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Sinopse:
A Floresta de Birnam. É este o nome do coletivo de cultivo de guerrilha que Mira Bunting fundou há cinco anos. Organização ilegal, cujas ações se concretizam na fronteira do crime e do altruísmo na Nova Zelândia, é um grupo ativista que, na clandestinidade, cultiva terrenos nos quais ninguém repara.
Há já algum tempo que o grupo se esforça por ser autossuficiente, e, por fim, Mira parece descobrir uma possibilidade. Aquilo que lhes permitirá resistir a longo prazo resulta de um deslizamento de terras junto ao desfiladeiro de Korowai, que cortou a passagem para a cidade de Thorndike. A Natureza cria assim uma oportunidade na forma de uma grande quinta aparentemente abandonada.
Contudo, Mira não é a única com os olhos postos em Thorndike, pois Robert Lemoine chegou primeiro. Um enigmático multimilionário norte-americano, que construiu a sua fortuna em cima das novas tecnologias, quer ali construir um bunker para fazer frente ao apocalipse — ou é isso que diz a Mira quando se cruzam na propriedade.
Seduzido pela audácia desta, Lemoine sugere-lhe que se sirva daquelas terras. Mas será que podem confiar nele? E, quando a ideologia enfrentar o teste derradeiro, podem os elementos do grupo confiar uns nos outros? Além disto, a colisão entre dois mundos desencadeará uma reflexão brilhante de intenções, ações e consequências que colocam, em última instância, uma questão: até onde está cada um de nós disposto a ir para assegurar a sua própria sobrevivência — e a que custo?
The Guardian
«A história sombria e brilhante desta vencedora do Booker Prize sobre o confronto entre um coletivo ecologista e um multimilionário faz explodir a noção de capitalismo solidário.»
The Guardian
«Subtil, por vezes sarcástico e trágico, de grande sensibilidade. Abordando temas como as alterações climáticas, o cancelamento e a liberdade de expressão, a apropriação cultural, a nossa relação com as novas tecnologias, as diferentes modalidades da discriminação, a sustentabilidade e o capitalismo exacerbado — é fundamentalmente sobre moralidade.»
The Spectator
«Em pouco tempo, o romance começa a questionar a natureza do Bem num mundo comprometido e comprometedor. Transforma-se gradualmente numa interrogação sincera sobre a relação entre a moralidade e a capacidade de promover mudanças positivas. Se A Floresta de Birnam é uma exploração do idealismo, as suas personagens são os diferentes olhos através dos quais Catton quer que o consideremos.»
The Atlantic
«Complexo e muitas vezes chocante. A maior reviravolta deste romance não é tanto um acontecimento em particular, antes a constatação de que este é um livro em que tudo o que as personagens escolhem fazer tem importância, embora não da forma que possam ter previsto. Catton domina profundamente a forma como as perceções conduzem a uma escolha e como a escolha, para a maioria de nós, é um ato de autodefinição.»
The New Yorker
«Um livro sobre clima, comunidade, capitalismo e vigilância. À primeira vista, não é um romance que se assemelhe a Os Luminares — saga histórica ambientada na corrida do ouro de 1860, com um elenco de personagens semelhante a uma constelação. A intuição de Catton, contudo, vai no sentido de que a época atual também pode constituir uma conjuntura histórica decisiva.»
Financial Times

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