
Há anos que encontro este livro em praticamente todas as listas dos 100 melhores livros de sempre, mas confesso que nunca tinha tido grande curiosidade em saber mais sobre o mesmo.
Mais uma vez foi o Clube de Leitura do PNL2027 que me obrigou (no bom sentido da palavra) a ir conhecer o livro visto que foi a escolho para leitura no mês de setembro.
Uma vez que não tinha o livro físico, optei por ouvir a versão em inglês. A minha primeira reação foi de surpresa já que, não sei bem porquê, tinha uma ideia completamente diferente do livro.
A história assenta no relato de um adolescente americano, Holden Caulfield, proveniente de uma classe abastada, e que descreve as suas peripécias ao longo de um fim de semana, depois de ser expulso de mais um colégio.
É um relato onde sobressaem e se misturam questões e temas tão diversos como a inocência, a perda, a futilidade, a descoberta na adolescência, entre outros, sempre por via da utilização de uma linguagem algo exagerada (para muitos desadequada), sendo que essa acaba por ser um dos traços fundamentais do livro.
O livro é interessante, a história é bem construída e relevadora de muita imaginação, mas não consigo colocá-lo ao nível que muitos colocam. É uma leitura diferente, com um registo particular, mas não chega, na minha opinião, para o colocar no lote lotes dos maiores. Seja como for, é sempre um clássico que merece leitura.

Achei engraçado dizeres que a linguagem é exagerada, eu acho que o Holden fala como um um adolescente da altura falaria :)
ResponderEliminarPelo que percebo este livro é um bocadinho ama-se, ou odeia-se e acho tem mais impacto quando o lemos na altura certa. Para mim, é um livro sobre exclusão e fez-me muito sentido numa fase da minha vida em que me sentia completamente sozinha. Há coisa de dois anos vi o filme Rebel in the Rye e fiquei com outra perspectiva da história, percebendo de onde veio a inspiração para criar este Holden cínico e solitário. Recomendo muito o filme :)
Eu ouvi o audio em inglês e se calhar por isso, e por saber que foi escrito no final dos anos 40, fiquei com essa ideia (linguagem exagerada) mais vincada.
EliminarAgradeço a recomendação do filme. Vou procurar!