
Já terminei há algum tempo, mas faltou-me registar aqui uma nota em relação a “Jalan Jalan” de Afonso Cruz.
Faltou-me escrever aqui sobre o meu texto favorito. Aparentemente não seria uma escolha fácil porque o livro é constituído quase em exclusivo por textos que podem ser catalogados numa escala que vai do bom ao brilhante.
Apesar da aparente dificuldade, a escolha acabou por me surgir de forma natural. Tenho a certeza que não é o texto de maior beleza, mas foi aquele que me tocou mais, pelo simples facto de gostaria que um dia o meu filho escrevesse algo de semelhante um dia. “Biblioteca” é um texto de agradecimento em relação ao passado, de partilha em relação ao presente e de desejo em relação ao futuro. De um pai, como pai, em relação a um pai.
“É outro tipo de genética, a cultura.” diz Afonso Cruz. É, de facto. Assim eu também a consiga passar.
Sem comentários:
Enviar um comentário