quinta-feira, 1 de julho de 2021

Dia Mundial das Bibliotecas, esse lugar sagrado

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Assinala-se hoje o Dia Mundial das Bibliotecas, e quem aqui costuma vir, sabe que as bibliotecas são um tema caro para mim, e não falo apenas da minha (pequena) biblioteca, mas das bibliotecas no geral.


Foi a partir de uma biblioteca itinerante da Gulbenkian que um miúdo de 7 ou 8 anos começou a ter acesso aos livros que não tinha em casa. Depois foi na biblioteca Municipal que o mesmo miúdo se refugiava para devorar todos os livros os Asterix e Lucky Luke, e onde se sentava na mesa mais ao canto para estudar e pesquisar informação para os trabalhos da escola. Na Universidade, a biblioteca continuou a ser um dos meus locais favoritos.


Já adulto e a ganhar o meu próprio dinheiro fui começando aos poucos a construir a minha biblioteca, que, apensar de continuar a ser pequena, vai aumentando, e irá continuar a crescer até ao fim dos meus dias. Nos entretantos vou passando o bichinho para o mais pequeno que também já vai construindo a dele.


Há muitos poucos dias soube que o local onde habito irá ter a breve prazo uma nova biblioteca, um novo e significativo espaço, coisa que muito me deixou feliz, tanto por mim, como pelo pequeno que tenho cá em casa. Uma biblioteca nova é um motivo de alegria e um sinal de desenvolvimento.


Para mim existe uma aura à volta das bibliotecas, e do que elas representam. É talvez o único local a que um não crente como eu consegue associar a palavra sagado. As bibliotecas fizeram, e ainda fazem, de mim a pessoa que sou. Hoje mais pela minha do que por qualquer outra, mas continuo a ser moldado pelos que as bibliotecas têm para oferecer.


Por tudo o que referi, hoje é um bom dia para incentivar à frequência e à criação de bibliotecas. Frequentem as bibliotecas, requisitem livros, comprem livros sempre que possível e construam a vossa biblioteca. Não é um custo, é um investimento.


Deixo-vos com uma frase que me diz muito e com uma sugestão livresca para este dia. A frase é de Jorge Luís Borges: “Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca”, a sugestão é para um livro de homenagem às bibliotecas , “A Biblioteca à Noite” de Alberto Manguel.


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Boas leituras, numa biblioteca perto de si!

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