segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Então e a seguir?

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Já aqui escrevi, direta ou indiretamente, sobre este tema em várias ocasiões: o eterno dilema da leitura seguinte.


Acho que todos os leitores mais rotinados enfrentam esta questão com recorrência, mesmo os mais organizados, porque há sempre um livro novo que sai, ou que descobrimos nas estantes e que vem interferir com a pinha que tínhamos preparados para os próximos temos e que nos deixa sem saber o que escolher.


Em regra, eu raramente tenho fechadas as minhas próximas leituras com muita antecedência, porque para além dos motivos que indiquei acima, no meu caso, há outro que influencia fortemente “a minha próxima leitura”: o momento, ou se quiserem o contexto.


Eu sou um grande fã da não ficção, em particular da divulgação científica, mas para abraçar este tipo de livros preciso que o contexto / momento seja de relativa tranquilidade, ou seja, por exemplo em períodos como o atual de maior carga laboral, é-me difícil escolher e finalizar livros mais densos, por muito interessantes que sejam, como é o caso da minha leitura atual, “Pensar, Depressa e Devagar”.


Livros como o que referi acima, para serem entendidos e apreciados, obrigam-me a um nível de concentração superior que, quando ando mais cansado, não consigo dispor, por isso o que acabo por fazer é refugiar-me na ficção. No caso do livro “Pensar, Depressa e Devagar” tenho optado por me dedicar a ele quase só ao fim de semana, quando tenho mais alguma disponibilidade mental, e é por isso que ainda não o terminei.


Á conta desta situação (período de maior cansaço) estou a acumular muitos livros de não ficção, mas a verdade é que, aos poucos, vou aprendendo a conviver melhor com as minhas escolhas e mais ainda com tudo o que fica por ler, senão é trauma permanente. Então e a seguir? – é o que for possível dadas as circunstâncias e a oferta disponível. Sem ressentimentos, pelo menos na maior parte das vezes.

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