sábado, 21 de março de 2020

Ainda sobre o livro "Desperdício Alimentar"

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A título pessoal, e em complemento ao que já aqui escrivi, gostaria de deixar duas notas sobre o tema deste livro.


Primeira nota: cresci no seio de uma família onde nunca faltou nada, mas onde havia um tremendo respeito pela comida, já que os meus pais não tiveram a mesma sorte de que (não faltar nada). Cresci com essa consciência e ainda hoje não sei fazer de forma diferente. Não sou nenhum santo e também faço parte da estatística do desperdício, mas acredito que numa escala bem menor, e revolta-me sempre que tenho de atirar comida para o lixo. Faço compras conscientes e programadas, evito excessos, controlo prazos de validade. O pão é talvez o alimento onde acontece desperdício com maior frequência, em particular ao fim de semana.


A outra nota tem que ver com o primeiro momento que tenho verdadeiramente presente de observância de desperdício alimentar estúpido: há cerca de 12 anos, numas férias num resort no sul de Espanha, all inclusive, lembro-me de, depois das refeições, observar os amontoados de comida que as pessoas deixam no prato. Como era em sistema bufett, as pessoas traziam para a mesa pratos e pratos de comida para não comerem nem ¼. Centenas de quilogramas de comida que vi perderem-se nessa semana apenas por estupidez humana. Fez-me muita confusão.


Em resumo, gostaria apenas de reforçar que este é um tema que passa grandemente por cada um de nós. Há “muita coisa” que outras entidades podem fazer, mas há um “imenso” que todos nós podemos fazer todos os dias. Nas compras, no consumo, na gestão diária. Não custa nada, e pode custar muito menos. Se precisarem de um incentivo leiam o livro (podem ler a minha opinião aqui).

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