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Devo confessar que não sou muito de releituras. Sobram dedos de uma mão para contar os livros que li mais do que uma vez, e há apenas um que li três vezes: foi precisamente “O Principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry. A primeira vez que o li deveria ter os meus 14 anos, a segunda já teria 20, ou 21, e sei que houve um motivo concreto para a leitura, mas não me lembro qual foi. A terceiro foi agora, mais de 20 anos depois. Sei que de todas as vezes confirmou-se o que se diz do livro: é uma obra incontornável, de grande beleza e plena de imaginação.
Esta leitura não caiu do céu, é antes o resultado de duas situações: primeiro, na sequência da entrevista que fiz para a revista "Somos Livros" da Bertrand mencionei “O Principezinho” com um dos livros que toda a gente deveria ler. Na circunstância, dei por mim a lembrar-me da importância e beleza do livro, mas a ter algumas falhas de memória em relação à história. A segunda foi a mesma falha de memória, mas desta vez resultante de ler ao pequeno “O Principezinho para Crianças”.
Neste cenário, decidi que era o momento de reler o livro. Pela terceira vez saboreie e apreciei cada palavra. De uma forma diferente hoje, com mais de 40 anos, mas com a certeza de que é um livro que todos devem ler. O pequeno gosta de história, e agora eu já voltei a ter os espaços em branco preenchidos para lha poder explicar melhor.

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