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Sinopse:
Este livro é uma raridade, dado que é a única tradução para português do que pode ser considerado como um «antepassado distante» dos romances de cavalaria. De salientar um delicioso prefácio, que vale tanto quanto o livro, de Aquilino Ribeiro; em que explica como é que entrou em contacto com Xenofonte, aquando da sua estadia em Paris, através de um obscuro monsieur Tournier. Quanto ao livro, Xenofonte relata as aventuras e desventuras de uma expedição fracassada à Pérsia. Longe de ser um relato histórico, Xenofonte emerge como um homem encarnado na luta dos seus soldados, experienciando diversas emoções e explanando-as no pergaminho. Antevendo assim, quiçá, uma certa contemporaneidade no actual romance.
Inclui ainda uma introdução de Mário de Carvalho.
«Uma excecional narrativa que encontrou a sorte dum grande tradutor. Magnífica conjunção esta, entre o desenvolto escritor grego e o eminente autor português… Avulta, sobretudo, o esplendoroso domínio da língua portuguesa.»
Da introdução de Mário de Carvalho

Excelente proposta de leitura, apaixonante do princípio ao fim!
ResponderEliminarAproveito a sua dica para registar o seguinte: no território chamado Dardanelos, na retirada, Xenofonte aproveita a passagem para evocar feitos gregos do passado, omitindo qualquer referência à cidade de Tróia nesses lugares.
Causa por isso estranheza que, três mil anos depois, alguém, só por indicação lógica dos seus contemporâneos, descubra através de escavações esse mítico local da tradição oral e literária.
Obrigado pela partilha!
EliminarBoas leituras!
Uma explicação razoável é que na época de Xenofonte não se sabia exatamente onde Ilíon poderia estar situada. Outro ponto a se considerar é que diferentemente da Grécia do Século IV, no Século XX já dispomos de uma ciência chamada arqueologia e de metodologias de escavação, embora os primeiros exploradores de Ilion não fossem de fato cuidadosos.
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