quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

As minhas compras de janeiro

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Terminado o mês de janeiro fiz um ponto de situação das compras que realizei, na esmagadora maioria dos casos por via do OLX. No total comprei seis livros, quatro para abater diretamente na minha wishlist e mais dois que, não estando, poderiam estar na wishlist, aproveitei o facto de estarem a bom preço e o facto de serem dois livros que já tinha intenção de comprar.


Então, para abater à wishlist temos “Fascismo” de Madeleine Albright, “Antes de eu partir” de Paul Kalanithi, “A última porta antes da noite” de António Lobo Antunes e “O que o CEO quer que saiba” de Ram Charan.


Adicionalmente, e não previsto, adquiri “Jerusalém” de Gonçalo M. Tavares e ainda “O Gigante Enterrado” de Kazuo Ishiguro.


Tento comprar livros que pretendo, ou pelo menos espero, que façam parte das minhas leituras de 2019, mas já sei que será difícil.

Novidade - "Coração Duplo" de Marcel Schwob

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Sinopse:


«O coração do homem é duplo; nele o egoísmo compensa a caridade; a pessoa é o contrapeso das massas; a conservação do ser conta com o sacrifício dos outros; os polos do coração estão no fundo do eu e no fundo da humanidade.»

Estreia literária de Marcel Schwob, marcada por um estilo novo de fantástico, influência maior para o surrealismo vindouro de André Breton ou o imaginário de Jorge Luis Borges, Coração Duplo ocupa um lugar de destaque na Literatura mundial.

Ao longo das suas páginas, sob o signo do Terror e Piedade, desfilam cenários de banquetes faustosos na antiga Roma, ambientes góticos da Paris medieval ou relatos apocalípticos de sociedades futuras, onde o absurdo e o sobrenatural se encontram com o humor negro, e o medo espreita na fantasia do sonho.

Assumindo claramente a influência de Robert Louis Stevenson, a quem dedica este livro, Marcel Schwob cria um conjunto de contos baseados no conceito aristotélico do terror e piedade que deveria estar na base de toda a ficção.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Novidade - "A Alma dos Lugares" de Colin Ellard

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Sinopse:


O meio envolvente tem uma influência decisiva no ser humano. Afeta os nossos pensamentos, as nossas emoções e a nossa resposta física, quer nos sintamos deslumbrados pelo Grand Canyon ou pela Basílica de São Pedro, em pânico numa sala lotada, ou tentados nos casinos e nos centros comerciais.


Em A Alma dos Lugares, o psicólogo e investigador na área da neurociência Colin Ellard explica como as nossas casas, os nossos locais de trabalho, as cidades que habitamos e, claro, a natureza nos vêm influenciando ao longo da história, e dá conta de como o cérebro e o corpo respondem de forma diferente aos espaços reais e virtuais. Neste livro fascinante, publicado em vários países, este especialista na dinâmica entre a psicologia, a arquitetura e a geografia - a que chama psicogeografia - analisa também a influência que as tecnologias têm no meio envolvente, questionando o leitor sobre o tipo de mundo que estamos a criar.


A Alma dos Lugares é um livro imprescindível para entendermos o nosso tempo e aquilo que somos.

Book quote

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Acho muita piada a esta frase. Tem um sentido cómico, jocoso, de gozo, mas ao mesmo tempo pode ter um segundo sentido menos óbvio: se sabes que a vida tem um prazo de validade, não percas tempo a ler o que não interessa.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Aquilo que eu leio é melhor do que aquilo que tu lês

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Um dia destes assisti a uma discussão entre duas pessoas sobre preferências de leitura. A primeira criticava ferozmente a nova literatura erótica, nomeadamente os livros e E. L. James (50 Sombras de Grey) que a segunda dizia ter devorado. Dizia a primeira que esse tipo de livros não são literatura nem são nada, enquanto a segunda dizia que são histórias como quaisquer outras. O tom da primeira era claramente jocoso e de inferiorização da segunda e o massacre durou até a segunda pessoa desistir e ir à vida dela.


No contexto da discussão a primeira pessoa nunca mencionou o seu tipo de leituras, mas mais tarde no dia pude verificar que tinha consigo o livro “Engenhos Mortíferos” de Philip Reeve, um livro que se insere no campo do fantástico.


Hoje em dia há literatura que chegue para preencher os gostos de toda a gente, e muito honestamente, não percebo atitudes como a referida acima. Quem é esta pessoa para julgar alguém por ler as “50 sombras”, quando lê um género literário que também não é da linha dita tradicional?


Há livros que eu sei que nunca vou ler, porque não me interessam minimamente, mas embora não perceba a 100% a atração que outras pessoas possam ter por esses livros, entendo que são gostos e obviamente respeito. Não entro no campo do “aquilo que eu leio é melhor do que aquilo que tu lês”.


Todos temos a nossa opinião sobre o facto de haver por aí literatura boa e literatura má, mas também é verdade que esta avaliação depende sempre do ponto de vista do utilizador, é subjetivo. E a verdade é que mais vale ler, seja lá o que for, do que não ler. Se a pessoa sente gozo no que está a ler o primeiro objetivo da leitura está cumprido. É sempre preferível a não ler nada.

Novidade - "O Rapaz que Seguiu o Pai para Auschwitz" de Jeremy Dronfield

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Sinopse:


A inspiradora luta de um pai e um filho para permanecerem juntos e sobreviverem ao Holocausto. Uma história real verdadeiramente emocionante.

Viena, anos de 1930. A família Kleinmann vive um dia-a-dia pacato e tranquilo. Gustav trabalha como estofador e Tini trata da casa e dos quatro filhos: Fritz, Edith, Herta e Kurt.
Mas, com a anexação nazi da Áustria, a normalidade da vida dos Kleinmann dissipa-se abrupta e dramaticamente. Os vizinhos viram-se contra eles, o negócio de Gustav é-lhe retirado e a ameaça paira sobre toda a família de forma cada vez mais alarmante.

Gustav e Fritz são dos primeiros judeus austríacos a ser presos. Destino: Buchenwald, na Alemanha. Assim começou uma inimaginável provação - várias vezes espancados, quase mortos à fome e brutalmente forçados a construir o próprio campo de concentração em que estavam detidos. Ao longo dos horrores que testemunharam e do sofrimento por que passaram, uma constante ajudou a mantê-los vivos: o amor entre pai e filho.

Quando Gustav recebeu ordem de transferência para Auschwitz, uma sentença de morte certa, Fritz viu-se perante um dilema: deixar o pai morrer sozinho ou ir com ele... Baseado no diário secreto de Gustav e numa meticulosa pesquisa documental, este livro conta a sua história, e a de Fritz, pela primeira vez - uma história única e absolutamente incrível de coragem, amor e sobrevivência face ao terror sem paralelo que foi o Holocausto.

O Rapaz Que Seguiu o Pai para Auschwitz confronta-nos com o pior e o melhor da humanidade. E com o espantoso poder do afecto e do espírito humano.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

E pronto, esta é, mais ou menos, a minha wishlist...

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Estive a fazer um levantamento dos livros que tenho neste momento debaixo de olho e, em função disso, atualizei a minha wishlist.


No total são “apenas”, nada de especial, já que depois de concluir a montagem já dei conta que me faltam pelo menos mais dois, e se estivesse mais tempo a pensar de certeza que me ocorreriam mais alguns.


Como o budget é limitado, nos próximos tempos só espero adquirir uma pequena parte, embora conte com o OLX para me ajudar a reduzir custos e com isso conseguir aumentar o número de aquisições.

Novidade - "O Mel do Leão - O mito de Sansão" de David Grossman

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Sinopse:


«Há poucas outras histórias na Bíblia com tanto drama e ação, tanto fogo de artifício narrativo e emoção pura, como os que encontramos no conto de Sansão: a batalha com o leão; as trezentas raposas a arder; as mulheres com quem dormiu, e a única que amou; a traição por parte de todas as mulheres da sua vida, desde a sua mãe Dalila; e, no final, o seu suicídio homicida, quando fez desabar a casa sobre si próprio e três mil filisteus. Contudo, para além da fera impulsividade, do caos e do barulho, podemos entrever uma história de vida que é, no fundo, a viagem atormentada de uma alma isolada, solitária e turbulenta, que nunca encontrou, em lado algum, um verdadeiro lar no mundo, cujo corpo era ele próprio um duro lugar de exílio.»

Em O Mel do Leão, David Grossman escolhe um dos mais vivos e controversos personagens da Bíblia. Ao revisitar a famosa luta de Sansão com o Leão, as suas muitas mulheres e a traição de todas elas - incluindo a única que ele amou - Grossman dá-nos uma provocatória visão da história e do seu clímax, a última ação mortal de Sansão quando faz ruir um templo sobre ele próprio e milhares de filisteus.

Numa prosa extremamente lúcida, Grossman revela-nos a vida de uma alma só e torturada, que nunca encontrou uma verdadeira casa no mundo, que nunca se sentiu bem no seu corpo e que, poderão dizer alguns, foi o percursor dos modernos bombistas suicidas.

Uma viagem fascinante e controversa pela história e psicologia de uma das personagens mais significativas da Bíblia, que lança um novo olhar sobre o passado, projetando-o no mundo de hoje.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Bibliotecas do Mundo 15

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THE STATE LIBRARY OF SOUTH AUSTRALIA - ADELAIDE


 

Novidade - "Imortalidade" de Rachel Heng

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Sinopse:


Um romance que se desenrola no futuro próximo, em Nova Iorque, onde a esperança de vida ronda os 300 anos e a imortalidade é o único valor que verdadeiramente importa. É neste contexto que Lea tem de decidir entre o seu pai ou viver eternamente.


Lea Kirino tem um conjunto de dados genéticos que lhe confere um potencial de eternidade se fizer tudo bem feito. E Lea é muito bem-sucedida. É uma corretora de sucesso na Bolsa de Nova Iorque onde, em vez de ações se transacionam órgãos humanos, tem um apartamento sublime e um noivo que rivaliza com ela em perfeição genética. Com a ajuda adequada da HealthTech, uma rigorosa dieta de sumos e exercícios de baixa intensidade, tem a vida eterna ao seu alcance. Mas a vida perfeita de Lea sofre uma reviravolta quando, num passeio cheio de transeuntes, se cruza com o pai, supostamente distante. O seu regresso desencadeia uma profunda mudança no comportamento de Lea, que se vê atraída para o mundo misterioso do Clube do Suicídio, uma rede de pessoas poderosas e revoltadas que rejeitam a busca da imortalidade pela sociedade e que preferem viver, e morrer, nos seus próprios termos.


Neste mundo futuro, a morte não é só um tabu, mas também altamente ilegal, e Lea tem de escolher entre uma existência imortal asséptica e um tempo curto e agridoce com um homem que é a sua única família no mundo…

sábado, 26 de janeiro de 2019

Piccola Farmacia Letteraria

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Pequena Farmácia Literária, ou no original Piccola Farmacia Letteraria, é o motivo para este post. Trata-se de uma livraria que abriu em Florença, cidade de muito boas memórias para mim, cujo conceito passa pela ideia de farmácia – livraria, no sentido em que os livros são receitados como soluções para os problemas apresentados pelos leitores, contendo as mesmas caraterísticas dos medicamentos: indicações, posologia e efeitos secundários.


A promotora e dona da loja, Elena Molini explica que teve a ideia quando trabalhava numa grande livraria e começou a perceber que muita gente procurava livros para ultrapassar momento da vida que estavam a passar e para obterem respostas a problemas.


Vai dai pôs mãos à obra e criou em espaço onde tem disponíveis mais de 4 mil títulos divididos em 60 categorias. O espaço é pequeno, mas muito acolhedor.


A ideia em si acho que está extremamente bem conseguida, e indo a Florença novamente (como espero) será um espaço a visitar.


Deixo um vídeo com a apresentação e o link para o Facebook da Livraria.


 


Novidade - "Astérix - O Segredo da Poção Mágica" de Olivier Gay com ilustração de Fabrice Tarrin

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Sinopse:


O quê?!
Os Gauleses mal podem acreditar!
Após ter dado uma queda, Panoramix decide que está na altura de assegurar o futuro da aldeia.


Acompanhado por Astérix e Obélix, percorre então o mundo gaulês à procura de um jovem druida talentoso a quem possa transmitir o segredo da poção mágica!


Mas o que ele não sabe é que o terrível Enxofrix, seu rival dos tempos da escola de druidas, engendrou um plano maquiavélico para se apoderar da receita da poção mágica.


Por Tutatis!
Se ele conseguir alcançar os seus objetivos, a aldeia está perdida!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Leitura - "A Sociedade dos Sonhadores Involuntários" de José Eduardo Agualusa

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Continuando com os meus objetivos para 2019 no que diz respeito a leituras, e depois de ter lido Fernando Pessoa, estou a ler o segundo autor lusófono: José Eduardo Agualusa, mais concretamente “A Sociedade dos Sonhadores Involuntários”.


Já aqui tinha escrito no ano passado que era um dos autores que nunca tinha lido e sobre o qual tenho muito curiosidade, por isso no final do ano adquiri este livro já com o propósito de o tornar uma das primeiras leituras do ano.

Novidade - "Maria - Rainha dos Escoceses" de John Guy

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Sinopse:


Duas rainhas, dois destinos interligados. Duas mulheres que mudaram o curso da História.

ASSASSINA. ADÚLTERA. HEROÍNA. RAINHA.

Rainha desde os doze dias e vivendo na corte francesa desde os cinco anos, Maria Stuart tinha dezasseis quando se tornou rainha de França, dezassete quando ficou viúva; e dezoito quando voltou à Escócia para desempenhar o seu papel de rainha numa terra conturbada. Fugindo às ideias preconcebidas sobre esta personagem, o autor através de um estudo minucioso retrata uma rainha astuta e consciente, que regressa à sua Escócia natal para reclamar o trono, sob o domínio da prima Isabel I de Inglaterra.
Maria, Rainha dos Escoceses, que nos é dada a conhecer ultrapassa a imagem de uma de mulher guerreira, perseguindo os inimigos com um elmo e espada em riste, mas de alguém que possuía uma grande habilidade política, num mundo essencialmente masculino.
Aos vinte e cinco anos ficou prisioneira de Isabel. A vida de Maria Stuart é um drama e um conflito inigualáveis.
Duas rainhas que mudaram o curso da História para sempre.
Uma dramática reinterpretação da vida de Maria, rainha dos escoceses, por um dos maiores historiadores contemporâneos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Leitura - "Como morrem as democracias” de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

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Há livros e livros, é uma verdade, diria eu, universal. É uma expressão que basicamente quer dizer que há livros e que depois existem “os livros”, aqueles que estão para além dos que gostamos. Que nos tocam ou nos ensinam verdadeiramente alguma coisa de substancial. Eu não distingo entre uma coisa e outra porque para mim são duas formas de me deixarem uma marca.


O livro que terminei ontem “Como morrem as democracias” de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, é caso desses casos. Um livro que me ensinou alguma coisa de substancial, que eu não sabia, que eu nunca me tinha apercebido. Foi uma injeção de conhecimento.


A própria capa do livro tem a melhor descrição possível sobre o que podemos vamos encontrar “o livro a ler sobre o atual estado da política norte-americana”. Inteiramente verdadeira, diga.se de passagem.


Para quem já se perguntou várias vezes sobre como foi possível Donald Trump chegar a presidente dos EUA, encontra neste livro uma resposta que vai muito mais a fundo do que aquilo que nos é dado a conhecer nas notícias, mesmo aqueles que tentam ir um pouco mais além.


Os autores, dois académicos de Harvard apresenta-nos uma análise detalhada da política americana e do declínio verificado na sua democracia nas últimas décadas, utilizando outros exemplos verificados pelo mundo, em particular na América Latina, onde a democracia também morreu, em resultado de vários tipos de situações.


Confesso que foi para mim assustador perceber que a realidade americana é em muito semelhante ao que acontece em países do terceiro mundo. É, ao mesmo tempo, chocante e clarificador de algumas situações que no passado tinha ficado sem grande explicação. Por outro lado, é também desolador perceber que os grandes EUA são, na prática, também muito pequenos.


Em resumo trata-se de um livro indispensável para quem gosta de perceber melhor as grandes questões do nosso tempo, o mundo real em que vivemos, e os contornos de um futuro que pode ser perigoso. Escrito de forma clara, precisa e muito bem defendida é um livro a não perder. Cinco estrelas.

Novidade - "Léxico Familiar" de Natália Ginzburg

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Sinopse:


Léxico Familiar é o principal livro de Natalia Ginzburg e um clássico da literatura italiana contemporânea. A narrativa acompanha a vida dos Levi, que viveram em Turim entre 1930 e 1950, período em que se assiste à ascensão do fascismo, à Segunda Guerra Mundial e aos acontecimentos que se lhe seguiram.

Natalia, uma das filhas do professor Levi, foi testemunha dos momentos íntimos da família e dessa conversa entre pais e irmãos que se converteu num idioma secreto. Nesta narrativa de pendor autobiográfico, os acontecimentos quotidianos misturam-se com reflexões que mantêm toda a atualidade.

O livro venceu em 1963 o Prémio Strega.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Dava um bom retiro livresco 35

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Tenho muitos dias em que algo desta natureza teria o mesmo valor do que um resort de luxo: um livro, uma vista e uma  cadeira.

Novidade - "Os Julgamentos de Nuremberga" de Bernard Michal

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Sinopse:


Uma galeria de monstros onde o grande ausente foi Hitler.


Os Julgamentos de Nuremberga foram o mais importante processo internacional de todos os tempos. Tiveram início a 20 de novembro de 1945 e marcaram definitivamente o fim da Segunda Guerra Mundial. Os «crimes contra a Humanidade» ganharam novos contornos ao responsabilizar-se não só quem os praticou mas também aqueles que, pelos seus conselhos e influência, contribuíram para o deflagrar da guerra. Os alvos eram as mais altas personalidades do Terceiro Reich, civis e militares: Goering, Hess, Ribbentrop, Keitel ou Rosenberg. Hitler foi o grande ausente.


Como se chegou a semelhante processo? Teriam os Aliados o direito de se arvorarem em juízes e carrascos de um país e de um regime vencidos? Seria o processo legítimo? E se a guerra tivesse sido ganha pelos nazis, teria o mundo assistido a um «Nuremberga» ao contrário? Estas são algumas das questões a que este livro procura dar resposta.


Speer, um dos réus, declarará, ao reconhecer a culpabilidade do regime de Hitler: «Este processo é necessário. Mesmo sob uma ditadura, crimes tão abomináveis exigem uma responsabilidade comum. Seria uma desculpa inadmissível pretender escondermo-nos por detrás da obediência às ordens.»

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O Happy Meal agora oferece livros

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Regra geral sou a favor de qualquer medida que permita dinamizar livros e leituras, mais ainda se for junto dos mais pequenos, por isso só posso ficar satisfeitos pelo facto da McDonald’s ter decidido incluir no Happy Meal a possibilidade de escolher entre um brinquedo e uma história.


As histórias são da autoria da escritora britânica Cressida Cowell, conhecida pelo bestseller internacional “Como Treinares o Teu Dragão”. São 12 livros no total.


Enquanto cliente de Happy Meal da McDonald’s vou aproveitar, até porque cá em casa há sempre grande apreço quando há uma nova história para ler.

Novidade - "Guerra e Terebintina" de Stefan Hertmans 

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Sinopse:


Urbain Martien - um soldado flamengo que sobreviveu à Primeira Guerra Mundial - deixou ao neto dois cadernos contando a sua vida desde criança. Depois de muito tempo sem conseguir abri-los, o escritor Stefan Hertmans decidiu prestar-lhe homenagem reescrevendo essas memórias. E, à medida que lia as palavras do avô, encontrou a chave de muitos quartos que até então tinham permanecido fechados.


Da infância miserável nas igrejas a ver o pai pintar às trincheiras geladas da Flandres onde combateu; do casamento com a irmã da rapariga que amava à luta entre o que desejava ser e o que foi obrigado a tornar-se, Guerra e Terebintina é um livro com reminiscências de Sebald que cruza a biografia, o romance e a história e nos oferece o retrato de um herói anónimo pintado com a beleza de um fresco renascentista.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Livros e Filmes - "Arrival" ou "Story of Your Life”

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Este fim de semana vi o filme “Arrival”, traduzido para português como “O Primeiro Encontro”.


Trata-se de um filme de ficção científica muito bem conseguido, mas que me soube a pouco, embora seja possível que não tenha captado toda a sua essência (vi parte do filme enquanto fazia exercício). No final do filme, surge uma informação útil que evitou que eu fosse à procura: trata-se de um filme inspirado num livro, no caso, um livro do autor Ted Chiang, “Story of Your Life”


Creio poder tratar-se de um daqueles casos em que o filme apenas consegue captar uma parte da essência do livro, já que este é mais denso e nem sempre é possível passar para o grande ecrã a forma como o escritor pensou na história, mesmo quando ele é argumentista do filme (é o caso).


O livro ganhou em 2000 o “Nebula Award”, prémio que consagra autores no campo da ficção científica e fantasia e o filme este nomeado para o Óscar de melhor filme.


Não sei se vai acontecer, até porque o livro não está traduzido em português, mas fiquei com o bichinho de ler a história para ficar a conhecer a sua versão original.

Novidade - "Inteligência Artificial" de Arlindo Oliveira

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Sinopse:


Este ensaio descreve, de forma acessível, o que é a inteligência artificial e a sua relação com a inteligência humana, assim como possíveis aplicações e implicações societais e económicas.


Inclui uma perspectiva histórica e uma análise da situação actual da tecnologia.


Reflecte sobre as possíveis consequências do desenvolvimento da inteligência artificial e convida-nos a projectarmos a nossa inteligência no futuro.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Top de vendas nos States

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Nos EUA são estes os livros que estão no top de vendas nas áreas de Ficção e Não Ficção.


Na área da Ficção é engraçado que há sempre pelo menos um de quatro ou cinco nomes: James Patterson, John Grisham, Danielle Steell, Nora Roberts.


Na área de Não Ficção destaque para o líder “Becoming” de Michelle Obama e “Educated” de Tara Westover que está no top há quase um ano. E está lá também “Sapiens” o livro de Yuval Noah Harari que ainda me falta ler.

Novidade - "A Última Ceia" de Nuno Nepomuceno

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Sinopse:


Uma nota enigmática é encontrada junto a lascas de tinta e tela, e à moldura vazia de um quadro famoso. O ladrão deixou um recado. Promete repetir a façanha dentro de um ano.
De visita à igreja de Santa Maria delle Grazie em Milão, uma jovem mulher apaixona-se por um carismático milionário. Mas quando alguns meses depois é abordada por um antigo professor, Sofia é colocada inesperadamente perante um dilema. Deverá denunciar o homem com quem vai casar-se, ou permitir tornar-se cúmplice deste ladrão de arte irresistível?
Enquanto a intimidade entre o casal aumenta, um jogo de morte, do gato e do rato, começa. E aquilo que ao início aparentava ser um conto de fadas, transforma-se rapidamente num pesadelo, enquanto um plano ousado e meticuloso é urdido para roubar a obra-prima de Leonardo da Vinci.
Requintado, intimista, inspirado em acontecimentos verídicos, A Última Ceia transporta-nos até ao elitista mundo da arte. Passado entre Londres e Milão, habitado por uma coleção extraordinária de personagens, para as quais a ambição e fama sobrepõem-se a qualquer outro valor, este é um thriller sofisticado de leitura compulsiva. Uma viagem surpreendente ao centro de uma teia de intrigas, romances e traições.

sábado, 19 de janeiro de 2019

12 melhores cidades a visitar para amantes de livros

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Encontrei um artigo interessante sobre as 12 melhores cidades a visitar para amantes de livros.


Algumas já sabia, em duas já estive (Londres e Paris), outras não fazia ideia, mas não me importava nada de visitar (ou voltar) qualquer uma delas!


Fica a motivação extra para quem esteja a pensar viajar para alguma destas cidades. É só mais um (excelente) motivo!

Novidade - "101 Formas de Reduzir o Plástico Todos os Dias"

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Sinopse:


Tema muito relevante, que está na ordem do dia, e para o qual o consumidor está cada vez mais sensibilizado.


Enquanto todos os governos, marcas e organizações do mundo tentam resolver a epidemia do plástico, os cidadãos não devem ficar à espera dos efeitos dessas iniciativas: aqui estão 101 pequenos gestos que podem adotar para evitar plásticos descartáveis.


Este livro simples e acessível foi pensado para todos nós e vai revolucionar a vida de quem o ler, ecologicamente falando, claro!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

100 livros num ano?... se calhar não, mas...

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Este post vem a propósito de um artigo publicado no blog literário da Wook: wookacontece, intitulado “Como ler 100 livros num ano”.


Eu antes de mais devo dizer que adorava conseguir fazê-lo, mas embora reconheça como válidas as dicas apresentadas no artigo, não as consigo aplicar à minha realidade, pelo menos não na dimensão que seria necessária.


Se olharmos para os números que o artigo nos apresenta parece de facto simples. A saber:


“— 100 livros x 50 mil palavras/livro* = 5 milhões de palavras


— 5 milhões de palavras/400 palavras por minuto** = 12,5 mil minutos


— 12,5 mil minutos/60 minutos por hora = 208 horas


Para ler 100 livros são necessárias 208 horas. Um ano comum (365 dias) tem 8760 horas.


Independentemente da sua velocidade de leitura, 100 livros é uma média razoável.


*200 páginas por livro


**um leitor médio lê 300/400 palavras por minuto”


Confesso que não sei qual é a minha velocidade de leitura, mas olhando para as 208 horas / ano, tenho de subdividir este número pelos 365 dias do ano e vou chegar a um número que me diz mais alguma coisa: isto dá 34 minutos e qualquer coisa por dia, e visto por essa perspetiva, não é de facto assim tanto.


Eu tenho noção que na maioria dos dias do ano leio entre os 15 e os 30 minutos, o que também deve querer dizer que não leio 400 palavras por minutos, já que ainda no ano passado não li mais do que 20 livros. Se a rácio fosse o que está indicado acima teriam sido bem mais.


Também é verdade que ler um livro de ficção não é o mesmo que ler um livro de não ficção. A velocidade de leitura é diferente porque a atenção necessária também o é, e eu, regra geral leio tanto, ou mais de não ficção do que ficção.


O facto é que estes números deixaram-me a pensar e, mesmo nunca chegando aos 100 livros, provavelmente, com mais alguma organização, rotina e hábito talvez consiga ir um pouco mais além do que os 25 livros a que me propus este ano.


Deixo o repto a outros leitores que leiam esta linhas. Meia hora por dia ao fim de um ano dá para muita página!

Novidade - "O Dia em que Perdemos a Cabeça" de Javier Castillo

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Sinopse:


Centro de Boston, 24 de Dezembro, um homem caminha nu, trazendo nas mãos a cabeça decapitada de uma jovem mulher.

O Dr. Jenkins, director do centro psiquiátrico da cidade, e Stella Hyden, agente do FBI, vão entrar numa investigação que colocará em risco as suas vidas e a sua concepção de sanidade. Que acontecimentos fortuitos ocorreram na misteriosa Salt Lake City há dezassete anos? E por que estão todos a perder a cabeça agora?

Com um estilo ágil e cheio de referências literárias- Garcia Márquez, Auster e Stephen King - e imagens impactantes, Javier Castillo contruiu um thriller romântico narrado a três tempos que explora os limites do ser humano e rompe com a estrutura tradicional dos livros de suspense.

Amor, ódio, estranhas práticas, intriga e acção trepidante inundam as páginas deste thriller romântico, que se converteu num fenómeno editorial antes da sua publicação em papel.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Book quote

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Adoro esta frase de Almada Negreiros. Acredito que uma vasta maioria de leitores já teve esta sensação. No meu caso nem preciso de ir a uma livraria, basta-me olhar para as pilhas que tenho em cima da minha secretária do escritório... e sim, muitas vezes sinto que estou perdido...


 


 

Novidade - "A Noite da Espera" de Milton Hatoum

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Sinopse:


Vencedor do Prémio união brasileira dos escritores.


Um dos 10 finalistas do Prémio Oceanos.


Num magistral romance de formação ambientado na ditadura que amordaçou o Brasil, Milton Hatoum transita com a habilidade que lhe é própria entre as dimensões pessoal e social do drama e faz de uma ruptura familiar a outra face de um país dividido.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Livros que eu gostava de ler, mas não sei se existem...

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Adorava ter um livro que me explicasse de uma forma simples como funciona a logística de um grande hipermercado. Stocks, compras, definição de preços, promoções, organização do pessoal, reposições, abastecimento, toda a estrutura por trás da estrutura.


Para ser honesto, não é só a logistícia dos hipermercados que me desperta curiosidade mas qualquer estrutura de grande dimensão, como aeroportos, grandes restaurantes, etc. É um tema pelo qual tenho mesmo muito curiosidade. É um pouco a ideia de poder entrar dento de um relógio de corda e ver como todas as peças se conjugam para o fazer funcionar.


Certamente existe alguma literatura sobre este tema. Tenho de perder algum tempo à procura, mas entretando se alguém souber de algo interessante por favor informe.

Novidade - "A Grande Solidão" de Kristin Hannah

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Sinopse:


1974, Alasca. Indómito. Imprevisível. E para uma família em crise, a prova definitiva. Ernt Allbright regressa da Guerra do Vietname transformado num homem diferente e vulnerável. Incapaz de manter um emprego, toma uma decisão impulsiva: toda a família deverá encetar uma nova vida no selvagem Alasca, a última fronteira, onde viverão fora do sistema. Com apenas 13 anos, a filha Leni é apanhada na apaixonada e tumultuosa relação dos pais, mas tem esperança de que uma nova terra proporcione um futuro melhor à sua família. Está ansiosa por encontrar o seu lugar no mundo. A mãe, Cora, está disposta a tudo pelo homem que ama, mesmo que isso signifique segui-lo numa aventura no desconhecido. Inicialmente, o Alasca parece ser uma boa opção. Num recanto selvagem e remoto, encontram uma comunidade autónoma, constituída por homens fortes e mulheres ainda mais fortes. Os longos dias de verão e a generosidade dos habitantes locais compensam a inexperiência e os recursos cada vez mais limitados dos Allbright. À


medida que o inverno se aproxima e que a escuridão cai sobre o Alasca, o frágil estado mental de Ernt deteriora-se e a família começa a quebrar. Os perigos exteriores rapidamente se desvanecem quando comparados com as ameaças internas. Na sua pequena cabana, coberta de neve, Leni e a mãe aprendem uma verdade terrível: estão sozinhas. Na natureza, não há ninguém que as possa salvar, a não ser elas mesmas. Neste retrato inesquecível da fragilidade e da resiliência humana, Kristin Hannah revela o carácter indomável do moderno pioneiro americano e o espírito de um Alasca que se dissipa - um lugar de beleza e perigo incomparáveis. A Grande Solidão é uma história ousada e magnífica sobre o amor e a perda, a luta pela sobrevivência e a rudeza que existe tanto no homem como na natureza.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Uma boa notícia livresca "Factfulness - Factualidade" chega em fevereiro

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No final da semana passada estive praticamente a finalizar a encomenda neste livro na Wook - "Factfulness" de Hans Rosling. Confesso que inconscientemente fui assoloado pela seguinte ideia: com o impacto que este livro tem tido não deve demorar muito a estar traduzido, e acabei por não encomendar.


Pois bem, hoje dei conta que a tradução em português já está em pré-venda e que vai chegar no início de fevereiro.


Este é um livro referenciado por meio mundo com importância, ao nível de um Bill Gates, Obama, etc e faz inclusive parte de várias listas dos melhores livros de 2018, como por exemplo Goodreads.


Para mim este será um dos incontornáveis de 2019.

Novidade - "O Assassinato de Sócrates" de Marcos Chicot

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Sinopse:


Grécia, século V a. C. Um oráculo sombrio vaticina a morte de Sócrates. Um recém-nascido é condenado a morrer por vontade do seu próprio pai. Uma guerra sangrenta entre Atenas e Esparta divide a Grécia. Um livro que recria magistralmente uma das épocas históricas mais extraordinárias de sempre.


Mães que lutam pelos seus filhos, amores impossíveis e guerreiros que se esforçam por sobreviver entrelaçam-se de uma forma fascinante com os governantes, os artistas e os pensadores que conduziram a Grécia clássica ao apogeu da nossa civilização.


Ao longo das páginas deste absorvente romance, destaca-se de modo fulgurante a figura inigualável de Sócrates, o homem cuja vida e morte nos inspiram há mais de dois milénios, o filósofo que marca um antes e um depois na história da humanidade.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Ainda os livros de 2018...

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Ainda sobre os livros de 2018 penso que vale pena fazer referência às escolhas da FNAC.


Não conheço em detalhe todos os livros identidicados nas diversas categorias mas conheço a maioria e incluisve já tenho e já li alguns.


Da minha modesta opinião está uma lista muito bem conseguida e uma excelente orientação para quem procure resposta para o que ler a seguir. Muitas as minhas intenções de leitura para 2019 estão nesta listagem.


Todo o detalhe e listagem aqui.

Novidade - "Narconomics" de Tom Wainwright

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Aqui está mais um livro muito interessante. Cuiosidade, muita curiosidade.


Sinopse:


Tudo o que os cartéis de droga fazem para sobreviver e prosperar aprenderam com as grandes empresas: o valor de marca e franchising com a McDonald’s, a gestão da cadeia de distribuição com a Walmart e a diversificação com a Coca-Cola.

Dos recursos humanos à inovação e desenvolvimento, da responsabilidade social das empresas à deslocalização, ou dos problemas relacionados com o comércio digital às mudanças complexas na legislação, os barões da droga enfrentam os mesmos problemas estratégicos que preocupam empresas como a Ryanair ou a Apple. E, quando os cartéis de droga começam a pensar como as grandes empresas, temos de recorrer à economia para os entendermos.

Em Narconomics, Tom Wainwright encontra-se com produtores de coca em locais secretos nos Andes, chefes de Estado em palácios presidenciais, jornalistas com a cabeça a prémio, líderes de gangues que gerem impérios a partir de prisões onde o perigo espreita a cada momento, e com assassinos a soldo ainda adolescentes em zonas urbanas - sempre em busca da verdade económica.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Bibliotecas do Mundo 14

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Melk Monastery Library, Austria

Novidade - "O Homem Mais Rico do Mundo" de Jonathan Conlin

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Sinopse:


Escrita com total acesso aos arquivos da Fundação Gulbenkian, esta é a biografia de um homem complexo, no aniversário dos 150 anos do seu nascimento.

Conhecido como o Senhor Cinco por Cento a sua vida privada é tão elusiva e bizantina quanto a sua forma de negociar: as mulheres de que se fazia acompanhar, os negócios com Estaline, a forma como usava a sua mulher, a encantadora Nevarte, para aprofundar relacionamentos e alianças, a sua paixão por arte.

Em Portugal e no mundo, o seu nome estará sempre associado ao mecenato e à maior e mais importante colecção privada de arte do país, exposta na Fundação Calouste Gulbenkian.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Man Booker Prize de 2018 - Anna Burns "Milkman" em português

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Não é uma surpresa, mas é uma novidade. A Porto Editora irá publicar em maio o livro vencedor do Man Booker Prize de 2018, “Milkman” da irlandesa Anna Burns.


Regra geral este os livros premiados no Man Booker Prize não desiludem (veja-se o exemplo de “Lincoln no Bardo” de George Saunders) e por isso esta será muito provavelmente uma das minhas comprar e leituras lá para o segundo semestre de 2019.

Novidade - "A Terceira Vaga" de Steve Case

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Sinopse:


A Terceira Vaga é um livro essencial para todos os que querem prosperar na nova era digital, marcada pelas rápidas mudanças. Tendo como inspiração o conhecido livro de Alvin Toffler com o mesmo título, Case descreve a evolução do setor tecnológico e antecipa o seu futuro.
Recorrendo à sua larga experiência do mercado, o autor alerta para a próxima vaga que promete revolucionar os setores tradicionais e dar novo fôlego ao empreendedorismo.
Um livro altamente recomendado para todos aqueles que não querem perder o novo salto tecnológico.

- A visão do futuro de um dos maiores empreendedores digitais.
- Como aproveitar a nova era tecnológica para prosperar.
- O potencial determinante da Internet para o êxito nos negócios.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Dava um bom retiro livresco 34

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Muito simples e funcional mas com muito do que é mais importante... muitos livros!


 

Novidade - "Político Esfaqueado ou é Morto ou é Eleito" de Judite Sousa

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Sinopse:


A 20 de outubro de 2018, Judite Sousa partiu para o Brasil, como enviada especial da TVI, para fazer a cobertura da campanha da segunda volta do candidato Jair Bolsonaro. À chegada ao Rio de Janeiro, a repórter encontrou um país a gritar por mudança. Esse desejo de mudar tinha um rosto: Jair Bolsonaro, ex-militar e deputado de extrema-direita, que agora jurava dar um novo rumo ao Brasil.

Judite Sousa viu-se confrontada com o imprevisto. Bolsonaro, que fora agredido com uma facada na campanha para a primeira volta das eleições presidenciais, teria de ficar em casa durante as duas semanas da campanha para a segunda volta, tornando-se assim no candidato invisível.

Sem debates ou ações de rua, como seria possível para a TVI fazer as reportagens para Lisboa?
Bolsonaro usava as redes sociais para fazer passar as suas mensagens ao eleitorado brasileiro, um meio de comunicação privilegiado das novas democracias. O perigo da extrema-direita, aliado ao poder das tecnologias, tornou-se o ângulo principal do trabalho de Judite Sousa.

Neste livro, a autora parte da realidade política do Brasil para analisar outras democracias que aparentam estar em crise e onde os eleitores são conquistados através do WhatsApp, do Facebook, do Twitter e das fake news - esse fenómeno viral que elege ou destitui políticos e ensombra a História contemporânea.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Autores que só li uma vez e quero voltar a ler - António Lobo Antunes

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(foto retirada daqui)


Até ao dia hoje li apenas um livro de António Lobo Antunes, o seu primeiro livro, "Memória de Elefante" e, contrariamente a muita gente, gostei. Percebe-se que não é um livro de um tipo qualquer, percebe-se que há ali muita coisa para além da simples escrita.


Li o livro em 2014 ou 2015 e de lá para cá já por diversas vezes estive para ler uma obra nova, mas acabou sempre por ficar para depois.


Na semana passada li a sua última crónica na Visão e conclui que este ano vai ter de ser, e nem preciso de comprar porque tenho mais um doi dois livros dele (recentes) em casa. A crónica é um misto de arrogância, frontalidade e honestidade, mas podia ser também um golpe de marketing, no sentido em que, depois de ler, uma pessoa pode pensar "olha-me este egocêntrico - vou ler o último livro dele para ver se é tão bom como se julga". Comigo resultou.


 

Novidade - "Glórias e Desaires da História Militar de Portugal" de Abílio Lousada

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Sinopse:


Neste livro conhecemos gente corajosa que em nome da pátria levantou a espada. Debruçamo-nos sobre planos militares que nunca deveriam ter saído do papel e que levaram à derrota dos nossos exércitos. Engenhos inovadores que marcaram diferença no campo de batalha, e aplaudimos grandes líderes que graças à sua visão conseguiram conquistas extraordinárias.


Abílio Pires Lousada, historiador militar e mestre em estratégia, traz-nos um livro empolgante em que ficamos a conhecer as glórias e os desaires dos principais acontecimentos da História Militar de Portugal.


De São Mamede ao 25 de abril de 1974, passando pelo feito de Ourique e a conquista de Ceuta, o cerco de Lisboa e o domínio do Índico, a glória de Aljubarrota e a tragédia de Alcácer-Quibir, a captura de Gungunhana ou o desaire de La Lys, este livro traz-nos o retrato de 31 batalhas que fizeram a nossa nação.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Leitura - "Como morrem as democracias” de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt.

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Não era a leitura que tinha inicialmente pensado, no entanto, em resultado de ação de rápida de troca de livros via OLX (a minha primeira vez) consegui ontem um dos livros que constava na minha wishlist: “Como morrem as democracias” de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt.


Assim já está em curso e a bom ritmo este livro cujas referências que tenho são muito boas.

Novidade - "O que o CEO Quer que Saiba" de Ram Charan

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Sinopse:


O clássico sobre as leis universais do sucesso empresarial para os líderes de hoje. Completamente adaptado ao mundo atual, O Que o CEO Quer Que Saiba contém os fundamentos transversais que são a força de todos os negócios: de vendedores ambulantes em Bombaím a empresas da Fortune 500.

Com base nas histórias da Uber, Amazon, Apple, Toyota, Netflix, Lyft, The Limited, Walmart, GE e Starbucks, Ram Charan, com uma linguagem acessível a qualquer um, explica como funcionam as empresas, da receita bruta e dos custos operacionais ao conceito de stock e fluxo de caixa, de volume de negócios, lucros e margens, para retorno sobre capital, as contas a pagar e receber até à qualidade do produto.

Um clássico na literatura de negócios, com centenas de milhares de exemplares vendidos, este pequeno livro é como um curso de MBA em miniatura. A resposta perfeita para aqueles que querem dominar e entender como ter um negócio de sucesso.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Leitura - "Passagem para o Ocidente" de Mohsin Hamid

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A um ritmo bastante superior ao esperado, acabei ontem o segundo livro do ano, “Passagem para o Ocidente” de Mohsin Hamid, livro que, conforme referi aqui, estava no lote dos que queria mesmo ler e já andava a arrastar há bastante tempo.


Tomei conhecimento deste livro quando foi selecionado em 2017 para a lista final de candidatos ao Man Booker Prize e fiquei desde logo curioso com a história até porque o tema de fundo do livro era muito atual à data: os refugiados.


Pois bem, está lido e não desiludiu. A narrativa esta muito bem conseguida, é cativante e muito fluida, dando ao leita a possibilidade de ler e subentender ao mesmo tempo.


Na sinopse do livro está uma frase que, ao contrário do que muitas vezes acontece, resume de facto muito bem o livro:


“Numa mistura singular de realismo e magia, Passagem para o Ocidente é um belíssimo romance sobre refugiados, que nos leva a questionar em que mundo queremos viver.”


O livro é exatamente isto personificado no percurso de duas personagens, Nadia e Saeed.


Como disse é um livro de conteúdo mas também de subentendido, para estar atento à entrelinhas e às entre palavras.


Livro muito bom e um leitura altamente recomendável.

Novidade - "O Drama de Magalhães e a Volta ao Mundo sem Querer" de Luís Filipe F. R. Thomaz

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Sinopse:


Fernão de Magalhães é, e a justo título, o mais conhecido e celebrado navegador da história universal. O seu nome está ligado a uma façanha inédita — a circum-navegação do Globo terrestre (1519-1522) — que, por ironia do destino, apenas teve lugar porque ele pereceu no decurso da viagem que planeara. Foi praticamente em desespero de causa que a nau Victoria (uma das duas que restavam das cinco partidas de Sanlúcar de Barrameda a 19 de Setembro de 1519) se decidiu a empreender a jornada de regresso, de Maluco a Espanha, pela rota portuguesa do Cabo, transformando assim em volta ao Mundo o que se previa ser uma viagem de ida e volta pelo Pacífico.


O mérito de Magalhães está, por um lado, em ter descoberto uma das passagens que ligam o Atlântico ao Pacífico, provando assim a circum-navegabilidade da Terra; mas está sobretudo em ter intuído que o regime de ventos daquele oceano — a que chamou Pacífico por o ter encontrado calmo ao nele entrar — devia ser idêntico ao do Atlântico, o que lhe permitiu escolher a rota certa e assim atravessar à primeira tentativa a sua imensidão, até aí inexplorada.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Os livros de Obama em 2018

Já não é novidade que todos os anos espreito as escolhas de Obama no que diz respeito às suas preferências de leituras do ano. Este ano não foi exceção.


A lista tem um livro que já li “Uma Educação de” Tara Westover, alguns que já tenho e outros em que já tinha curiosidade (como o livro “Como morrem as democracias”). Há outros que não conhecia e que vou procurar mais informação.


Regra geral esta lista é uma excelente fonte de opções de escolha.


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