
Um dia destes assisti a uma discussão entre duas pessoas sobre preferências de leitura. A primeira criticava ferozmente a nova literatura erótica, nomeadamente os livros e E. L. James (50 Sombras de Grey) que a segunda dizia ter devorado. Dizia a primeira que esse tipo de livros não são literatura nem são nada, enquanto a segunda dizia que são histórias como quaisquer outras. O tom da primeira era claramente jocoso e de inferiorização da segunda e o massacre durou até a segunda pessoa desistir e ir à vida dela.
No contexto da discussão a primeira pessoa nunca mencionou o seu tipo de leituras, mas mais tarde no dia pude verificar que tinha consigo o livro “Engenhos Mortíferos” de Philip Reeve, um livro que se insere no campo do fantástico.
Hoje em dia há literatura que chegue para preencher os gostos de toda a gente, e muito honestamente, não percebo atitudes como a referida acima. Quem é esta pessoa para julgar alguém por ler as “50 sombras”, quando lê um género literário que também não é da linha dita tradicional?
Há livros que eu sei que nunca vou ler, porque não me interessam minimamente, mas embora não perceba a 100% a atração que outras pessoas possam ter por esses livros, entendo que são gostos e obviamente respeito. Não entro no campo do “aquilo que eu leio é melhor do que aquilo que tu lês”.
Todos temos a nossa opinião sobre o facto de haver por aí literatura boa e literatura má, mas também é verdade que esta avaliação depende sempre do ponto de vista do utilizador, é subjetivo. E a verdade é que mais vale ler, seja lá o que for, do que não ler. Se a pessoa sente gozo no que está a ler o primeiro objetivo da leitura está cumprido. É sempre preferível a não ler nada.
Completamente de acordo! :)
ResponderEliminarÉ algo que devia ser mais ou menos consensual, mas para muita gente não é!
EliminarLi a sequela das 50 Sombras de Grey. O primeiro achei fabuloso. Os outros achei que, embora no continuar da história, acabava por ser repetitivo. Opinião, vale o que vale. Aí concordo com o post, o que interessa é ler!
ResponderEliminarNem mais, o que interessa é ler!
EliminarEu gosto de ler vários géneros literários e leio consoante o estado de espírito. Se me apetece algo levezinho não tenho problemas nisso e nem escondo. Eu li as 50 sombras e há quem fique horrorizado só de ouvir esse nome, mas não percebo o porquê desta atitude. Li por curiosidade e depois? Isso não me define como leitora. Portanto, dizer que "aquilo que eu leio é melhor do que aquilo que tu lês" é, para mim, detestável. Não acho que seja uma forma de fomentar o interesse pela leitura, antes pelo contrário. Ninguém é superior só por dizer que leu todos os clássicos. Ninguém é inferior só porque ainda os não leu.
ResponderEliminarDepois há pessoas que sabem que só gostam de um género literário. E há também aquelas que preferem ir saltando entre clássicos, romances, thrillers, policiais, tal como eu.
Eu adoro ler. Ponto.
P.S. Gostei muito deste post!
Antes de mais, obrigado!
EliminarFaço minhas as suas palavras.
Por vezes há inclusive vergonha em assumir o que se lê. Eu conheço pelo menos duas pessoas que se estiverem a ler Lobo Antunes trazem o livro à vista de toda a gente, mas se estiverem a ler Danielle Steel trazem uma capa protetora...
O gosto e o interesse devem ser as palavras chave para quem lê porque efetivamente considera que é uma atividade prazerosa. Seja lá o género que for!
Boas leituras!