sábado, 25 de julho de 2020

Novidade - "O Ouriço e a Raposa" de Isaiah Berlin

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Mais sobre o livro aqui


Sinopse:


Num livro de esplêndida erudição literária e filosófica, Isaiah Berlin usa esta parábola animal para dividir a humanidade, de forma espirituosa, em ouriços e raposas. Classificação simples na aparência, mas que confronta dois modos existenciais de enfrentar a realidade.
As raposas julgam saber muitas coisas, aceitando, por isso, uma visão global do mundo que as ultrapassa. A sua pluralidade de saberes leva-as a reconciliarem-se com os limites do que sabem, vivendo felizes com isso.
Os ouriços, pelo contrário, querem saber uma grande coisa, procurando obsessivamente que essa grande coisa dê uma unidade formal à realidade, única forma de se reconciliarem com o mundo. As suas vidas podem, por essa razão, ser menos felizes.
Feliz, e delicioso, é este ensaio que flui, como um rio, distribuindo pelas suas margens os ouriços que são Dante, Pascal, Ibsen ou Marcel Proust e as raposas que terão sido Shakespeare, Heródoto, Aristóteles, Montaigne, Goethe ou James Joyce.
A distinção entre a raposa pluralista e o ouriço obstinado converteu-se num padrão da nossa análise cultural, fazendo deste livro um marco de prazer e de saber, que perdura.


«A raposa sabe muitas coisas, mas o ouriço sabe uma coisa muito importante.»

4 comentários:

  1. Parece um pouco redutor, focar a complexidade do mundo de maneira dual. Certo é que o muito conhecimento de uns e a coisa importante que outros sabem, são partículas ínfimas de um conhecimento sempre incompleto. Torna-se assim perigoso fechar a porta a quem não se revê nessa dualidade. Gosto de pensar que nada é eterno, que tudo é fruto de convenções no tempo, ninguém sabe tudo por mais de uma geração.

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    Respostas
    1. O seu comentário decorre da leitura do livro ou apenas da sinopse?

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    2. Evidentemente, parto do princípio que quem elabora a sinopse faz uma boa leitura do livro e, como não tenho a intensão de ler todos os livros do mundo, foco-me na sinopse para elaborar um parecer e decidir se compro ou não. Note que, neste sentido, o meu comentário interfere na ideia subjacente na sinopse e o livro, dependendo da atractividade impressa na sinopse, passa para segundo plano. Daí que há que ter algum cuidado na apresentação do livro.

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    3. Não sendo claro para mim se o seu comentário se cingia à sinopse, ou ao próprio livro, questionei por efetiva curiosidade. Trata-se de um livro com muitos anos (1953), pelo que, o seu comentário poderia ser em resultado da leitura do mesmo.

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