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Tinha já este livro debaixo de olho e após ter ouvido a recomendação de Carlos Vaz Marques no “Governo Sombra” acabei por comprar e começar a ler quase de seguida.
“O Silêncio” é um livro do muito conceituado autor norte americano Don DeLillo, e essa foi uma das razões que fez despertar a minha curiosidade, que, no entanto, acabou por corresponder às expetativas.
O livro, na minha perspetiva, tem mais de peça de teatro do que de romance profético, e embora as mensagens, mas diretas ou mais subliminares, sejam entendíveis, não consegui sentir grande proximidade e ligação com os personagens e com a história.
A base do livro é um evento catastrófica que deixa o mundo totalmente privado da tecnologia, sendo esta realidade vista pelos olhos de cinco personagens que era suposto juntarem-se para ver o SuperBowl.
Ao longo do livro há, acredito que propositadamente, muita falta de enquadramento, muitos momentos isolados cujo sentido é necessário “descascar”, embora seja evidente a ideia do desnorte humano a todos os níveis, inclusive relacional, perante a ausência da tecnologia. A falta de enquadramento e os momentos isolados dão-lhe o tom de teatralidade que referia acima.
Assim, não posso dizer que seja um livro que vá guardar lote das melhores leituras dos últimos tempos. É um livro, no limite, curioso, mas que não me conseguiu agarrar com esperava.

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