Mais sobre o livro aqui
Está concluída a leitura de “Terra Americana”, uma das maiores curiosidades literárias que tinha neste início de 2020. Não vale a penas fazer suspense, a expetativa foi amplamente correspondida.
Foi certamente um dos livros mais mediáticos e polémicos do início do ano nos Estados Unidos. O livro começou por ser aclamado, escolhido por Oprah Winfrey para o seu Book Club, elogiado por nomes sonantes da literatura, para depois receber um coro enorme de críticas, alegadamente devidos ao uso de estereótipos e a exploração do sofrimento dos migrantes mexicanos.
A determinada altura, porque queria mesmo ler o livro, decidi não ler mais sobre as críticas para não ser condicionado por elas.
Dito isto, e no que ao livro (que é o que interessa) diz respeito, registo que se trata de um excelente livro, uma excelente obra de ficção sustentada por uma base de realidade muito forte.
O ponto de partida da história centra-se numa mãe que fica sozinha com um filho depois de um brutal assassinato perpetrado por um cartel contra a sua família. A partir daí é uma fuga para evitar o mesmo destino.
Extremamente bem escrito, estruturado, enquadrado, com uma linguagem simples, mas que permite ao leitor entrar na pele das personagens e viver a história. É um drama humano, uma luta pela salvação, de uma mãe e de um filho, que, ficções à parte, poderia ter muito de realidade.
Sobre as controvérsias, e agora que já li o livro, irei aprofundar um pouco mais, e voltarei ao tema aqui no blog.
Não sei se será o livro do ano. Sei que é um excelente livro, um dos melhores que li nos últimos tempos, uma obra extremamente bem conseguida e altamente recomendável.


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