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Sinopse:
O ataque que devastou o Estado judaico em 7 de outubro de 2023, no qual 1140 pessoas foram massacradas, violadas e mutiladas, foi seguido de um banho de sangue no ataque de retaliação a Gaza, no qual pereceram mais de 25 mil palestinianos.
Estes holocaustos - um termo aqui usado no seu sentido religioso original de sacrifício em massa - encarnam a maldição da Terra Santa nos nossos tempos trágicos. Uma teia de violência e de cegueira cuja lógica remonta a um passado longínquo na história dos dois povos.
Gilles Kepel mostra como os protagonistas deste drama entrelaçam misticismo e política nas suas ações e discursos. Ao islamismo radical do Hamas sunita e dos aliados xiitas inspirados pelo Irão, opõem-se os supremacistas judeus que asseguram a sobrevivência de um governo de Netanyahu com estratégias ambíguas. Do Iémen ao Líbano, este confronto agrava as tensões regionais e tem repercussões globais.
Está a tomar a forma de uma guerra global contra o Ocidente e os seus valores, opondo o apartheid à Shoah. Ao redefinir a própria noção de genocídio, alguns Estados e organizações afirmam fazer parte de um Sul Global que luta contra um Norte estigmatizado como colonialista e islamofóbico.
Neste livro, o autor revela as grandes questões em jogo neste conflito de civilizações.

Boa tarde, Nuno Coelho
ResponderEliminarNão conheço o autor a que faz referência, nem qualquer dos seus livros, logo também este me é totalmente alheio.
O que me leva a escrever é o "resumo" que o sr. Nuno Coelho faz sobre as teses do livro.
Continuar a ver os conflitos em curso em todo o mundo como uma guerra entre os bons e os maus, dos outros contra o ocidente, como um conflito de civilizações é, na minha opinião, uma visão que nunca acabará com a Guerra, que se iniciou desde o momento em que o Homem deixou de ser Recolector, e que se prolonga por todos os conflitos que têm ocorrido até hoje.
Para se compreender a origem dos Conflitos, outra vez a minha simples opinião, é preciso encará-los como uma luta entre Poderes, uns e outros desejosos de dominarem o mundo e as suas riquezas.
Quem sofre com estas ambições não são os Imperadores e os seus cortesãos, não são os Magnatas e os seus acólitos, são os zé-ninguém deste mundo que regam a Terra de Sangue para que os Impérios prosperem.
A Humanidade não se divide em bons e maus, em civilizações melhores ou piores, em adoradores de deuses do bem, ou de deuses satânicos. A humanidade sempre se dividiu em Possidentes e Deserdados, entre Exploradores e Explorados e quando os Donos do Mundo se desentendem quem sofre são sempre os Deserdados da Terra.
Boa semana,
Zé Onofre
Boa tarde. Estas palavras não são minhas. São da sinopse do livro, ou seja, são escolha da editora. Cumprimentos. Nuno Coelho
EliminarBoa noite, Nuno
EliminarO importante é que o autor do texto tem uma visão "normalizada" dos acontecimentos.
Vou dar um exemplo que se passou comigo quando estudei história do período Clássico - Greco-Romano.
Como olhava a história como um "livro de aventuras", tomava partido, naturalmente pelos bons, que evidentemente era quem vencia.
Foi assim que nas Guerras Púnicas os Cartagineses eram os maus e os Romanos os bons.
Depois passei por uma fase de contestação e comecei a olhar os Romanos como os grandes bandidos que com a sua arrogância dominavam os Povos, do Mediterrâneo ao Danúbio e à Escócia. Bandidos, pensava eu então, por que carga de água não venceram os Cartagineses?
Até que cheguei à conclusão que a sorte dos povos não mudaria tivessem vencido os Cartagineses em vez dos Romanos.
Uns e outros lutavam pelo domínio do Mediterrâneo e pelas riquezas do mundo conhecido.
Os Celtas, os Gauleses, os Berberes, os Lusitanos, seriam sempre escravos dos Senhores Dominantes. E a Plebe romana, ou a Cartaginesa, continuaria a regar as praias mediterrânicas e as planícies europeias com o seu sangue a favor da Aristocracia Romana, ou na outra hipótese Cartaginesa.
A nós "patas ao léu" resta-nos lutar contra os Absolutistas e contra os Liberais.
Os interesses da Plebe são diferentes da Aristocracia seja ela qual for, por isso penso, e esta é a minha opinião, a Plebe deve recusar-se a fazer as Guerras dos seus Senhores que as mascaram como defesa da Mãe Pátria, ou em defesa da Santa Democracia.
Peço desculpa de ser tão palavroso, mas ser sintético nestes assuntos é-me difícil.
Zé Onofre