
Há uns dias numa conversa em casa dos meus pais, a minha mãe lembrou-me de algo que, confesso, já há muito que não tinha memória e que me soube bem recordar.
Quando eu andava no meu 8º ou 9º ano, a minha mãe tinha uma mercearia na aldeia onde vivíamos que era exatamente em frente à paragem do autocarro que me levava até à escola na cidade de Montemor-o-Novo.
Lembro-me de ir de manhã cedo na minha bicicleta azul e amarela da minha casa até à mercearia e tomava lá o meu pequeno almoço, um sumptuoso Bollycao e uma Pepsi... enquanto lia umas páginas.
Normalmente eram livros da coleção de “Uma Aventura” de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, mas recordo-me que também li muito “Lucky Luke” e “Os Sete”.
E curioso que depois de minha mãe se ter falado no tema fiquei a percorrer as minhas memórias e a relembrar esses tempos. Todos os dias lia 15 ou 20 minutos de manhã antes de ir para a escola, de pé encostado a uma arca de gelados que servia de mesa de apoio. Recordei-me inclusive de um dia em que tive de correr (e bem) para apanhar o autocarro porque me demorei a terminar um livro. Até a imagem do livro me surgiu nítida, era “Uma Aventura no Deserto”.
Soube-me bem recordar e ao mesmo tempo relembrar de onde poderá vir o meu gosto pela leitura ao pequeno almoço.
Tenho memórias semelhantes com o lanche: ler Uma Aventura ou Os Cinco enquanto lanchava bollycao e leite «branco», ou leite e pão com doce. Doces memórias...
ResponderEliminarDoces memórias, mesmo!
EliminarBoas leituras!