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Decidi-me pela leitura desde livro depois de ler o Prefácio de Ricardo Costa e pela efetiva curiosidade de perceber como a nossa realidade politica tantas vezes criticável pode ser uma brincadeira de crianças quando comparada com outras, nomeadamente com o Brasil.
Pensar que tivemos Trump com presidente dos EUA ainda dá vontade de rir. O mesmo acontece com Bolsonaro no Brasil, mas depois de ler “A Máquina do Ódio” fica claro que a brincadeira é apenas para quem não vive a realidade na pele.
A autora deste livro. Patrícia Campos Mello, viu a sua vida num inferno, em vários momentos, porque o seu trabalho choca com as “verdades” do presidente Bolsonaro e dos seus apoiantes.
Patrícia Campos Mello leva-nos pela sua realidade de jornalista no Brasil, mas não só, com comparações com outras realidades que conhece na primeira pessoa, como a realidade americana e indiana, onde a disseminação de mensagens políticas muitas vezes falsas ajuda a eleger e mantém no poder personagens como Trump e Bolsonarano. Ajuda-nos a perceber a dimensão que podem ter as redes socais nesta realidade com exemplos concretos e, diria eu, assustadores. É como se o reino da mentira tivesse conquistado praticamente o território da verdade.
Sem entrar em dramatismos, assusta pensar nas proporções que realidades como a brasileira podem tomar no que diz respeito à descredibilização, condicionamento, ou mesmo eliminação do jornalismo imparcial e o impacto real que essa ação tem. Mas, atenção aqui bem mais perto temos realidades semelhantes em muitos pontos, como é o caso da Hungria.
“A Máquina do Ódio” é um bom livro para percebermos melhor algumas ervas daninhas que vão ganhando dimensão no mundo em que vivemos. Ignorar a realidade é contribuir para que ela possa ganhar terreno, e penso que todos sabemos que a ignorância é o terreno fértil que gera Bolsonaros e afins. Leitura muito importante. Recomenda-se.

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