quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Leitura - "A Biblioteca à Noite" de Alberto Manguel

dadadadad.jpg


Mais sobre o livro aqui


Há livros que, depois de lidos, temos dificuldades em encaixar nas categorias normais que utilizamos: muito bom, bom, razoável, medíocre, mau. Este é um desses livros.


Se tiver de utilizar a classificação normal este livro é muito bom, disso não há qualquer dúvida. A questão é que o livro não é só muito bom, é mais do que isso. Não é uma questão de ter sido um livro que me deixou boquiaberto, que me surpreendeu, que me emocionou. É diferente disso e é difícil de explicar.


Para alguém, como o autor desde blog, que tem uma relação de amor com os livros, ler um livro escrito por alguém que vive literalmente, de, para e no meio dos livros, que constrói um verdadeiro manual sobre o modo como eles foram, e são, guardados nessa coisa especial que é a biblioteca, que los leva por todas as suas dimensões possíveis, é algo difícil de descrever.


Em abono da verdade, em muitos momentos é como se tivesse deslizado pelas páginas ao sabor de uma onda suave, ou de uma canção de embalar.


Ler este livro de Manguel é ter acesso a uma versão quase endeusada daquela que é a minha relação com os meus livros e a minha biblioteca. É um nível supremo.


Todas as dimensões que Manguel atribui a uma biblioteca tem algo de identificável para os amantes dos livros e das bibliotecas. Há dimensões para todos, e todos têm possivelmente uma pequena parte que recolhem em cada dimensão (desde a biblioteca enquanto espaço à até à biblioteca enquanto identidade).            


O meu conselho a todos os que desse lado gostam verdadeiramente de livros e de bibliotecas (em qualquer que seja a sua dimensão) é que... não leiam, mas que se deixem levar por este livro e por todas a dimensões que o autor nos consegues dar.


P.S. Mais uma vez um muito obrigado ao Clube de Leitura Plano Nacional de Leitura por me ter apresentado a mais um grande livro.


5Estrelas.png


 

Sem comentários:

Enviar um comentário