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Já terminei este livro há vários dias e ainda não tinha conseguido escrever sobre ele. Será, tenho a certeza, uma das leituras desde ano que vai ficar, juntamente com o velho livreiro Nabil, comigo durante muito tempo.
Custa-me escrever que “O Homem que Lia Livros” é um livro belíssimo quando nele encontramos tanto dor, violência e perda, mas ao mesmo tempo encontramos resistência, a esperança e o conforto, em particular dos livros. Por isso, sim, é um livro belíssimo, poderoso também, onde os livros ganham um papel central, como pilar para fugir à tragédia humana.
Nabil só conheceu o bem através dos livros. A sua vida foi uma luta constante para adiar a morte, em terras palestinianas. Perdeu tudo, menos a esperança nos livros.
Não tenho muito mais palavras para escrever. Reforço apenas o belíssimo. Se puderem ler um livro este ano, este é uma escolha prioritária. Leiam e reflitam sobre ele antes de o voltarem a colocar na estante.

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