
Foi apresentado na semana passado o estudo “Práticas de Leitura dos Estudantes dos Ensinos Básico e Secundário”. O estudo resulta de um conjunto de inquéritos, realizados em 97 escolas a um total de quase 7500 alunos entre maio e outubro de 2019.
Os resultados não são animadores.
Penso que a início da notícia no jornal “Público” de 30 de setembro resume muito bem as conclusões do estudo “Muito menos livros em casa, muito menos alunos a lerem por prazer e cada vez menos famílias nas quais a leitura é valorizada.” Efetivamente, se espreitamos mais ao detalhe o conteúdo do estudo é isto que ficamos a perceber.
Infelizmente não posso dizer que tenha ficado surpreendido com os resultados. Independentemente do facto de se tratar de um pequeno universo, não tenho grandes dúvidas que será representativo da realidade, realidade que se afigura pior do que o termo de comparação disponível, um estudo que data de 2007.
Alguns dos números chave do estudo estão relacionados com as famílias e a sua fraca relação com a leitura. A resposta “nunca ou raramente” aparece com valores muito elevados em perguntas relacionadas ao hábito de ver familiares a ler, ir a livrarias ou bibliotecas, ou ainda ouvir os familiares a falarem sobre o que leem. Os valores destas respostas aumentaram muito de 2007 para 2019.
Os livros e a leitura estão pouco presentes nas vidas das famílias e dos jovens portugueses. Os jovens com idade igual ou superior a 19 anos leram menos de 3 livros nos últimos 12 meses por prazer. São resultados e números que me deixam triste e preocupado em relação ao futuro.
Sinto que é dava vez mais difícil passar da ideia da importância que tem a leitura. Sejam junto dos adultos, seja junto dos jovens. Às tantas parece que quase um produto que estamos a tentar vender a alguém que muitas vezes o recebe mal.
Neste espaço, e sempre que posso, vou tentando remar contra a maré. Enquanto escrevo este post, estou a ouvir lá dentro uma mãe a ler para um petiz de 5 anos e meio mais uma história, como todos os dias acontece antes do deitar. Por aqui tentamos que um dia a resposta a muitas das perguntas do estudo possam ser “sempre ou muito frequentemente”.
Para mais detalhe sobre o estudo, e o prórpio estudo, na página do PNL 2027. Recomendo vivamente a sua leitura.
Obrigada pelo post. Passou-me despercebida essa notícia no Público.
ResponderEliminarPreocupante. Um povo que não lê...
O problema é que pouca gente parece entender o real alcance destes números no futuro próximo...
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