sábado, 31 de março de 2018

Histórias com Livros - “Mandela – The Authorized Biography”

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“Mandela – The Authorized Biography” de Anthony Sampson. A história desde livro é tanto sobre o livro em si como sobre o local onde foi comprado.


Em 2011 fui com a minha cara metade a Londres. Ficámos hospedados na zona de Bayswater / Nothing Hill e deixámos para o final uma visita mais cuidada a esta zona.


No nosso passeio por Nothing Hill – depois de passarmos pela livraria que aparece no filme com o mesmo nome e de passarmos pela loja das especiarias – demos com uma livraria de livros usados (foto abaixo) com uma oferta brutal a preços igualmente brutais.


Entrámos e dissemos um para o outro “é mais para ver porque não temos espaço na mala”, mas acabou por ser mais forte do que nós. Comprámos já não sei quantos livros e acabámos por ter de comprar outra mala só para trazer os livros. Gastámos no total umas 20 £ e foi porque não dava para mais em termos de espaço.


Este livro em particular foi um achado porque custou 2£ e era um livro que em Portugal não conseguia encontrar. Mandela sempre fui uma personalidade que me interessou, tanto numa perspetiva política como numa perspetiva de ser humana. Lembro-me que nessa viagem o livro que levei, e que andava a ler, era precisamente “Uma lição de Vida” de Jack Lang, precisamente sobre a vida de Mandela.


Até hoje não li o livro todo (li alguma partes) mas sempre que passo por ele lembro-me da viagem a Londres e de como parecia um miúdo numa loja de doces naquela livraria.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Book quote

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Sou grande fã desta ideia. Se Groucho Max vivesse hoje certamente acharia que a sua ideia ganhou toda uma outra dimensão considerando a abundância de canais e também de lixo televisivo que prolifera.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Um livro é só um conjunto de folhas?

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É cada vez mais comum ouvir-se a expressão “não há cão nem gato que hoje em dia não escreva um livro”. Eu concordo apenas em parte com a expressão porque acho que a forma correta de o dizer é “não há cão nem gato que hoje em dia não possa publicar alguma coisa”.


O termo livro é definido pelo dicionário Priberam como “conjunto de folhas de papel, em branco, escritas ou impressas, soltas ou cosidas, em brochura ou encadernadas”, e, portanto, se tivermos por base nesta definição, tudo cabe aqui dentro.


O problema coloca-se, na minha opinião, quando a definição que consideramos é menos abrangente e nela não cabem determinado tipo de publicações, que tem folhas, mas não são propriamente livros. Sei que esta ideia não é muito politicamente correta, e, para muito gente, no limite, a ideia é que se existem é porque há público para eles.


Sou da opinião de que ler alguma coisa, mesmo que de qualidade mais questionável é, regra geral, melhor do que não ler nada, e aquilo que para mim é um bom livro pode não ser para muitas outras pessoas, mas há por ai muita publicação que aquilo que faz é aproveitar modas, ou escrever sobre o senso comum como de fosse uma panaceia.


Fazem alguma confusão a multiplicação de livros sobre a forma de chegar à felicidade, de alegada autoajuda, que, ma maior parte dos casos não dizem nada, são insípidos e triviais


Cada um lá sabe da sua vida e da sua carteira. Se calhar estes livros são um reflexo dos tempos modernos, e se calhar sou eu que sou cinzento e quadrado, mas não contem comigo para a leitura e divulgação desse tipo de material. Prefiro ficar quadrado e cinzento lendo livros definidos num conceito diferente de “um conjunto de folhas”.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Minha Biblioteca

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Desde que comecei a criar minha pequena biblioteca, há mais de vinte ano atrás, que comecei a perseguir a ideia de ter um registo dos livros que ia juntando,


Há muitos anos atrás, numa versão muito preliminar do Access criei uma versão pré-histórica de uma biblioteca com meia dúzia de campos onde rejeitei os livros que tinha há data. Quando o PC que tinha essa informação morreu, a base morreu com ele porque não havia backup.


Nos últimos anos a ideia não morreu, mas com o cada vez maior volume de livros e menor de tempo, a tarefa foi ficando cada vez mais incomportável.


Este fim de semana, por mero acaso, esbarrei com uma app que veio dar novo ânimo à ideia. A app chama-se Minha Biblioteca e é uma forma extremamente simples de criar uma biblioteca.


Acima de tudo tem uma vantagem brutal: permite fazer scan no ISBN com o smartphone e com isto alimentar automaticamente a maior parte dos dados do livro (mas também dá para preencher manualmente). É muito fácil, rápido e ainda permite exortar a informação.


A app é gratuita, não tem anúncios e permite fazer uma doação para quem criou a aplicação, algo que pretendo fazer visto que é mais do que justo.


Já comecei o processo no fim de semana e percebi que vai ser duplamente gratificamente: por um lado o gozo de ter o registo de todos os meus livros e por outro o gozo de voltar a contactar com livros em que não mexia há anos.


Recomendo vivamente esta app para quem, como eu, goste de ter um catálogo da sua preciosa coleção de livros.

terça-feira, 27 de março de 2018

Leituras - "Fogo e Fúria" de Michael Wolff

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Estou sensivelmente a meio do livro “Fogo e Fúria” e cada página que leio fico com a sensação que caso fosse uma obra de ficção estaríamos perante um autor de grande imaginação. Não estamos. Pelos vistos é mesmo tudo (ou quase pelo menos) verdade...


Há passagens que são dignas de pura comédia. Mesmo sem ter terminado não êxito a escrever: leiam este livro.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Compra - "Guerra Americana" de Omar El Akkad

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Estava na minha wishlist para os tempos mais próximos. Está consumada a compra. Não sei se será a próxima leitura mas será certamente para ler ainda durante o primeiro semestre. Tenho bastante curiosidade neste livro precisamente porque sai um pouco da minha linha normal de leituras.


Ultimamente ando mais dado aos temas futuristas. Estou a ficar velho. Deve ser por isso.

sábado, 24 de março de 2018

Dava um bom retiro livresco 4

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O tipo de mobiliário não é bem o meu estilo mas a vista compensa tudo. Descanso pleno pode ser isto: um livro e uma vista como esta.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Top de vendas nos States

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Desde há muito tempo que me habituei a quase todas as semanas dar uma espreitadela na lista dos mais vendidos do New York Times.


Faço-o acima de tudo para perceber as novidades que vão surgindo, e que, muitas vezes acabam por aparecer aqui.


É interessante perceber que cada vez mais existe um género de globalização de leituras e que os top tem cada vez mais semelhanças em termos de autores e mesmo de títulos. Hoje em dia o desfasamento entre a edição em inglês e noutra línguas (e aqui falo em concreto do português) é cada vez menor, e em alguns casos, como a aconteceu com a “Origem” de Dan Brown, o lançamento é mesmo simultâneo.


Fica o convite à consulta e à descoberta.


Link: The New York Times Best Sellers

quinta-feira, 22 de março de 2018

Ler Elena Ferrante enquanto não há novo livro

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Diz-se que Elena Ferrante estará a escrever um novo livro. Envolta no mistério de sempre, e enquanto não tem obra nova, vai escrevendo no jornal inglês "The Guardian" uma coluna semanal.


Vai dando para os entusiastas da autora matarem saudades da sua escrita enquanto aguardam novidades literárias.


Disponível em: Elena Ferrante’s Weekend column 

quarta-feira, 21 de março de 2018

Poema para o Dia Mundial da Poesia

Da autoria deste leitor que também acha que escreve umas coisas, fica um poema dedicado ao Dia Mundial da Poesia.


 


Dia da Poesia...


 


Se calhar algures no ano todos temos o nosso dia


Seja do pai, da mãe, do idoso e ainda o do garoto


Eu sinto especial orgulho no dedicado ao canhoto


Mas gosto ainda mais do que comemora a poesia


 


Poesia é escrita atirada para dentro de uma fornalha


Transformada em tudo aquilo que o poeta entender


Só quem escreve sabe o prazer que há em escrever


É comum um poema poder derrubar uma muralha


 


Quatro versos, algumas quadras e várias estrofes


Ditados pela alma mesmo que à revelia da métrica


Todos somos portadores de uma costela poética


Escrevendo com ou sem hipérboles e apóstrofes


 


Quantas linhas de poema nascem no guardanapo


Ali à mão de semear ao lado da chávena de café


Escritas tantas vezes sem que haja esperança ou fé


De serem lidas por quem nos deixou num farrapo


 


O sumo de um poema é um exercício de libertação


Em cada palavra pode encontrar- se carga atómica


Seja ela de natureza dramática ou mesmo cómica


Represente amor ou ódio, trás sem uma emoção


 


Há os que querendo não lhe entendem o esquema


Poesia quase se pode escrever de baixo para cima


Há quem não escreva porque não encontra rima


Mas não há quem não goste de ouvir um poema


 


Falta-lhe talvez uma embalagem mais comercial


Que a coloque à venda numa montra alargada


Poesia deve ser produzida mas também lembrada


Porque de todas as escritas esta é a mais especial


 


Quem não gostaria de um mundo menos cético


Utópico, contrário a quase tudo o que vivemos


Se um mundo existisse só porque o escrevemos


O meu seria criado com um esqueleto poético


 


Acredito que um poema emana mais sentimento


Seja por puxar o suspiro, uma lágrima ou um sorriso


Quantas vezes sentimos que mais não era preciso


Que algumas belas linhas para ilustrar um momento


 


Se não fosse o seu dia não sei se hoje escreveria


Mas assim não posso evitar deixar aqui as minhas


Palavras de um aspirante a poeta nestas linhas


Que são apenas uma homenagem à doce poesia


 


Autoria: Um leitor

Novidades - "Pátria" de Fernando Aramburu

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Mais um livro e um autor que não conhecia. Foi o livro do ano em Espanha, e pelo que tive oportunidade de ler, pareceu-me muito bem. O enredo centra-se em vidas tocadas pelo terrorismo da ETA em Espanha. O autor, pelo que consegui apurar é também alguém a ter conta no futuro. Muito elogiado por Mario Vargas Llosa.


Este é mais um livro a considerar no curto prazo.


Abaixo fica a sinopse e um link para o excerto disponível no Wook.


 


Sinopse:


O retábulo definitivo sobre mais de 30 anos da vida no País Basco sob o terrorismo.

No dia em que a ETA anuncia o abandono das armas, Bittori dirige-se ao cemitério para, na sepultura do marido, Txato, assassinado pelos terroristas, lhe contar que decidira voltar à casa onde tinham vivido os dois. Mas poderá ela conviver com aqueles que a perseguiram antes e depois do atentado que transtornou a sua vida e a da família? Poderá saber quem foi o encapuzado que num dia chuvoso matou o marido, quando este regressava da sua empresa de transportes?

Por mais que chegue às escondidas, a presença de Bittori alterará a falsa tranquilidade da terra, sobretudo a da vizinha Miren, amiga íntima noutros tempos, e mãe de Joxe Mari, um terrorista encarcerado e suspeito dos piores receios de Bittori. O que aconteceu entre essas duas mulheres? O que envenenou a vida dos filhos e dos respetivos maridos, tão unidos no passado? Com lágrimas escondidas e convicções inabaláveis, com feridas e coragem, a história arrebatadora das suas vidas, antes e depois da tormenta que foi a morte de Txato, fala-nos da impossibilidade de esquecer e da necessidade de perdoar numa comunidade fragmentada pelo fanatismo político.


 


Link para o excerto. 


 


 

terça-feira, 20 de março de 2018

Book Quote

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Esta é uma verdade, diria, praticamente universal. Não me lembro de um único filme que fosse melhor do que o livro. Até certo ponto percebo porquê, e ainda bem que assim é. Se o filme for melhor do que o livro, é porque o livro provavelmente não devia ter dado um filme.

Compras - "Psiquiatras – Uma História por Contar" e "Pequenos Vigaristas"

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Aproveitando uma promoção no Continente e o Olx do costume.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Histórias com Livros - "Vou ser pai"... no dia do Pai...

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Hoje é dia do pai. É um dia como os outros, onde serei tão pai como em qualquer outro. Mas, apesar disso, é um dia em que se houve mais a palavra e, talvez por isso, o meu arquivo mental faz questão de me passar algumas imagens, essencialmente do dia em que me tornei pai.


O dia do pai tem dois períodos distintos. O antes e o depois de se ser pai. O antes é aquele dia, sem qualquer desprimor, de fazer um desenho, uma brincadeira para dar ao pai quando somos jovens e mais tarde de oferecer qualquer coisa ao “velho”. O depois de ser pai é aquele dia em que nos lembramos do momento em que se consumou uma das decisões mais importantes das nossas vidas (pelo menos é essa a forma como eu a vejo).


Eu podia escrever aqui que ser pai nos torna diferentes. Não escrevo porque não sei se torna toda a gente. Sei apenas que mim me tornou. Não é uma questão de lamechice, mas lembro-me perfeitamente do momento em que explodiu qualquer coisa dentro do meu cérebro (e não foi no exato momento do nascimento do meu filho, foi um dia mais tarde) e a minha vida ganhou uma dimensão diferente. É aquele momento em que percebemos que agora as coisas vão ser diferentes: acabámos de trazer ao mundo um ser que temos a responsabilidade de criar, educar e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para formar um ser humano no sentido mais lato da palavra.


Ainda hoje não sei se estou à altura do papel (tenho momentos em que acho que não) mas não há dia em que não pense e não tente fazer alguma coisa melhor e diferente para conseguir ser um melhor pai.


Tenho para mim que ser pai não se ensina, mas aprende-se. E eu sou um tipo que gosta de aprender, e, embora não tenha procurado informação em demasia (porque pode ser contraproducente), depois de ouvir o Dr. Mário Cordeiro no programa PRIMO da Rádio Comercial decidi comprar este livro. E em boa hora o fiz.


Trata-se de um excelente manual para um pai de primeira viagem. Simples, direto, descomplicado e, acima de tudo, prático. Acima de tudo aprendi a descomplicar alguma ideias e a ganhar mais alguma consciência de que não há apenas uma forma de fazer as coisas, e que em muitos casos o instinto é o melhor conselheiro.


Se pensar bem, este terá sido um dos livros mais úteis que li nos últimos anos. Foi e continua a ser útil. Não fez de mim melhor pai, mas ajudou a preencher os espaços do não sei o que fazer.


Neste dia do pai fica o livro que ainda hoje me ajuda a sê-lo.


 


Sinopse:


Escrito pela mão do consagrado pediatra Mário Cordeiro, este livro aborda os temas mais importantes - do ponto de vista do médico, mas sobretudo também do pai - com exemplos, histórias e factos. Das primeiras consultas e exames da gravidez, passando pela vivência física, psicológica e prática, mês após mês, até ao trabalho de parto e ao nascimento do bebé, não esquecendo os direitos dos pais, teremos espaço para abordar o papel do homem na sociedade atual, a masculinidade e o que uma criança representa na vida de um homem.

domingo, 18 de março de 2018

Leituras - "Fogo e Fúria" de Michael Wolff

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Nova leitura, "Fogo e Fúria" de Michael Wolff. Não estava alinhado para ser a próxima leitura, mas ao comprar não pude evitar dar uma vista de olhos, e como a vista de olhos durou vinte cinco páginas, vai já de seguida. Primeira impressão: é também um livro para rir, infelizmente.

sábado, 17 de março de 2018

Compras - "Fogo e Fúria" de Michel Wolff e "O Tatuador de Auschwitz" Heather Morris

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Duas escolhas ao encontro das preferências dos dois leitores cá de casa: "Fogo e Fúria" de Michel Wolff e "O Tatuador de Auschwitz" Heather Morris.


Para mim é provável que o livro de Michael Wolff não chege a aquecer lugar na estante.

Dava um bom retiro livresco 3

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Com o que chove lá fora era mesmo isto...

sexta-feira, 16 de março de 2018

Ler faz bem à saúde...

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Em termo de leituras este ano não tem estado a correr mal, tendo como base de comparação anos anteriores e considerando, ainda e sempre, o pouco tempo disponível.


Até meio de março tenho 5 livros lidos, uma média de 1 livro a cada duas semanas.


Gostaria de conseguir muito mais, mas não dá e é preciso conviver com isso. Tenho lido mais do que lia (embora à noite seja um tormento porque 5 minutos depois de ir para a cama já estou a cair para cima do livro) e isso ajuda-me bastante no meu dia-a-dia. Funciona como um calmante, revigorante, equilibrador do meu dia.


Ler é importante para a minha saúde. E esta frase não é um exagero é uma constatação de facto. Se eu dormir menos porque me levanto mais cedo para ler, fico muito melhor do que que se tivesse ficado a dormir mais duas horas.


Não tomo a dose diária que eu acho que seria a recomendada (de leitura) mas tomo o suficiente para andar melhor.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Leituras - “Um cavalo entra num bar” de David Grossman

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 Está concluído o livro “Um cavalo entra num bar” de David Grossman.


O livro foi o vencedor do Man Booker Prize Internnacional de 2017. Essa foi aliás uma das duas razões para ter decidido ler o livro, mais ou menos um selo de garantia de qualidade. A outro foi a ideia de base do livro: uma noite de stand up que deriva entre a comédia e a tragédia. Gostei da ideia.


Lido o livro, a minha primeira impressão é que não captei toda a sua essência, tudo aquilo que o autor quis passar. Acredito que haja uma parte que é muito particular, “muito israelita” se quiserem, mas há também toda uma dimensão do personagem central, com muitas camadas que não é fácil (pelo menos para mim) decifrar. O personagem central transforma uma noite de stand up numa sessão em que se despe psicologicamente perante o público falando dos seus traumas e fantasmas do passado. Tudo isto relatado pelo narrador, um amigo de infância que o personagem central convoca para assistir ao espetáculo apesar de não se verem há mais de quarenta anos.


Antes da leitura do livro confesso que não conhecia muito do autor, no entanto, logo após terminar o livro, fui fazer uma pesquisa e encontrei um facto que ajuda a explicar uma parte da história e a forma como é contada: o autor perdeu um filho em 2006 na guerra Israel-libanesa. Há uma parte negra do livro que vem daqui, certamente.


O livro é bom, bem escrito, com um toque próprio do autor, disso não há dúvidas. E afirmar que o livro é bom não tem nada a ver com o facto de ter ganho um prémio. Não seria o primeiro livro que eu não gostaria apesar de ter ganho um prémio (às vezes parece que existe a ideia de que não de pode não gostar de um livro porque ele ganhou o prémio X ou Y).


Como disse Carlos Vaz Marques na apresentação do livro no “Livro do Dia” da TSF a história acaba por nos levar a perceber que a tragédia e o humor são parentes mais próximos do que por vezes nos parece.


Sem ser para mim um livro que deixa marcas é na mesma um livro cuja leitura recomendo.


Para mais informação sobre o livro deixo quatro links, para um excerto, para uma entrevista com o autor, uma crítica e ainda a apresentação no “Livro do Dia”.


Crítica no “Público”


Entrevista com o autor no “Público”


“Livro do Dia” da TSF


Excerto do Livro


 


Sinopse



Será que uma piada é só uma piada?
O premiado e internacionalmente aclamado autor de Até ao Fim da Terra apresenta-nos agora um romance sobre a vida de um cómico de stand-up, revelada no decorrer da performance de uma noite. Na dança entre humorista e público, com farpas voando de um lado para o outro, uma história mais profunda vai tomando forma - uma história que irá alterar a vida de muitos dos presentes.


quarta-feira, 14 de março de 2018

Stephen Hawking

 


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Morreu Stephen Hawking, proeminente físico e certamente uma das mentes mais brilhantes da História.


Apesar de ser um tipo de letras o meu interesse por questões relacionadas com a física e a astronomia levou-me a ler dois livros seus: “Breve História do Tempo” há já alguns anos e mais recentemente “O Grande Desígnio”, para além de acompanhar as suas ideias por via de entrevistas e outros ensaios. Dos livros retenho a aprendizagem permitida pela clareza e simplicidade (a possível) como abordava temas que, por natureza, são extremamente


Stephen Hawking é uma daquelas pessoas que nos fazem pensar como poderia ser o mundo se existissem vários milhões de seres humanos com a sua mente (conceito lato). Fica o seu enorme legado.

Compra - "Escombros" de Elena Ferrante

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Elena Ferrante é um nome muito acarinhado cá em casa por parte do outro elemento do agradado familiar.


De toda a “literatura Ferrante” acho que apenas lhe faltava este, "Escombros", por isso, adquiri.


Da minha parte, devo confessar que, apesar de à primeira vista não me despertar assim um interesse supremo, por tudo o que cá em casa já me foi dito e por todos os elogios já feitos, sei que vou ter de mantar a curiosidade um dia destes.


 


 

terça-feira, 13 de março de 2018

Man Booker International Prize - longlist já é conhecida

Já é conhecida a longlist para o The Man Booker International Prize. Confesso que para mim, para já, a maioria são desconhecidos.


De momento estou a ler (e quase a terminar) precisamente o vencedor do ano passado "Um cavalo entra num bar" de David Grossman.


 


• Laurent Binet (France), Sam Taylor, The 7th Function of Language (Harvill Secker)


• Javier Cercas (Spain), Frank Wynne, The Impostor (MacLehose Press)


• Virginie Despentes (France), Frank Wynne, Vernon Subutex 1 (MacLehose Press)


• Jenny Erpenbeck (Germany), Susan Bernofsky, Go, Went, Gone (Portobello Books)


• Han Kang (South Korea), Deborah Smith, The White Book (Portobello Books)


• Ariana Harwicz (Argentina), Sarah Moses & Carolina Orloff, Die, My Love (Charco Press)


• László Krasznahorkai (Hungary), John Batki, Ottilie Mulzet & George Szirtes, The World Goes On (Tuskar Rock Press)


• Antonio Muñoz Molina (Spain), Camilo A. Ramirez, Like a Fading Shadow (Tuskar Rock Press)


• Christoph Ransmayr (Austria), Simon Pare, The Flying Mountain (Seagull Books)


• Ahmed Saadawi (Iraq), Jonathan Wright, Frankenstein in Baghdad (Oneworld)


• Olga Tokarczuk (Poland), Jennifer Croft, Flights (Fitzcarraldo Editions)


• Wu Ming-Yi (Taiwan), Darryl Sterk, The Stolen Bicycle (Text Publishing)


• Gabriela Ybarra (Spain), Natasha Wimmer, The Dinner Guest (Harvill Secker)


 


Histórias com Livros - "Nascidos para Correr" de Christopher Mcdougall

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Desde que me lembro que faço desporto e, talvez por isso, nem consigo situar bem o momento em que o atletismo ganhou para mim um lugar especial. Lembro-me apenas que antes dos 10 anos já participava em provas de atletismo: corta mato, velocidade, salto em comprimento.


A primeira prova mais “importante” onde me lembro de ter participado foi numa prova distrital tinha eu os meus 11 anos. Foi uma prova (acho) de 1500m. Foi num domingo de manhã e chovia a cântaros.


Passaram-se mais de 30 anos e ao longo deste período, com maior ou menor regularidade sempre fui correndo. Os meus músculos têm uma longa memória de corrida.


Em 2006 depois de dois anos de uma quase total inatividade, e muitos quilos a mais, decidi voltar a correr com regularidade. Perdi o peso que rinha para perder, comecei a participar em algumas provas e tomei-lhe o gosto. Corri muitas provas de 10kms e aventurei-me nas meias maratonas.


No final de 2007 lesionei-me num joelho. Como a coisa demorou a passar andei os anos seguintes a correr menos, ou mesmo sem correr.


Em 2011, novamente com mais algum peso, mas já sem dores, retomei a corrida com mais regularidade e já próximo do final do ano esbarrei com este livro. Foi ele que ajudou (e muito) a dar corpo a uma ideia maluca que foi amadurecendo na minha cabeça: correr uma maratona antes dos 35 anos.


Toda a ideia de correr, de superação, de definir um objetivo e atingi-lo mexeu comigo (embora o livro não seja só sobre isso) e deu um impulso muito grande para começar a treinar a sério e acabar por, em 2012, correr mesmo uma maratona.


Ontem, voltei a lembrar-me do livro. Passo a explicar.


Depois de correr a maratona em 2012 voltei a abrandar o ritmo, estive algum tempo sem correr, fui correndo aqui e ali, sem nunca parar, mas também sem grande recorrência ou entusiamo.


No início desde ano, outra vez com mais uns quilos, voltei a meter outra ideia maluca na cabeça: correr uma maratona aos 40. Se calhar um pensamento típico de uma crise de meia idade. Comecei a treinar logo no dia 1 de janeiro, 4 vezes por semana, e ontem, por entre chuva, granizo, frio e afins, fiz a Meia Maratona de Lisboa abaixo das 2 horas. Foi duro, mas fez-me lembrar muito a mensagem do livro.


Não sei que vou ou não correr a Maratona de Lisboa em outubro. É muito cedo para decidir isso e eu sei por experiência que é preciso ter muitos, mesmo muitos quilómetros nas pernas para aspirar a fazer uma maratona sem ficar com mazelas. Tenho pelo menos 6 meses para decidir e outro tanto tempo para reler alguma partes do livro e ganhar inspiração.


É um livro que recomendo a toda a gente que gosta de corrida, mas precisa de um empurrãozinho para levar a coisa um pouco mais a sério. Não quer dizer que tenha de ser para correr uma maratona, basta que seja para limpar a cabeça, por exemplo do stresse e das chatices do trabalho. Este livro ajuda a dar o salto.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Novidades – “O Horror da Guerra” de Niall Ferguson

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Novidades – “O Horror da Guerra” de Niall Ferguson


É uma lacuna na minha biblioteca: tenho muito pouca coisa sobre a primeira Guerra Mundial, ou melhor tenho alguma coisa, mas sem a profundidade que gostaria e sem que a origem seja um autor de incontestável valor.


Niall Ferguson, é sem dúvida um autor que confere credibilidade a qualquer coisa que escreva. É essa a minha experiência e é também uma opinião, diria quase universal.


Pelo que já tive oportunidade de folhear parece-me que é mais um livro que não desilude, e por isso é mais um que entra para a minha wishlist deste ano. Se é para comprar e ler algo de relevante sobre o tema (Primeira Guerra Mundial) é bom que seja de um autor relevante.


 


Sinopse


A Primeira Guerra Mundial matou cerca de 8 milhões de pessoas e esgotou os recursos da Europa. Nesta obra provocadora, Niall Ferguson pergunta: terá valido a pena tamanho sacrifício? Esta guerra foi realmente um cataclismo inevitável e eram os alemães uma ameaça real? Terá a guerra sido recebida, como costuma afirmar-se, com entusiasmo popular? Porque continuaram os soldados a combater quando as condições eram tão terríveis? Haveria de facto um desejo de matar, que conduziu os homens à autodestruição?


A guerra, afirma ele, foi um desastre - mas não pelas razões que pensamos. Pior do que uma tragédia, foi o maior erro da história moderna.

domingo, 11 de março de 2018

Book Quote

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Há muitos dias em que esta frase é uma verdade absoluta. E normalmente os cuidados prestados são de primeira, basta escolher o "médico certo".

sábado, 10 de março de 2018

Aindas as pequenas livrarias

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Ainda sobre o tema das livrarias independentes, as suas dificuldades e combate com os gigantes, encontrei um artigo muito interessante no “Observador”.


Sobre este tema acrescento apenas que compreendo os argumentos de quem mantém e quer manter os seus espaços, muitas vezes aliando o negócio a um amor aos livros, e faço os mais sinceros votos de que consigam mantê-los.


No entanto, se deixar de parte o argumento do livro como “produto especial”, aquilo que vai acontecendo a muitas livrarias é o mesmo que aconteceu com muitos outros negócios hoje também dominados pelos gigantes: as merceeiras de bairro, as drogarias e outros que tais, a tendência é, infelizmente o desaparecimento.


E depois há também o consumidor, como eu, que por um lado compreende os argumentos dos pequenos livreiros, que gosta de frequentar pequenas livrarias embora o faça cada vez menos, mas que, porque tem recursos limitados, é muitas vezes levado a comprar nos grandes espaços para ter preços mais baixo (já para não falar nas compras através do OLX exatamente pela mesma razão). Todos contribuímos para que estes fenómenos aconteçam, embora depois muitos falem dele como se não fossem também responsáveis.


A única coisa que eu muitas vezes tenho dificuldade em perceber é se este é ciclo normal das coisas, uma inevitabilidade no fundo, ou se, algures no processo poderíamos ter feito diferente. A resposta fácil é, podíamos ter feito diferente, mas na prática o “objeto especial que é o livro” não é assim tão diferente do arroz a 50% de desconto numa grande superfície.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Incompatibilidades entre a minha carteira e a minha wishlist

Numa crónica recente, que inclusive destaquei aqui, Miguel Esteves Cardoso falou sobre o sentimento de tristeza que se abate sobre ele quando percebe que não tem dinheiro para comprar todos os livros que gostaria quando entra numa livraria. Conforme escrevi, identifico-me muito com esse sentimento. Ainda no início desta semana entrei na FNAC e tive exatamente essa sensação. Dez minutos foram suficientes para criar uma wishlist muito maior do que a minha disponibilidade financeira.


Aqui ficam alguns (apenas alguns) dos desejos...


 


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quinta-feira, 8 de março de 2018

Histórias com Livros - O tema do livro favorito "O Mundo de Sofia"

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(capa original de 1995) 


 


Já por diversas ocasiões, e por motivos vários, tive de responder à questão “Qual é o seu livro favorito?” e em todas as ocasiões tive o mesmo problema: Não sei exatamente qual é a resposta, porque não tenho “um” livro favorito.


Uma resposta fácil seria, como fazia um conceituado professor que tive na faculdade, “o próximo”, o próximo será sempre o melhor”.


Se fosse um político já teria criado uma resposta tipo para ter sempre na ponta da língua, mas como não sou, dei sempre por mim sem nenhuma resposta concreta, ou, mais frequentemente ainda, com várias possíveis.


Apesar destas dificuldades, de todas as vezes que tive mesmo de responder, acabei por dar sempre o mesmo título: “O Mundo de Sofia” de Jostein Gaarder.


Confesso que se alguma vez me perguntaram o porquê desta escolha, não me lembro, mas na realidade acho (é a minha opinião, vale o que vale) que a explicação é mais interessante do que a escolha em si.


O livro foi lançado originalmente em 1991 na Noruega e em Portugal quatro anos depois em 1995. Eu li-o em 1996 numa altura em que as minhas leituras eram mais terra-a-terra, ou maioritariamente decorrentes de obrigações escolares.


O livro é muito bom, sem dúvida, mas na prática que o tornou especial, foi o condão de abrir os meus horizontes para um mundo até aí bastante adormecido. Lembro-me perfeitamente do efeito que o livro teve, pela forma de escrita, pela história em si e pelo que permitiu aprender sobre filosofia e sobre a “arte de pensar”. Foi o primeiro livro que verdadeiramente me agarrou e que, hoje percebo, a uma distância de mais de duas décadas, teve o condão de dar um empurrão decisivo na minha paixão pelos livros. Por isso, se tiver de escolher um livro, pelo caminho que desbravou, “O Mundo de Sofia” será sempre a minha escolha. Por ele e por todos os que, por sua causa, vieram depois.


 


 

quarta-feira, 7 de março de 2018

Leituras - “Um cavalo entra num bar” de David Grossman

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Depois de “O Anjo Caído”, e apenas por mera casualidade vou continuar por terras israelitas com o livro “Um cavalo entra num bar” de David Grossman. Isto porque a história decorre numa única noite, num bar de uma cidade israelita de nome Natania.


O livro foi o vencedor do Man Booker Prize International de 2017. Estou apenas no início mas o livro promete.

terça-feira, 6 de março de 2018

Novidades literárias de março

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Aqui ficam dois links úteis associados a notícias sobre as principais novidades literárias do mês de março. Oportunamente dedicarei aqui algumas linhas a um ou outro livro que me despertou maior interesse.


Novidades 1 “DN”


Novidades 2 “Observador”

Leituras - "O Anjo Caído" de Daniel Silva

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Terminei no Domingo o livro “O Anjo Caído” de Daniel Silva.


Para mim ler um livro de Daniel Silva é mais ou menos o equivalente a regressar ao restaurante onde vamos com frequência porque já sabemos, à partida, que a comida é boa e não desilude.


Na capa do livro está uma citação atribuída ao presidente americano Bill Clinton que refere que Gabriel Allon é a sua personagem ficcional favorita. Eu nunca tinha feito esse exercício, mas a verdade é que sou capaz de partilhar dessa ideia. É um personagem que tem muito de agente secreto / espião / assassino, mas com uma forte componente de “pessoa normal”.


Outro aspeto curioso dos livros de Daniel Silva que tem como personagem Gabriel Allon é que eu não consigo hierarquizar por ordem de preferência, ou qualidade, os livros que já li (12 no total). Nunca tive a sensação de ter terminado um livro e ter pensado “este é mais fraco”. Existe um padrão de qualidade admirável que na prática é também responsável por eu regressar a estes livros sempre que não consigo escolher o que vou ler a seguir.


Sobre o livro em si, dizer apenas que é uma história que envolver o Vaticano, o tráfico de obras de arte, uma possível aniquilação de Israel e terroristas ligados ao Irão. De resto o meu é ler o livro. Vale muito a penas e vale sempre a pena.

segunda-feira, 5 de março de 2018

O meu interesse pelas viagens de José Luís Peixoto

José Luís Peixoto é um autor português de que eu apenas li um livro. Em 2016 comprei e li o livro “Dentro do Segredo” que relata a visita do autor à Coreia do Norte, ou seja, é um livro que sem enquadra na literatura de viagens e não na ficção.


Gostei bastante do livro, e da forma de escrita do autor, e pensei para comigo que dentro em breve gostaria de ler um dos seus livros de ficção, coisa que até à data ainda não aconteceu. É um autor pelo qual eu, sem saber bem porquê, tenho uma grande simpatia.


Muito recentemente o autor publicou mais um livro também no âmbito da literatura de viagens, “O Caminho Imperfeito”.


Numa nas minhas visitas à FNAC estava disponível uma brochura com o primeiro capítulo do livro, levei, li e o resultado foi: quero ler isto, exatamente pelas mesmas razões que li o “Dentro do Segredo”, pela forma de escrita, e pelas reflexões que são feitas pelo autor enquanto relata as suas vivências. É mais dos livros no topo da minha whichlist para, se tudo correr como previsto, ler ainda este ano e provavelmente ai não e este ano que leio algum livro seu no âmbito da ficção.


 


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Sinopse "O Caminho Imperfeito"

 


Entre Banguecoque e Las Vegas, José Luís Peixoto regressa à não-ficção com um livro surpreendente, repleto de camadas, de relações imprevistas, transitando do relato mais íntimo às descrições mais remotas e exuberantes. O Caminho Imperfeito é, em si próprio, a longa viagem a uma Tailândia para lá dos lugares-comuns do turismo, explorando aspetos menos conhecidos da sua cultura, sociedade, história, religiosidade, entre muitos outros.

A sinistra descoberta de várias encomendas contendo partes de corpo humano numa estação de correios de Banguecoque fará que, com consequências imprevisíveis, a deambulação se transforme em demanda. Todos os episódios dessa excêntrica investigação formam O Caminho Imperfeito e, ao mesmo tempo, constituem uma busca pelo sentido das próprias viagens, da escrita e da vida.


 


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Sinopse "Dentro do Segredo"



Livro recomendado para a Formação de Adultos, como sugestão de leitura.



Desde o interior da ditadura mais repressiva do mundo, desde um país coberto por absoluto isolamento, Dentro do Segredo. Em abril de 2012, José Luís Peixoto foi um espectador privilegiado nas exuberantes comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, na Coreia do Norte.

Também nessa ocasião, participou na viagem mais extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de sessenta anos.

A surpreendente estreia de José Luís Peixoto na literatura de viagens leva-nos através de um olhar inédito e fascinante ao quotidiano da sociedade mais fechada do mundo. Repleto de episódios memoráveis, num tom pessoal que chega a transcender o próprio género, Dentro do Segredo é um relato sobre o outro que, ao mesmo tempo, inevitavelmente, revela muito sobre nós próprios.



sábado, 3 de março de 2018

Dava um bom retiro livresco 2

Nestes dias de chuva, um espaço simples, com vista, e de preferência quentinho. Perfeito para umas horas de tranquilidade. 


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Livrarias que vão e já não voltam...

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Nos últimos tempos foram várias as notícias que li sobre livrarias que fecharam ou vão fechar. Só esta semana foram duas, uma em Lisboa e outra em Coimbra.


Podia aqui escrever que acho que é triste que tal aconteça e que se devia evitar o seu encerramento mas a verdade é que não tenho moral para o fazer porque regra geral, de há muito tempo a esta parte, apenas compro livros nos grandes espaços e nas feiras do livro, por isso também nada faço para que estes espaços mais pequenos sobrevivam.


Há uns tempo uma pessoa amiga dizia-me que é uma inevitabilidade que estes pequenos espaços desapareçam, como desapareceram quase todos os minimercados e merceeiras de bairros devido ao aumento do número de grandes espaços. Confesso que não sei se será bem a mesma coisa.


As livrarias mais pequenas ou menos industriais tem um certo caráter que faz delas espaços quase mágicos. A livraria Barateiro de que já falei aqui tinha essa caraterísticas, e mesmo sendo um grande espaço, a Bertrand do Chiado tem também muita dessa mística.


Tenho pena que vão fechando estes espaços e acima de tudo tenho pena de, nos últimos anos, também pouco ter feito para contribuir para a sua sobrevivência. E muitas vezes não seriam certamente os 10% de descontos dos grandes espaços que faria a diferença. Enfim, dá que pensar.  

sexta-feira, 2 de março de 2018

Compras: "Ministério da Felicidade Suprema" e “Rumo a Casa”

Conforme já aqui escrevi anteriormente cá em casa não se compram livros para um mas sim livros para todo o agregado. Atendendo a que há gostos partilhados, mas também outros que são distintos, há compras que são mais para um dos elementos, outras mais para o outro.


Assim, as duas compras abaixo destinam-se preferencialmente ao outro elemento do agregado, e digo preferencialmente porque, atendendo aos livros em causa, é possível que também venha a ler algum deles num futuro próximo.


O primeiro é um livro que dispensa grandes apresentações: “O Ministério da Felicidade Suprema” de Arundhati Roy. A autora ganhou em 1997 o Man Booker Prize com o livro “O Deus das Pequenas Coisas” e vinte anos depois regressa com um novo livro, que acabou por ser considerado quase unanimemente como um dos melhores de 2017 e foi inclusive selecionado na long list para o Man Booker Prize de 2017.


 


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Sinopse

 


Num cemitério da cidade, Anjum desenrola um tapete persa puído entre duas campas. Num passeio de betão surge um bebé, como que do nada, num leito de lixo. Num vale coberto de neve, um pai escreve à filha de cinco anos, falando-lhe do número de pessoas que estiveram presentes no seu funeral.
Num apartamento, sob o olhar atento de uma pequena coruja, uma mulher solitária alimenta uma osga até à morte. E, na Jannat Guest House, duas pessoas dormem abraçadas como se tivessem acabado de se conhecer.
Uma viagem íntima pelo subcontinente indiano, desde os bairros superlotados da Velha Deli e os centros comerciais reluzentes da nova metrópole às montanhas e os vales de Caxemira, com um elenco glorioso de personagens inesquecíveis, apanhadas pela maré da História, todas elas em busca de um porto seguro. Contada num sussurro, num grito, com lágrimas e gargalhadas, é uma história de amor e ao mesmo tempo uma provocação. Os seus heróis, presentes e defuntos, humanos e animais, são almas que o mundo quebrou e que o amor curou. E, por este motivo, nunca se renderão.
Vinte anos após o enorme sucesso de O Deus das Pequenas Coisas surge o tão aguardado segundo romance da inigualável Arundhati Roy.


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O segundo livro, “Rumo a Casa”, é menos conhecido, mas igualmente prometedor. Trata-se do primeiro livro de uma ainda jovem autora americana, Yaa Gyasi. Em 2017 ganhou John Leonard Award, prémio para o melhor primeiro livro no âmbito do National Book Critics Circle Award.


 


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Sinopse


 


Effia e Esi, filhas do mesmo pai, nasceram em aldeias diferentes do Gana do século XVIII. Effia casa com um inglês e vive confortavelmente no Castelo da Costa do Cabo. Já Esi, sem que Effia saiba, vê-se aprisionada nas masmorras do mesmo castelo, vendida como escrava e enviada para a América. O Regresso retrata magistralmente o suceder de gerações a partir de Esi e Effia, no Gana e nos Estados Unidos da América.

As duas descendências, com os seus episódios íntimos, belos e dramáticos, mostram-nos a história da escravatura e da cultura afro-americana nos continentes africano e americano até à atualidade, lado a lado num fio que se poderá unir. Esta estreia literária de Yaa Gyasi, nascida em 1989, arrebatou a crítica e os leitores, tornando a autora numa das vozes mais promissoras da literatura norte-americana.



 


quinta-feira, 1 de março de 2018

“Boas, velhas livrarias”

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Foi um misto de sensações aquilo que senti ao ler a crónica de ontem de Miguel Esteves Cardoso no “Público”, “Vivam as Livrarias”: enorme inveja por um lado, perfeita sintonia por outro e ainda uma total concordância.


Miguel Esteves Cardoso esteve em Londres e aproveitou para ir a uma livraria (no caso a Hatchards) adquirir livros. A crónica é sobre os seus sentimentos em relação a esse momento.


Sobre os meus sentimentos em relação ao que Miguel Esteves Cardoso Escreveu, registo o seguinte:


- Enorme inveja: por andar por Londres e ainda por cima a deambular por livrarias a comprar livros;


- Perfeita sintonia: quando escreve que “é mesmo preciso entrar em boas livrarias por muitas riquezas que tenha o mundo online. A Internet é boa para comprar os livros que queremos, mas não presta para nos mostrar livros que não sabíamos que existiam.”


- Total concordância: “Só numa livraria é que se sente esta euforia aflitiva que culmina com a loucura de querer comprar o conteúdo da loja toda para mais tarde poder escolher calmamente os livros com que quero ficar.”


Enfim, do alto da minha enorme pequenez, quando comparo com o autor, podia ter escrito todas as suas palavras, no sentido em que teria sentido exatamente a mesma coisa em relação às, como ele escreve, “boas, velhas livrarias”.


Normalmente quem gosta de livros sabe que entrar numa livraria antiga trás uma sensação diferente, mais genuína. E como se estivéssemos a visitar os livros no seu habitat natural. Pena que sejam cada vez menos.

Novidades - "Guerra Americana" de Omar El Akkad

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Aqui há uns tempos recebi uma newsletter da Penguin Random House onde constava este livro "Guerra Americana". Lembro-me de ter dado uma vista de olhos e de ter pensado que sim senhor, este seria um forte candidato a entrar na minha “want to read list”. Entretanto (e mais uma vez) como apenas estava disponível em inglês, refreei os ânimos e confesso que nunca mais me lembrei dele. Entretanto ontem dei conta que a tradução em português já está disponível em pré-venda, sendo que estará disponível a partir de amanhã nas livrarias.


Trata-se de um retrato futurista da América, realizada pela mão do autor Omar El Akkad. O contexto da obra é bastante interessante (ver abaixo), e, pelo que consegui perceber a crítica foi bastante positiva.


É mais um que vai entrar na minha (longa) wishlist e compras e depois para leitura.


 


Sinopse


O relato de uma América futura despedaçada pelas suas divisões políticas, tribais e humanas. Sarat Chestnut nasceu no Louisiana e tem apenas seis anos quando a Segunda Guerra Civil Americana eclode em 2074. Mas até ela sabe que o petróleo é proibido, que metade do Louisiana está submerso e que drones não tripulados sobrevoam os céus. Quando o seu pai é morto e a sua família é obrigada a viver num campo de refugiados, ela rapidamente começa a ser moldada por esse tempo e lugar até que, finalmente, pela influência de um misterioso funcionário, se transforma num instrumento mortífero da guerra. A sua história é contada pelo seu neto, Benjamin Chestnut, que nasceu durante a guerra - parte da Geração Milagrosa - e é agora um idoso a confrontar os segredos negros do passado, do papel da sua família no conflito e, em particular, a importância da sua tia, uma mulher que salvou a sua vida ao destruir a de outros.