quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Fatias de Leitura

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Apesar do que escrevi aqui há alguns dias ainda não consegui retomar completamente as minhas rotinas de leituras nem adaptá-las aos novos horários cá de casa.


Tenho lido bons livros pequenos (neste momento estou a ler “A Religião dos Livros” de Carlos Maria Bobone) e acima de tudo tenho feito algo a que chamei “Fatias de Leitura”.


Passo a explicar. A recém-nascida cá de cada ainda não acertou com os horários dos sonos, o que quer dizer que noites parcialmente em claro e período que embora já sejam de sono para ela para mim são de insónia porque já não consigo dormir.


Nestes períodos, muitas vezes ali entre as 2 e as 4 da manhã tenho vindo para a minha biblioteca-escritório e fico por aqui a ler às fatias. Retiro um livro, tenha já sido lido ou não, e leio umas páginas aleatoriamente e sem compromisso.


Já li passagens da “Diplomacia” de Kissinger, o início de “Catch-22” de Joseph Heller, reli uma parte de “Castas” de Isabel Wilkerson, espreitei “Operação Shylock” de Philip Roth e “O Fim do Homem Soviético” de Svetlana Aleksievitch. Revisitei “Lincoln no Bardo” de George Saunders e li uma das partes mais perturbadoras do “Ensaio Sobre a Cegueira” de Saramago. Entre outros.


Tem sido outra forma de ler. De me manter acordado ou de me puxar o sono, depende. Mas tem-me sabido bem.

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