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A leitura deste livro / poema resultou de um impulso, depois de mais de vinte e cinco anos em que não aconteceu por vários motivos, primeiro porque não tinha o livro e depois porque acabou sempre esquecido, ou preterido em relação a outros.
O livro foi-me aconselhado por uma amiga que frequentava um curso de letras e que sabia da minha (à data) inclinação para escreve poesia. “Devias ler. Tenho a certeza de que vais gostar”.
Pois bem, quase vinte e cinco anos depois, e muito por culpa da nova edição do livro que saiu na semana passada, posso confirmar que ela tinha razão. Gostei, embora, se não soubesse o que ia encontrar, talvez tivesse ficado pelo menos surpreendido, porque não é poesia convencional. Walt Whitman é considerado o pai do verso livro, e, depois de ter sido criticado, acabou por ser globalmente reconhecido e aclamado como alguém que influenciou a literatura moderna, incluído o próprio Fernando Pessoal.
Aquilo que mais salta à vista em “Canto de Mim Mesmo” é que se trata de um livro escrito com a alma, à boa maneira do que acontece quando de escreve poesia, mas elevado a um nível superior. A sua poesia é efetivamente, e conforme se pode ler muitas vezes quando se fala sobre esta obra, um hino à vida, à beleza, ao conhecimento e até à morte. Escrito de forma tremendamente pura e bela. Para ler e saborear.

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