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Uma agradável surpresa, é a forma como melhor posso resumir o que senti depois de terminar o livro “A Célula Adormecida” de Nuno Nepomuceno. A parte da surpresa, assumo, está relacionada com o facto de já ter pensado por várias vezes em ler um livro do autor, mas ter ficado sempre para depois por receio que não correspondesse às expetativas. Puro engano da minha parte e, acima de tudo uma avaliação injusta.
Trata-se de um livro policial / thriller bem conseguido, bem estruturado, informativo e cru, no sentido em que tem muito de vida real onde tem tudo acaba sempre bem. A trama foi bem engendrada assim como a ligação entre os personagens. A ideia de base é muito bem imaginada e sustentada ao longo do livro. Afonso Catalão, o herói muito terra a terra desta história, entrou para o lote de personagens que vou passar a seguir de perto.
O livro não é novo, ou seja, é uma reedição, o livro original foi publicado em 2016. Desta vez o autor presenteia-nos com dois finais alternativos. Devo confessar que a qualidade geral do livro fez-me desejar um final mais “forte”. Acho que foi conseguido no essencial, com a ligação entre quase todas as pontas, mas senti que ficaram por esclarecer, ou melhor, por explorar, alguns aspetos importantes. Essa é a única razão pela qual me fico pelas 4 estrelas, mas com a certeza que vou ler os outros livros e que recomendo a leitura.


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