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Até há pouco mais de um mês apenas conhecia “Memórias de Adriano” pelo título. Se me perguntassem não sabia sequer quem seria o(a) autor(a). Não fosse o Clube de Leitura do PNL 2027 e teria sido mais um grande livro que provavelmente nunca conheceria.
“Memórias de Adriano” de Marguerite Yourcenar, mais do que um livro é um grande trabalho literário, no sentido em que a sua redação foi praticamente uma epopeia, pelo tempo que demorou e pelo conjunto de informação que a autora recolheu para o escrever.
A ideia do livro sustenta-se numa carta que o imperador Adriano, já perto da morte, escreve ao seu sucessor, Marco Aurélio. É um misto de autobiografia, testamento político, mas também uma um conjunto de reflexões sobre o período em que decorre a história.
A autora constrói um texto brilhante misturando realidade e ficção, de forma a dar-nos uma visão completa de um homem e do período histórico em que viveu. A forma como o faz é digna de registo e, para um amante de história, é simultaneamente um livro de ficção muito bem escrito e um documento histórico de grande valor.
Para além da enorme qualidade do livro em si, há ainda mais três pontos que contribuem para fazer dele uma leitura fundamental: os apontamentos da autora sobre a história do livro, as referências bibliografias que utilizou e que partilha com o leitor, e, na versão que li – Coleção Essencial – Livros RTP, o excelente prefácio de Isabel Alçada, que é simultaneamente um detalhado enquadramento para a obra e uma enorme promoção da mesma.
Uma última nota para agradecer, mais uma vez, ao Clube de Leitura do PNL 2027 por me dar a conhecer mais um grande livro.

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