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Por coincidência recebi deste livro numa simpática oferta da E-Primatur no mesmo dia em que Carlos Vaz Marques o apresentou como sugestão no “Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer”, ou que para mim será sempre “Governo Sombra”.
Não conhecia o livro recentemente editado e do autor sabia muito pouco, no entanto, a descrição de Vaz Marques e as primeiras páginas que li por curiosidade, fizeram com que já não largasse o livro.
Para melhor explicar o livro socorro-me da sinopse, “Assumindo um cariz intencionalmente sensacionalista, Kleist preenche os espaços livres do jornal, os que ficavam no final das colunas de texto dos artigos e dos textos de maior dimensão, com pequenas histórias, relatos de episódios do quotidiano, anedotas, relatórios da polícia de Berlim, relatos de ocorrências estranhas, críticas, opiniões...”
Há textos para todos os gostos, entre a escrita literária e jornalística, que permitem ficar a conhecer melhor a realidade da primeira década do século XIX.
No final do livro podemos encontrar um posfácio de enorme qualidade para ajudar o leitor a compreender o que leu. Muito bem conseguido. Dá um cunho muito de maior relevância ao livro.
Gosto de livros como este: inesperado, não programado, curioso e depois uma agradável surpresa. Uma excelente leitura!

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