Aconteceu na semana passada, mas ainda não tinha tido oportunidade de registar aqui, os vencedores dos British Book Awards de 2025. Destaque para o livro do ano, "Patriota" de Alexei Navalny e para o autor do ano, Percival Everett, ao do também vencedro do livro de ficção do ano, "James". Lista completa abaixo.
Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
Os Demónios da Nossa Natureza leva-nos numa viagem que explora as raízes biológicas do comportamento político que também carateriza os humanos no que têm de melhor e de pior.
Este livro expõe as razões pelas quais a democracia é uma construção cultural, que exige um esforço coletivo para se manter, e o autoritarismo é uma ameaça permanente, facilitada pela nossa natureza propensa às hierarquias e à dominância, que espreita constantemente e ameaça a construção da democracia. Paulo Finuras argumenta que as hierarquias de dominação nas sociedades humanas refletem a herança darwiniana que partilhamos com outros primatas não humanos.
Desde a história do autoritarismo e das democracias completas e falhadas, até à presente situação da democracia no mundo e ao seu futuro, este livro suscita uma reflexão sobre a natureza humana e os seus labirintos escondidos dos quais muitas vezes não nos apercebemos, mas que ajudam a explicar o que somos, o que fazemos e porque o fazemos, enquanto animais políticos.
Um livro provocador que exige atenção e convoca a nossa reflexão sobre o passado, o presente e o futuro das opções políticas das sociedades humanas e onde a democracia não pode ser dada como garantida.

Segunda incursão pelas novidades de maio. São muitas (aqui ficam apenas algumas) e bem a tempo da Feira do Livro de Lisboa.
"O Vício dos Livros II" de Afonso Cruz – disponível dia 26
"Uma Catastrófica Visita ao Zoo" de Joël Dicker - disponível dia 26
"A Mais Breve História da Rússia" de José Milhazes e Dulce Garcia - disponível dia 20
"Nunca Me Deixes" de Kazuo Ishiguro - disponível dia 20
"Liberdade para Aprender" de Peter Gray - disponível dia 18
"Sem Tréguas" de Stephen King - disponível dia 27
"Primeira Biografia do Marquês de Pombal" de D. José de Mendonça - disponível dia 18
"Os Mitos da Geografia" de Paul Richardson - disponível dia 27
"Geração de 60" de Diana Andringa - disponível dia 22
"As Mortes do Meu Pai" de Joaquim Arena - disponível dia 22
"Uma História Africana da África" de Zeinab Badawi - disponível dia 21
"Portugal Vermelho" de Pedro Catalão Moura - disponível dia 22
"O Outro Lado dos Livros" de Manuel Alberto Valente - disponível dia 22
"O Espanhol que Encantou o Mundo" de Ignacio Peyró - disponível dia 22
"O Estado Novo em 101 Objetos" de Fernanda Cachão - disponível dia 27
"A Harmonia das Esferas" de João Paulo André e Carlos Fiolhais - disponível dia 20
"Aljubarrota" de João Nisa e Paulo M. Dias - disponível dia 22
Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
Menina e Moça é uma novela sentimental publicada no século XVI e é considerada o primeiro romance pastoril da Península Ibérica. A história está divida em 3 narrativas: História de Lamentor e Bilesa, Os Amores de Binmarder a Aónia e Os Amores de Avalor por Arima. As três histórias relacionam-se entre si. As histórias têm temática romântica e passam-se em meio rural.
O romance principia com o monólogo de uma jovem que não se conhece nem nome nem condição, num processo que lembra as cantigas de amigo. A jovem queixa-se de uma dolorosa separação e de mudanças que a atiraram para o desterro de um monte solitário, onde está há dois anos. E conta o que ocorreu dias antes, estando numa solidão sem medida, viu a manhã formosa por entre os prados do vale, sentou-se debaixo de um freixo, à beira-rio, e não faltou muito que numa ramada viesse pousar um rouxinol. Cantou um triste trinado e caiu morto na corrente larga da água, que o arrastou para longe. Aproximou-se então uma mulher idosa e com ela a jovem encetou um diálogo em torno das desventuras de cada uma. E esta contou-lhe a desventura daquele lugar em que dois amigos acabaram mortos à traição, deixando as amadas à sua espera. E entra aqui a tradição dos relatos de amor cavalheiresco, na linha de Amadis de Gaula. Os romances pastoris foram muito específicos de uma época histórica.

Reading Aloud
ONCE we read Tennyson aloud
In our great fireside chair;
Between the lines my lips could touch
Her April-scented hair.
How very fond I was, to think
The printed poems fair,
When close within my arms I held
A living lyric there!
De Christopher Morley
Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
Inclui jogos divertidos para fixar a grafia das palavras mais malandras.
Ninguém duvida da importância de escrever e falar em bom português. Também é certo e sabido que é de pequenino que se torce o pepino aos erros, que é como quem diz:
- Finta-se a esparrela das vírgulas entre o sujeito e o predicado;
- Acaba-se com as dúvidas sobre o «à» e o «há»;
- Aprende-se a traduzir estrangeirismos;
- Interioriza-se que «pronto» não é «prontos».
Tudo isto e muito mais!
Com três décadas de experiência profissional como docente de Língua e Literatura Portuguesa, Sara de Almeida Leite apresenta-nos um livro descomplicado e muito divertido para acabar de vez com os erros mais comuns entre os estudantes!
Entre os vícios de pronúncia, os «s» que têm som de «z» e a confusão entre «trás» e «traz», às vezes, parece impossível compreender o que está certo e o que está errado. Felizmente, há sempre uma regra, dica ou explicação que torna tudo mais simples.
E porque não há nada como um bom passatempo para consolidar este conhecimento, Paulo Freixinho, autor de palavras cruzadas há mais de trinta anos - a palavra certa para descrever a sua profissão é cruciverbalista, já agora -, criou jogos exclusivos para este livro. das palavras cruzadas às sopas de letras, aqui está a prova de que é possível divertires-te enquanto aprendes.
Um livro indispensável para todos, sobretudo para alunos do ensino básico e do ensino secundário.
Hoje um vislumbre sobre o que está no Top mesmo aqui ao lado na nossa vizinha Espanha. Um misto de ficção e não ficção com vários nomes conhecidos e publicados também por cá.

Mais sobre o livro AQUI
Sinopse:
NÓS, FILHOS DE EICHMANN (1988) reúne duas cartas - a primeira escrita no rescaldo da leitura de Eichmann em Jerusalém, de Hannah Arendt, e a segunda nos anos 80 - dirigidas ao filho mais velho do infame responsável pela logística das deportações nazis. Günther Anders diz não pretender revisitar o passado recente, mas evitar a repetição da monstruosidade e falar ao presente, a uma humanidade que a todo o momento pode recair na barbárie. Porque o avassalador progresso técnico converteu o mundo numa máquina de tal forma complexa, que excede a compreensão dos que nela participam e oculta o carácter lesivo de acções quotidianas, abrindo o caminho para a falência moral que nos transformará a todos, peças da engrenagem, em filhos de Eichmann.