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Há vários anos que não tinha contacto com um livro de Agatha Christie, e, surpresa, dos três livros que li no passado, nenhum deles tinha como personagem principal o detetive Hercule Poirot. “Um Crime no Expresso do Oriente” foi o meu primeiro contacto com um livro do famoso detetive, e, já agora, também nunca vi o filme.
Não vale a penas estar com rodeios, adorei o livro. Um policial da velha escola, à antiga: há um crime, há suspeitos, há pistas e um investigador brilhante. A trama é construída de forma simples em termos de escrita e ao mesmo templo complexa para baralhar o leitor. Não adivinhei o desfecho, embora a determinado momento, ainda cedo na história, tenha tido o palpite certo. Há suspeitos para todos os gostos, e, diria, um desfecho imprevisível. Não vou adiantar detalhes.
Do ponto de visto da leitura / audição por prazer, puros, este tipo de livro está no topo da minha lista, porque são efetivamente momentos muito prazerosos e de descontração, mesmo quando temos de estar atentos aos pormenores para descobrir o assassino. Vou voltar a Poirot novamente, e muito provavelmente em audiolivro outra vez.
Em resumo: absolutamente simples, brilhantemente conseguido. Um livro de puro prazer.

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