terça-feira, 30 de junho de 2020

Diz que é uma certa falta de livros...

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É muito mais do que isso, mas é certamente também muita falta de livros. Passo a explicar: hoje em dia parece que existe um radicalismo exacerbado em relação a tudo e mais alguma coisa, quase sempre com base opiniões, ou opiniões de terceiros, vendidas como factos.


Não é um tema exclusivo das redes sociais, mas ganha toda uma outra dimensão nas redes socias. Bem sei que nem sou a melhor pessoa para falar sobre isto porque tenho apenas o Instagram do blog, mas vejo por interposta pessoa como determinados temas ganham contornos errados, exagerados, ou distorcidos porque ninguém para tentar perceber o que foi dito, ou escrito e que deu origem ao tema.


Muitas vezes (muitas mesmo) observa-se uma distorção completa de palavras e factos, por vezes por pura ignorância, outras por instrumentalização clara, que depois é seguida e partilhada por uma imensidão de gente que que não verifica absolutamente nada.


O que é que isto tem a ver com os livros? Tudo, na minha modesta opinião. Por norma as pessoas dos livros são muitos menos dadas ao seguidismo cego e mais ao pensamento refletido. Não vão atrás de alguma coisa só porque sim. Param e pensam. Os livros porque não são imediatos, treinam o cérebro para o racionalismo e menos para a emotividade irrefletida.


As pessoas opinam irrefletidamente e urgentemente sobre temas sobre os quais nada sabem, e, muitas vezes quando são confrontadas com isso, reagem mal e aceleram em direção ao ridículo em vez de pararem para pensar.


Por isso, sim, diz que há por aí uma certa falta de livros. É caso para dizer que, um bocadinho de um livro por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

2 comentários:

  1. É verdade! Fui chamada a perceber coisas
    em que não tinha reparado. Completamente de acordo.

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