Mais sobre o livro AQUI
Deste livro lamento apenas ter chegado tarde ao autor. Que pena não ter tirado os seus livros da estante antes (tenho mais alguns por casa). Gosto de gente que, por mais sério que seja o assunto, consegue encontrar sempre um prisma, por mais impercetível que seja, para relativizar e engrandecer, ao mesmo tempo, a importância do que temos em mãos.
Não se espere um livro lamechas, cheio de lamentos e arrependimentos, de conselhos para aproveitar o momento. Nada disso. É uma conversa, espirituosa, filosófica e em muitos momentos animada sobre dar importância a isto de cá andar e saber relativizar a nossa existência.
Somos o que vivemos e as memórias que guardamos desses momentos, somos a nossa capacidade de amar e mais importante que isso, de nos deixarmos ser amados, somos o quanto rimos e aquilo de que nos escolhemos rir.
Um dia, quando chegar aos meus 105 anos e me sentar para escrever as minhas últimas linhas, espero ter esta clareza de espírito, sair de palco ainda capaz de fazer uma vénia ao público, sabendo que olho para trás e foi bom o caminho.
Leiam, pela vossa saúde.
.png)
Sem comentários:
Enviar um comentário