domingo, 31 de maio de 2020

Novidade - "O Macaco Rabugento" de Suzanne Lang; Ilustração: Max Lang

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Quim Panzé, o chimpanzé, está de PÉSSIMO HUMOR... Como reagirão os seus amigos? E de que será que o Quim Panzé precisa para se sentir melhor?

Quim Panzé, o chimpanzé, está de péssimo humor - sem razão aparente. Os amigos dele não conseguem compreender. Como pode ele estar de mau humor num dia tão bonito? Todos o incentivam a levantar a cabeça, a sorrir, a fazer coisas que os fazem felizes. Mas o Quim não aguenta ouvir tantos conselhos e acaba por perder o controlo. Será que só precisa que o deixem em paz quando fica rabugento? O hilariante bestseller do New York Times sobre como lidar com sentimentos inexplicáveis - e o perigo de os reprimir.




Críticas de imprensa

 


«As ilustrações vivas de Max Lang são uma companhia excelente para a mensagem de que não há problema se nos sentimos em baixo.»
School Library Journal

«O incentivo de Suzanne Lang para nos sentarmos com nossas emoções (deixando que elas passem) é quase budista, e será uma excelente biblioterapia para a criança rabugenta, irritadiça e zangada.»
Kirkus Reviews

«Um chimpanzé aprende a enfrentar uma onda de emoção neste livro tranquilizador sobre sentimentos.»
Publishers Weekly


Notícias livrescas

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- A Feira do Livro de Lisboa já tem datas: irá realizar-se entre 27 de agosto e 13 de setembro. Com a normalidade possível, serei, como sempre, visitante.


- Mercado livreiro recupera (ligeiramente). Ainda com uma quebra significativa face a igual período de 2019, com a abertura das livrarias de rua o mercado começa a recuperar ligeiramente. Recuperação mais a sério só com a reabertura das maiores superfícies comerciais;


- Livros da saga "Harry Potter" vão ser reeditados em Portugal com novas capas. Muito bem conseguidas por sinal;


- O novo livro de Helena Ferrante, “A Vida Mentirosa dos Adultos”, que chega a Portugal em setembro, vai ser uma série na Netflix.

sábado, 30 de maio de 2020

Novidade - "Os Crocodilos Também Choram" de Javier Gimeno

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Sinopse:


Sabe por que choram os crocodilos?
E porque é que os chimpanzés sorriem?
Imagina macacos numa farra ou um elefante fora de si porque quer comer determinados frutos?


Neste original e divertido livro, Javier Gimeno, naturalista e biólogo-conservador no parque natural de Faunia, localizado em Madrid, revela-nos as histórias que os animais contam, sem tugir nem mugir: singularidades, curiosidades e anedotas de um mundo apaixonante.

Leitura - "A História do Mundo para Pessoas com Pressa" de Emma Marriott

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Mais sobre o livro aqui


A leitura deste livro explica-se de forma simples: não estava minimamente prevista, serviu um propósito de consulta e acabou por ser lido até ao final.


A necessidade de consulta aconteceu durante a leitura do livro “Rumo ao Desconhecido” para enquadrar alguns momentos históricos que não são muito aprofundados. Li alguns capítulos, depois li outros e quando percebi já tinha lido quase metade (isso também explica a demorada para terminar o livro de Andrew Rader).


Acabei por terminar a leitura levado pela sensação que fui acumulando espaços em branco no meu cérebro sobre a história do mundo. Ao ler o livro senti que de alguma forma consegui recolocar algumas peças do puzzle.


Trata-se de um livro muito simples, com o essencial do essencial sobre a história do mundo. Diria que é uma espécie de “Apontamentos Europa-América” sobre a história do mundo, embora a organização cronológica seja, pelo menos para mim, um pouco atabalhoada.


Útil para quem pretende saber o básico, ou preencher alguns espaços em branco. Não dá para mais do que isso, e termina basicamente na II Guerra Mundial. Mas também não engana. Desde o início de o leitor sabe com o que pode contar.


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sexta-feira, 29 de maio de 2020

Novidade - "Um Mundo Aflito" de José Jorge Letria; Fotografia: Inácio Ludgero

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Sinopse:


Magnífica combinação de texto e imagem reflectindo e dialogando com o confinamento e os efeitos que ele teve na nossa paisagem psicológica e física. José Jorge Letria escreveu e Inácio Ludgero fotografou.


Neste livro e nesse encontro da escrita e da fotografia somos surpreendidos e comovidos pela incrível mudança das ruas, dos jardins, dos transportes públicos, dos seres humanos.


A Covid-19 e o confinamento que ela causou deram lugar a um mundo de ausência e abandono, como nunca o tínhamos lido, como nunca o tínhamos visto.

Dava um bom retiro livresco 62

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Podem perguntar ondes estão os livros neste retiro, porque normalmente os livros estão presentes em qualquer retiro que eu aqui apresento. Bom, a resposta é simples... não estão, mas era pessoa para levar um trolley de livros até lá e ficar ali durantes uns bons dias...o retiro está lá e eu faria dele livresco!


Bom fim de semana e boas leituras!

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Novidade - "No Labirinto de Outubro" de Rui Bebiano

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Sinopse:


No Labirinto de Outubro aborda o impacto, a crítica e o eco histórico e simbólico da Revolução Russa de 1917 nos cem anos que se seguiram.

Ensaia uma observação do caráter polissémico daquele momento, que não se limitou a produzir um modelo de sociedade ou um novo paradigma político, mas libertou igualmente futuros hipotéticos e plausíveis, abrindo caminho a diferentes experiências, associadas, entre avanços e recuos, a um século de transformação progressista da humanidade.

Nele se procura também encarar o modo como uma multiplicidade de lutas e de vivências coletivas correspondeu, e por certo continuará a corresponder, à infinita demanda humana, mobilizadora de toda a mudança, por uma sociedade mais justa, igualitária e que se deseja feliz.

A minha wishlist pós desconfinamento

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Entradas e saídas, a movimentação do costume na minha wishlist.  Incompleta também, porque ficam sempre de fora algumas escolhas.


Tenho alguns já adquirido e aguardo a sua chegada entre o final de maio e o início de junho. Um deles é um desejo antigo que recuperei, "O Diário Secreto de Hendrik Groen aos 83 Anos e 1/4" .


Juntei ainda à lista um livro que conheço há muito, mas que nunca tinha considerado seriamente adquirir, "Cloud Atlas". Juntei-o depois da recomendação de Bill Gates nas leituras de verão.


Depois (é verdade) há muita coisa antiga que já por aqui anda há muito tempo. Nos próximos meses quero ver se adquiro alguns deles, isto porque continuam a ser livro que me dizem bastante, simplesmente tem sido preteridos em favor de outros.


São muitas e diversificadas escolhas. Se servir para ajudar alguém a escolher a próxima leitura, fico satisfeito!


 

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Novidade - "E, de Repente, a Alegria" de Manuel Vilas

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Desde o coração das suas memórias, um homem que arrasta tantos anos de passado como ilusões de futuro, recorre às suas recordações para iluminar a sua história. A história de um filho que tem de aprender a viver sem os pais, e de um pai que precisa de aceitar a viver mais longe dos filhos. Uma história que por vezes dói, mas que sempre acompanha.

Neste romance, a meio caminho entre a ficção e a confissão, o protagonista viaja pelo mundo e pelas suas memórias. É uma viagem com duas faces: a face pública, em que o protagonista-autor encontra os seus leitores; e o lado íntimo, em que aproveita cada momento de solidão para procurar a sua verdade.

Uma verdade que começa a despontar – dolorosa e inesperadamente - depois da morte dos pais, do divórcio, do afastamento do vício. Uma verdade que ganha novos matizes à medida que toma forma uma nova vida ao lado de um novo amor, uma vida em que os filhos se transformam na pedra angular sobre a qual gira a necessidade inadiável de encontrar a felicidade. Ou a alegria.

Se Em tudo havia beleza procurava no passado o caminho para regressar ao presente, aqui Manuel Vilas escreve uma história que vai buscar ímpeto ao passado para se lançar para o futuro e tudo o que ele pode trazer de inesperado. Depois da dor do auto-conhecimento, esta é a história da busca esperançada da alegria, essa reivindicação de fé e coragem em tempos convulsos, essa força maior da vida, que, como a beleza, pode estar em qualquer lugar.




Críticas de imprensa

 


«Uma crónica de celebração vital, da procura da verdade e da beleza entre os estilhaços do medo.»
El País

«A busca de uma verdade íntima e pessoal colocou Manuel Vilas nesse lugar raro dos escritores literários que sabem falar às pessoas de tu para tu.»
El Periódico


 «E, de repente, a alegria é um livro poético e electrizante, que não é propriamente uma sequela de Em tudo havia beleza, mas sim um novo e duro olhar sobre o mundo. Uma dignificação da dor, da perda e dos processos que nos impelem a seguir em frente. Há algo solar neste livro. Há algo curador.» Joaquín Pérez Azaústre, La esfera de papel, El Mundo

 

«Um livro magistral, difícil, fácil, eloquente, complexo, admirável na sua simplicidade enfurecida, contraditoriamente elementar e sábio, enorme, terno e sombrio: tudo isso é para mim E de repente a alegria, de Manuel Vilas.» José Luis Ibáñez Salas, La Nueva Tribuna


Leitura - "Número Zero" de Umberto Eco

 


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Há muito tempo que andava para ler um livro de Umberto Eco. Por recomendação de uma pessoa conhecida, há já algum tempo, fiquei com este “Número Zero” gravado na memória e, tendo em conta a sua aquisição recente, decidi que seria o momento.


“Número Zero” foi o último romance escrito por Umberto Eco e assenta numa ideia de conspiração, de verdade e de mentira, nos meandros políticos muito perigosos da Itália do início dos anos 90, mas com ramificações até ao final da II Guerra Mundial, que acontece no quadro de um jornal (“Amanhã”) que já sabe não deverá chegar a sair, e que visa personificar um jornalismo em declínio.


É um livro curto, simples e bem construído, mas... não vou dizer que fiquei desiludido, e menos ainda que não vou ler mais nada do autor tão depressa, mas confesso que me soube a pouco. Fiquei com a ideia de que preciso mesmo ler outro livro do autor, porque este ficou num patamar aquém do esperado. É um livro interessante, sem dúvida, cativante sem ser deslumbrante.


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terça-feira, 26 de maio de 2020

Novidade - "Manual de Sobrevivência de um Escritor" de João Tordo

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Partindo das suas memórias do ofício, João Tordo esboça neste livro uma espécie de manual para todos aqueles que se interessam pelo mundo da escrita — sejam escritores a dar os primeiros passos ou leitores curiosos. Misturando humor e pragmatismo, memórias de vida e conselhos úteis, o autor abre as portas da sua actividade — e da sua relação com a literatura e a vida — a todos aqueles que experimentam a magia da ficção.
Esta viagem pelos meandros de um ofício que recusa deixar-se ensinar — e de muitas das suas vertentes e consequências, como a técnica, o enredo, as personagens, a edição, a crítica, o fracasso, a sobrevivência — é também uma incursão no lado mais íntimo de um escritor entregue à sua mais dilacerante paixão. Este volume percorre os autores, a tradição e o processo que fazem um autor, mas é também uma confissão dos tempos difíceis, das angústias e das dúvidas que assaltam sem piedade tanto os jovens escritores como os mais experimentados.
Manual de Sobrevivência de um Escritor é uma aventura pelo lado menos conhecido de uma forma de arte que encanta a Humanidade desde os seus primórdios. Com coragem e humildade, com ironia e sinceridade, João Tordo conduz-nos nesta viagem, cujas páginas gostariam de ser um guia (ou um amparo) para os amantes de literatura.

«Falta-me alguma coisa, o mundo não é suficiente. Quero acrescentar-lhe e acrescentar-me a ele; e, por isso, escrevo.»

Luis Sepúlveda e a origem do Ministério

 


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Em abril deixou-nos, vítima de Covid19, o escritor Luis Sepúlveda. Na circunstância não o referi aqui, mas, apesar de nunca ter lido nada do escritor, ele está diretamente ligado ao nascimento do blog Ministério dos Livros.


Já aqui escrevi por diversas vezes sobre os motivos que em levaram a criar o blog, sendo que, um dos mais importantes foi a minha necessidade de aumentar o conhecimento sobre o mundo dos livros, ou, mais concretamente, sobre os livros propriamente ditos e sobre escritores.


Pouco tempo antes de ter criado o blog, numa conversa com duas ou três pessoas falou-se, já não me lembro bem porquê, sobre o livro “História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar”, e eu, não me perguntem porquê, e podem gozar à vontade, apesar de conseguir reconhecer o escritor, tinha para mim que este era não chileno, mas... moçambicano. Não sei se em algum momento o confundi com Pepetela, o que é facto é que tinha essa ideia errada.


Sucede que, uma das pessoas que estava na conversa, apesar de pouco ou nada ler, aproveitou o momento para me corrigir (e até aqui nada a apontar), mas fez questão de repetidamente tentar deixar claro que era uma falha inadmissível para alguém que diz ler com frequência. “Não saber uma coisa tão simples sobre um escritor conhecido...” disse por fim.


Não rebati a provocação. Assimilei e guardei para mim que, independentemente da origem do comentário, tinha efetivamente de aprender mais sobre algo que sempre me disse muito e, sendo completamente honesto, foi nesse dia que a ideia de criar um espaço que me ajudasse a conhecer mais sobre livros, escritores e seus derivados, ganhou efetivamente forma.


Mais de dois anos de meio depois, mesmo não tendo lido ainda nada de Luís Sepúlveda, posso pelo menos reconhecer o facto de, ainda que indiretamente, ter ajudado este leitor criar este espaço e a saber hoje um pouco mais sobre livros. É qualquer coisa.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Novidade - "Intruso" de Tana French

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Uma jovem é morta em casa. Não há sinal de arrombamento e a mesa está posta para um jantar romântico. As pistas apontam para mais um caso de violência doméstica. Mas algo não bate certo. Um dos detetives reconhece aquela rapariga e o instinto diz lhes que há algo mais por trás daquele crime. Talvez tenha razão...

A verdade é avassaladora. Um passo errado pode arruinar muitas vidas. Eis um romance psicologicamente denso e absolutamente viciante, em que nada é o que parece.
Perfeito e arrebatador para os fãs de Donna Tart e Gillian Flynn.




Críticas de imprensa

 


«A escritora de policiais mais interessante e importante que surgiu nos últimos 10 anos.»
Washington Post

«Uma grande mestre do suspense psicológico.»
Financial Times


domingo, 24 de maio de 2020

Novidade - "O Planeta Terra" de Heather Alexander - Ilustração: Andrés Lozano

 


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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


A Terra é uma rocha sólida gigante?
O que é um ano bissexto?
Qual é o local mais quente da Terra?


Descobre mais sobre os planetas do nosso Sistema Solar, procura as curiosidades sobre os continentes, observa o interior da Terra e vê as suas camadas, aprende mais sobre mapas, percebeE como a chuva é feita, investiga as diversas formas de relevo e as catástrofes naturais, explora o mundo usando os teus cinco sentidos e dá uma olhadela aos diferentes habitat.


Descobre tudo nestes livros interativos com 100 perguntas e respostas, e 70 abas que se levantam e revelam muitas curiosidades.


 

Bibliotecas do Mundo 35

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Seattle Central Library, Seatle, EUA

sábado, 23 de maio de 2020

Novidade - "O Mundo de Amanhã" de Carlos Gaspar

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


O mundo de amanhã será definido mais pelas dinâmicas que prevalecem na luta entre as democracias liberais do que pela evolução da ciência e da tecnologia, das mudanças climáticas ou das epidemias.
A crise da ordem liberal marca o regresso da competição entre as grandes potências. As divergências entre os Estados Unidos, a China e a Rússia dominam a política internacional e prejudicam as dinâmicas de integração que garantiram a paz no período pós-Guerra Fria. No mundo de amanhã, Portugal e a Europa terão de recuperar as condições de autonomia indispensáveis à defesa dos seus valores e dos seus interesses.
Através de uma análise das crises internacionais e das estratégias das principais potências, este ensaio procura demonstrar que o destino do mundo está, afinal, nas mãos da geopolítica contemporânea.

Novidades literárias pós confinamento

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Na passada semana registei aqui a minha satisfação pelo facto de as editoras estarem a regressar aos poucos aos novos lançamentos. Hoje registo aqui algumas das novidades (as já conhecidas) para este final de maio e para o mês de junho. Assim, do que já tive oportunidade de conhecer destaco:


“Em tudo havia beleza” de Manuel Vilas


“Manual de sobrevivência de um escritor” de João Tordo;


“Ocupação” de Julián Fuks


“Coração Rebelde” de Arundhati Roy (ensaio)


“As telefones“de Djaimilia Pereira de Almeida (muita curiosidade neste livro)


“Caronte à Espera” de Cláudia Andrade


“Eneida” de Virgílio (nova tradução)


“Margarida Espantada” de Rodrigo Guedes de Carvalho


“O Ano do Macaco” de Patti Smith (memórias)


“Uma Ida ao Motel” de Bruno Vieira Amaral


“Os Vivos e os Outros” de José Eduardo Agualusa


“A Casa Alemã” de Annette Hess,


“Escrever” de Stephen King


“Marrom e Amarelo” de Paulo Scott


“Coisas de Loucos - O que eles deixaram no manicómio” de Catarina Gomes


À medida que forem saindo vou tentar dar aqui o devido destaque às novidades.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Novidade - "O passado" de Tessa Hadley

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Três irmãs e um irmão regressam, para as últimas férias de verão, à velha casa dos avós. Trazem os filhos, uma nova esposa e o filho de um antigo namorado. Ao longo de três semanas, as memórias do passado e da infância voltam à superfície e as tensões aumentam, misturando-se com o ar quente e denso da paisagem idílica de uma pequena vila inglesa.

Tessa Hadley constrói um magnífico romance, só ao alcance de uma extraordinária autora, onde as particularidades das ligações familiares, as suas crises e alegrias, assumem o papel de protagonistas, assegurando que o passado fará sempre parte de nós.




Críticas de imprensa

 


«Paciente e discreta, Hadley tornou-se numa das maiores romancistas contemporâneas da atualidade.»
The New York Times

«Maravilhoso.»
Guardian

«Inteligente.»
The Times

«Magnífico.»
Sunday Times


Audiolivro - "Start With Why" de Simon Sinek

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Mais sobre o livro em português aqui e sobre o audiolivro aqui


Conclui ontem o audiolivro “Start With Why”, ou em português, “Comece pelo porquê”, de Simon Sinek.


Sem rodeios, é preciso dizer que é um grande livro, ou melhor um excelente manual de gestão que, para quem trabalha em alguns contextos empresariais, faz, ainda mais sentido.


Este livro foi me apresentado há cerca de dois anos num contexto de formação na minha atividade profissional, por via de uma aula numa reputada universidade, e foi vendido, assim como o autor, como algo efetivamente muito bom.


Na circunstância, apesar de ter ficado cativado acabei por não comprar o livro. Mais recentemente voltei a cruzar-me com algumas notas que tirei na dita aula e com um artigo sobre o autor. Adicionalmente comprei, em papel, os seus dois livros mais recentes e pensei que poderia adquirir o audiolivro para ouvir nas minhas corridas, e assim fiz.


Apesar de ser em inglês o livro tem uma linguagem muito simples e de muito fácil entendimento. É claro, preciso, e mesmo nos pontos onde o idealismo prevalece existem sempre exemplos que os justificam, na pessoa do próprio autor ou de casos muitos conhecidos.


A mensagem de base é claramente, como próprio título indica, o “porquê”. Todo o livro é construído à volta do “porquê”, a forma com estrutura uma organização, como a pode matar, como pode ser, quando conjugado com o “como” e “o quê”, uma chave para o sucesso. O auto desenvolve a teoria do Circulo Dourado onde enquadra estes três conceitos.


A Apple aprece como o exemplo mais salientado, mas não é o único. Existem muitos casos referidos no livro para ilustra a teoria do autor. Pela positiva e pela negativa.


No geral tudo o que o autor refere faz muito sentido e é claro na forma com o faz. É um grande manual de gestão para executivos, mas também para todos os que podem ter uma voz no contexto empresarial em que trabalham. Se não servir para nenhum destes pontos serve para ficar a perceber melhor o mundo que nos rodeia e até a forma como podemos organizar a nossa vida. Em resumo é um livro para todos. É um excelente livro para todos.


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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Novidade - "O Sentido da Vida Humana" de Edward O. Wilson

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Do prestigiado biólogo duas vezes distinguido com o prémio Pulitzer.
Uma obra excecional sobre o Homo Sapiens.
Desde a origem da existência humana até à criação de uma hipótese provocadora acerca do futuro, Edward O Wilson apresenta nestas páginas um retrato esclarecedor sobre o que é ser um homo sapiens.
O Sentido da Vida Humana responde às mais profundas e inquietantes questões de todos os tempos, incluindo as célebres, de onde vimos e para onde vamos, e talvez a mais difícil de todas porquê?.
Combinando o conhecimento científico com o humanístico, Wilson faz uma defesa apaixonada da nossa herança biológica, salientando sempre que só o reconhecimento do carácter único e frágil da bioesfera poderá suportar o verdadeiro sentido da vida humana.
Uma obra verdadeiramente indispensável!

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Pode parecer um contrassenso numa primeira análise, mas é uma frase que faz todo o sentido. Um escritor está constantemente sobre pressão. Pressão que exerce sobre si próprio para conseguir produzir mais uma obra, pressão do exterior, dos seus leitores. que esperam que o próximo livro supere sempre o anterior. Se pensarmos bem, não é nada fácil, e explica, pelo menos em parte porque é que há (e houve) muitos escritores praticamente de uma obra só.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Novidade - "E se Eu Não Puder Decidir?" de Lucília Nunes

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Mais sobre o livro aqui


Um livro muito atual.


Sinopse:


Estão na ordem do dia as questões éticas relacionadas com o final da vida, a dignidade nos cuidados paliativos, a eutanásia ou a morte assistida. Impõem-se perguntas cruciais: E se eu não puder decidir sobre mim mesmo? Como preparar em vida uma escolha livre e esclarecida quanto à minha própria morte? Este ensaio propõe uma reflexão apurada sobre como tomar decisões, ter consciência de limites, interessar-se pelo bem do Outro, saber para poder escolher, consentir ou nem por isso, distinguir entre conceitos do final de vida e pensar decisões antecipadas. Para tal, pondera as nossas capacidades, incapacidades e limites para focar os processos de doença, passando necessariamente pela informação, pelo consentimento e pela análise das diretivas antecipadas de vontade. Porque podemos viver melhor e morrer mais dignamente.

Os livros de Bill Gates para o verão


Este é mais um clássico aqui no blog e um post obrigatório: as recomendações de livros de Bill Gates, neste caso para o verão. Como sempre são 5 escolhas, a saber:


- “The Choice - Embrace The Possible” de Edith Eva Eger


- "Clound Atlas" de David Mitchell


- "The Ride Of A Lifetime" de Robert Iger


- "The Great Influenza" de John M. Barry


- "Good Economics For Hard Times" de Esther Duflo e Abhijit V. Banerjee


O único traduzido em português até ao momento é "Cloud Atlas", todos os outros estão apenas disponíveis em inglês.


Tenho sempre em linha de conta as sugestões de Bill Gates porque, até ao momento, dos vários livros que já li depois da sua recomendação, todos corresponderam às expetativas. Neste lote confesso que já conhecia todos, pelo menos superficialmente,  e aqueles que me despertam mais interesse são: "The Ride Of A Lifetime" e "Good Economics For Hard Times". A considerar em breve, ou logo que possível.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Novidade - "Os Filhos de Deus" de Glenn Cooper

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Por detrás de um fenómeno milagroso esconde-se uma ameaça que poderá mudar a igreja católica para sempre.

Três milagres
Em diferentes pontos do mundo, três adolescentes engravidam. Todas se chamam Maria e todas são virgens. Cal Donovan, professor de Harvard especializado em Religião e Arqueologia, é convocado pelo Papa Celestino IV para investigar estes acontecimentos. Será possível que as jovens tragam nos ventres os Filhos de Deus?

Um possível rapto
George Pole, um cardeal americano conservador que discorda dos ideais progressistas do Papa, ameaça fazer uma declaração de oposição pública à Igreja Católica caso as três virgens não sejam reconhecidas como milagrosas, o que poderia originar um novo cisma. Porém, antes de Cal ter oportunidade de investigar todas as raparigas, as três desaparecem.

Uma instituição milenar em risco
Enquanto tenta encontrar as jovens e descobrir a verdade, Cal apercebe-se dos interesses escondidos por detrás do aparente milagre.
Poderá este acontecimento promover uma renovação de fé ou será responsável pelo desmoronar da Igreja Católica?




Críticas de imprensa

 


«Para os fãs de O Código da Vinci.»
Publishers Weekly


Ainda o livro "Terra Americana"

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Quando conclui a leitura do livro “Terra Americana” referi aqui que iria tentar perceber um pouco melhor a polémica em que o livro está envolvido nos EUA.


Já sabia as linhas gerais da polémica e sabia também que no epicentro da questão estava o sucesso do livro e a sua por parte de Oprah Winfrey para o seu clube de leitura. Oprah foi criticada e pressionada a reconsiderar a sua escolha, mas não o fez. Decidiu em vez disso organizar um debate com a participação da autora do livro e algumas das suas principais críticas.


Não consegui ver o debate, mas consegui encontrar algumas notícias que dissecaram o que aconteceu e, na minha opinião há uma frase de Oprah que resume bem a situação:


“Am I going to have to spend the next two months defending the writer … or can we actually talk about the story?


I’m not going to play it safer, but I’m not going to wade into water if I don’t have to … This has taken up a lot of my energy, a lot of [Cummins’s] energy, and it’s taken the attention away from the real reason I want people to read books.”


Ou seja, a questão não é o livro, o tema do livro e menos aqui a qualidade de escrita e do enredo. A questão é muito mais funda, tem a ver com discriminação, diferenças de oportunidades e escolhas. Ou seja, aquilo que me é dado a entender é que a polémica é mais em volta do facto de estarmos perante um livro escrito por alguém que, supostamente, não conhece a realidade da qual fala, criando por isso estereótipos em relação ao México e aos mexicanos, quando existem muitos outros autores dessa comunidade a quem não é dado o mesmo reconhecimento e oportunidade.


Não tenho informação suficiente para poder dizer taxativamente se os críticos têm razão em relação ao tema das oportunidades e alegada discriminação, e, para avaliar o livro em causa, confesso que é algo que não vou considerar. O livro existe, é uma história de ficção baseada numa investigação e é um bom livro. O resto pode ser tema, mas é extra livro. Fazer do livro um bode expiatório não me parece correto, mesmo quando existe numa final uma nota da autora que em alguns pontos é menos feliz, quando tenta justificar-se ou colocar-se nos sapatos dos migrantes mexicanos de forma menos conseguida.


O livro deve ser lido e analisado por aquilo que vale e não deve ser considerado  em virtude de outros interesses.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Novidade - "O Princípio e o Fim de Tudo" de Paul Parsons

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



A história do universo: do nada ao seu nascimento e até ao seu destino final.

Há 13,8 mil milhões de anos, algo de incrível aconteceu. Matéria, energia, espaço e tempo de repente começaram a existir num evento cataclísmico que passou a ser conhecido como Big Bang. Foi o nascimento do nosso universo. O que começou a vida com o tamanho mais pequeno do que a menor partícula subatómica é hoje de uma imensa vastidão, anfitrião de biliões de galáxias. A formulação da teoria do Big Bang é uma história que combina alguns dos conceitos mais vastos na física com observações do cosmos.

Da constatação de que somos um planeta a orbitar uma estrela numa de muitas galáxias, passando pela descoberta de que o nosso universo se está a expandir, até às teorias revolucionárias de Einstein, cada nova descoberta aprofunda a nossa compreensão das origens do universo, formando-se uma imagem mais clara de como tudo irá acabar.

O fim virá numa explosão ou será aos poucos?
Será mesmo o fim, ou um novo princípio, à medida que o universo se prepara para uma nova fase de expansão?
E foi o nosso Big Bang apenas um de muitos num multiverso de universos paralelos?

Escrito num tom envolvente, o livro de Paul Parsons leva-nos numa viagem desde o princípio dos tempos, onde se incluem as observações astronómicas mais recentes e descobertas teóricas, até ao fim do universo tal como o conhecemos.




Críticas de imprensa

 


«Uma introdução brilhante ao lado mais interessante da ciência.»

Popular Science


65 dias depois, de volta a uma livraria!

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Finalmente! 65 dias depois voltei a entrar numa livraria! Foi no passado sábado.


Depois de mais de dois meses de quase total confinamento foi a primeira vez que saímos, em família, para fazer um passeio. Acabámos por ir dar à Baixa de Lisboa, que ainda que movimentada, permitiu um passeio tranquilo, um gelado, e uma visita à minha livraria favorita, a Bertrand do Chiado.


Foi uma visita em família porque houve lugar a compras para todos os elementos do agregado. Tanto tempo depois soube-me pela vida voltar a sentir o cheiro dos livros. Sem muitas mexidas, escolhemos o que pretendíamos, trouxemos dois exemplaras das revistas “Somos Livros”, para miúdos e graúdos, pagámos, saímos e voltámos para casa. Foi a cereja no topo do bolo de uma tarde que já não acontecia há muito.

domingo, 17 de maio de 2020

Novidade - "Super-Narval e Alfaísca" de Ben Clanton

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


O segundo volume da mais divertida coleção dos mares.


O Narval e a Alforreca estão de volta em ação para uma Superaventura. Junta-te a eles enquanto encontram os super-heróis dentro de si em três novas aventuras submarinas. Na primeira, o Narval revela o seu alter-ego de super-herói e convoca a Alforreca para o ajudar a descobrir qual é o seu superpoder.


Em seguida, o Narval usa o seu superpoder para ajudar um amigo a encontrar o caminho de volta para casa. Por fim, a Alforreca sente-se triste e o Narval vem em seu socorro.


 

Receita livresca domingueira

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Analise a temperatura do dia lá fora e veja se está quente q.b.


Escolha um livro a gosto não esquecendo um marcador.


Procure um banco de jardim, uma sombra de árvore, um local tranquilo.


Sente-se e aprecie o sossego.


Abra o livro e inicie a leitura.


Disfrute.


Permaneça assim durante o tempo que lhe for possível.


Bom domingo!

sábado, 16 de maio de 2020

Novidade - "Política e Democracia na Era Digital" de João de Almeida Santos

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Reputados intelectuais falam do populismo, da social-democracia, da esqueda, da direita e da cidadania do futuro.


Escrito por consagrados professores e investigadores de várias universidades europeias, este livro procura responder aos desafios que a nova era tecnológica veio pôr à política e à democracia. Juntaram-se vários intelectuais europeus em torno do tema "Política e Democracia na Era Digital" e deram vida a este volume. O objectivo era simples: contribuir para que a política do século XXI ficasse em linha com os desafios que as novas tecnologias estão a pôr às nossas sociedades. Neste caso, à política e à democracia.
O leitor vai, pois, encontrar nesta obra as respostas a estes desafios, as mais recentes dinâmicas políticas e de comunicação induzidas pelas tecnologias e uma nova reconfiguração da política, em condições de responder às exigências e às expectativas de uma cidadania em profunda transformação. Do que se trata, na verdade, é de uma mudança de paradigma. É a essa mudança que os autores procuram responder.

Novidades nos livros... aos poucos...

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Começam a surgir, aos poucos, notícias sobre o regresso dos livros, ou, melhor dizendo, as novidades nos livros.


Algumas editoras e grupos editoriais irão regressar às novidades já agora em maio, como é o caso da Leya da Porto Editora e da Penguin Random House. A Bertrand regressará apenas em junho.


Em março quase todas as editoras suspenderem a publicação de novos títulos, pelo que, agora, aos poucos vão regressando à normalidade possível como forma de recuperar as enormes perdas na redução de vendas ao longo dos últimos dois meses.


Da minha parte saúdo o regresso de novos títulos! Sabem a algum regresso à normalidade. Sabe bem voltar a ter "alimento novo" para minha wishlist. Só me falta poder voltar às livrarias como antigamente...

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Novidade - "A Tia Julia e o Escrevedor" (Bolso) de Mario Vargas Llosa

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


A Tia Julia e o Escrevedor é um dos livros mais originais de Vargas Llosa. Conta a história de Varguitas, um jovem peruano com ambições literárias que se apaixona por uma tia com quase o dobro da sua idade. Em paralelo a esse romance proibido, na Lima dos anos cinquenta, Varguitas conhece Pedro Camacho, autor excêntrico de radionovelas cujos enredos mirabolantes fascinam os peruanos.

As novelas vão muito bem, até ao dia em que Pedro Camacho, sobrecarregado, começa a confundir enredos e personagens. E, ao mesmo tempo, o romance entre Varguitas e a tia Julia é descoberto pela família. Ironia e romance em doses perfeitas, memórias autobiográficas e criação literária magistral fazem deste livro um clássico da literatura contemporânea.

Leitura - "Rumo ao Desconhecido" de Andrew Rader

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Está concluída a leitura do livro “Rumo ao Desconhecido” de Andrew Rader.


Devo reconhecer que foi uma leitura arrastada e não tanto por causa do livro em si. Foi antes por uma conjugação de fatores que passam muito por alteração de rotinas e falta de tempo neste período de pandemia (trabalhar a partir de casa tem os seus inconvenientes).


O livro é interessante e está bem estruturado, no sentido em que o autor leva-nos ao longo da história da humanidade, dá-nos uma lição de história enquanto nos mostra os grandes exploradores, viajantes, aventureiros que fizeram a civilização humana dar saltos em direção à modernidade.


O autor traz-nos do passado para nos levar ao futuro, para nos apontar o caminho da evolução humana, que está, naturalmente, na exploração do espaço. A última parte livro é um misto de realidade e futurologia, com base no que sabemos, no que podemos vir a saber e a conseguir, se quisermos sobreviver como espécie neste imenso cosmos. A mensagem de base é que temos de ser audaciosos como foram os nossos antepassados.


Não sendo uma obra marcante é um livro interessante. É um livro simples, bem escrito, adequado para quem procure um resumo dentro da ideia “de onde viemos e para onde vamos”. É uma versão light dentro desta categoria, mas que merece leitura.


Diria por último que pode ser uma boa introdução para quem pretenda ler, por exemplo, um livro como “O Futuro da Humanidade” de Michio Kaku, esse sim um livro exaustivo sobre o futuro dos humanos e o imperativo de conquistarmos o universo para sobrevivermos como espécie.


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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Novidade - "O Rei Recebe" de Eduardo Mendoza

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Há duas maneiras de contar uma história: como sucedeu e como a vivemos. Eduardo Mendoza regressa com um romance que nos faz sorrir e, sobretudo... relembrar.

Barcelona, 1968. Rufo Batalla recebe o seu primeiro encargo como jornalista: cobrir o casamento de um príncipe exilado com uma dama da alta sociedade. Coincidências e mal-entendidos levam-no a travar amizade com o príncipe, que lhe encomenda, entre outras coisas, a escrita da sua história. O opressivo ambiente da Espanha franquista leva-o a viajar para Nova Iorque, onde virá a ser testemunha dos grandes fenómenos sociais e culturais dos anos setenta: os movimentos antirracista, gay e feminista, e as novas vanguardas artísticas.

O Rei Recebe inaugura com brilho uma nova trilogia literária já anunciada de Eduardo Mendoza, As Três Leis do Movimento, que percorrerá os principais acontecimentos da segunda metade do século xx.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Hoje o post é especial...

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Sou um namorado desnaturado, e um marido também. Hoje é um dia especial, um dia de aniversário e não tenho propriamente nada para te oferecer. A não ser, esta meia dúzia de palavras. Sim, hoje este post é dedicado a ti, e não me vou esquecer dos livros pelo meio.


É verdade que este é um espaço sobre livros, mas é verdade também que é um espaço de profundo amor, normalmente pelos livros, mas hoje com uma derivação, para um amor maior.


Podia começar por dizer que há 13 anos que és a mulher da minha vida, ma se calhar sempre foste. Se acreditasse que estas coisas estão escritas, então esta estaria a bold e sublinhado. Sendo honesto, acho que nem sei explicar bem porquê, porque nós (à primeira vista) não fomos feitos um para o outro, em algumas coisas somos o perfeito oposto, no entanto... a coisa resulta, simplesmente, mesmo quando não resulta em pequenos momentos. A exceção confirma a regra. É assim, uma verdade científica.


A grande vantagem de poder escrever aqui que te amo muito é que, a não ser que me apaguem, estas palavras ficam aqui registadas, não para sempre, porque esse conceito não existe, mas certamente durante muito tempo. No futuro posso sempre mandar-te um link deste post quando te quiser lembrar que te adoro. É uma prova que fica.


É isto. Sou eu a escrever que te amo. Mais uma vez, desta vez em prosa e não em verso, como tantas vezes aconteceu, mas com o mesmo sentimento. Treze anos já são uma boa parte da minha vida contigo. pelas minhas contas são cerca de 31%, quase um terço. O meu objetivo é chegar aos 75%. Para isso, pelas minhas contas, tenho de cá andar até perto dos 120 anos.


Algo que não posso esquecer: agradecer a tua paciência para os meus defeitos, para a forma com eu giro os teus defeitos, para tudo o que tu fazes por mim e que eu muitas vezes reclamo, para o facto de te preocupares mais com a minha saúde do que eu (muito mais, diria) e por me ajudares tantas vezes a ser uma melhor pessoa. Não é pouco, não é nada pouco.


E os livros? Sim, os livros. Eles sempre estiveram presentes. O primeiro presente que te ofereci, ainda apenas um aspirante a namorada foi... um livro. O último presente que te ofereci, em conjunto com o elemento que nasceu de nós os dois foi... um livro. E foste tu quem fez força para que criasse este espaço, e és tu com quem quase todos os dias falo sobre livros, porque os livros são mais um dos elementos que nos unes. Tu és uma pessoa dos livros e eu tinha de escolher uma pessoa dos livros.


Obrigado por estares aí. Adoro-te muito.

Novidade - "A Geografia do Dinheiro" de Dharshini David

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Alguma vez se perguntou porque conseguimos comprar mais bens do que os nossos avós alguma vez conseguiram… mas é menos provável que consigamos ter uma casa onde os guardar? Porque é que o preço de um litro de combustível duplica em poucos meses, mas nunca cai da mesma forma? Por detrás de tudo isto está a economia. O dólar é a alma da globalização e é ele que mantém a economia a funcionar. Metade das notas circulam fora dos EUA e muitos desses dólares estão na posse da China. Mas o que acontece quando o nosso dinheiro se movimenta à volta do mundo e como é que isso afeta as nossas vidas?


Ao seguir a viagem de um dólar desde os subúrbios do Texas, através do banco central da China, pelos caminhos de ferro nigerianos e os oleodutos do Iraque, A Geografia do Dinheiro revela as verdades económicas que estão por detrás daquilo que vemos nas notícias todos os dias:
• Porque é que a China é o maior produtor de bens e os EUA o maior consumidor?
• O comércio justo é realmente uma coisa positiva?


Nesta leitura reveladora, a economista Dharshini David expõe estas complexas relações para chegar ao âmago de como o mundo globalizado funciona, mostrando quem detém o poder e o que isso significa para todos nós.

Curiosidades Livrescas

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A ideia de que é extraordinariamente difícil um novo autor conseguir ver a sua obra publicada é bem conhecida e há inúmeros casos que o fundamentam.


Um dos melhores exemplos será o caso da autora britânica, Doris Lessing, vencedora do Nobel, que já escritora reconhecida, enviou dois romances, “The Diary of a Good Neighbor” e “If the Old Could”, para o seu editor, não como Doris Lessing, mas utilizando um pseudónimo, Jane Somers. O editor britânico da escritora recusou os dois romances... e ambos acabaram por ser publicados mais tarde... por outra editora.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Novidade - "A Máquina Pára e Outros Contos" de E. M. Forster

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Estes dez contos publicados entre 1904 e 1920 revelam o fundo abismo que separa, por um lado, existências regidas por falsas convenções e pelo dito progresso civilizacional e, por outro, vidas em paz com a terra e a natureza.

O que sucede se nos desviarmos do caminho árido que sempre seguimos obedientemente (O Outro Lado da Sebe)?
Ou se trocarmos a erudição dos livros pela concretização da sabedoria que eles encerram (A Diligência Celestial e Outro Reino)?

A par de fábulas e fantasias que bebem na mitologia clássica e no simbolismo, em cenários pitorescos como a Itália e a Grécia, destaca-se A Máquina Pára, um visionário conto distópico, que, em 1909, soube prever a subjugação do homem à tecnologia e a degradação das relações humanas numa sociedade dominada pela máquina.

Compras & Ofertas de abril

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Abril foi um mês de compras. Diversificadas no género e no local de compra. Comprei na Bertrand, na Presença, na Gradiva e numa pequena livraria de bairro.


A maioria das compras foi realizada com base na minha wishlist, sendo que alguns já lá constavam há muitos vezes, como são sos casos de "Lealdade a toda a Prova" de James Comey e “Comportamento” de Robert M. Sapolsky.


"Operação Shylock" e "A Mulher à Janela" eram dois desejos mais recentes e "Número Zero" de Umberto Eco e "Os Superficiais" foram duas redescobertas de livros que já tinham estado para ser adquiridos e, entretanto, foram ultrapassados por outros.


"Os Tempo do Ódio" de Rosa Montero e "Chuva Miúda" de Luis Landero foram outras duas compras que, sendo também parte da wishlist, foram ambas recomendação de leitoras aqui no blog.


"A Rapariga Nova" era uma compra inevitável para a coleção de Gabriel Allon.


De oferta da Gradiva recebi o grande "Cosmos" de Ann Druyan, um livro espetacular de que já qui falei, quer em conteúdo quer em imagem.


Foi o meu contributo em abril para o negócio do livro.


 

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Novidade - "A Mestra de Marionetas" de Carmen Posadas

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Sinopse:


Se existiu uma mulher que estava destinada a brilhar, foi Beatriz Calanda, cuja vida exagerada e excessiva atravessa os últimos sessenta anos da História de Espanha.


Repasto das revistas de sociedade, com uma vida cinzelada a toques de glamour, escândalos e exclusivos, grande senhora do jet set madrileno, toda a gente sabe perfeitamente quem é Beatriz Calanda e quem foram os seus quatro maridos - um ator em voga, um grande intelectual de esquerda, um aristocrata e um banqueiro.


Sim, toda a gente a conhece, mas ninguém, nem sequer os maridos, e muito menos as filhas, sabe quem ela é na realidade, quais as suas origens e o que teve de fazer para se tornar um ícone capaz de arrastar uma corte de paparazzi.


Para descobrir o que se esconde por trás desta fachada deslumbrante será necessário viajar até ao passado, até à sua adolescência na Madrid da Transição. E também até à juventude da sua mãe durante os anos obscuros do pós-guerra.

Notas sobre as pessoas dos livros - O campeonato das estantes...

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Uma das diferenças que o teletrabalho trouxe foi, naturalmente, a forma como se fazem reuniões. As videoconferências tornaram-se uma parte normal do dia a dia laboral quando existe a necessidade de reunir.


A decorrência natural desta realidade é que cada elemento participante tem a sua câmara ligada que mostra, em pano de fundo, o local onde se encontra. Da minha parte, e porque somos dois a trabalhar em casa, o pano de fundo alterna entre a parede da minha sala que tem um quadro modernista e a minha biblioteca quando estou no meu escritório / biblioteca.


Quando estou no meu escritório / biblioteca e entro numa videoconferência tenho ouvido com muita frequência o seguinte comentário: “Olha, mais um a concorrer no campeonato das estantes”, isto porque pelos vistos há uma espécie de competição para ver que tem as estantes maiores. Ao longo destes dois meses apenas duas pessoas fizeram aquele que pode ser considerado como o comentário válido “Ena, que grande biblioteca!”.


Onde é que nesta questão das estantes entram as pessoas dos livros? Simples. As pessoas dos livros não falam sobre as estantes, falam sobre os livros. Uma pessoa dos livros não vê as estantes, vê os livros que estão nas estantes. Uma pessoa que não é dos livros vê as estantes, mas não vê os livros, não os vê ali porque normalmente também não os vê em lado nenhum.


Regra geral ignoro o comentário, mas por duas vezes respondi que no máximo estarei no campeonato dos livros não das estantes porque as estantes são só locais onde de colocam livros, mas pouco mais obtenho do que um risinho de quem não percebeu muito bem a nota.


Também há ouvi o comentário de que pareço um comentador político e que parece que me coloquei de forma a mostrar as minhas estantes (mais uma vez as estantes), para parecer que só mais “esperto”. A esse comentário respondi apenas que não, que os livros eram todos falsos, daqueles que encontramos nas lojas dos móveis para enfeitar as estantes... isto porque não vale a pena dizer mais nada.


Como em tantos outros campos, alguns já aqui mencionados, há uma diferença entre as pessoas dos livros e as outras. A uma das pessoas que fez o comentário sobre a biblioteca atrás de mim, acabei essa videoconferência a recomendar-lhe um livro. Recebi ontem uma mensagem a dizer que tinha lido e que tinha gostado muito e pedindo se eu podia recomendar mais algum. É por isso que cada vez gosto mais das pessoas dos livros.

domingo, 10 de maio de 2020

Novidade - "Aproximadamente do Tamanho do Universo" de Jón Kalman Stefánsson

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:



Depois de um período em Copenhaga, Ari regressa à sua cidade natal de Keflavík, na Islândia, para se reencontrar com o pai, a quem resta pouco tempo de vida. Porém, o muro de silêncio que os separa desencadeia uma viagem ao passado, em busca de palavras que combatam o esquecimento e a escuridão que a morte deixa.

Nesta história, os destinos de três gerações cruzam-se num país de pescadores rodeado por um mar que dá e tira a vida, por uma natureza dura e austera, sob um céu que convida ao sonho e à poesia.

A felicidade e o infortúnio são transmitidos de pais para filhos, de avós para netos, numa família que espelha uma nação em mudança ao longo do século XX e em cujas histórias de amor, morte, coragem e cobardia ressoam as vozes imortais da Literatura e da Música.




Críticas de imprensa

 


«Stefánsson comunga da grandeza elementar de Cormac McCarthy.»
Times Literary Supplement

«Graças à sua escrita firme e ao seu brilhante talento, Stefánsson destaca-se entre os autores contemporâneos.»
La Stampa

«A escrita de Jón Kalman Stefánsson assemelha-se ao seu país de origem: dura, despojada, sublime.»
Les Inrockuptibles

«O romancista mais poético da Islândia.»
The Spectator


Fazia desta livraria a minha casa 13

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Barter Books, em Alnwick (Reino Unido)

sábado, 9 de maio de 2020

Novidade - "O Meu Amante de Domingo" de Alexandra Lucas Coelho

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


«Desde logo a depuração da escrita, quase só pessoas, coisas e verbos, um ou outro adjetivo, muito poucos advérbios. Depois, o ritmo. Alexandra Lucas Coelho trabalha obsessivamente as pausas, as acelerações, as travagens bruscas - cada vírgula, cada ponto final, cada parágrafo tem a sua função. Mas, verdadeiramente, o que torna o livro especial é a ousadia de mandar às urtigas o registo trágico, incomunicável e metafísico com que se tem fabricado a chamada alta literatura portuguesa. […] este é mesmo um livro sobre sexo - muito sexo, com as palavras todas - meia dúzia de coisas que estão à volta. E é excelente. E é único. E é um gozo.»


Ricardo Dias Felner, Time Out, 2014

"The Order" - já há capa para o novo livro de Daniel Silva e Gabriel Allon

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O novo livro de Daniel Silva já tem capa definida. Muito institucional, diga-se de passagem.


Não se sabe muito sobre a nova aventura de Gabriel Allon, apenas que o cerne da ação decorre no Vaticano.


Nas férias que era suposto ter tido em março tinha previsto a leitura do penúltimo livro “A Outra Mulher”, mas acabou por não acontecer, pelo que, deverá ficar para as férias de junho, e em setembro conto ler “A Rapariga Nova”, a última aventura disponível. E ao fim de quase 5 anos vou concluir todas as obras de Daniel Silva em que Gabriel Allon é o protagonista.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Novidade - "Os Incuráveis" de Agustina Bessa-Luís

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Em Os Incuráveis, Agustina Bessa-Luís acompanha a vida de algumas famílias entre a cidade do Porto e a região do Douro.

«A propósito de Os Incuráveis, como a propósito de poucas obras de ficção, nossas, será permitido empregar a palavra: génio. No duplo sentido, complementar, que o termo pode assumir. Génio: superação do talento — mesmo brilhante — superação da habilidade adquirida pelo ímpeto criador; génio: brotar frontal, crescimento desde a raiz de uma vivência autónoma, impositiva.»
Manuel Antunes, Legómena. Lisboa, Imprensa Nacional, 1987, p. 460

Dava um bom retiro livresco 61

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Este retiro, comparado com outros que já aqui apresentei parece não ter nada de especial. Não é moderno, é um bocado escuro, mas há um pormenor que destaco: não é um retiro para a fotografia, é um retiro que tem ar de ser usado. Tem ar de terem passado por ali centenas de leituras. E isso é apenas e só a única parte que verdadeiramente interessa.