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Apetecia-me voltar a ouvir um livro de Agatha Christie, e caso não soubesse bem qual o título, a estreia do filme “Morte no Nilo” acabou por facilitar a escolha.
A ideia que já tenho pré-estabelecida é que não haverá nenhum livro sequer mediano, pelo que, a expetativa é sempre elevada. “Morte no Nilo” confirma isso mesmo, e embora me tenha parecido ligeiramente mais previsível do que livros anteriores, a verdade é que o enredo é igualmente muito bom.
Os leitores podem esperar todos os ingredientes das histórias de Poirot (e de Christie), assim como as extraordinárias capacidades do detetive belga para desvendar o caso e os vários crimes que nele ocorrem. Não vou adiantar nada da história porque depois perde a piada. É um tipo de história que o leitor deve ir ao desconhecido para poder tirar as suas próprias deduções.
Não sei, em relação ao filme, qual a qualidade apresentada, mas tendo em conta a qualidade do livro, acredito que tenha sido difícil ultrapassá-lo, independentemente da dimensão da produção.
Acho que acordei tarde para as maravilhas das histórias de Agatha Christie, mas agora que o fiz não irei deixar de continuar a explorar o seu mundo. “Morte no Nilo” é mais uma grande história policial onde vale muito a pena mergulhar.

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