quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Um livro, umas páginas de um livro

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A noite tinha sido difícil para o pequeno e replicou-se, naturalmente, para os crescidos. A esta juntou-se um início de dia com algumas preocupações.


O dia de trabalho foi frustrante, ou se fosse possível identificá-lo com tal, frustrante mais. O cansaço é mais que muito. Também não ajuda.


No final do dia uma corrida deveria ter ajudado a contrabalançar, mas nem por isso. Uma dor num tendão que andava a germinar resolver marcar posição a sério. Corri menos do que gostaria e com dores.


No final tinha passagem prevista no supermercado para compras um item em falta para o juntar. Comprei o que precisava e, ao sair, fiz um desvio na papelaria / livraria. Não foi preciso procurar muito, comprei um livro que já estava previsto para a Feira do Livro e sai.


Do tempo previsto e informado em casa ainda tinha cerca de vinte minutos. A corrida a menos deixou-me essa folga. A caminho de casa sentei-me num banco de jardim e li algumas páginas do livro que acabara de comprar, e no qual não sei quando voltarei a pegar. Abstrai-me do dia que tive, deixei-me levar.


Vinte minutos, vinte minutos apenas, mas com o efeito de horas. Não inverteu na totalidade a polaridade do dia, mas fez com ques as percentagens se equilibrasse. Um livro, umas páginas de um livro. Se isto não faz de um livro um bem imprescindível não sei o que fará.

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