
É cada vez mais comum ouvir-se a expressão “não há cão nem gato que hoje em dia não escreva um livro”. Eu concordo apenas em parte com a expressão porque acho que a forma correta de o dizer é “não há cão nem gato que hoje em dia não possa publicar alguma coisa”.
O termo livro é definido pelo dicionário Priberam como “conjunto de folhas de papel, em branco, escritas ou impressas, soltas ou cosidas, em brochura ou encadernadas”, e, portanto, se tivermos por base nesta definição, tudo cabe aqui dentro.
O problema coloca-se, na minha opinião, quando a definição que consideramos é menos abrangente e nela não cabem determinado tipo de publicações, que tem folhas, mas não são propriamente livros. Sei que esta ideia não é muito politicamente correta, e, para muito gente, no limite, a ideia é que se existem é porque há público para eles.
Sou da opinião de que ler alguma coisa, mesmo que de qualidade mais questionável é, regra geral, melhor do que não ler nada, e aquilo que para mim é um bom livro pode não ser para muitas outras pessoas, mas há por ai muita publicação que aquilo que faz é aproveitar modas, ou escrever sobre o senso comum como de fosse uma panaceia.
Fazem alguma confusão a multiplicação de livros sobre a forma de chegar à felicidade, de alegada autoajuda, que, ma maior parte dos casos não dizem nada, são insípidos e triviais
Cada um lá sabe da sua vida e da sua carteira. Se calhar estes livros são um reflexo dos tempos modernos, e se calhar sou eu que sou cinzento e quadrado, mas não contem comigo para a leitura e divulgação desse tipo de material. Prefiro ficar quadrado e cinzento lendo livros definidos num conceito diferente de “um conjunto de folhas”.
Há muitos livros. Alguns deles valem o valor que pagamos e outros nem por isso.
ResponderEliminarUltimamente leio vários tipos de livros, autores bastante diferentes entre si, formas de escrita que nada têm de semelhante.
Enquanto tu sentes que esses livros de autoajuda são "uma treta" eu sinto isso em relação aos livros sobre dietas, sumos detox e coisas dessa área.
Tenho um ou outro livro de autoajuda, mas escolhidos com cuidado. Vamos ver se não me desiludem.
Já os de nutrição não me cativam. Ponto final.
Respeito a escrita de cada um e admiro as pessoas que escrevem livros. Estão a lutar pela vida e não estão a prejudicar ninguém. E costuma-se dizer que há sempre um testo para cada panela, portanto acredito que cada livro tenha um bom lugar onde morar :)
Olá. Obrigado pelo comentário. Compreendo e respeito o ponto de vista. Eu sou uma pessoa cética por natureza e lido mal com livros que tentam vender ideias não provadas ou no âmbito do senso comum como universais, ou simplesmente vender algo (leia-se produto na noção mais lata do termo), e aqui partilho naturalmente a sua opinião sobre os livros de dietas. É por isso que faço a distinção entre livros e “livros”, mas é só a minha opinião.
EliminarAlguns dos meus livros favoritos foram descobertos por estarem em promoção ou numa altura em que os autores ainda não eram famosos. São livros escritos com cuidado e não um produto para apenas se conseguirem bons lucro.
EliminarÉ como digo... Há de tudo :)