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Gosto de histórias que refletem a vida nas suas pequenas coisas, aquelas que não se reparam ou que se acham insignificantes para meter nas grandes histórias. Apontamentos, o reparar na essência humana. É isto que me encanta nos contos de Maria Judite Carvalho: a sua capacidade de descrever a essência humana. Os comportamentos, lá está, as pequenas coisas.
Deste volume II levo comigo muitas histórias que me fazem pensar a minha, mas em especial, sem que nada se pareça, a história de Dora Rosário no conto “Os armários vazios”. A mulher que se apaga, para ver a filha compreender melhor a vida que ela, sabendo de forma tão madura que, para se ser feliz também é preciso que o queiramos. E talvez aqui me tenha feito pensar em como, quando se pode escolher com que ser feliz é pouco sábio procurar o que nos leva em sentido oposto.

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