
Não sei se alguém desse lado já viveu a seguinte situação: quando um Pessoa dos Livros (neste caso eu) entra num diálogo com alguém que não lê, e, às tantas se estivéssemos a ver de fora, o que acontece é quem lê estar a justificar o porquê de o fazer, como é que arranja tempo, etc.
Ou seja, tendo por princípio a ideia, que me parece inquestionável, que o normal, o desejável, o recomendável é LER, dou por mim por vezes a ter de justificar esse comportamento perante pessoas que não o fazem. Porque eu tento ler desta forma, neste horário, aproveitando este tempo, porque em vez de fazer isto ou aquilo, leio.
Muitas vezes a resposta é “isso para mim não dá” e eu tento argumentar, e, às tantas, parece que me estou a justificar por algo mau, ou errado, que faço perante alguém que apenas devolve indiferença e, por mais de uma vez, já tive de levar com a boca “parece que estás a tentar evangelizar”.
Pensado bem, se calhar estou, mas o “Deus Livro” é concreto, palpável e pode trazer a “salvação”.
Tenho mais uns anitos que tu, talvez por isso, já desisti de convencer alguém com o tema livros. E creio que acaba por ser verdade essa de "salvação" e de "Deus livro".
ResponderEliminarA maior parte das vezes é só uma conversa que acaba por ir desaguar ao convencimento.
EliminarBoas leituras!