
Já escrevi aqui várias vezes sobre este tema, de diversos ângulos, por diversos motivos, e com diferentes estados de espírito, mas sempre com a mesma conclusão: os livros são um refúgio.
Dou por mim mais facilmente a imaginar uns dias de descanso numa poltrona confortável com um monte de livros do que numa duma espreguiçadeira à beira da praia, a não ser que esta tenha uma mesa ao lado onde possa colocar os livros...
Os livros enquanto refúgio revestem-se de várias formas: pode ser uma leitura no meu sofá num sábado de manhã chuvoso, podem ser 10 páginas num final do dia de stress profissional na minha cadeira do escritório, pode ser escrever um post para este blog, sobre livros naturalmente, pode ser perder-me nas minhas estantes, abrir um livro de que não me lembrava há anos e ler umas páginas, pode até ser procurar alguns livros para comprar.
Os livros servem-me muito quando estou bem, mas servem-me mais quando estou mal, quando estou frustrado, ou cansado e num pico de stress. São calmantes e terapêuticos. Puxam o meu cérebro para cima quando ele está na mó de baixo. Dão algum alento quando parece que ando numa nuvem negra. Não é exagero, é mesmo assim, e muitas vezes nem tenho consciência disso, acontece.
Porque é que este tema surge hoje? Porque a semana passada foi uma semana complicada e já sei que as próximas também o serão.
Para mim não são as séries da Netfilix, nem os jogos de computador, nem saídas, são os livros que me descansam, que me distraem mesmo quando me obrigam a concentrar, que me recarregam as baterias, que me abstraem do que muitas vezes me faz mal.
É por isso que não sou capaz de imaginar a minha vida sem os livros. É como se ficasse um vazio sem eles. A minha vida é mais preenchida porque tem livros todos os dias. É só isso, e é o que basta.
Mesmo!!!
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