
Não cresci com uma mãe dos livros. Não é um lamento é só uma constatação. Os tempos eram outros e as prioridades também. E a verdade é que essas prioridades traçaram o início do caminho que me trouxe até hoje.
Quando cresci encontrei uma companheira que é também alguém dos livros, e que por isso se tornou uma mãe dos livros. É dela a tarefa diária, desde sempre, de contar a história ao deitar (o pai substitui em algumas ocasiões). Ela é a mãe dos livros e das histórias.
Enquanto escrevo estas linhas, já perto da hora de dormir, ouço-a a ler a historinha para o mais pequeno, hoje uma leitura conjunta metade / metade pois o rebento também já lê. Ao mesmo tempo, há um novo rebento em gestação que, aproveitando o momento, também já pode ir ouvindo as histórias da mãe para se ir habituando.
É uma companheira e uma mãe dos livros. Espero que os meus filhos possam um dia compreender a importância que isso teve nas suas vidas. Mãe é sempre mãe, uma mãe dos livros é ainda mais um bocadinho.
Gostei da ideia da Mãe dos Livros
ResponderEliminarObrigado!
EliminarBoa semana e boas leituras!