
Pelo que tenho lido, tudo indica que o balanço das Feiras do Livro de Lisboa e Porto é bastante positivo.
Num contexto de pandemia, em que muitos editores se viram numa situação próxima do limite, havia a expetativa de que as Feiras do Livro pudessem trazer algum balão de oxigénio e, de acordo com a informação disponível, isso parece ter acontecido, em volume de vendas apesar dos números de visitantes terem ficado abaixo de anos anteriores.
Para muitos, apesar de todas as restrições, limitações e medidas preventivas de proteção contra o Covid-19, as vendas parecem ter mesmo superado as expetativas. Os leitores aderiram em força e aproveitaram a feira para abrir os cordões à bolsa. Pode não salvar tudo mas ajudou a contrabalançar a forte quebra do primeiro semestre de 2020.
São notícias que me deixam muito satisfeito e expectante para que muitos atores do mercado livreiro que poderiam estar numa situação complicada, possam conseguir sobreviver. Num mercado e mundo livresco tão pequeno como o nosso, este momento pode fazer toda a diferença.
Cá por casa este ano por coincidência com o período de férias grandes, e por isso de ausência da zona de Lisboa na maior parte do tempo da Feira, houve apenas uma visita que se traduziu na compra de 9 livros entre livros graúdos e livros miúdos.
Para o ano espero que possamos voltar às datas de maio e junho, com menos restrições, mais gente, mais vendas e mais animação na Feira do Livro, que, mesmo neste contexto complexo, consegue ser, de longe, um dos mais belos eventos no ano em Lisboa, e, acredito, também no Porto.
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